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Arquivo: POP

E se Michael Jackson tivesse ficado assim?

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Em 1985, a revista Ebony tentou prever como seria Michael Jackson no ano 2000.

“Aos 40, ele terá envelhecido graciosamente e sua apresentará uma aparência bonita e mais madura.”

Lembrando que Michael, em 85, época de lançamento de “We Are The World”, era assim:

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MÚSICA DO DIA (56) Little Dragon – Klapp Klapp

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O último álbum do Little Dragon, Ritual Union, saiu em 2011 e era bem bacana. Eis que se anuncia o sucessor, Nabuma Rubberband. Com groove electro-rock musculoso, “Klapp Klapp” é o primeiro single.

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MÚSICA DO DIA (54) Neneh Cherry ft. Robyn – Out of the Black

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Que volta! E repara na viajeira que se forma mais para o fim da música.

UPDATE A produção é de Kieran Hebden, do Four Tet.

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MÚSICA DO DIA (53) Julia Spada – Reptile Mission

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Bom o som dessa moça sueca. Pop com beatzão firmeza.

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Um guia ligeiro das máquinas que criaram o som da música moderna

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Eles formam a Santíssima Trindade dos instrumentos eletrônicos, reverenciados no altar da produção musical. São três equipamentos analógicos produzidos pela japonesa Roland na primeira metade dos anos 80 que, como diz a BBC, “ajudaram a esculpir o som da música moderna”.

BE-tr808

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As TR-808 e TR-909 são baterias eletrônicas. A primeira foi produzida entre 1980 e 1983, a segunda entre 83 e 85.

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A TB-303 é um sintetizador de baixo, fabricado entre 82 e 83.

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Na época de seus respectivos lançamentos, foram mal de vendas. O principal motivo eram suas sonoridades, tidas como “artificiais” e mecânicas. Rapidamente saíram de linha. Consta que nenhum dos três instrumentos teve mais de 10 mil unidades produzidas.

O preço baixo (especialmente depois de descontinuados) tornou esses instrumentos opções atraentes para uma série de moleques DJs e produtores. Mas não era só questão de custo. O caráter eletrônico e estranho dos sons também contribuiu. Esses produtores estavam forjando novas linguagens musicais, novos gêneros urbanos, influenciados por disco music, Kraftwerk, tecnologia, videogames e futurismo: hip hop, house/acid house e techno. Os aparelhos da Roland ajudaram a construir a identidade desses estilos.

 

TRÊS CLÁSSICOS

Afrika Bambaataa e Arthur Baker usaram a 808 em “Planet Rock”; a bateria depois virou padrão para o electro-funk.

O Flavorwire juntou dez clássicos que usam a 808.

Esse diagrama mostra a programação de “Planet Rock” na 808.

Em Detroit, Derrick May e Juan Atkins aproveitaram o vigor da 909 para experimentos na discotecagem e no estúdio.

Aqui uma demonstração da TR-909.

Jeff Mills e a 909.

DJ Pierre, Spanky, Hubert J e Marshall Jefferson inauguraram em Chicago a sonoridade “acid” ao pirar geral na TB-303.

O site Fact listou 20 discos essenciais de acid house.

Aqui um fórum com músicas que usam a TB-303 mas não são “acid”, incluindo Heaven 17, Massive Attack e Aaliyah.

No fim dos anos 80, as sonoridades da 303, 808 e 909 tinham se alastrado pela música eletrônica e, de tabela, pelo pop dançante da época (tinha até 303 em remix de “A Little Respect”, do Erasure).

No hip hop, ela perdeu espaço, especialmente em Nova York, para beats e grooves construidos através de samples digitais (só nos anos 00, a 808 voltaria a sonorizar discos de rap e R&B em escala significativa).

As máquinas viraram ícones, cantadas em verso e prosa, do Hardfloor (o álbum TB Resuscitation) ao Fatboy Slim (“Everybody Loves a 303″) a Kanye West (808s & Heartbreak) ao Wado (Samba 808). Projetos e grupos também referenciaram os aparelhos, como 808 State, 808 Mafia e House of 909.

Como todas tiveram uma tiragem muito limitada, qualquer original em bom estado valia outro nos anos 90. Com a disseminação dos softwares e plugins na produção musical, apareceram vários emuladores digitais, alguns bem fieis.

 

O RETORNO DAS MÁQUINAS

BE-aira808

A Roland jogou na rede dois teasers onde anuncia a “volta” da 808 e da 909 (nada de 303, mas tem gente que jura que logo ela reaparece). Não os instrumentos como eram, mas novas versões, digitais e com configurações diferentes (acima a nova 808). O projeto se chama AIRA.

Olha os teasers abaixo.

TR-808

TR-909

 

DOIS DOCUMENTÁRIOS

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Este ano deve sair um documentário sobre a 808 chamado Planet Rock & Other Tales Of The 808, realizado por ninguém menos que Arthur Baker, produtor de “Planet Rock” e de muitos outros clássicos.

Promete ser muito bom e tem participações de Questlove, Diplo, Paul Oakenfold, New Order, A-Trak, Felix Da Housecat, SoulClap, Skrillex, Richie Hawtin e Soulwax. O filme vem sendo anunciado desde 2012, vamos torcer para que finalmente saia.

E tem esse documentário de rádio da BBC que trata dos três instrumentos.
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As 50 melhores músicas de 2013

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Você se lembra como foi ouvir “Get Lucky” pela primeira vez? Não a música, mas o teaser, aquele de um minuto? Eu lembro bem. O groove limpo e redondo, a inconfundível guitarra de Nile Rodgers repicando… era uma aula de savoir faire musical. O mundo parecia que seria salvo da hecatombe EDM/sertanejo/indie genérico/tech-house impessoal que parecia seu destino inevitável. Se o Daft Punk estava prestes a fazer o Deus do bom groove sair da seção da flashback e caminhar para o topo das paradas, estava tudo lindo. Aquele teaser não era só música, mas um raio de luz vindo do céu.

“Get Lucky” provou ser espetacular na íntegra também e se tornou a música-símbolo de 2013. Virou même, ícone cultural, rebateu em lugares impensados, foi cantada pelo Obama e pelo marido da Scheila Carvalho. E Nile Rodgers hoje desfruta de todo o sucesso, atenção e amor que sempre mereceu. Está no centro da música pop, lugar de onde nunca deveria ter saído.

No mais, porém, quem continuou reinando na maioria das pistas e paradas do mundo foram mesmo caras como Avicii. Como que para confirmar esse estado de coisas, em setembro saiu uma música do Avicii featuring Nile Rodgers.

BE-mountkimbie

Na lista deste blog, “Get Lucky” só perdeu para o Mount Kimbie. Não é pedantismo, não. É que “Made To Stray” mexeu demais, conseguindo soar ousada e memorável de um jeito só seu. O mais importante: parecia mesmo uma faixa de 2013, ao contrário de “Get Lucky”, que é puro 1979.

No fim da lista, coloquei um player de YouTube com todas as 50 músicas. Em ordem. Para facilitar sua vida no caso de você querer ouvir alguma coisa.

P.S. Eu sei que “Latch”, do Disclosure, saiu em 2012, mas ela entrou aqui por motivos simples: não tinha entrado no ano anterior; é um dos destaques de um álbum deste ano, Settle; e é um som que ouvi bastante no ano que se passou.

1-10

Mount Kimbie – Made To Stray
Daft Punk – Get Lucky
James Blake – Retrograde
Disclosure – Latch
David Bowie – Love Is Lost (Hello Steve Reich Mix by James Murphy)
Dornik – Something About You
bEEdEEgEE ft. Lovefoxxx – Flowers
Arcade Fire – Here Comes the Night Time
Disclosure ft. London Grammar – Help Me Lose My Mind
Darkside – Paper Trails

11-20

Daft Punk – Instant Crush
Dorgas – Hortência
Ninetoes – Finder
Washed Out – All I Know
Marcelo Jeneci – Alento
Múm – Candlestick
Warpaint – Love Is To Die
Pet Shop Boys – Fluorescent
Julia Holter – This Is a True Heart
Forest Swords – Thor’s Stone

21-30

Todd Terje – Strandbar (disko)
Bixiga 70 – Ocupai
Benoit & Sergio – $100 Bill
DJ Guerrinha – Estamos Cascateando Fraclassicos Com O Valor Comunal
Daniel Avery – All I Need
Moderat – Bad Kingdom
Connan Mockasin – Do I Make You Feel Shy?
Beyoncé & Frank Ocean – Supernatural
DJ Koze – Marilyn Whirlwind
Arcade Fire – We Exist

31-40

Ariel Pink ft. Jorge Elbrecht – Hang On To Life
Night Moves – Colored Emotions
The Knife – A Tooth For An Eye
Karol Conká – Gueto ao Luxo
Stellar OM Source – Par Amour
Axel Boman – Hello
Small Pyramids – I Want Blood
Barrientos – On My Mind
Jon Hopkins – Open Eye Signal
Flume & Chet Faker – Drop the Game

41-50

Brynjolfur – I Love You
DAMH – What a Waste of Time
Blood Orange – You’re Not Good Enough
Elekfantz – Wish
Dean Blunt – Papi
Paul Woolford – Untitled
Midland – Trace
Matthew E. White – Steady Pace
Tigerskin – Windfall
Fairmont – Poble Sec

Aqui os melhores álbuns de 2013.

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Os melhores álbuns de 2013

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Sei não esse negócio de “melhores álbuns”. Não ficou meio anacrônico isso de ouvir o álbum inteiro? Queremos (e podemos) escolher só as melhores partes. Ou ficar no single. Pegar o remix diferente. Ou se apegar àquela faixa escondida. A época é muito mais de playlists, mixtapes, fluxos de streaming aleatório. O tempo é sempre escasso e a oferta, abundante.

Falemos a real: 99% dos álbuns não merecem ser ouvidos até o fim. Quantos não começam cheios de pique e já soam cansados e sem ideias lá pela sexta ou sétima faixa? (e por que o Justin Timberlake achou necessário fazer dois álbuns? Quem deu bola para o segundo?).

Mas certas tradições resistem e a virada do ano pede o retrospecto. Aqui vai mais uma lista de fim de ano com os 20 álbuns de 2013 que melhor funcionaram do começo ao fim para mim.

Depois veja a lista das 50 músicas de 2013.

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1. DARKSIDE – Psychic

Se existisse um universo paralelo onde a dupla protagonista de Medo e Delírio em Las Vegas fosse para o Burning Man em vez da cidade dos cassinos, esta seria a trilha sonora.

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2. DISCLOSURE – Settle

Uma batida de garage, house e pop que prova que dá para ser dançante e acessível sem perder a elegância.

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3. ARCADE FIRE – Reflektor

Baixou santo do Haiti na friagem indie canadense. Ao fundo, James Murphy fala em línguas que a pista entende muito bem.

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4. JAMES BLAKE – Overgrown

Mais maduro e resolvido, nem por isso menos incisivo e ousado.

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5. FOREST SWORDS – Engravings

O inglês Matthew Barnes faz downtempo e trip hop climatizado para os dias atuais. Música que sai do chão… mas de outro jeito.

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6. BOARDS OF CANADA – Tomorrow’s Harvest

Um disco de realidade alternada, onde lampejam sons e reflexos de outros tempos. Não o melhor BoC, mas melhor que a maioria do resto.

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7. BEEDEEGEE – SUM/ONE

Excêntrica e melódica estreia de Brian DeGraw do Gang Gang Dance, com convidados com Lovefoxxx e Alexis Taylor, do Hot Chip.

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8. DORGAS – Dorgas

O primeiro (e último, pelo menos nessa formação) álbum do grupo carioca é deep house com cara de pop de rádio dos anos 80.

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9. MÚM – Smilewound

Ambient-pop islandês com tons lúdicos e delicados. Fofice que não enjoa.

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10. DAFT PUNK – Random Access Memories

Mais hinos que um evento olímpico. Sob vários aspectos, o disco do ano. Acontece que nem sempre o conteúdo ficou a altura do hype.

Print

11. WASHED OUT – Paracosm

Synth-pop com doutorado em refrão.

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12. MARCELO JENECI – De Graça

Recupera uma tradição de pop brasileiro suingado e cosmopolita lá dos anos 80.

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13. JAMES HOLDEN – The Inheritors

Holden pira em estilo cada vez maior.

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14. DEAN BLUNT – The Redeemer

Amargo na temática (fim de relacionamento) e esparso na produção, faz bonito usando muito pouco.

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15. JULIA HOLTER – Loud City Song

Entre ornamentos barrocos e ambiências desvairadas, a moça Holter fez um ótimo segundo disco.

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16. STELLAR OM SOURCE – Joy One Mile

A holandesa Christelle Gualdi fez o álbum techno do ano. Cheio de boas novas ideias para o gênero.

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17. KAROL CONKÁ – Batuk Freak

Hip hop feminista e feminino com produção de altíssimo nível.

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18. THE KNIFE – Shaking The Habitual

“É político”, disse a banda sobre este manifesto contra a normalidade. No som, algo muito mais para quebra-quebra do que protesto pacífico.

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19. FALTY DL – Hardcourage

Um americano com o olho constante em Londres.

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20. BONOBO – North Borders

Mestre do beat rebaixado entrega mais uma vez.

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MÚSICA DO DIA (43) bEEdEEgEE ft. Lovefoxxx – Flowers (edit)

BE-beedeegeelovefoxx

Brian DeGraw, do Gang Gang Dance, está se aventurando solo como bEEdEEgEE. Ele recrutou a Lovefoxxx para esse single impressionante.

E não é que na reta de chegada surgiu uma das músicas mais belas de 2013?

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Um músico de rua recebe uma visita dos anos 80

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O músico de rua executava um clássico pop dos anos 80, “Smalltown Boy”, do Bronski Beat.

De repente, uma visita inesperada.

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Os convidados do álbum do Chromeo… a lista promete

BE-chromeosofa

Uma galera, viu, e das boas.

Pat Mahoney, ex-LCD Soundsytem’, a dupla Oliver, Solange Knowles, Toro Y Moi e Ezra Keonig, vocalista do Vampire Weekend.

Os nomes foram revelados numa sessão de perguntas para o Reddit.

O disco chama White Women. Já ouviu o primeiro single?

Aqui um trailer do álbum.

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