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Arquivo: HIP HOP

Um impressionante rap… de 1968!

Que o hip hop surgiu nos anos 70 é um fato conhecido.

As raízes, porém, se perdem de vista.

A linhagem do rap, do MC, por exemplo, pode ser traçada até os griots, historiadores orais da África Ocidental.

No século 20, exemplos de vocais falados, rimados e ritmados pipocam em vários momentos antes dos anos 70, em discos de jazz, blues, soul e a poesia militante de Last Poets e Gil Scot-Heron.

Pouca coisa se compara, porém, a esse som do humorista Pigmeat Markham. A interpretação e a cadência são exatamente o que se viria a fazer uma década depois.

E não é apenas o vocal. A batida, o ritmo… está tudo ali. Em 1968!

Pigmeat Markham – Here Come The Judge

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Mano Brown vs DJ Marky pt 2

A foto traduz bem a vibração que rolou na Disco Baby do Capão Redondo.

Tem mais aqui.

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DJ Marky vs Mano Brown

Lá no Capão, beneficente.

Parabéns a Disco Baby por esse encontro histórico!

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DNA#32 Massive Attack – Unfinished Sympathy

Tenho preguiça de listas. Os melhores DJs. As melhores músicas de todos os tempos. As melhores duplas. Às vezes, são divertidas. Mas levar a sério? Não dá. É raro bater com o que penso e gosto.

Uma exceção é “Unfinished Sympathy”, que entra direto em listas de melhores músicas de todos os tempos. “Unfinished…” é descarga emocional de alta potência. Quem precisa de religião ou drogas? Coloque “Unfinished Sympathy” e transporte-se para fora desse mundo banal.

Seu arranjo de cordas constrói sombras barrocas no ouvido, abrindo um abismo de tirar o fôlego sob os pés. É quando percebemos a dualidade do sentimento em ação: o abismo é para cair ou para voar?

A letra, cantada pela impressionante Shara Nelson, relata a questão angustiante. Fala de um grande amor em potencial, inacabado, “unfinished”: “Você é o livro que eu abri/E agora preciso saber muito mais”. Ela quer viver a paixão, mas teme ter perdido a chance. “Sei que estive loucamente apaixonada antes”, dizem os primeiros versos. “E como poderia ser com você.”

A sonoridade mistura timbres sinfônicos, cenografia barroca ampla, com levada de calçada, suingue urbano e recursos do hip hop. John Barry encontra Eric B & Rakim. Phil Spector emparedado com LL Cool J.

O single é de 1991. Representou a nascente do trip hop, gênero de onde saíram ótimos discos de Portishead, DJ Shadow, Tricky e Red Snapper, blues sampladélicos e batidas dopadas em arranjos cinematográficos.

A música ainda tem um remix fantástico de Paul Oakenfold.

Massive Attack – Unfinished Sympathy

Aqui outros episódios da série DNA.

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Espetáculo de Big Boi e Kelly Rowland

Big Boi e Kelly Rowland em “Mama Told Me”. A música é boa, mas o clipe é espetacular. Daft Punk versus Hipgnosis versus art déco (sem falar na batida Prince).

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Criolo na Europa

Onze datas na Zooropa, muito bem…

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Flying Lotus: o novo álbum para ouvir

Um usuário do Discogs descreveu o Flying Lotus assim em 2008:

“Esse cara é uma usina de força e nerd musical. Parecia estar se divertindo muito com sua bateria eletrônica e mixers. Não diria que o seu número é necessariamente dançante… bem, a não ser que você considere espasmos epilépticos como dança”.

Eu não mudaria uma vírgula para 2012 e seu incrível álbum novo.

Mais FlyLo? Por aqui…

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Favela do Moinho, destaque do VMB 2012

Gosto muito de citar a frase de Chuck D sobre o hip hop ser a “CNN negra”. É um dos papeis mais relevantes que um artista pode ter, contar as histórias que os canais tradicionais ignoram.

Não é algo exclusivo do rap. De Bob Dylan à house music, as narrativas paralelas são essenciais para dar voz a marginalizados, ao subterrâneo, ao “outro lado”.

Enquanto a polícia jogava gás e baixava a borracha em moradores da já arrasada Favela do Moinho, era difícil achar algo a respeito nos grandes portais. Na mesma hora, acontecia o VMB 2012, este muito bem noticiado.

Mas, graças a artistas como Criolo, Emicida e Karina Buhr, a favela do Moinho apareceu no palco do evento.

“Gostaria de oferecer esse prêmio principalmente para as autoridades públicas desse país, que tenho certeza vão apurar quais dos 30 incêndios foram provocados”, disse Criolo.

“Não satisfeita com os 36 incêndios em São Paulo, a policia militar está sitiando neste momento a favela do Moinho. Infelizmente o momento não é de festa”, lamentou Emicida.

Ao final de sua apresentação, Karina gritou: “Sai polícia, sai da favela do Moinho!”

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Como foi o Planet Hemp no VMB 2012

Faltaram dois vários membros originais, como Zegon e Black Alien. Mas parece que bateu bem a parada.

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Nova York em capas de álbum

Você provavelmente conhece a capa do Led Zeppelin aí de cima. Mas sabe onde fica o prédio da imagem?

O vídeo da Fuse.tv localiza em Nova York essa e outras capas que usaram a cidade de cenário, incluindo álbuns de Bob Dylan, Beastie Boys, The Wh0 etc.

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