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O mundo de Wayne White

Eu sempre me senti atraído pelas pessoas de vários talentos, que conseguem ser realmente boas nas várias áreas que se aventuram. É um misto de atração e inveja, mas uma inveja branca. Wayne White para mim é um desses heróis da criatividade.

Wayne nasceu e cresceu no Tennessee, onde se formou pela Middle Tennessee State University. Logo depois da graduação, foi trabalhar como ilustrador e cartunista em Nova Iorque. Nessa época ilustrou páginas de várias publicações, entre elas a Raw e o New York Times. E falando na Raw, Wayne White costumava frequentar o estúdio de Art Spiegelman e acabou sendo influenciado pela gigante biblioteca que tinha no lugar. Em uma entrevista, Wayne conta que folheava várias revistas alemãs antigas sobre desenho e design gráfico e que isso foi uma das coisas que mais o influenciou na época, assim como alguns artistas obscuros que o Spiegelman colecionava, como Heinrich Kley, Alfred Kubin, e George Grosz.




Em 1986 ele foi contratado para trabalhar na produção de cenários e personagens para o programa de tv Pee Wee’s Playhouse. Com esse trabalho ele acabou ganhando três prêmios Emmy e com isso veio uma visibilidade maior do seu talento. Na tv ainda trabalhou nos programas O Mundo de Beakman e The Weird Al Show. Outro grande momento na sua carreia foi as direções dos clipes de Big Time (Peter Gabriel) e Tonight, Tonight (Smashing Pumpkins).

Depois dessas fases, Wayne acabou se dedicando mais a carreira de pintor e escultor. Um dos trabalhos que eu mais gosto dele é a série de frases, as vezes engraçadas e misteriosas, sobre litografias antigas que achava em lojas de antiguidades. Uma delas foi a capa para o álbum Nixon do Lambchop (Kurt Wagner foi amigo de escola do Wayne).




Em 2009 teve o seu trabalho validado em um livrão chamado Maybe Now I’ll Get the Respect I So Richly Deserve, organizado pelo designer Todd Oldham, talvez o maior colecionador da obra de Wayne. Para ver o que tem dentro do livro é só dar uma passada no site portfólio.

Esses dias vi na que já tem um documentário pronto sobre ele e vai ter estreia no festival SXSW em março. É torcer para passar em alguma mostra aqui no Brasil. Enquanto isso da para ver o trailer logo abaixo.

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Os efeitos visuais de Boardwalk Empire

Ainda não parei para assistir com dedicação as temporadas de Boardwalk Empire, mas depois de ver esses videos da Brainstorm Digital que mostra como os efeitos para a serie foram criados me deu mais vontade ainda. O pessoal da Brainstorm Digital ganhou um Emmy por esse trabalho.


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Mais Vivian Maier

Pesquisando mais um pouco, acabei encontrando um curta sobre a vida da fotografa.
Para assistir é só clicar aqui.

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O maior segredo da fotografia

A essa altura você já deve ter ouvido falar sobre a fotografa (e babá) Vivian Meier. Mas a sua história é tão fascinante que merece ser contada infinitas vezes.

Em 2009, o agente imobiliário de 26 anos John Maloof pagou em um leilão $400 numa caixa cheia de negativos de fotos do cotidiano da cidade de Chicago, pois estava fazendo uma pesquisa para documentar a história do principal parque da cidade, o Portage Park.

Quando começou a escanear os negativos percebeu que, mesmo não entendendo muito sobre a arte, as fotografias pareciam trabalho de um fotógrafo profissional. Na mesma hora fez um post em uma comunidade de fotografia de rua no flickr, perguntando se aquele material tinha algum valor artístico e o que fazer com os mais de 40.000 negativos que tinha comprado, entre eles vários rolos de filmes ainda não revelados. Foi assim que o nome Vivian Meier começou a aparecer no mundo da fotografia e está em rumo a posição de um dos maiores ícones da fotografia de rua, junto com Bresson, Walker Evans, Doisneau, Robert Frank, entre outros.




Filha de mãe francesa e pai austríaco, Vivian Meier nasceu em Nova Iorque em 1926, mas viveu entre os EUA e a França até os 25 anos quando se mudou definitivamente para os EUA. Em 1956 se mudou para Chicago onde começou a carreira de babá, que durou 40 anos. Segundo algumas das famílias para quem trabalhou, Vivian era uma pessoa extremamente solitária e passava os dias fotografando pelas ruas. Nas palavras do dono da coleção:

“Ela era socialista, feminista, crítica de cinema e tinha uma personalidade forte. Aprendeu inglês indo ao teatro, uma de suas paixões. Ela usava jaqueta e sapatos masculino e um chapéu na maioria do tempo. Fotografava o tempo todo e nunca mostrou as fotos para ninguém.”

Com o passar do tempo, Vivian viajou pelo mundo tirando fotos e acumulou mais de 200 caixas de negativos. Também colecionava recortes de jornais e fitas de áudio de conversas com as pessoas que ela fotografava. No final da vida, já não conseguia mais trabalhos como babá e acabou morrendo em 2009, sem nunca ter visto a maioria de suas fotos.

Suas incríveis fotos são basicamente sobre a vida cotidiana, tanto de ricos quanto de pobres. Vivian era uma testemunha do seu tempo e do mundo ao seu redor e o seu senso de composição foi uma das coisas que mais me chamaram a atenção. Parece que ela já nasceu pronta para isso, pois nunca estudou formalmente a arte.




Atualmente só uma pequena porção dos 100.000 negativos que John Maloof adquiriu foram revelados, o que só deixa claro que a gente ainda vai ouvir falar bastante de Vivian Meier no futuro. Um livro sobre ela já foi lançado ano passado e um documentário está em fase de produção.

Para saber mais visite o site que Maloof criou para publicar as fotos. Vale a pena também ver esse pequeno e fantástico video que o Chicago Tonight fez sobre essa história.

11 Comentários

Kyrielle

Da para ver várias vezes essa hipnotizante animação de Boris Labbé e se concentrar nas diferentes figuras feitas em aquarela.

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