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Arquivo: maio de 2008

Picape touchscreen: o futuro do DJ?

Esqueça CDJ! Esqueça Serato! Esqueça tudo! E veja isso…

Por enquanto é só um protótipo desenvolvido por Scott Hobbs, estudante da Dundee University. Aliás, é o TCC do cara, que estuda design inovador. Por mim, seria aprovado com louvor. Aguarda agora aparecer uma empresa interessada em fabricar.

 

Mas, meus amigos e minhas amigas, eu fiquei literalmente BESTA!

 

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Teste seu QI musical

E sabia quais são os países de maior “inteligência” musical.

Tem um tal de Music Intelligence Institute aí que inventou um teste de QI musical. Você responde às 30 perguntas e eles calculam sua “inteligência” musical.

 

O negócio é bem mais puxado para o rock e, apesar de perguntas como “Qual dos nomes abaixo não é um membro do Arcade Fire?” e “Ronnie Scott tocou saxofone em qual música dos Beatles?” até que não me sai tão mal (caso interessar, errei a primeira e acertei a segunda, chutando nas duas). Fiz 135 pontos de um total de 180. Isso me colocou na segunda categoria mais alta, a de “Mix-Tape Master”, segundo eles “aquele cujo iPod sempre é escolhido para animar as festas.” A categoria mais alta é a do “Mágico Musical”.

 

Mas nem tudo é difícil, tem algumas bem mais acessíveis tipo “Miles Davis tocava principalmente qual instrumento?” ou “Factory Records e Tony Wilson estão associados a qual clube?”.

 

A partir dos mais de 26 mil questionários respondidos, o site fez um ranking de acordo com país. Os dez lugares com maior QI musical seriam:

 

1. Islândia 119

2. Japão 112

3. Irlanda 107

4. Espanha 106

5. Grã-Bretanha 106

6. Nova Zelândia 104

7. Suécia 101

8. EUA 101

9. França 100

10. Canadá 100

 

O exercício é divertido. Tenta lá pra ver o que sai:

 

http://www.mymusiciq.co.uk/

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Pioneiro da disco music vai se aposentar

Nicky Siano continua na ativa. Mas vai parar quando fizer 55 anos.

Siano no Japão em gig recente

Siano no Japão em gig recente

O nome dele se confunde com a história da pista de dança e do DJ. Mas até os mais guerreiros precisam descansar uma hora. Assim, Nicky Siano anunciou que se aposentará das pick-ups quando fizer 55 anos (daqui a 18 meses).

 

Em 1973, capítulos pioneiros da história da dance music estavam sendo escritos em Nova York e Nicky Siano era um dos protagonistas. Foi nesse ano que, inspirado pelo Loft, de David Mancuso (o embrião do clube moderno), Siano abriu o Gallery. Ele tinha 18 anos.

 

GIGANTE

No livro Turn the Beat Around (gosta de disco e sabe inglês? Tem que ler!), o autor Peter Shapiro dá uma idéia do gigantismo da figura. Ele conta que NIcky tocava com três pick-ups e ainda operava as luzes do Gallery com pedais. Siano teria sido também o primeiro DJ a usar pick-ups com pitch variável e, com isso, trabalhar à perfeição transições entre um disco e outro. Depois de ensaiada por Francis Grasso alguns anos antes, foi aqui que a mixagem moderna começou realmente a tomar forma.

 

Siano abusava da equalização, isolando asfrequências das músicas, o que em 1973 era absolutamente radical. O sistema de som do Gallery havia sido construído sob medida e incluía um grave poderoso. Juntando esse chassis com a predileção de Siano por vocalistas femininas extasiadas, Siano ajudou a definir a disco music como gênero musical.

 

CLARO-ESCURO

Siano no Gallery

Siano no Gallery

“O típico jogo entre o êxtase total ou o exorcismo emocionante da vocalista e um pano de fundo sombrio e sorrateiro que era a marca da melhor disco music foi demarcado pela primeira vez por Siano”, observa Shapiro. Sim, claro-escuro, euforia-escuridão, esse conceito tão fundamental da pista e da música dançante underground foi primeiro desenvolvido pelo DJ nova-iorquino.

 

E ao repetir as mesmas partes de uma faixa, usando dois discos, por um longo tempo, criando um groove hipnótico, ele foi um dos DJs que ajudou a criar a demanda pelo single de 12″ e pela versão “extended” especial para pista.

 

LOVE IS THE MESSAGE

Em 1978, o Gallery fechou. Durante sua existência, foi tido como um dos melhores clubes da cidade, elogiado em revistas como Billboard e New York e frequentado por gays, antenados, boêmios e famosos como Grace Jones e Barbra Streisand.

 

Pista do Gallery

Pista do Gallery

Siano foi então chamado para ser um dos residentes do Studio 54. Mesmo com a derrocada da disco, Siano nunca parou de tocar e sua agenda nos últimos anos tem sido global. Alguns anos atrás, a Soul Jazz lançou a coletânea Nicky Siano’s Legendary The Gallery, com alguns de seus hits dos tempos dourados, como “I Got It”, de Gloria Spencer, “Yes We Can Can”, das Pointer Sisters, e “Law of the Land”, dos Temptations. Só faltou “Love Is the Message”, do MFSB, um dos maiores sucessos da disco e que teve em Nicky seu primeiro divulgador.

 

DINOSSAURO

Nicky nunca se aventurou muito na produção mas bastou uma dessas raras vezes para que produzisse um arranha-céu. Creditada a Dinosaur, “Kiss Me Again” resultou de uma parceria com o excêntrico Arthur Russell. É uma disco anti-convencional, mas matadora na pista, e ainda tem David Byrne (Talking Heads) mandando ver numa guitarra sujamente funky.

 

Em comunicado à imprensa, Nicky frisa que “estou me aposentando da discotecagem, não da vida ou de trabalhar com entretenimento”, mas não especificou o que pretende fazer. Um dos projetos paralelos no qual ele está envolvido agora é um filme sobre a história do Gallery. No site dele, tem alguns trechos com fotos memoráveis.

http://www.nickysiano.com/http://www.myspace.com/djnickysianohttp://www.deejaybooking.com/nickysiano

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O aparelho de som dos sonhos…

…ou a versão mamute do iPod! Ou a jukebox da Enterprise! É incrível!

Agora isso sim é um sonho de consumo, o resto a gente dá um jeito e parcela nas Lojas Americanas.

 

A empresa americana Sooloos acaba de lançar um sistema de som doméstico que junta o prazer de passear por uma coleção de discos de vinil ou CD com a faciilidade de cruzar informações trazida pelos iPods e iTunes.

 

Tudo isso com mais espaço que um estádio de futebol. O aparelho tem três opções generosas de memória: um, dois ou três terabytes de espaço (o equivalente a dois, quatro ou seis mil álbuns). E ainda tem lugar para memória extra, caso você tenha uma coleção do tamanho da Biblioteca Nacional.

 

A interface impressiona, com as capas dos seus álbuns dispostas na tela de 17 polegadas e tudo comandado por toque, sem nenhum botão. Quer dizer, é só usar os dedos para percorrer sua coleção. Como os povos antigos faziam com suas caixas de vinil.

 

SHUFFLE INTELIGENTE

A qualquer momento, você escolhe uma informação como selo, artista, produtor, instrumentista, remixador etc e puxa tudo que existe associado ao nome dentro da sua coleção. Pode ainda selecionar o ano de um álbum qualquer e pegar todos os outros que saíram naquele ano. Pode ainda programar o “Shuffle” para agir dentro de alguma dessas especificações. Escolha, por exemplo, Factory Records ou Quincy Jones, e o aparelho tocará uma seleção randômica ligada a esses nomes.

 

A propaganda do produto garante ainda que ele é ultra-silencioso, importa CDs em poucos segundos e toda noite o servidor automaticamente faz um back-up da sua coleção. Vale observar que o Sooloos não tem voz própria, o que significa que ele precisa ser ligado a amplificador e alto-falantes.

 

Você também precisará de uma saudável conta bancária para adquirir o brinquedão. Nos EUA, o Sooloos sai por 13 mil dólares. O que no Brasil é o mesmo que um carro popular zero.

http://www.sooloos.com

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Argy, o DJ galã

Ele vem fazendo estrago com suas faixas e agora lança uma coleta pela Pokerflat.

Se você quer ver as coisas esquentarem num set de techno e house moderno, sugiro ter algumas faixas do Argy sempre à mão. Esse DJ e produtor grego (mas radicado em Berlin, claro) tem tudo jogando a seu favor.

 

É DJ requisitado, com agenda insana, e produtor de mão cheia, craque tanto em monstros feitos pra hora do rush da pista como em faixas para momentos menos apressados (OK, ele também fez alguns minimais sem graça mas deixemos esses pra lá). “Beautiful Virgin” (pela Cocoon) e “1985″ são dois bons exemplos do poder do seu som. Pode ser que Argy nem sempre seja o mais inovador do pedaço, mas a eficiência de seus ritmos e arranjos é inquestionável.

 

Fora isso, sua pinta de modelo da Armani significa que além dos tantos que derretem ao som de Argy, muitas (e muitos) se derretem é pelo próprio Argy. Não tem caixa de comentários que não registre pelo menos um suspiro à sua pessoa.

 

A Pokerflat agora traz Argy como convidado do novo volume da série Focus On. A coletânea sai no começo de junho e traz o DJ mixando basicamente suas produções, remixes e inúmeras colaborações (com gente como Solomun, Jerome Sydenham e DJ Gregory). Algumas são inéditas.

 

Veja o tracklist completa e ouça trechos aqui.

http://www.pokerflat-recordings.com http://www.myspace.com/argymusic

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Só tesouros!

Abençoado seja quem reviveu o Strut, selo dedicado a escavar o ouro das pistas.

Se você é daqueles que baba com o ecletismo e pesquisa dos sets de Todd Terje, Prins Thomas, Lindstrom, Optimo e Allez Allez aqui vai uma notícia pra deixar você salivando mais que um cão São Bernardo. O selo Strut, especializado em reeditar jóias e brilhantes do passado da pista de dança, foi ressuscitado esse ano.

 

O Strut originalmente funcionou de 1999 a 2003. Nesse tempo lançou uma tonelada de coletâneas fantásticas, abrangendo de disco underground a pós-punk a afrobeat a hip hop old school. Entre estas vale destacar:

 

- Larry Levan – Live at the Paradise Garage, aula do professor tido por alguns como o maior DJ de todos os tempos;

- a série Disco Not Disco, compilada por Joey Negro, depurando sons alternativos das pistas de outrora;

- os dois volumes de Club Africa, reunindo grooves polirrítmicos africanos;

- Black Rio – Brazil Soul Power, cheio de funk e soul dos anos 70 da gema.

 

O Strut versão 2008 é subsidiário do selo !K7, responsável pela excelente série DJ Kicks.

 

Os selo recomeçou com dois lançamentos absolutamente essenciais: uma edição fresquinha de Disco Not Disco e o sensacional Funky Nassau – The Compass Point Story 1980-1986.

 

Esta última registra o legado do estúdio Compass Point, de Nassau, Bahamas. Montado por Chris Blackwell, dono da Island, lá foram gravados discos clássicos de Grace Jones, Ian Dury, Kid Creole e Talking Heads, entre vários outros.

 

O som do Compass Point típico era um pop-funk-dub cristalino e groovado que foi muito influente no começo dos anos 80 e que vem sendo revisitado pela galera da nu-disco como Brennan Green e Chicken Lips.

 

Saindo agora do forno pela Strut: Disco Italia: Essential Italo Disco Classics 1977-1985, organizada por Steve Kotey, metade dos Chicken Lips, e cheia de bambinos obscuros; uma compilação do lendário grupo Kid Creole; e uma seleção de funk africano chamada Nigeria 70.

 

O site deles também promete para breve alguma coisa do Grandmaster Flash, mas sem maiores informações.

http://www.strut-records.com

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Revista americana recomenda brazucas

A Spin colocou Télépathique e Curumin na sua lista de faixas do mês.

Télépathique

Télépathique

Ponto para a música brasileira no exterior mais uma vez!

 

A prestigiada revista americana Spin colocou faixas de Télépathique e Curumin na sua seletíssima lista de 15 sugestões para download do mês, sendo que os brasileiros estão entre os três únicos artistas destacados com fotos.

 

Eles fazem companhia a gente como Mudhoney, Late of the Pier, Manu Chao e Guillemots. Um espaço desses, numa publicação como a Spin, abre dezenas de portas.

 

Pra quem não sabe, o Télépathique faz um electro-rock fino e sensual, cheio de informação musical. Ano passado, rodou a Europa fazendo shows. O grupo é formado pela cantora Mylene e pelo talentoso DJ Periférico e deve excursionar nos EUA em breve para promover seu primeiro álbum, que leva o nome da banda. Não faz muito tempo eles tiveram um EP e um clipe destacados no Pitchfork também.

 

Já Curumin é um multi-instrumentista que funde tropicália com eletrônica e dub e “faria Beck Babar”, segundo a Spin. Ele acaba de lançar um elogiado álbum chamado Japan Pop Show.

http://www.myspace.com/curuminhttp://www.myspace.com/telepathique

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Conhece o pai do LCD Soundsystem?

É o Liquid Liquid, banda nova-iorquina dos anos 80 que é motivo de coletânea.

Se te pedirem pra citar uma banda muito influente dos anos 80 você provavelmente vai falar Depeche Mode ou New Order ou The Cure. A não ser que seja um expert nas entrelinhas do pop e responda “Liquid Liquid”.

 

Estes eram um quarteto de punk-funk nova-iorquino muito fã de uma percussão (põe fã nisso, os quatro caras da banda tocavam percussão) e linhas de baixo poderosas. De vez em quando, algum vocal, guitarra ou metais. Pois esse rock funkeado minimal acabou servindo de referência para um monte de gente de renome: The Rapture, Beastie Boys, LCD Soundsystem e !!!. Sem falar na dupla de DJs Optimo, que inspirou seu nome numa faixa deles.

 

Liquid Liquid – Optimo

 

 

A Domino (selo do Franz Ferdinand e Bonde do Rolê) tá lançando agora uma coletânea da obra do LL, cujas atividades duraram menos que três anos, de 81 a 83. Se chama Slip in and out of Phenomenon. Tem tudo e mais um pouco do LL.

 

E tem mais: o clássico “White Lines”, do Grandmaster Flash e Melle Mel, tem o baixo chupado de “Cavern”, a faixa mais famosa do LL. O pior é que os caras foram pra justiça mas nem assim receberam um centavo da Sugarhill, selo do Grandmaster Flash.

 

Liquid Liquid – Cavern

 

 

Grandmaster Flash & Melle Mel – White Lines

 

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O perrengue de Grooverider na prisão

Companheiro de cela conta sobre as péssimas conduções em Dubai

O DJ inglês de drum’n'bass Grooverider foi preso em novembro passado em Dubai por uma quantidade ínfima de maconha. Foi condenado à quatro anos e agora passa seus dias em condições subhumanas (na real, nada diferente de uma típica prisão brasileira). Dizem que seus gastos com advogados já o levaram quase à falência.

 

Quem esteve na mesma situação foi o produtor de TV inglês Cat Le-Huy, que é gerente de tecnologia da Endemol inglesa, que produz o Big Brother de lá. Le-Huy teve um pouco mais de sorte e só ficou preso no inferno árabe por 40 dias. A acusação contra ele, de portar 0.03 gramas de haxixe, acabou sendo retirada.

 

Ele agora pretende começar uma campanha para libertar outros estrangeiros presos nos Emirados Árabes. A seguir algumas coisas que Le-Huy contou sobre a prisão na “maravilhosa” Dubai.

 

NOVE GRINGOS POR DIA

“Uma porcentagem muito pequena deles era culpada de tentar trazer algo para dentro do país e eram, em grande parte, inocentes. Estas pessoas trancadas numa prisão estrangeira, estão perdendo coisas em suas vidas como seus empregos e o suas obrigações bancárias. Durante o festival de compras de Dubai, recebíamos uma média de nove estrangeiros por dia.”

 

PEDÓFILO

“A maior parte não eram criminosos de verdade, mas tinha um pedófilo. Tínhamos dois garotos, um de 15 e outro de 17, mas eles não eram mantidos longe dele. Tomávamos conta deles mas uma noite ele chutou abaixo a porta da cela de outro cara, foi bem perturbador.”

 

HIV

“Havia medo de HIV e hepatite na prisão. Demoravam para separar os doentes do resto. Eles também drogavam pessoas. Um cara chegou e ele gritava dia e noite, deixando todo mundo acordado. Ele simplesmente se deitava na própria urina e fezes. Eles o jogaram na solitária até melhorar e ele contou que os guardas o injetaram com alguma coisa.”

 

IMUNDÍCIE

“Os banheiros eram absolutamente imundos, as privadas sempre transbordando. Rolou também um surto de salmonella, mas a prisão negava que estivesse acontecendo.”

 

LEITURA CONFISCADA

“Os prisioneiras também tinham que lidar com guardas que mudavam as regras de acordo com seu humor. Às vezes, eram forçados a ficar horas na chuva enquanto suas celas eram vasculhadas ou material de leitura era confiscado.”

 

“Só tínhamos para ler o que outros prisioneiros haviam deixado para trás, escondido.”

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Sandy in the house!

Nem Rivera, nem Van Doorn, é a do Junior mesmo. Ela gravou sua estréia na ME.

“Pump It Up!”

Essa realmente vai aborrecer os puristas da cena. A Sandy, mais conhecida como a cantora mais famosa do Brasil, a irmã do Junior etc acaba de gravar sua estréia na música eletrônica.

 

Ela é vocalista convidada de uma das faixas de Humanized, álbum de estréia do Crossover Live, projeto do DJ Julio Torres, residente do D-Edge, com o violinista Amon Lima.

 

“A história é bem simples”, contou Julio por email. “A ideia era gravar o Rogerio Flausino para a faixa ‘Because I Love You’, que está no álbum. Fomos para o estúdio da familia Lima, em Vinhedo, e como a Sandy é amiga do Flausino, foi assistir a gravação e acabou adorando uma das faixas que escutou, a ‘Scandal’. Daí ela disse que tinha uma idéia e comecou escrever com o namorado Lucas Lima…”

 

“Trinta minutos depois, com a letra pronta, gravamos! Aí foi trazer pra São Paulo e finalizar aqui…” O resultado é um electro-prog bem pop e radiofônico que dá para ouvir aí embaixo. Julio faz questão de frisar a espontaneidade da coisa toda: “Tudo rolou muito por acaso, por vontade dela.”

 

O álbum do Crossover Live sai no começo de junho. Nos créditos, Sandy aparecerá como “Miss S”.

 

Agora, se há chances de trombar com a moça se jogando no Paradise às sete da manhã ainda é cedo pra dizer.

 

Crossover Live featuring Miss S – Scandal

 

 

http://www.myspace.com/chakaboomrecords

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