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Político quer prender usuário de drogas. Que ano é hoje?

As forças retrógradas brasileiras não descansam. Enquanto as atenções estão voltadas para um batalhão do atraso, outro corre por fora para ocupar posição.

Num momento em que o Brasil discute o Marco Feliciano, avança no Congresso um projeto que pode fazer o País voltar várias casas em sua política de drogas.

A PL 7663/2010, do deputado gaúcho Osmar Terra quer que o usuário de drogas seja considerado CRIMINOSO. E seja PRESO!

Que ano é hoje?

A proposta contraria a tendência ocidental, democrática, policial, medicinal e científica dos últimos quinze anos.

Até o país que inventou a Guerra Às Drogas, os EUA, vem repensando sua abordagem. Depois de Washington e Colorado, mais oito estados americanos podem legalizar a maconha.

Você pode até ser contra a legalização da maconha. Mas será que defende a prisão do usuário? Pense apenas num argumento prático e imediato: nosso sistema carcerário transborda de gente, sendo um inferno medieval onde o sujeito entra usuário de maconha e sai assassino em potencial. É para lá mesmo que você mandaria um amigo, um irmão, um filho envolvido com drogas? Você acha que ele poderia se recuperar num lugar assim?

Veja alguns itens do projeto:

Aqui tem uma petição contra o projeto. Está quase batendo a meta das 30 mil assinaturas. 

A Frente Nacional de Direitos Humanos (via Pense Livre) listou outros dez motivos para rejeitar o projeto (clicando na imagem ela expande):

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Ajuda para resolução 2013

Veio daqui.

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Polícia de Seattle lança guia da maconha legal

A partir da meia-noite do dia 6/12, houve comemoração nas ruas de Seattle

Uma das coisas mais interessantes de acompanhar em 2013 será o laboratório da maconha legalizada em Colorado e Washington, nos EUA (e, em breve, também no Uruguai). Depois de tanta retórica a favor ou contra, teremos uma oportunidade inédita de ver como isso vai funcionar na prática.

A polícia de Seattle, maior cidade de Washington, já se mexeu. A corporação emitiu um guia de orientações para cidadãos chamado “Mariwhatnow? Um guia para o uso legal de maconha em Seattle”. O tom é bem-humorado e amistoso, o que em si dará uma ponta de inveja em quem está acostumado com outros tipos de abordagens.

Cidadãos de Seattle celebrando a mudança na lei

Algumas questões abordadas no texto da polícia de Seattle:

Posso legalmente carregar por aí uma onça (28 gramas) de maconha?

De acordo com a iniciativa recentemente aprovada, a partir de 6 de dezembro, adultos com mais de 21 poderão carregar até uma onça de maconha para uso pessoal. Por favor, note que a iniciativa diz que “é contra a lei abrir um pacote contendo maconha em público”, então tem isso. Você também provavelmente não deveria trazer maconha consigo para uma corte federal (ou qualquer outra propriedade federal). (uma boa dica, já que a maconha continua proibida a nível federal nos EUA).

Policiais poderão fumar maconha?

No momento, não. Esta ainda é uma questão bem complicada.

Seis de dezembro (quando a lei entrou em vigor) está anda muito longe (o texto foi publicado no começo de novembro). O que acontece se eu for pego com maconha antes?

Segure a sua onda. O seu caso será processado de acordo com a lei estadual atual. Entretanto, já existe uma diretriz municipal que retirou das prioridades a fiscalização contra a maconha.

No final do texto, aparece esse vídeo do Senhor dos Anéis.

Aqui o texto completo.

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Ronaldo e a bola

Essa rolou no jogo de despedida do goleiro Marcos. Ronaldo chama Edmundo para um after-jogo.

Os sinais não mentem.

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O LSD visto lá de trás

Nos anos 60 estava assim.

A novidade chamada LSD causando um rebuliço social, cultural e moral.

Muitos tateando atrás de uma compreensão do poderoso alucinógeno (e muitos enxergando fractais e plantas que pulsam enquanto faziam isso…)

Um dos autores do livro acima, o psicólogo Richard Alpert, era da linha de frente da pesquisa. Fazia parte do “clube psicodélico de Harvard”, ao lado de Timothy Leary.

Um trecho do livro diz que “o LSD é menos perigoso que quatro anos de estudo numa faculdade de artes liberal”.

Atente para a última foto, com a figura usando óculos que são refletores de bicicleta.

Veio daqui.

Mais sobre a questão das drogas aqui.

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Uma revista semanal que faz mal à saúde

Desde os anos 90, uma droga vem causando estrago considerável na Europa, em especial a Inglaterra. Cenas de gente estirada no torpor da cetamina (“ketamine”, em inglês; “ketamina”, informalmente no Brasil, ou ainda, Special K), com seus movimentos anestesiados, ficaram cada vez mais comuns em clubes e festas por lá.

A cetamina também ganhou muitos fãs nos EUA e Brasil, mas o alcance sempre foi bem menor. Mas, já em 2007, seu consumo preocupava a polícia brasileira.

Um dos efeitos colaterais do uso prolongado da cetamina é que ela danifica a bexiga. Na Inglaterra, tem aparecido casos de jovens de 20 anos com a bexiga tão deteriorada que a única solução é removê-la.

A cetamina é um anestésico comum em hospitais há muito tempo. Apesar de por um tempo ser conhecida como “remédio para cavalo”, é usada em animais e humanos.

Qual não foi a surpresa ao ver a mesma cetamina estampando a capa da Veja dessa semana. E não como alerta, mas como “esperança de cura”. Pesquisadores em Yale indicaram que a cetamina pode ser uma eficiente aliada no tratamento da depressão.

Algumas palavras deste artigo do site da Yale University sobre o assunto, porém, são importantes de ressaltar: “evidências sugerem“, “pesquisa”, “estudo”. Além desta frase: “A melhora dos sintomas dura apenas de uma semana a dez dias”. As palavras também estão na matéria da Veja. Mas há um perturbador tom eufórico e leviano em torno do assunto.

Na hora lembrei, claro, da capa alarmista que a revista fez sobre a maconha. Ao contrário da cetamina, a cannabis vem amparada por algumas décadas de estudos que comprovam sua eficiência médica. O uso medicinal é permitido em vários estados americanos (além do uso recreativo agora em Washington e Colorado). Há outro tanto de pesquisas que relativizam seus “males”, propondo que ela é menos nociva que o álcool. E há alguns estudos (como os citados pela revista) que dizem que ela faz mal e ponto.

Aqui a resposta do blog Pense Livre à capa da Veja sobre maconha.

Seja como for, maconha e cetamina são drogas que têm que ser discutidas com cuidado e informação.

O que é totalmente diferente de cravar que “DROGA A faz mal” e “DROGA B é super-legal”.

O leitor só tem a perder com esse tipo de abordagem.

E quem ganha?

Mande sua resposta numa bula de remédio e concorra a um vale-farmácia.

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Colorado e Washington liberam maconha “recreativa”

Campanha pró-legalização no Colorado

Quando listarem as efemérides do dia 6 de novembro no futuro, a reeleição de Barack Obama estará lá. Mas será um acontecimento menor. Muito mais destaque será dado ao fato de que foi neste mesmo dia que dois estados americanos, Colorado e Washington, legalizaram a maconha para uso recreativo. 

Detalhe: uso “recreativo” e não apenas medicinal. Washington já permitia uso medicinal desde 1998 e Colorado desde 2000. Agora, os dois estados sancionaram uma legislação mais liberal que a da Holanda. Isso dentro do país que comanda a (falida) guerra mundial contra as drogas. Aguardemos os interessantes desdobramentos.

Acompanhe o blog Pense Livre para esse e outros temas ligados a drogas.

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A rede Pense Livre está no ar

Falta pouco para o lançamento da rede Pense Livre, grupo do qual faço parte e que quer discutir e propor alternativas às políticas atuais de drogas. Não é a favor das drogas, é a favor das ideias e dos fatos. Luta por uma política de drogas que funcione.

Aqui terá o streaming do evento, que será encerrado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Ele vai das 19h30 às 21h30, no Itaú Cultural, em São Paulo.

O Pense Livre quer trazer luz para um debate que pede urgência e que está contaminado por sensacionalismo, desinformação e dogmas moralistas.

“Somos uma rede apartidária, plural e democrática formada por cidadãos com histórias e inserções sociais distintas que acredita no debate público qualificado e respeitoso, e no livre diálogo para a construção de um país melhor”, explica a carta de princípios do grupo.

O Pense Livre é também o mais novo blog d’O Esquema. Tem tudo a ver. Formamos um coletivo de pessoas que fazem muitas coisas diferentes, agindo como filtro para novas abordagens em relação ao século 21.

Se n’O Esquema você encontra muita coisa que não vê na mídia convencional, o Pense Livre fará o mesmo com os tópicos relacionados à políticas de drogas. Não é apologia, é informação. Será linkado muitas vezes aqui no Bate-Estaca.

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Pense Livre – por uma política de drogas que funcione

Tempinho atrás fui convidado para participar de um grupo de discussão sobre políticas de drogas. Nele estão jornalistas, advogados, publicitários, artistas, especialistas em segurança pública, profissionais da saúde, representantes de ONGs, entre várias atividades.

As drogas e o “barato” (seja com crack, seja com açúcar) fazem parte da nossa cultura e comportamento desde sempre. Seu abuso se tornou um sério problema de saúde pública em muitos países. Sua proibição resultou numa explosão de violência, com a ascensão de um crime organizado globalizado e com enorme poder para corromper.

A conversa sobre o tema no Brasil é geralmente desinformada e obscurantista, muitas vezes servindo a agendas morais, políticas e religiosas. A rede Pense Livre quer aprimorar o debate sobre o tema e trabalhar por políticas de drogas mais justas e eficientes.

A rede Pense Livre estreou um blog aqui n’O Esquema onde trará informação e análise sobre o tema, do tipo que não se vê muito na mídia convencional.

No dia 18 de setembro, acontecerá o lançamento da rede Pense Livre  no Itaú Cultural, em São Paulo, a partir das 19h30. Será apresentada a agenda do grupo e haverá mesa redonda sobre mídia e política de drogas. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso fará o encerramento do evento.

Vai rolar streaming do evento no blog Pense Livre.

Ajude a espalhar a notícia!

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É preciso mudar a Lei das Drogas

Bem didático que é pra  injustiça ficar bem clara.

Tem um abaixo-assinado em prol da causa aqui. 

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