19 de março de 2013 às 16h28
Depeche Mode libera álbum novo e diz que está vindo
O Depeche Mode liberou seu álbum novo, Delta Machine, para audição.
E hoje também a banda disse que vem tocar na América do Sul, mas sem dar maiores detalhes.
O Depeche Mode liberou seu álbum novo, Delta Machine, para audição.
E hoje também a banda disse que vem tocar na América do Sul, mas sem dar maiores detalhes.
Hoje, no Multishow, vai passar um documentário sobre Julio Barroso, figura essencial para a música brasileira dos anos 80.
A direção é do amigo Ricardo Alexandre, MBA em música pop e autor da biografia de Wilson Simonal (Nem Vem Que Não Tem).
Apresentar Julio Barroso para leigos começa, obrigatoriamente, com o maior hit de sua banda Gang 90 & As Absurdetes, “Nosso Louco Amor”.
Tiveram outros, como a genial “Telefone”, e seu teclado meio Roxy Music.
Uma referência assim era algo bem Julio Barroso. Ele foi um cara que usou informações musicais gringas fresquinhas para forjar um pop/rock new wave com cara de Brasil.
Tudo a ver com suas duas atividades principais, jornalista e DJ. O som da Gang abriu caminho para o pop-rock brasileiro daquela década, de Blitz a Ultraje a Rigor a Lobão (Julio foi, inclusive, coautor de “Corações Psicodélicos”).
Julio amava a discotecagem. Lembro de um texto seu na contracapa de uma coletânea de disco, exaltando a euforia comunal da pista de dança. Isso em 1979. Aliás, se alguém souber (e tiver) a coletânea (cujo nome não lembro), por favor se apresente!
Mas isso explica só uma parte do personagem, que também era compositor pop habilidoso e um empolgado adepto dos excessos da vida de artista.
Julio morreu em 1984, ao cair da janela de seu apartamento. Até hoje, não se sabe se foi suicídio ou acidente.
Todas essas facetas estão contempladas em Julio Barroso – Marginal Conservador.
O doc passa no canal Bis, do Multishow. No fim do post, tem o trailer.
Os horários:
Seg 18/03 – 4h
Ter 19/03 – 8h30
Qua 20/03 – 16h30
Quin 21/03 – 9h
Sab 23/03 – 19h30
Sab 23/03 – 3h30
Seg 25/03 – 15h30
Mal falei dos remixes do primeiro single e já apareceu o álbum The 20/20 Experience em streaming no iTunes.
Na sequência, o Rock In Rio anunciou sua vinda (vi no Matias).
O novo de Justin Timberlake vem dobrando a esquina e os remixes do single “Suit & Tie” (com Jay-Z) já estão na rede. Nada de opções óbvias aqui (e poderia ter sido facilmente o caso) e cada um com uma pegada diferente.
O Aeroplane vai num caminho house funkeado e chique, muito adequado à letra que fala em terno e gravata na pista de dança. Julio Bashmore sai de deep house, com ênfase nos tons românticos, afinal a letra também fala de conquista amorosa.
E o Four Tet… bom, o do Four Tet é o que acontece quando o galanteador, no meio do caminho, resolveu tomar um ácido.
Justin Timberlake – Suit & Tie (Aeroplane Remix)
Justin Timberlake – Suit & Tie (Julio Bashmore Remix)
Justin Timberlake – Suit & Tie (Four Tet Remix)
Segunda session do blog, com uma novidade. Você pode ouvir todas as faixas de uma vez no player no final do post.
AraabMUZIK – Never Have To Worry
Começamos a segunda sessão com o geniozinho da MPC Araabmuzik. Ele vem com um beat encorpadão, intercalado com synths delicados, naquele groove irresistível e arrastado.
Gramme – Rough News
Gramme – Girls Talk
O Gramme não é exatamente prolífico. São cinco singles lançados desde 1997. Agora, no começo do ano, a banda finalmente soltou seu primeiro álbum, Fascination. É excelente e dá para ouvir inteiro aqui. Como a banda mesmo se define, “lo-fi disco crua”. Para quem gosta de ESG, Au Pairs e Bush Tetras.
Yeah Yeah Yeahs – Sacrilege
Daí tem uma banda que sempre merece atenção, o Yeah Yeah Yeahs, de Karen O. Com batida ultrafunk, linha breakbeat clássico. O final surpreende, uma apoteose gospel, com efeito parecido o que Madonna conseguiu em “Like A Prayer”.
Tornado Wallace – Thinking Allowed
Tem que prestar atenção em alguém chamado Tornado Wallace. O nome faz jus ao figurino, comprove aqui. Mas o que realmente interessa é a qualidade do seu som. Música de droga, no bom sentido. Quando o vocal, que parecia tão iluminado, começa a ficar distorcido e esquisito, abrindo para uma progressão acid, o bicho pega.
Persnickety All Stars – The Final Round
Psychemagik – What A Funky Night (Psychemagik edit)
Edits de clássicos disco tem um lugar garantido no meu coração. Este aqui ganha dois pontos extras: envolve Derrick Carter, já que sai pelo seu selo, e é de uma faixa do Kasso, projeto sensa do italo-brasileiro Claudio Simonetti (membro do influente grupo de prog eletônico Goblin). Disco-sorriso, com um sacode jazzy que é antídoto pra qualquer cara feia.
Ainda na vibe disco editada, essa maravilha do Psychemagik apareceu logo no começo do ano. É um daqueles grooves que grudam na memória enquanto lançam o corpo em direções impensadas. Psychemagik é um dos nomes do momento nesse setor. São dois ingleses viciados em edição e psicodelia. No SoundCloud deles, o local de origem é “The Cosmic Forest, UK”. É bem por aí.
Benoit & Sergio – $100 Bill
E Benoit & Sergio? Estreando no Hot Creations? É mais da combinação de vocais frouxos com grooves gordos, mas é muito bom. Gosto da parte que começa em 1:05.
HNQO feat. BR – We Do It (H.O.S.H. Remix)
O HNQO é um cara de Curitiba chamado Henrique Oliveira. Desconhecido fora da cena eletrônica brasileira, ela está com turnê de 24 datas na Europa e tem lançamentos em selos importantes de fora. Aqui seu último single, remixado pelo alemão H.O.S.H.
Boddika & Joy Orbison – Fate
Aqui a coisa pesa. Também… Boddika e Joy Orbinson. O groove é techno sem firula. Gosto do sample que fala ”Baby” com uma entonação meio cansada, meio sem fôlego.
Bate-Estaca 2013 vai ser menos conta-gotas, como já expliquei aqui.
E como fazer com aqueles posts de músicas, geralmente uma foto, um SoundCloud embedado e um adjetivo?
Com raríssimas e merecidas exceções, se encaixarão no novo ritmo. Vou juntar num post só, de tempos em tempos (talvez semanalmente), os retalhos de escutas e lançamentos. A seção leva nome simples e direto, Vou por um som. É quase um programa de rádio, só que escrito. Quem sabe logo vira um programa mesmo?
Tenho que começar a primeira com o álbum do Toro Y Moi novo. Chama Anything In Return, é caprichoso nas melodias, cheio de circuitagem eletrônica e, olha só, caloroso!
Talvez sejam os timbres ou o vocal mais engajado do que antes, mas esqueça já aquela conversa de “chillwave”? “Warmwave” talvez? Melhor mesmo é a definição do homem por trás do Toro Y Moi. “Tentei fazer um disco pop”, explicou Chaz Bundick nessa entrevista.
Aqui o álbum todo:
Toro Y Moi – Anything In Return
E Chaz, ou Toro, começou no gás mesmo. No primeiro dia do ano, apareceu participando de uma faixa de Nosaj Thing. Aqui a textura é nevoenta, quase ambient.
Nosaj Thing feat. Toro Y Moi – Try
Não bastasse um ótimo álbum americano eletrônico, o ano começa com dois!
De Nova York, o FaltyDL solta Hard Courage, pela Ninja Tune. O som está menos quebrado e disjuntado que antes.
“Mais pop”, como diria Chaz/Toro?
Às vezes. Mas não dá para generalizar. A alma é resolutamente underground. E cosmopolita. Bass music, techno, house e electro de um americano com um olho constante em Londres. O conjunto fecha de maneira sublime com o ambient-techno “Bells”, que soa como o que o Underworld poderia fazer se fosse de uma geração posterior.
FaltyDL – Bells
FaltyDL não deixa embedar, então você tem que ir aqui para ouvir tudo.
Ainda em beats com cobertura pop, tem o último Disclosure. E é aquela história, o vocal pode não agradar os que preferem as coisas mais estranhas, mas e a levada? Tem algo de bleep nela, aquele som de 1990 tipo Unique 3. Aí não há quem resista.
Disclosure feat. Aluna George – White Noise
Descendo a escada para o subterrâneo, tem esse som de dezembro de 2012. É o EP novo do Marc Houle se chama Zorba e vem numa vibe disco underground, com sons chapados e safados, do tipo que não soariam estranhos numa produção do Black Devil Disco Club. Saca essa.
Marc Houle – Zorba
Para que lado ir agora?
Conferir o primeiro hype de 2013… É porque vale o bla-bla-bla. Segundo o Guardian, é um discão que “saiu não se sabe de onde”. Apesar de alguns sites já terem notado Big Inner, de Matthew E. White, em 2012, é neste começo de ano que as atenções a ele cresceram. Muito porque ele foi contratado e relançado em janeiro pela Domino (selo do Franz Ferdinand, Animal Collective, Four Tet, Hot Chip etc). Aqui dá para ouvir o stream do álbum completo.
Matthew E White – Steady Pace
Seguindo esse caminho indie rock com sonhos de grandeza, me deparei outro dia com essa belezinha do Elephant.
Elephant – Skyscraper
E o James Blake novo? Reconhecível a quilômetros, mas nem por isso menos bom. Quando os synths preenchem o espaço, o efeito é de sufoco e êxtase ao mesmo tempo. James Blake não é homem de engolir o choro, não.
James Blake – Retrograde
O selo Strut, fantástica casa de relançamentos, soltou mais uma coleção de primeira. É The Celluloid Records Story 1980-1987, apanhado do selo franco-americano especializado em beats esquerdos, experimentalismo de pista, hip hop antigo e new wave alternativa. Aqui saíram muitas produções de Bill Laswell, incluindo o explosivo encontro de John Lydon e Afrika Bambaataa em “World Destruction”. Como teaser, oferecem esse electro-pop francês de 1980.
Mathematiques Modernes – Disco Rough
Finalizo mostrando a outra face de Baauer. Ele é o produtor americano por trás de “Harlem Shake”, a música que sonoriza o viral do momento. Tem gente achando que vai rivalizar “Gangnam Style” em termos de popularidade. Mas a semelhança é SÓ essa. Baauer é outra onda de som. E se ele produz hits como”Harlem Shake”, também solta uma pedrada como essa aí embaixo. Apocalipse.
Baauer & Sleepyhead – Purebread
Aqui as dez melhores de 2012, fechando a lista dos 50.
Ouça bem essas dez. Aprecie a variedade e a qualidade dessas produções. E diga se, apesar da enxurrada do EDM tosco, 2012 não foi mais um ano de ouro para música eletrônica e de groove.
Você provavelmente terá uma lista diferente. Tenho certeza que com muitas outras músicas incríveis que demonstram a saúde criativa de 2012.
Celebremos então! O mundo segue, vem muito mais coisa boa por aí, é só acreditar.
10) Scandal – Just Let Me Dance (Maxxi Soundsystem Remix)
9) Jai Paul – Jasmine (demo)
8) Huxley – Let It Go
7) Julio Bashmore – Au Seve
6) Crystal Castles – Affection
5) Miguel – Adorn
4) Jessie Ware – Night Light (Joe Goddard remix)
3) Hot Chip – Flutes
2) Todd Terje – Inspector Norse
1) Disclosure – Tenderly
Segunda parte das melhores de 2012. Comentários e listas paralelas são bem-vindas, como sempre.
30) Lauer – Trainmann (Tensnake Tranceman Mix)
29) Charlotte Gainsbourg – Anna
28)Santigold – Disparate Youth
27)Hot Chip – Motion Sickness
26)Caribou – Sun (Pedro Zopelar Remix)
25)Lone – Crystal Caverns 1991
24)Lindstrom – Ra-ako-st
23) Two Door Cinema Club – Sun (Logo Remix)
22) Lucas Santtana – Jogos Madrigais
21) Daphni – Yes, I Know
20) Céu – Contravento
19) Hot Natured – Benediction
18) Frank Ocean – Whip Appeal
17) Grimes – Genesis
16) John Talabot – When The Past Was Present
15) Tulipa Ruiz – É
14) Dean Blunt & Inga Copeland – 2
13) Django Django – Hail Bop
12) Psilosamples – Ovelha Negra
11) Chromatics – Kill for Love
A lista de 50 músicas vem em três partes. Aqui os primeiros 20, começando do 50 e subindo.
50) Kasper Bjorke, Sexy Lazer feat. The Mansisters – Lille Du
49) Bobby Womack e Lana Del Rey – Dayglo Reflection
48) Flying Lotus/Erykah Badu – See Thru To U
47) Icona Pop feat. Charli XCX – I Love It
46) Miguel Campbell & Matt Hughes – I Can Fly
45) Pittsburgh Track Authority – Untitled
44) Gaby Amarantos – Ex My Love
43) Groove Armada feat. Slarta John – Pull Up
42) Pillowtalk – Strange Love
41) Saint Etienne – Over the Border
40) Scuba – NE1BUTU
39) Gui Amabis – Trabalhos Carnívoros
38) Solange Knowles – Losing You
37) Maya Jane Coles – Easier To Hide
36) Four Tet & Burial – Nova
35) Andrew Grant & Lomez – Has To Be Love
34) Airbird – We Used To
33) Twin Shadow – Five Seconds
32) Maria Minerva – The Sound
31) Jessie Ware – 110%
Enfim!
Os 20 álbuns do ano + um bônus controverso.
Opiniões, comentários e listas alternativas são mais que bem-vindas.
A partir de amanhã, as melhores músicas do ano.
1) Chromatics – Kill For Love
Electro-indie da depressão, um dos rolês mais bonitos de 2012. Ouça de ponta a ponta, várias vezes.
2) Hot Chip – In Our Heads
As cabeças não param. E a gente pensando que a curva já era descendente…
3) John Talabot – fin
Eletrônico mediterrâneo, trilha para um novo amanhã.
4) Céu – Caravana Sereia Bloom
Maria do Céu experimenta mais, acerta muito.
5) Dean Blunt & Inga Copeland – Black Is Beautiful
Aka Hype Williams. Black, ébano, escuro, sombrio, dark.
6) Frank Ocean – Channel Orange
R&B moderno, fora do armário e fora da ordem.
7) Django Django - Django Django
Direto da Escócia, um flashback Technicolour dos anos 60.
8) Scuba – Personality
Dubstep já era. Viva o revival dos anos 90.
9) Tulipa Ruiz – Tudo Tanto
Pode ser não, É.
10) Daphni – Jiaolong
Dan Snaith, do Caribou, com muitos outros ases na manga.
11) Psilosamples – Mental Surf
Eletrônico da roça segue voando alto e pousando alegre.
12) Santigold – Master of my Make-Believe
Quem disse que era fogo de palha? A chama só aumenta.
13) Crystal Castles – III
A imagem negativa do trance é barra pesadíssima.
14) Grimes – Visions
Freak-pop que é hipster até o osso, mas cheio de recompensas.
15) Matthew Dear – Beams
Vozeirão do eletrônico alternativo traz disco, house e muitos outros truques bonitos.
16) Lindstrom – Small Hans
Space Is The Place, Lindstrom, não se esqueça jamais!
17) Yeasayer – Fragrant World
O indie-dance, vivo e rebolando.
18) Lucas Santtana – O Deus Que Devasta Mas Também Cura
Música brasileira com eletrônica e experimento. Converterá até os mais céticos.
19) I: Cube “M” Megamix
Short cuts, eficiência máxima.
20) Bobby Womack – The Bravest Man In The Universe
Renasce uma lenda.
BÔNUS… Animal Collective – Centipede HZ
Doidivana psico-eletrônica que suscita reações de amor e ódio.

