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Arquivo: MÚSICA ELETRÔNICA

The Knife, finalmente

Esquisito, arisco, esquizofrênico, intenso… é o novo The Knife, finalmente.

Dá vontade de ouvir de novo.

Valeu demais a espera.

Matias conta onde baixar.

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Um filme sobre a primeira rave do Brasil

Que ótima notícia o Julião me deu hojeAcaba de subir no YouTube um filme sobre a primeira rave do Brasil, a L&M Rave. As imagens e a realização são do VJ Scotto, que se apresentou na festa com Moby. Chamado Raving Brazil, seu timing é perfeito: o evento aconteceu há exatos 20 anos.

Na coletiva antes do festa, lembro que um jornalista perguntou a Moby “por que música eletrônica é tudo igual?”. Moby: “Para quem não conhece pode ser. Assim como para quem não conhece o japonês, o chinês, o coreano, são todos iguais’”.

Em maio de 1993, música eletrônica no Brasil era ainda a) “som de viado”; b) “dance” da Jovem Pan. E era “tudo igual”. Ouvidos antenados sabiam que havia muito mais. Da Europa, chegavam notícias de uma vibrante cultura underground, de festas doidas chamadas “raves”, com milhares de pessoas de todos os credos, cores e opções e onde tocava música eletrônica que passava longe do rádio.

Galpão na alameda Eduardo Prado, Barra Funda, onde aconteceu a primeira L&M Rave

A L&M Rave apareceu como uma nave errante vinda de uma civilização mais avançada. Rolaram festas em São Paulo, Porto Alegre e Curitiba. Tudo bem que era patrocinada por uma marca de cigarro, era no meio da cidade e não existia ecstasy no Brasil. O fato de que iria acontecer na cidade uma festa com Moby e Altern 8, então nomes fortíssimos, mais Mark Kamins, nova-iorquino que ajudou a deslanchar Madonna, Soul Slinger, da influente loja Liquid Sky, e Mau Mau, residente do Sra. Krawitz e já um favorito do underground, era motivo de muito euforia entre as células de fãs espalhadas pela cidade.

No dia da festa, muitas dessas células se encontraram pela primeira vez. Eu mesmo me surpreendi ao ver moleques da Zona Leste usando máscaras do Altern 8 (depois eu saberia que eram discípulos de Marky e Julião dos primeiros anos da Sound Factory). A festa bombou, a mídia repercutiu, uma fértil semente foi plantada.

Vinte anos depois da L&M Rave:

- Mark Archer, do Altern 8, vem direto ao Brasil e virou brother do DJ Julião.

- Moby é milionário e faz rock depressivo.

- Mark Kamins faleceu fevereiro passado.

- Mau Mau é um herói nacional da discotecagem.

- Muitos jornalistas de música ainda não entenderam a diferença entre techno e house.

- A música eletrônica é popular, respeitada e reconhecida. A que toca no rádio é bem pior do que em 1993.

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Posts da semana 25mar2013

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RIP Scott Hardkiss

O DJ e produtor Scott Hardkiss morreu aos 43 anos esta semana, de causas não determinadas. Hardkiss foi um dos articuladores da cena rave californiana do começo dos anos 90.

Ele sofria de uma doença degenerativa no olho e já havia passado por cirurgia, mas não se sabe se esse problema está relacionado à sua morte.

Scott era um dos três Hardkiss Brothers, coletivo que promoveu festas na região de São Francisco, lançou discos pelo selo Hardkiss e ajudou a disseminar o (então) novo evangelho eletrônico na região.

O som dos Hardkiss era um house psicodélico, expansivo, melódico e ciente da longa tradição lisérgica da região. Havia muito espaço para breakbeat e acid na mistura.

Elton John – Rocket Man (Hardkiss Remix)

Em seu blog, Simon Reynolds destacou um raríssimo remix dos Hardkiss para “Rocket Man”, que Elton John e gravadora vetaram.

Hawke & God Within – Acid Funk

Na época, Scott também assinou os projetos God Within e Dramaboy.

Mais recentemente, já morando em Nova York, vinha lançando como artista solo. Seu álbum, Technicolor Dreamer, saiu em 2009.

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Mount Kimbie começa a formar o top ten de 2013

Mount Kimbie arrebentou no single novo, “Made To Stray”, combinando ritmos mecânicos sujos com comoção vocal. O top 10 de 2013 começa a se formar aqui.

Faz parte do álbum que vem aí, chamado Cold Spring Fault Less Youth, e dá para baixar de graça.

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The XX vs Kim Ann Foxman

VS

Coexist, do álbum do XX do ano passado, não me pegou nem um pouco.

Remixes como este aqui ajudam a ouví-lo de outra forma. Quem fez é Kim Ann Foxman, que, depois de seu trabalho como vocalista do Hercules & Love Affair, vem se firmando como artista solo.

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I Feel Love é o baile dessa sexta

É hoje! Vamos a bailar?

I Feel Love no Facebook.

Também fizemos uma rádio da festa no Deezer.

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Depeche Mode libera álbum novo e diz que está vindo

O Depeche Mode liberou seu álbum novo, Delta Machine, para audição.

É só ir aqui no iTunes.

E hoje também a banda disse que vem tocar na América do Sul, mas sem dar maiores detalhes.

 

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Richie Hawtin e Deadmau5 descem a lenha no SXSW

Richie Hawtin e Deadmau5 se apresentaram ontem no South By Southwest (SXSW), em Austin, Texas. Um encontro histórico e polêmico, velha guarda do techno vs nova safra do EDM. O amigo Franklin Costa estava lá e mandou seu relato:

. O RH e o DM5 encerraram a etapa Interactive e deram início à parte Music do SXSW 2013.
. Mais cedo já haviam se encontrado, mas em uma das sessions do festival, para discutir os rumos da EDM (num search, você vai ver quotes dos dois no Twitter).
. A apresentação foi em um local chamado Stubbs. Eles tocaram depois de duas bandas de rock (que não vou me lembrar o nome).
. Praticamente todo mundo foi pra ver o Deadmau5. Eu conheci um grupo de pessoas que nunca tinham ouvido falar do Hawtin (pelo menos uns cinco, de locais e idades diferentes, mas todos americanos).
. A primeira surpresa foi o Deadmau5 entrar sem máscara, todo de preto.
. A segunda foi a música de abertura, que tinha uma intro de pelo menos três minutos sem bumbo, pura tensão pre-break.
. O que NINGUÉM esperava era o que veio dali em diante: um set 100% techno 4X4, contínuo e com poucos, muito poucos, vocais. A sensação era de estar numa velha festa da Circuito no Lago. A maioria das pessoas que estava no local não dançou… Ficava filmando ou tentando entender o que estava acontecendo. Um texano de 21 anos que conheci me perguntou: “Esta música não tem vocal?”.

Para mim, foi como presenciar o renascimento do Techno. Pensei em 1001 coisas:

- Era, claro, uma jogada de marketing dos dois. O Deadmau5, que já conquistou tudo na EDM e que curte uma boa polêmica, abraçou o underground. O Hawtin, tocando uma lenha como na época Plastikman, chancelou o ícone pop da EDM. 100% zeitgeist 2013: o espirito do tempo mais que nunca é o fim do muro de Berlim entre underground e mainstream.
– Era arte. Foi arte ver aquele show de música eletrônica quase purista em uma cidade dominada pelos cowboys do folk/indie/rock. Poucas pessoas que estavam lá (10% do publico) bombaram, curtiram, gritaram… mas o resto ficou surpreso, se não decepcionado. O rato não tocou uma só musica no estilo house progressivo.

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Timberlake remixado por Four Tet, Aeroplane, Bashmore…

O novo de Justin Timberlake vem dobrando a esquina e os remixes do single “Suit & Tie” (com Jay-Z) já estão na rede. Nada de opções óbvias aqui (e poderia ter sido facilmente o caso) e cada um com uma pegada diferente.

O Aeroplane vai num caminho house funkeado e chique, muito adequado à letra que fala em terno e gravata na pista de dança. Julio Bashmore sai de deep house, com ênfase nos tons românticos, afinal a letra também fala de conquista amorosa.

E o Four Tet… bom, o do Four Tet é o que acontece quando o galanteador, no meio do caminho, resolveu tomar um ácido.

Justin Timberlake – Suit & Tie (Aeroplane Remix)

Justin Timberlake – Suit & Tie (Julio Bashmore Remix)

Justin Timberlake – Suit & Tie (Four Tet Remix)

 

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