OEsquema

Arquivo: REGGAE/DUB/RAGGA

Mais Massive Attack: um set novinho do Daddy G

Sincronia é isso. Comecei a semana lembrando “Unfinished Sympathy” na seção DNA aqui do blog e eis que aparece agora um set novinho em folha do Daddy G.

Foi gravado para o programa 6Mix, da BBC, e é o primeiro que ele publica desde seu DJ Kicks, de 2004.

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PODTUDO 14 Brisando

Tempo de pausar para uma brisa…

Céu – Contravento
Marcos Valle – Mentira
Marlena Shaw – Mercy Mercy Mercy
Supremes – Come Together
Caetano Veloso – Eles
Rodrigo Campos – Sete Vela
Angus & Julia Stone – Big Jet Plane
Seals & Crofts – Summer Breeze
Roxy Music – More Than This
Bobby Womack – Stupid
Gil Scott-Heron & Jamie XX – Running
Colourbox – Baby I Love You So
Dr. Buzzard’S Original Savannah Band – Sunshower

Outros Podtudos

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Filmes raros de reggae

Vi que vai ter um festival de filmes raros de reggae em Nova York (“Do the Reggae”). Um deles é o documentário Deep Roots Reggae, que, fui descobrir, tem na íntegra no YouTube.

Aí embaixo tem as duas primeiras partes, começando com entrevista com Tommy McCook, dos Skatalites.

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Don Letts em SP, na tela e na cabine

Estamos no meio de mais um In-Edit, o festival de docs musicais que é sempre firmeza. Começou na sexta (1) e vai até domingo que vem (depois tem em Salvador, de 14 a 21 de junho). Como sempre, tem coisa boa pra todos os gostos.

O DJ e diretor inglês Don Letts é um dos homenageados dessa edição. Letts era DJ do Roxy, ponto de encontro da primeira geração punk inglesa. Como ele mesmo explicou uma vez: “Não havia discos de punk ainda, então eu tocava dub jamaicano hardcore”.

Letts começou a filmar a cena à sua volta e disso saiu o pioneiro documentário The Punk Rock Movie, rodado em 8 mm. Foi o começo de uma carreira de muitos documentários e clipes.

No In-Edit estão programados esse filme e outros três de Letts: The Clash – Westway to the World, Punk: Attitude e Rock’n'Roll Exposed: The Photography of Bob Gruen (este lançado em 2012). Aqui mais detalhes.

Letts nunca largou sua porção DJ. E mandou avisar que queria lugar para tocar em São Paulo. Rolou um corre e o Matias encaixou o cara na sua próxima festa Trabalho Sujo, nessa quarta. Pode ser que Letts ainda toque em outros lugares em São Paulo também.

Tem uma entrevista bem legal com o cara no Estadão, feita pelo Roberto Nascimento. Olha o que ele conta:

“Acabo de fazer um documentário sobre contracultura, que analisa a progressão do underground no Reino Unido desde os anos 50. Há uma linhagem de movimentos: teddy boys, mods, skin heads, punks, até o início do britpop. Mas, no final do século 20, esses movimentos desaparecem. Não há mais nichos identificáveis de contracultura. Falo do Reino Unido mas isso se aplica ao resto do mundo. Com a ascensão da internet, o mistério do mundo parece ter sumido. Movimentos de contracultura se formavam porque faltava algo no mainstream e as pessoas procuravam isto no underground. Agora, não há nada que não possa ser encontrado. Não há nada abaixo do radar. A internet acomoda todos os gostos e tendências. É um fato. Temos que analisar os benefícios disso. “

Escrevi sobre Letts quando saiu Superstonic Sound, um documentário sobre sua história dirigido pelo brasileiro Raphael Erichsen (pena que o In-Edit não colocou na programação).

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Um Sonar a cada dois meses é pedir demais?

Squarepusher (foto: Ariel Martini)

Foi bonito, foi animado, foi diverso. O festival Sonar São Paulo preencheu com êxito uma enorme lacuna musical da cidade e do País. Faz tempo que faltava por aqui um evento de música polirrítmica e multifacetada, um evento que fosse tanto de entretenimento quanto de descoberta,  onde surpresa com novas sonoridades fosse a regra, não a exceção.

Faça um rápido mash-up na cabeça, um time-lapse mental das 25 horas de atrações. Um loop do groove ciclista de “Tour de France”, um coice drum’n'bass do Marky com o Patife, o clima introspectivo de Alva Noto & Ryuichi Sakamoto, uma distorção do Mogwai, uma frase do Criolo, um sopro analógico do Modeselektor, um refrão do Cee-Lo, uma virada de rima do Emicida, um teclado nu disco do John Talabot, o pulso do Psilosamples, um acorde soturno do James Blake, uma síncope suja do Rustie, um riff cafona do Justice, uma melodia sintética do Chromeo etc.

James Blake trio (foto: Ariel Martini)

Essa riqueza fez do Sonar um festival que podia ser vivido de muitas maneiras: balada de pista, show de pop, apresentação de hip hop, concerto de música erudita de vanguarda, viagem psicodélica, delírio extasiado, exercício puramente corporal.

É por essa diversidade de experiências, mais importante do que o show X ou Y, que o Sonar acabou sendo um dos melhores festivais já realizados nestas terras.

Ryuichi Sakamoto e Alva Noto (foto: Ariel Martini)

Pena que tantos comentaristas, inclusive profissionais, não se ligaram disso e tentaram medir tudo com a mesma fita métrica, insistindo em parâmetros convencionais de “show”. Foi a partir desse equívoco que vieram aqueles papos de “Kraftwerk foi muito parado” ou que James Blake “não agitou a galera”.

No geral, o público mostrou ter entendido e embarcado na viagem bem mais do que os tais comentaristas. Artistas tão distintos como Alva Noto, Four Tet, Criolo, James Blake e Justice foram recebidos com respeito, calor e empolgação. Prova de que, ao contrário do que prega a ladainha conformista, o complexo de vira-lata, não é preciso subestimar a plateia brasileira colocando no palco o óbvio, os de sempre, o mínimo denominador comum.

Justice (foto: Ariel Martini)

E quem era essa plateia? Mais uma vez, contrariando o discurso da obviedade, era mista, com caras de todas as procedências e perfis. A atmosfera era de paz e curtição. Para ficar melhor ainda, precisaríamos só de um ingresso mais acessível. Quem sabe o ano que vem?

Apesar da estrutura bem montada e boa organização, ocorreram escorregões no esquema. Entre eles, falta de sinalização com os horários dos artistas nas pistas, demora na entrada no primeiro dia e opções limitadas de alimentação.

Os atrasos no lineup também foram falhas chatas. Em especial, no caso do Rustie que foi lançado para mais de uma hora depois do horário original. O motivo é que seus subgraves estavam invadindo a ambiência do show de Alva Noto & Ryuichi Sakamoto. Será que na passagem de som não dava pra ter sacado isso?

Talvez o maior pecado tenho sido a escalação de Psilosamples, dos melhores artistas brasileiros hoje (eletrônico ou não), para abrir os trabalhos do evento, às 16h. Como a largada inicial acabou atrasando, o projeto do Zê Rolê conseguiu tocar meia hora, se muito. Bem injusto.

SEXTA-FEIRA

O Kraftwerk foi uma experiência vintage, afetiva e reverencial. Seu futurismo é antigo, flagrantes de uma sociedade se acostumando a auto-estradas, robôs, computadores e radioatividade. Predomina neles uma visão irônica da relação entre homem e tecnologia. Sim, o Kraftwerk, ao fingir ser robozinho no palco, mostra ter grande senso de humor. Taí uma mensagem que continua atualíssima no Kraftwerk: não vamos levar esse fascínio pela tecnologia tão a sério.

Eles podem não ser mais representantes de “música avançada”. Mesmo o seu 3D, a novidade desse show, assim como as faixas mais recentes, tem bem pouco de inovação. Mas é graças a suas visões e conceitos lá de trás que surgiram ao longo das décadas carreiras tão diversas como Ryuichi Sakamoto, Gang do Eletro, Four Tet, Jeff Mills e (preencha a lacuna com qualquer nome do Sonar). Assistir a um show deles meio que basta pelo aspecto presencial para quem curte música eletrônica. Estar ali é o que importa. É um pouco como ir à Meca para um muçulmano.

Alguns chamaram o show de “frio”, “parado” (meio como criticar a Claudia Leitte por ser muito “agitada”, é o jeito, a imagem deles, duh).

Disseram também que os alemães “não empolgaram” e eu fiquei pensando se tinham visto o mesmo show que eu ou que o pessoal no vídeo aí embaixo. Como você vê, o problema não era com o público, nem com o Kraftwerk. Emocionante.

O outro grande show de sexta foi de uma banda bem mais atual, mas absolutamente obcecada com os anos 80. O Chromeo, que sempre chamei de electro-cafajeste (vide as pernas de mulher no suporte dos teclados), fez algo mais absurdo ontem: synth-funk-boogie… de arena. 

O grande DJ set da noite (do que vi) trouxe o encontro de dois veteranos brasileiros: Marky e Patife. Coice atrás de coice, com uma interação e energia entre os dois que contaminou toda a plateia.

Marky (foto: Ariel Martini)

Um set de drum’n'bass rasgado, claro, com toques clássicos aqui e ali, como uma versão quebrada para “Show Me Love”, de Robin S, e o final com “Big Fun”, do Inner City (a original).

Vi também Skream, que foi bem meia-boca. Rolou até um Nirvana, momento de desespero para conseguir alguma resposta de uma plateia dispersa (o MC Sgt. Spokes até zoou: “essa é pro pessoal do karaokê). Gui Boratto entrou depois e fez seu live eficiente, a melhor pedida para animar o público que minguava.

Perdi o Hudson Mohawke, que me falaram ter sido incrível. E o Cut Chemist, e o Doom e quase todo o James Pants. Mas era tanta coisa…

SÁBADO

Em meio a tanto vanguardismo, ninguém estava dando muito bola para Cee-Lo Green. Ele e a banda não tiveram o melhor dos sons tecnicamente falando. Mas a figuraça e seus hits trouxeram um contraponto pop para o festival que mexeu bem com a audiência (apesar de ter arrastado metade do público do Kraftwerk).

No mesmo palco, o Justice arrebatou mais. Pedradas electro-rock abraçadas com fervor por uma multidão de sábado à noite. Confesso que não me pega, a pisada de seu ritmo é quadrada demais para o meu gosto. A repetição dos mesmos truques para levantar a massa (subidas, subidas, subidas e explosão) perde o efeito depois de usada pela terceira, quarta vez. Você discorda? Tudo bem, a pista tomada de braços levantados também discordaria.

No palco do SonarVillage/Red Bull, um quarteto de DJ mostrou um caminho bem mais redondo e que deu certo do mesmo jeito. Cada um na sua praia: o americano Flying Lotus, com seu set desengonçadamente gracioso; o inglês James Holden com um progressivo cheio de camadas e propulsão; o conterrâneo Four Tet trazendo house e techno fora do eixo; e outro americano, Seth Troxler, mandando tech-house balístico “big room”.

Enquanto isso, no SonarHall acontecia um dos pontos altos do festival: o show ao vivo de James Blake. Tocando synths analógicos e cantando, com um baterista e guitarrista de apoio, Blake representou um dos lados mais “avançados” da música do festival. Soul pós-dubstep, que vai de música de fossa digital a dub-house introvertido. Climas sombrios, linhas de baixo de tremer o chão e um final grandioso com “The Wilhelm Scream”.

Finalizei o sábado vendo a primeira parte do set de John Talabot, que fez um dos álbuns de 2012 até agora (Fin). Seu som estava ótimo, cool disco com fluidez e pegada. Mas sua postura era das mais estranhas. Talvez tomado de timidez extrema, passou o tempo todo curvado sobre o mixer sem levantar a cabeça um milímetro que fosse.

Minhas forças tinham acabado aí… não fiquei para ver Modeselektor e Squarepusher (assim como cheguei tarde para o Rustie). Pode me xingar. Eu já fiz o mesmo. Segundo meu amigo Fernão (VJ do Embolex) disse, “o Modeselektor fez uma apresentação audiovisual incrível, as melhores imagens do festival, sorry Kraftwerk”.

PS

Assistir ao show de James Blake, música nova, com a cabeça olhando para a frente, no Palácio das Convenções do Anhembi foi especial por mais um motivo.

Foi lá que, em 1986, aos 17 anos, vi dois shows que para mim tiveram exatamente essas características, abrindo janelas e consolidando meu mundo musical de então: Siouxsie & The Banshees e Public Image Limited.

Tenho certeza de que o Sonar em 2012 fez o mesmo para muita gente.

O canal do Sonar SP no YouTube tem mais um monte de vídeos das apresentações

Aqui mais fotos do Ariel Martini do Sonar

 

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DNA#27 Augustus Pablo – King Tubby Meets Rockers Uptown

O que é o dub?

À primeira vista, parece um estilo. Simplificando para quem não conhece, é uma releitura lisérgica, mais instrumental e cheia de efeitos do reggae.

Mas chamar o dub de estilo é impreciso. Dub é também uma técnica. Está presente em cada uma daquelas faixas (seja disco, techno, pop, rock e house) que vem acompanhada da descrição “dub mix”. Dá pra “fazer dub” em qualquer tipo de música, no Michel Teló ou na Sinfônica de Londres.

Samplear e remixar é do nosso DNA

Mas, seria uma blasfemia falar em dub sem citar o terceiro e mais profundo signficado por trás da palavrinha. Dub, na Jamaica, no universo rastafari, traz também uma conexão religiosa.

Em Bass Culture, tratado definitivo da música jamaicana de Lloyd Bradley, diz mais ou menos o seguinte:

“Pegar cada elemento da música como parte separado e então mudar o foco de cada parte ajustando, mexendo, trazendo para frente ou para trás até que o todo esteja satisfatoriamente reequilibrado é voltar à África e àspráticas que vieram para a Jamaica como obeah [curandeirismo]. É medicina africana antiga, que divide o corpo em sete centros ou ‘eus’ – sexual, digestivo, cérebro etc – para que se possa prescrever as ervas e poções que fariam os diferentes centros ‘ir para frente ou para trás’, remixando, por assim dizer, o estado físico ou mental de uma pessoa em algo diferente.”

É esse mix de espiritualidade com motivações mais terrestres (a rivalidade entre sound systems que pedia sempre material exclusivo, por exemplo) que está por trás do espírito “open source” que prevalece na cultura jamaicana

O dub não considera uma canção uma obra acabada, mas sim uma estrutura aberta que pode ser modificada e ajustada. À exaustão. Um único original pode gerar um sem número de “versions” (o nome deles para remix). Um único ritmo (“riddim”) pode ser retrabalhado até virar um álbum inteiro.

Ao desmembrar a canção, dar mais atenção às partes que o todo, o dub se integra às várias correntes do século 20 que buscaram redefinir o que seria exatamente “uma canção”. Sem fim, sem começo, como vimos acima, mas também sem refrão, sem “bridge”, melodia em segundo plano, ritmo em primeiro.

Em 1975, o dub vinha sendo desenvolvido por produtores jamaicanos como Augustus Pablo, Lee Perry, King Tubby e Keith Hudson. Eram os primeiros anos do estilo, mas já se contavam dezenas de faixas e alguns álbuns. Coube a Pablo, que tinha na melodica (ou escaleta) sua marca registrada sonora, gravar um dos grandes sons dessa primeira fase. Como uma música gravada há 37 anos pode soar tão atual?

A original é a bonita “Baby I Love You So”, de Jacob Miller (regravada em 86 pelo Colourbox, o mesmo grupo de onde saíram dois dos integrantes do M/A/R/R/S, pra você ver que não tem coincidência nessa história aqui). Pablo, auxiliado por King Tubby, explode a música em fragmentos, fantasmas sonoros que não pertencem a nenhum ponto físico específico, mas que estão em todos ao mesmo tempo.

“Baby I Love You So”, de Jacob Miller…

… “King Tubby Meets Rockers Uptown”, de Augustus Pablo.

Aqui outros episódios da série DNA.

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Rraurl Sessions Vol 1 – Dubology

Durante os muitos anos em que colaborei para o Rraurl (site que fundei com Gil Barbara e Gaia Passarelli e a primeira casa do Bate-Estaca), mantive ali um espaço de podcasts chamado La Jaca Sessions.

Foram muitos episódios dos mais variados estilos: dub, synthpop, funk, house, soul, techno etc etc

Achei que seria uma boa ideia reapresentar alguns desses podcasts para os novos leitores aqui n’O Esquema. Cruzei o Gil outro dia e ele autorizou o “empréstimo”.

(Vale a pena, aliás, conhecer o Rraurl se você nunca foi lá. É uma ótima referência para boa informação musical e festeira).

O primeiro dos podcasts do Rraurl que trago pra cá é o Dubology, de 2006, só com pérolas do chapado gênero jamaicano.

Abaixo o texto de introdução e lista comentada das músicas, do jeito que saíram no endereço original.

DUBOLOGY

A música eletrônica deve muito ao dub. Veja só: foi o dub que inventou a idéia do remix. Pegando sucessos dos sound systems de reggae, produtores como King Tubby, Augustus Pablo e Lee Perry começaram a gravar versões praticamente sem vocais, com o ritmo realçado e carregadas de efeitos como delay, reverb e phaser. Um verdadeiro reggae lisérgico. A mesa do estúdio virava instrumento e o produtor a estrela do disco.

A prática e as técnicas se espalharam que nem fogo, não existindo artista jamaicano que não tenha gravado um dub. Mas o dub transbordou e foi influenciar a disco, o punk, o hip hop, o pop e gêneros da música eletrônica como tecno, trip hop e jungle/drum’n'bass. Nesse processo, o “dub mix”, mais instrumental, viajandão, virou um ítem encontrado em infinitos vinis de tudo que é gênero.

Termos do estilo como “dubplate” (disco de acetato com faixas que acabaram de sair do estúdio) e “drum & bass” (se referindo a faixas despojadas de quase tudo menos da parte rítmica) também acabaram ressurgindo no contexto da música eletrônica. E a herança não termina: um dos novos estilos mais comentados se chama justamente “dubstep”.

“Morphing Dub” Mad Professor & Jah Shaka (1996)
Um dos tops do dub nasceu na Guiana e desde os 13 mora em Londres. Aos oito anos de idade, Mad Professor construiu seu primeiro rádio. Quer dizer: ele gosta mesmo de fuçar num equipamento! Nos anos 80, ele se tornou o principal nome da segunda geração do dub. Nesta faixa ele colabora com outro anglo-jamaicano, o militante Jah Shaka.

“Great Mens Dub” Burning Spear (1994) 
Também conhecido como Winston Rodney, Burning Spear grava desde os anos 70. Como todo reggaeman que se preza, tem uma porção de faixas dub. Esta tem uma ligeira influência hip hop e saiu no segundo volume da famosa compilação Rebirth of Cool.

“Baby I Love You So” Jacob Miller / “King Tubby Meets The Rockers Uptown” Augustus Pablo (1976) 
Para entender bem o antes e o depois do dub, um de seus momentos clássicos. Primeiro, a original, o reggae romântico de Jacob Miller, produzida por Augustus Pablo (o homem da melodica, espécie de flauta com teclado). Depois Pablo se tranca no estúdio com King Tubby (esse também um monstro!) e os dois convertem a música num groove de outra galáxia, com trechos de Miller gravitando entre delays tridimensionais e reverbs vastos.

“Night Train” Lee Scratch Perry & Dub Syndicate (1987) 
Lee Perry é o James Brown do dub: seu maior gênio e inovador, aquele que levou o gênero até o limite e além. De seu estúdio Black Ark, o mago jamaicano, assinou centenas de faixas, produzindo, dubmixando e cantando. Aqui ele aparece colaborando com a banda inglesa Dub Syndicate, pelo selo On-U Sound, QG do dub comandado pelo inglês Adrian Sherwood.

“Part 1-2 Dubwise” Keith Hudson (1974) 
Hudson é um pioneiro tão fundamental quanto Perry e Tubby, só que acabou bem menos conhecido. Esta faixa vem do álbum Pick A Dub, o primeiro álbum de dub da história. Hudson morreu tragicamente aos 38 anos, de câncer no pulmão.

“Rock Vibration” King Tubby & Yabby You (1976) 
O Rei Tubby é considerado o inventor do dub, o primeiro a alterar músicas de reggae para que virassem alucinadas paisagens de outro planeta. No álbum King Tubby’s Prophecy of Dub ele junta forças com outro veterano de respeito, o produtor e vocalista Yabby You.

“Leaving Babylon Dub” King Tubby & Soul Syndicate (1978) 
Não muito conhecida, mas muito importante, o Soul Syndicate foi uma banda muito ativa na fase clássica da música jamaicana. Aqui eles aparecem reprocessados pela “mixing desk” de sua majestade King Tubby. Este e outros dubs de Tubby para o SS lançados nos anos 70 (pelo selo Blood & Fire) aparecem na coletânea Freedom Sounds In Dub.

“Black Panta” The Upsetters (1973) 
A banda do estúdio Black Ark, de Lee Perry, além de ter tocado com o A a Z do reggae (incluindo os Wailers), lançava discos-solo de monte. Esta abre o álbum Blackboard Jungle In Dub (também conhecido como 14 Dub Blackboard Jungle), um dos primeiros e imortalizados do estilo.

“African Culture” Black Uhuru (1982) 
O trio que foi uma das bandas mais populares do reggae de todos os tempos, muito famosos nos anos 80, chegando a excursionar com Rolling Stones e The Police. O Black Uhuru contava com a americana Puma Jones (que nome ótimo!) na formação. Este é só um dos inúmeros dubs que eles gravaram, do álbum In Dub, produzido por Prince Jammy.

“Bad Weed” Junior Murvin (1978)
O falsete mais doce da Jamaica foi Junior Murvin, mais conhecido pela faixa “Police & Thieves”, que foi gravada pelo Clash. Aliás, como no reggae a reciclagem é tradição, “Bad Weed” usa a base de “Police & Thieves”. Produção de Lee “Scratch” Perry.

“Righteous Dub” Sly & Robbie (2000) 
A dupla de baixo e bateria mais famosa da Jamaica, requisitada não só no universo do dub/reggae mas também no pop e no rock. Uma estimativa dá que eles já tocaram em quase 200 mil faixas! Nos anos 70, S&R foram responsáveis por trazer uma batida mais pesada para o reggae, sendo dos primeiros a levar esse estilo para um futuro mais eletrônico.

“Depth Charge” Mad Professor (1983) 
Faixa tirada de um dos melhores álbuns do Professor, The African Connection: Dub Me Crazy Pt. 3. Esse tipo de groove devia ser ensinado nas escolas de música e de produção. O Professor já remixou um monte de nomes contemporâneos como Beastie Boys, The Orb e Massive Attack, para quem remixou o álbum Protection, que virou No Protection.

“Irie Feelings” Rupie Edwards (1974) 
Um dos primeiros hits internacionais do dub. O álbum que contém a faixa se chama Chapter & Version e consiste em nada menos que 21 versões, dubs, regravações com outros vocalistas e reconstituições da mesma música. A originalidade pede socorro mas, de qualquer forma, estava aí um precursor do formato de álbum de remixes.

“Pressurized” Doctor Pablo & Dub Syndicate (1984) 
O inglês Pete Stroud, tocador de melodica, era tão fã de Augusts Pablo que lhe tomou emprestado até o nome. Ao lado do Dub Syndicate, da On-U Sound, Pablo (o discípulo) faz dub bem espaçado para seu sopro poder ficar solto desenhando a melodia.

“Dinosaur’s Lament” African Headcharge (1982) 
Das melhores bandas a sair das fileiras da On-U Sound, de Adrian Sherwood. Nos anos 80, esses ingleses deram uma nova cara pro dub, tornando ele mais eletrônico e experimental. Sherwood acabou colaborando com artistas de todo tipo como Depeche Mode, Simply Red, Ministry e Cabaret Voltaire.

“Satta Dread Dub” King Tubby (1975) 
Baseado no estereótipo rastafari dos fumantes de ganja, cheios de conversa espiritual, pode-se associar o reggae com uma filosofia paz e amor. A realidade é bem diferente: a ilhazinha do Caribe é um dos países mais violentos das Américas. Tubby mesmo, criador-mor do dub, foi morto a tiros por desconhecidos em 1989.

“Drum Dub” Jah Shaka & Aswad (1985) 
Um dos nomes mais ativos do dub colide com uma das bandas britânicas de reggae de maior sucesso comercial (a alegrinha “Don’t Turn Around” foi hit mundial em 1988). O resultado é uma levada cristalina e hipnótica, onde viradas de percussão e efeitos vem e vão.

“Black Panther Dub” Mad Professor (1997) 
Há alguns anos o Professor veio ao Brasil pra shows. Apareceu no programa do Jô que pediu a ele que fizesse “dub” em cima do som da banda do programa. Professor olhou para a banda e olhou para seu equipamento, incrédulo: “Mas não está conectado!”. Talvez o Jô achasse que o som não precisava de fio pra chegar na mesa do Professor. Talvez foi para melhor: o dubmaster mandou uma sequência estonteante de sons próprios com seu equipamento que valeu por muitas bandas.

“Blood Brother” Keith Hudson (1974) 
Outra faixa do histórico Pick A Dub. Hudson numa viagem minimalista, um ótimo exemplo de como o dub valoriza o espaço dentro da música.

“Rockers Delight” Mikey Dread (1980) 
Este aqui trabalhou muito com King Tubby, não só produzindo mas também como toaster(espécie de rapper jamaicano). A banda punk mais fã de reggae que já existiu, o Clash, chamou Mikey Dread para produzir a maior parte do seu álbum Sandinista!

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Disco 81 – os sons de 1981

Por que 1981?

Tudo começou com um post questionando as efemérides da mídia rockcêntrica. Falavam em 1991 como um ano de ouro da música sem mencionar Prodigy, Altern 8 ou Massive Attack. No máximo, citavam o Primal Scream. Daí fiz esse post relembrando eletrônicos e dançáveis daquele ano. O André Forastieri foi o primeiro a sugerir que se fizesse uma mixtape com tudo, já que no post as músicas apareciam separadas, em players do YouTube. Depois dessa seleção, resolvi viajar mais 10 anos no tempo e relembrar 1981.

Mas cadê a mixtape de 1991?

Vem depois. Comecei a pirar em 81, em como foi um ano espectacular para música de pista de dança, eletrônica e afins. Acabei começando pelo ano mais antigo. A ideia é começar aqui uma série nova de mixtapes baseadas em anos específicos. Então depois pode ter 1972, 2001, 1995, 1987 etc.

O que fez 1981 ser um ano espetacular?

Discos muito ecléticos e muito originais, um clima de vale tudo. Desde o punk-funk do ESG ao reggae-funk de Grace Jones ao electro-pop esquisitão do Yello a “The Magnificent Seven”, do Clash. O synthpop estava no auge. Assim como uma onda de funk eletrônico e pós-disco. No geral, houve uma invasão de sons de sintetizador por todas as áreas. Artistas incríveis como Prince, Blondie, Kraftwerk, The Specials e Earth, Wind & Fire lançaram músicas que foram marcos de suas discografias. E hits de 81 como “Tainted Love”, “Genius of Love”, “Give It To Me Baby”, “Try It Out”, “Bette Davis Eyes” e “Physical” levantam pista até hoje.

Como foi gravado esse set?

Vários trechos foram mixados no braço, a partir de vinis de Traktor lendo arquivos do computador. Mas tem muita música dificílima de mixar, músicas muito diferentes entre si, com arranjos cheios e sem a precisão do beat eletrônico. Os trechos com essas foram montados/mixados no Ableton Live. Depois todos os trechos foram colados, também no Ableton.

DISCO 1981 – MIXTAPE

Baixaqui

DISCO 1981 – TRACKLIST

Laurie Anderson – O Superman (For Massenet)
The Specials – Ghost Town
Taana Gardner – Heartbeat
Tom Tom Club – Genius Of Love
Bilgeri – Video Life
Kid Creole & The Coconuts – I’m A Wonderful Thing, Baby
Unlimited Touch – Searchin’ To Find The One
Blondie – Rapture
Grandmaster Flash & The Furious Five – The Adventures Of Grandmaster Flash On The Wheels Of Steel
Afrika Bambaataa & The Jazzy Five – Jazzy Sensation
Sugarhill Gang – Apache
Grace Jones – Pull Up To The Bumper
Carl Carlton – She’s A Bad Mama Jama
Daryl Hall and John Oates – I Can’t Go For That (No Can Do)
Junior – Mama Used To Say
Earth, Wind and Fire – Let’s Groove
Cybotron – Alleys of Your Mind
Kraftwerk – Computer World
Yello – Bostich
Brian Eno & David Byrne – The Jezebel Spirit
Prince – Controversy
Chas Jankel – Glad to Know You
Quincy Jones – Ai No Corrida
Rick James – Give It To Me Baby
Funkapolitan – As The Time Goes By
Was Not Was – Wheel Me Out
Modern Romance – Can You Move
Hamilton Bohannon – Let’s Start To Dance Again
The Clash – The Magnificent Seven
Ian Dury & The Blockheads – Spasticus (Autisticus)
ESG – Moody
Spandau Ballet – Chant No. 1 (I Don’t Need This Pressure On)
Heaven 17 – Penthouse And Pavement
Pigbag – Papa’s Got A Brand New Pigbag
Haircut 100 – Favourite Shirts (Boy Meets Girl)
Soft Cell – Tainted Love
DAF – Der Mussolini
Depeche Mode – Just Can’t Get Enough
Duran Duran – Girls On Film
Japan – Quiet Life
New Order – Everything’s Gone Green
Patrick Cowley – Menergy
Bananarama – Aie A Mwana
Olivia Newton-John – Physical
Freeez – Southern Freeez
A Certain Ratio – Do the Du
Simple Minds – Theme For Great Cities
Bauhaus – Kick in the Eye
Liaisons Dangereuses – Los Ninos Del Parque (12″ Mix)
The Human League – Don’t You Want Me
Kim Carnes – Bette Davis Eyes
B B & Q Band – On The Beat
The Strikers – Body Music
Sparque – Let’s Go Dancin’
Jimmy Ross – First True Love Affair
Gino Soccio – Try It Out
Northend – Tee’s Happy
Change – Hold Tight
Donald Byrd – Love Has Come Around
Imagination – Flashback
Cerrone/Jocelyn Brown – Hooked On You
Odyssey – Going Back To My Roots
Jeanette Lady Day – Come Let Love You
Kool & The Gang – Get Down On It
Central Line – Walking into Sunshine
Luther Vandross – Never Too Much
Chaka Khan – What cha’ Gonna Do For Me
Hi-Gloss – You’ll Never Know

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DJ Food serve SEIS mixtapes kraftwerkianas

O DJ Food preparou um verdadeiro banquete em homenagem ao Kraftwerk. São SEIS mixtapes com covers, versões, músicas com samples e trechos de entrevistas dos pioneiros eletrônicos. Demais!

Kraftwerk Kover Kollection Vol. 1

Michael Bailey – Solid Steel intro
Fearless 4 – Rockin’ It
Pelding – It’s More Fun to Compute
Trouble Funk – Trouble Funk Express
Makoto Inoue – Europe Endless / Neon lights
The Divine Comedy – Radioactivity
Senor Coconut – Trans Europe Express
Senor Coconut – The Man Machine
Souxsie & the Banshees – Hall Of Mirrors
Senor Coconut – The Robots
Balanescu Quartet -The Robots
Tafkafb – Waltz Mit Der Robot
Apoptygma Berzerk – Ohm Sweet Ohm
Frenchbloke & Son – Neon Love (Cha Cha Cha)
Jason Moran – Planet Rock
Tremelo Beer Gut – Das Model
Big Black – The Model
Rammstein – Das Model
Ride – The Model
Frenchbloke & Son – Sexy Model
Buffalo Daughter – Autobahn
Dark Side of the Autobahn
Rot Front Trikont – The Robots
Senor Coconut – Showroom Dummies
Girls On Top – I Want To Dance With Numbers
Afrika Bambaataa & The Soul Sonic Force – Planet Rock (Elecktric Music Classic Mix)
Coptic Rain -The Robots
Erasure – Blue Savannah (Der Deutsche mix)
DMX Krew – Showroom Dummies
Melt Banana – Showroom Dummies
Aqua Vista – The Model
Senor Coconut – Home Computer
Senor Coconut – Tour De France
Elakelaiset Poro – Reindeer/Robots

Kraftwerk Kover Kollection Vol. 2

Kraftwerk Kover Kollection Vol. 3

Das Erste Wiener Gemueseorchester (First Viennese Vegetable Orchestra) – Radio Activity
Casio VL80 calculator – Computer World
April Nine – Radioactivity
Papa Dee – The Model
Laether Strip – Showroom Dummies
P.O.D. – Die Roboter
The One You Love – Trans Europe Express
Uter – ohm sweet ohm
Terre Thaemlitz – Ruckzuck
The Manatees – The Model + Jerky Boys – The Gay Model
Chris Whitely – The Model
Hikashu -The Model
The Treble Spankers – The Model
Miladojka Youneed – Pocket Calculator (live)
Satoru Wono feat. Meiwa Denki – Dentaku
Black Wedding – Taschenrechner
Lloyd Cole & the Commotions – Pocket Calculator (live)
Senor Coconut – Radioactivity
Diplo – Percao feat. Pantera Os Danadinhos
Drop da Bomb – Computerworld
Dhiva – Tashenrechner
P.M. Dawn – If I Wuz U
The Balanescu Quartet – Pocket Calculator
Erasure – Blue Savannah (die Deutchse remix)
Laiboforcen – Numbers
Anthony Rother – Numbers/Computerwelt
Dynamix II – Techno Bass
Le Juan Love feat. DJ Man – Mega Mix (House Style)
Anthony Rother – Trans Europe Express
Kurtis Mantronik – Original Electron
Snakefinger – The Model
Galaxy Sound Orchestra – The Model
David Byrne & The Balanescu Quartet – The Model (live)
Frenchbloke & Son – Sexy Model (Strings)
Electric Six – The Model
Westbam – Monkey Say, Monkey Do
Think Tank – Hack Attack
The Balanescu Quartet – Computer Love

Kraftwerk Kover Kollection Vol. 4

Skanfrom – Phon Sweet Phon
Compulsion – Home Computer live
Evil Twin – Trans Europe/ JT
DJ Danielson – Partisans of the Lesser Known (Man in Suit)
Mannequin Depressives – The Model
The Cardigans – Das Model
Sopor Aeternus & The Ensemble Of Shadows – Modela
Jack n Madness – I Like Percussion
Z-Entropa – Antenna
Orchestral Manouvers In The Dark – Neon Lights
U2 – Neon Lights
Makoto Inoue – Europe Endless/Neon Lights
Koto – Trans Europe Express
Empire State Human – Hall of Mirrors
Terre Thaemlitz – Schaufensterpuppen
Bowery Electric – Freedom Fighter
X-Ecutioners – A Journey into Sound
Mitja V.S. – Neon Lights
Jay-Z – (Always Be My) Sunshine
MC Lyte – Cha Cha Cha
2 Live Crew – My Dick Almighty
Frenchbloke & Son – No Expo
Terre Thaemlitz – Mensche Machine
Fink – Autobahn
Tragic Comedy – Autobahn
Gary Lucas – Autobahn
Kimitaka Matumae – Atem/Harmonika
Beitthron – Airwaves
Teruo Nakano – Computer Love
Alva Noto – Man Machine
XCRanium – The Man Machine
Terre Thaemlitz – Tour de France
Terre Thaemlitz -Morgen Spazergang
Skanfrom – Phon Sweet Phon
Xingu Hill – Electric Café

Kraftwerk Kover Kollection Vol. 5

DJ Flywheel – Solid Steel intro
Bigg Ocean Mobb IV-1-5 – Gangster Driven
Wagon Christ – unknown studio session
Coldplay – Talk (instrumental demo)
MC Duke – I’m Riffin’
X-Men – It’s More Fun To Sample
DMX Krew – Homecomputer
Luke Vibert – Homewerk
P.L – Transeuropa Express
Rodney Bakerr – Numbers
Torul – It’s More Fun To Compute
Alenia – Home Computer
LCD Soundsystem – Dicso Infiltrator
MAW – Electronic Tranz
Love Tractor – Neon Lights
Bass Junkie – Robotechno
Coldplay – Talk (Thin White Duke remix)
Beck – Get Real Paid
Poison Clan – Dance All Nite
Audio Science Trans Europe Express
Yoshinori Sunahara – The Telephone Call
Biochip C – Steal It and Deal It (DMX Krew edit)
Zoot Woman – The Model
Partia – Das Model
King Automatic – The Model
Top of the Pops – Autobahn
Gorefest – Autobahn
The Balanescu Quartet – Autobahn
Roni Size feat Rahzel – Out of Breath
DJ Godfather – Ping Pong / Ping Beatz
Ionic Vision – Tour De France
Fresh Prince and Ready Rock C – Live at Union Sq outtake
DJ Craze – DMC 2000 Final routine
Morocco Moe – Task
The Beat Konductor – Open (space)
Trans Am – Man Machine (live)
Coldcut – Everything’s Under Control (Theory 0.1)
Rozmarinke – Radioactivity
Videosex – Spacelab (Gus Gus remix)
Albert Kuvezin and Yat-kha – Man Machine

Kraftwerk Kover Kollection Vol. 6

Samarkan | Solid Steel Intro
Turf Talk ft. E-40 & Young Mugzi | Do The Robot
Wallenstein | Exis O1 Intro
Kollo | Franz Schubert (Kollo remix)
LCD Soundsystem | Get Innocuous
(Soulwax version)
Bit Weapon | Spacelab
Bubblyfish | It’s More Fun To Compute
Death In Vegas | Kontroll
Para One | Showroom Dummies
Crazy Girl | Showroom Dummies
Breakout | Planet Rock (Jazz version)
Kollo | Autobahn (Kollo remix)
Bit Shifter | Antenna
Primal Scream | Autobahn 66
Sany Pitbull | Funk Alemao
Aurelius ft. Ashanti | My Number Babe
Modified Toy Orchestra | Pocket Calculator
Clones | Clones
6Blocc | Digits
Fink | The Model
Terre Thaemlitz | Die Roboter
Kalyanji Anandji | Y.O.G.A.
El Aviador Dro | El Modelo
Fatboy Slim | Radioactivity
Cha Cha 2000 | Autobahn
San Jose Cow Muzak | Autobahn
Case Managers | Autobahn

New David – Computer Love (mp3)
Glass Candy – Computer Love (Italians Do It Better)
8-bit Operators – Computer Love (Astralwerks)
Kraftwerk – It’s More Fun To Compute (Busy P remix) (mp3)
DJ Tameil – Trans Newark Express (Money Studies)
Between The Sheets – Late Night Radio (Bootlegs)
Keith Mansfield – Electromatics (A&B) (KPM)
The Simonsound – Tour de Mars (Project Blue Book)
8-bit Operators – The Robots (die roboter) (Astralwerks)
Santogold – Anne (Switch mix) (CDR)
Dreamland Happy Times For All – Showroom Dummies (Spill)
Christian Prommer – Trans Europa Express (Sonar Kollektiv)
Doormouse – Werkin’ It (Addict Records)
Para One – It’s More Fun To Compute (The Orchard)
8-bit Operators – Pocket Calculator (Astralwerks)
Hajime Fukuma – Musique Non Stop (FGL Productions)
Shadowy Men on a Shadowy Planet -Autobahn (mp3)
New David – Autobahn (mp3)
Antediluvian Rocking Horse – Craft Work Out (Spill)
Fleetwood Mac – The Chain (Warner Brothers)
Vibravoid – Ruckzuck (Fruits De Mer)
Clowns Smiling Backwards – Hall of Mirrors (Spill)
The Cure – Like Cockatoos (Rhino /WEA)
Death in Vegas – Zugaga (Drone)
Soma Mestizo – Trans Europe Express (Soma Mestizo)
Two Litre Dolby with Chris Smith – Radioactivity (Spill)
Huon – Upfield Bike Path (Spill)
New David – Expo 2000 (mp3)

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Doc do Bob Marley em primeira mão

Vem aí Marley, documentário sobre o grande homem dirigido por Kevin MacDonald (O Último Rei da Escócia).

O Guardian subiu um trailer em primeira mão.

Fica aqui.

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