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House fino e muito bom

A melhor do novo EP do Huxley e mais um bom argumento para considerá-lo um dos melhores produtores de house da Inglaterra hoje.

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Ventania disco

“Windy Disco”, é disco com muito vento. Ouça e entenda o porquê.

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Joakim entorta clássico do Aeroplane

Difícil melhorar certas músicas. No caso de “Caramellas”, clássico do começo do Aeroplane, Joakim não tentou melhorar. Simplesmente, fez uma curva radical para a esquerda.

No mesmo pacote ainda tem uma remexida do Cassius para “We Can’t Fly”.

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Dá pra lutar contra tudo…

…menos contra a marcha do tempo.

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A longa Marcha da Maconha

Foto do instagram do DJ Gabriel Rocha, postada pelo Torturra com a pertinente pergunta: “E a PM disse 2000 pessoas? Acredite quem quiser…”

Volto depois com mais Marcha da Maconha.

O Gabriel Quintã0 colocou mais fotos no Virgula.

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Robin Gibb (1949-2012)

Robin Gibb, dos Bee Gees, morreu nesse domingo aos 62 anos. Quatro dias depois de Donna Summer, mais uma lenda da disco se vai cedo demais em 2012.

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Donna Summer reciclada através dos tempos

A rainha, reciclada através dos tempos.

David Carretta – Punishment Song (McCarthur Park)

Situation – Gangster Love (I Feel Love)

Plump DJs – Donna Kebab (I Feel Love)

Blake Baxter – Our Luv (Our Love)

Donna Summer – I Feel Love (DJ Meme 05 reedit)

Beyoncé – Naughty Girl (Love To Love You Baby)

Underworld – Shudder King of Snake (I Feel Love)

Moodswings feat. Chrissie Hynde – State of Independence (State of Independence)

Curve – I Feel Love (I Feel Love)

Blondie – I Feel Love (ao vivo) (I Feel Love)

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Donna Summer (1948-2012)

O vídeo abaixo, sobre a história da gravadora Casablanca, de Donna Summer, traz trechos preciosos.

Reparou lá pelo 1:30? Donna Summer aparece falando alemão com seus produtores. Sim, Donna, americana, conversa com Giorgio Moroder, italiano, e Pete Bellotte, inglês, na língua de Goethe e Ralf Hutter.

É um flagrante corriqueiro, mas que simboliza muito bem o caráter internacional da disco music. Internacional não no sentido mais aparente, de música que fez (faz!) sucesso em todo o mundo, mas de música desvinculada de pátria, de identidade nacional ou link com qualquer tradição folclórica como o blues do Mississippi ou a música cigana da Romênia.

A “pátria” da disco era a metrópole do fim do século 20. Por isso, era uma música libertária, tecnológica, urbana e eclética. Se o rock era principalmente coisa de homem hetero branco, cheio de dogmas e “não podes”, a disco era “pode tudo”, inclusive dançar homem com homem e mulher com mulher.

Donna Summer foi a rainha perfeita para a disco: mulher, negra e viajante transatlântica. Nascida em Boston, descoberta em Munique e coroada em Nova York. Os Beatles ou Elvis eram internacionais, mas Liverpool e Memphis nunca saíram de dentro deles. Donna sempre foi global.

Descobri Donna moleque, através do álbum Once Upon A Time, comprado por meu pai. Uma presença estranha na discoteca composta basicamente de música clássica e MPB, mas que mostra o alcance que Donna tinha nos anos 70. Sempre curti olhar mapas, então ficava viajando pelos países do mundo no atlas com Donna e a batida disco voando ao fundo. Combinava muito.

Quando escrevi sobre “I Feel Love” um tempo atrás, na seção DNA aqui do blog, falei sobre o estilo de interpretação de Donna:

“Num ótimo texto da revista Sound On Sound sobre a concepção e gravação de “I Feel Love”, o co-produtor Pete Bellotte conta que ‘Donna acatava tudo que fazíamos. Ela conseguia cantar em todos os tipos de vozes e nunca reclamou sobre nada durante o tempo em que trabalhamos com ela.’

Donna Summer era uma cantora programável, portanto, apta a executar qualquer estilo que o produtor desejasse. Era a vocalista ideal para a disco, essencialmente um gênero de produtor. Sua experiência no teatro, especialmente como vocalista de musicais (Hair, entre eles), significou que sua ideia de ‘interpretação’ tinha muito mais a ver com dramaturgia (construir personagens sob orientação de um diretor) do que com música popular. Era algo totalmente diferente, por exemplo, da tradição rock e soul, onde o derramamento no palco da ‘verdade’ interior do artista é desejada e louvada.”

Donna era como as grandes atrizes, que representam um papel sem dispensar da personalidade. Conseguiu assim soar verdadeira em personagens tão diferentes: a dama erótica de “Love To Love You Baby”, a melindrosa jazzy de “I Remember Yesterday”, a princesa cósmica de “I Feel Love”, a diva Broadway em “MacArthur Park”, a cantora de atitude rock em “Bad Girls”, a mensageira espiritual de “State of Independence”.

Mesmo quando sujeita ao maior processador musical dos anos 80, a produção dos ingleses Stock Aitken e Waterman, Donna conseguiu trazer força e credibilidade para o manifesto apaixonado de “This Time I Know Its For Real” (seu último grande sucesso).

Neste fim de semana, dancemos Donna Summer. Saudemos a nossa rainha.

* Tem uma porção de textos bons sobre Donna por aí: recomendo esse do Chris Molanphy, da Village Voice, esse do Vitor Angelo no Blogay e esse do Alex Needham, no Guardian.

* Donna Summer reciclada através dos tempos

 

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Metronomy remixado de muitos jeitos

The English Riviera, um dos álbuns de 2011, apareceu todo remixado nessa coletânea de versões.

Destaque para o remix de Mario Basanov para “Corinne”, o do Clock Opera para “The Bay”, do Two Inch Punch para “The Look” e o do Ewan Pearson para “Everything Goes My Way”.

Aí embaixo tem tudo:

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Chuck Brown (1936-2012)

Nos anos 80, o funk tinha incorporado uma pegada bem eletrônica. Prince, Gap Band, Cameo e a dupla produtora Jam & Lewis marcaram essa época onde teclados Roland e Yamaha viraram as principais máquinas do groove. Os grupos ficaram mais enxutos e as mega-bandas de funk cada vez mais para trás.

Menos em Washington, DC. Na capital dos EUA, uma cena ignorava esse caminho, mantendo viva a tradição dos grupos enormes e a sonoridade mais orgânica. Seu estilo ganhou o nome de go-go. Sua figura central era o músico Chuck Brown, que morreu aos 75 anos nesta quarta, 16, de falência múltipla dos órgçãos.

Chuck era o “godfather of go-go”. Gravando como Chuck Brown & Soul Searchers, ele teve o primeiro (e maior) hit a sair dessa cena: “Bustin’ Loose”, de 1978.

O go-go evoluiu a partir das bandas que tocavam nos salões de baile de Washington. Tanto que os discos de go-go tem esse jeitão de música ao vivo, com jams estendidas e gritos da banda chamando o público. Outra característica marcante são as camadas de percussão, especialmente muitas congas.

Faz todo sentido que esse funkão orgânico e pouco diluído tenha prosperado em Washington (compare com a mistureba nova-iorquina ou o som europeizado de Detroit). Nos anos 70, cerca de 70% da população do distrito federal americano era negra (hoje, o número caiu para cerca de 50%, ainda o grupo majoritário). Quando visitei Washington em 1985, lembro bem de que os poucos brancos que se via andando pelo centro pareciam ser turistas.

O go-go viveu um mini-hype por volta de 84/85, período em que saíram alguns de seus maiores clássicos, como “Drop The Bomb” e “Pump Me Up”, do Trouble Funk, e “We Need Some Money”, de Chuck Brown & Soul Searchers. Ganhou matéria especial da Spin, capa da revista The Face e coletânea inglesa com design do Neville Brody (“Pinta a Casa Branca de preto”).

A banda E.U., outro nome de peso do go-go, gravou com Salt’N'Pepa. Percussões e samples de seus alimentaram discos de faixas de Coldcut, Public Enemy, Eric B & Rakim, MC Hammer e Nelly.

Aqui Trouble Funk tocando na TV inglesa

Chris Blackwell, chefão da Island e patrocinador mundial do reggae, se encantou com o go-go quando ouviu “…Money”, de Chuck Brown. Bancou um filme, Good to Go (Short Fuse), raríssimo de achar. É uma história policial com muito go-go na trilha e aparições de músicos. Art Garfunkel (sim, o parceiro do Simon) fazia o protagonista e Don Letts co-dirigia. A produção enfrentou diversos problemas e o filme afundou.

Achei só esse pedacinho no YouTube. 

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