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Arquivo: ROCK

The XX vs Kim Ann Foxman

VS

Coexist, do álbum do XX do ano passado, não me pegou nem um pouco.

Remixes como este aqui ajudam a ouví-lo de outra forma. Quem fez é Kim Ann Foxman, que, depois de seu trabalho como vocalista do Hercules & Love Affair, vem se firmando como artista solo.

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O Radiohead nos anos 80

Thom Yorke, Phil Selway, Ed O’Brien e Colin Greenwood

O documentário Anyone Can Play Guitar, sobre a cena musical de Oxford, revelou a incrível foto acima (via Buzzfeed).

Seria a foto mais antiga que se conhece do Radiohead. Que aliás tinha outro nome nesse tempo, On A Friday. E ainda não contava com Jonny Greenwood no time.

Estou especialmente impressionado com os pôsteres de Iron Maiden na parede.

O trailer de Anyone Can Play Guitar:

Anyone Can Play Guitar Trailer from video jon on Vimeo.

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Um doc sobre o cara que inventou o pop brasileiro dos anos 80

Hoje, no Multishow, vai passar um documentário sobre Julio Barroso, figura essencial para a música brasileira dos anos 80.

A direção é do amigo Ricardo Alexandre, MBA em música pop e autor da biografia de Wilson Simonal (Nem Vem Que Não Tem).

Apresentar Julio Barroso para leigos começa, obrigatoriamente, com o maior hit de sua banda Gang 90 & As Absurdetes, “Nosso Louco Amor”.

Tiveram outros, como a genial “Telefone”, e seu teclado meio Roxy Music.

Uma referência assim era algo bem Julio Barroso. Ele foi um cara que usou informações musicais gringas fresquinhas para forjar um pop/rock new wave com cara de Brasil.

Tudo a ver com suas duas atividades principais, jornalista e DJ. O som da Gang abriu caminho para o pop-rock brasileiro daquela década, de Blitz a Ultraje a Rigor a Lobão (Julio foi, inclusive, coautor de “Corações Psicodélicos”).

Julio amava a discotecagem. Lembro de um texto seu na contracapa de uma coletânea de disco, exaltando a euforia comunal da pista de dança. Isso em 1979. Aliás, se alguém souber (e tiver) a coletânea (cujo nome não lembro), por favor se apresente!

Mas isso explica só uma parte do personagem, que também era compositor pop habilidoso e um empolgado adepto dos excessos da vida de artista.

Julio morreu em 1984, ao cair da janela de seu apartamento. Até hoje, não se sabe se foi suicídio ou acidente.

Todas essas facetas estão contempladas em Julio Barroso – Marginal Conservador.

O doc passa no canal Bis, do Multishow. No fim do post, tem o trailer.

Os horários:

Seg 18/03 – 4h
Ter 19/03 – 8h30
Qua 20/03 – 16h30
Quin 21/03 – 9h
Sab 23/03 – 19h30
Sab 23/03 – 3h30
Seg 25/03 – 15h30

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Vou por um som #2

Segunda session do blog, com uma novidade. Você pode ouvir todas as faixas de uma vez no player no final do post.

AraabMUZIK – Never Have To Worry

Começamos a segunda sessão com o geniozinho da MPC Araabmuzik. Ele vem com um beat encorpadão, intercalado com synths delicados, naquele groove irresistível e arrastado.

Gramme – Rough News

Gramme – Girls Talk

O Gramme não é exatamente prolífico. São cinco singles lançados desde 1997. Agora, no começo do ano, a banda finalmente soltou seu primeiro álbum, Fascination. É excelente e dá para ouvir inteiro aqui. Como a banda mesmo se define, “lo-fi disco crua”. Para quem gosta de ESG, Au Pairs e Bush Tetras.

Yeah Yeah Yeahs – Sacrilege

Daí tem uma banda que sempre merece atenção, o Yeah Yeah Yeahs, de Karen O. Com batida ultrafunk, linha breakbeat clássico. O final surpreende, uma apoteose gospel, com efeito parecido o que Madonna conseguiu em “Like A Prayer”.

Tornado Wallace – Thinking Allowed

Tem que prestar atenção em alguém chamado Tornado Wallace. O nome faz jus ao figurino, comprove aqui. Mas o que realmente interessa é a qualidade do seu som. Música de droga, no bom sentido. Quando o vocal, que parecia tão iluminado, começa a ficar distorcido e esquisito, abrindo para uma progressão acid, o bicho pega.

Persnickety All Stars – The Final Round

Psychemagik – What A Funky Night (Psychemagik edit)

Edits de clássicos disco tem um lugar garantido no meu coração. Este aqui ganha dois pontos extras: envolve Derrick Carter, já que sai pelo seu selo, e é de uma faixa do Kasso, projeto sensa do italo-brasileiro Claudio Simonetti (membro do influente grupo de prog eletônico Goblin). Disco-sorriso, com um sacode jazzy que é antídoto pra qualquer cara feia.

Ainda na vibe disco editada, essa maravilha do Psychemagik apareceu logo no começo do ano. É um daqueles grooves que grudam na memória enquanto lançam o corpo em direções impensadas. Psychemagik é um dos nomes do momento nesse setor. São dois ingleses viciados em edição e psicodelia. No SoundCloud deles, o local de origem é “The Cosmic Forest, UK”. É bem por aí.

Benoit & Sergio – $100 Bill

E Benoit & Sergio? Estreando no Hot Creations? É mais da combinação de vocais frouxos com grooves gordos, mas é muito bom. Gosto da parte que começa em 1:05.

HNQO feat. BR – We Do It (H.O.S.H. Remix)

O HNQO é um cara de Curitiba chamado Henrique Oliveira. Desconhecido fora da cena eletrônica brasileira, ela está com turnê de 24 datas na Europa e tem lançamentos em selos importantes de fora. Aqui seu último single, remixado pelo alemão H.O.S.H.

Boddika & Joy Orbison – Fate

Aqui a coisa pesa. Também… Boddika e Joy Orbinson. O groove é techno sem firula. Gosto do sample que fala  ”Baby” com uma entonação meio cansada, meio sem fôlego.

Vou por um som #2

 A primeira edição do Vou por um som

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O último formato físico da Terra

O streaming musical foi um dos assuntos da semana. O gancho principal é que nomes importantes da área estão de olho no Brasil.

Segunda-feira saiu o especial do Link feito por mim e pela Tati. Entrevistamos representantes do Deezer, Spotify, 4Me, Rdio e ECAD. Tratamos de questões de direitos autorais, opções para o consumidor e de como a indústria fonográfica vê no streaming a salvação.

Eu também falei com dois músicos que acusaram os serviços de streaming de explorar os músicos. Damon Krukowski, de Damon & Naomi, afirmou que “eles não são donos da nossa música” e East Bay Ray, dos Dead Kennedys, acusou o Spotify de ser “ruim para artistas independentes”.

Na quarta, duas notícias confirmaram o otimismo das gravadoras com relação ao streaming. O setor mostrou aumento de vendas pela primeira vez desde 99 (ano zero da era download, quando o Napster chegou). E o cabeça global da Universal disse que a chegada do Google na área de streaming musical teria um “impacto muito positivo” para a indústria.

Na quarta também, o Segundo Caderno, do Globo, deu capa para o assunto, com reportagem de Liv Brandão e comentário do Matias (vizinhos d’O Esquema). E a Tati retomou o tema no blog dela (também da vizinhança), chamando a atenção para o status de “queridinho” do streaming hoje no business da música.

Mas tem um tópico relacionado que não foi levantado e que eu acho bem bacana. Que é como a ascensão do streaming oferece, sem querer, mais uma prova da resistência do vinil, praticamente o único formato musical físico remanescente do planeta.

O vinil, cuja morte foi decretada algumas vezes nas últimas décadas, assistiu ao fim da fita cassete, do mini-disc e do CD. Em breve, irá ao velório do arquivo de MP3 no HD. Com o futuro proposto pelo streaming, nem mais pendrive com músicas será necessário. Quando esse dia chegar, ainda teremos vinis na estante.

Dados da Nielsen mostram que ano passado as vendas do vinil subiram nos EUA, como vêm fazendo desde 2006. Em 2012, esse crescimento foi de 17,7%. E, no fim do ano passado, os álbuns dos Beatles foram relançados em 180 gramas. Não é pouca coisa.

Claro que o vinil nunca voltará a ser o formato predominante. Mas, para colecionadores, audiófilos, fãs dedicados de música ou de um artista em especial ele é insubstituível. “Não existe romance num clique de mouse”, disse Jack White, embaixador do Record Store Day de 2013. Oitenta anos depois de sua invenção, o vinil tem lugar garantido no futuro da música.

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Vou por um som #1

Bate-Estaca 2013 vai ser menos conta-gotas, como já expliquei aqui.

E como fazer com aqueles posts de músicas, geralmente uma foto, um SoundCloud embedado e um adjetivo?

Com raríssimas e merecidas exceções, se encaixarão no novo ritmo. Vou juntar num post só, de tempos em tempos (talvez semanalmente), os retalhos de escutas e lançamentos. A seção leva nome simples e direto, Vou por um som. É quase um programa de rádio, só que escrito. Quem sabe logo vira um programa mesmo?

Tenho que começar a primeira com o álbum do Toro Y Moi novo. Chama Anything In Return, é caprichoso nas melodias, cheio de circuitagem eletrônica e, olha só, caloroso!

Talvez sejam os timbres ou o vocal mais engajado do que antes, mas esqueça já aquela conversa de “chillwave”? “Warmwave” talvez? Melhor mesmo é a definição do homem por trás do Toro Y Moi. “Tentei fazer um disco pop”, explicou Chaz Bundick nessa entrevista. 

Aqui o álbum todo:

Toro Y Moi – Anything In Return

E Chaz, ou Toro, começou no gás mesmo. No primeiro dia do ano, apareceu participando de uma faixa de Nosaj Thing. Aqui a textura é nevoenta, quase ambient.

Nosaj Thing feat. Toro Y Moi – Try

Não bastasse um ótimo álbum americano eletrônico, o ano começa com dois!

De Nova York, o FaltyDL solta Hard Courage, pela Ninja Tune. O som está menos quebrado e disjuntado que antes.

“Mais pop”, como diria Chaz/Toro?

Às vezes. Mas não dá para generalizar. A alma é resolutamente underground. E cosmopolita. Bass music, techno, house e electro de um americano com um olho constante em Londres. O conjunto fecha de maneira sublime com o ambient-techno “Bells”, que soa como o que o Underworld poderia fazer se fosse de uma geração posterior.

FaltyDL – Bells

FaltyDL não deixa embedar, então você tem que ir aqui para ouvir tudo.

Ainda em beats com cobertura pop, tem o último Disclosure. E é aquela história, o vocal pode não agradar os que preferem as coisas mais estranhas, mas e a levada? Tem algo de bleep nela, aquele som de 1990 tipo Unique 3. Aí não há quem resista.

Disclosure feat. Aluna George – White Noise

Descendo a escada para o subterrâneo, tem esse som de dezembro de 2012. É o EP novo do Marc Houle se chama Zorba e vem numa vibe disco underground, com sons chapados e safados, do tipo que não soariam estranhos numa produção do Black Devil Disco Club. Saca essa.

Marc Houle – Zorba

Para que lado ir agora?

Conferir o primeiro hype de 2013… É porque vale o bla-bla-bla. Segundo o Guardian, é um discão que “saiu não se sabe de onde”. Apesar de alguns sites já terem notado Big Inner, de Matthew E. White, em 2012, é neste começo de ano que as atenções a ele cresceram. Muito porque ele foi contratado e relançado em janeiro pela Domino (selo do Franz Ferdinand, Animal Collective, Four Tet, Hot Chip etc). Aqui dá para ouvir o stream do álbum completo.

Matthew E White – Steady Pace

Seguindo esse caminho indie rock com sonhos de grandeza, me deparei outro dia com essa belezinha do Elephant.

Elephant – Skyscraper

E o James Blake novo? Reconhecível a quilômetros, mas nem por isso menos bom. Quando os synths preenchem o espaço, o efeito é de sufoco e êxtase ao mesmo tempo. James Blake não é homem de engolir o choro, não.

James Blake – Retrograde

O selo Strut, fantástica casa de relançamentos, soltou mais uma coleção de primeira. É The Celluloid Records Story 1980-1987, apanhado do selo franco-americano especializado em beats esquerdos, experimentalismo de pista, hip hop antigo e new wave alternativa. Aqui saíram muitas produções de Bill Laswell, incluindo o explosivo encontro de John Lydon e Afrika Bambaataa em “World Destruction”. Como teaser, oferecem esse electro-pop francês de 1980.

Mathematiques Modernes – Disco Rough

Finalizo mostrando a outra face de Baauer. Ele é o produtor americano por trás de “Harlem Shake”, a música que sonoriza o viral do momento. Tem gente achando que vai rivalizar “Gangnam Style” em termos de popularidade. Mas a semelhança é SÓ essa. Baauer é outra onda de som. E se ele produz hits como”Harlem Shake”, também solta uma pedrada como essa aí embaixo. Apocalipse.

Baauer & Sleepyhead – Purebread

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As 50 músicas de 2012 (30-11)

Segunda parte das melhores de 2012. Comentários e listas paralelas são bem-vindas, como sempre.

30) Lauer – Trainmann (Tensnake Tranceman Mix)

29) Charlotte Gainsbourg – Anna

28)Santigold – Disparate Youth

27)Hot Chip – Motion Sickness

26)Caribou – Sun (Pedro Zopelar Remix)

25)Lone – Crystal Caverns 1991

24)Lindstrom – Ra-ako-st

23) Two Door Cinema Club – Sun (Logo Remix) 

22) Lucas Santtana – Jogos Madrigais

21) Daphni – Yes, I Know

20) Céu – Contravento

19) Hot Natured – Benediction

18) Frank Ocean – Whip Appeal

17) Grimes – Genesis

16) John Talabot – When The Past Was Present

15) Tulipa Ruiz – É

14) Dean Blunt & Inga Copeland – 2

13) Django Django – Hail Bop

12) Psilosamples – Ovelha Negra

11) Chromatics – Kill for Love

50 músicas (10-01)

50 músicas (50-31)

20 álbuns

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Chromatics vs New Order

Sim, mais um post com Chromatics aqui no blog.

Mas é que eles fizeram uma versão de “Ceremony”, do New Order.

Muito justificável.

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Quarenta docs de música brasileira na íntegra

O Pedro Consorte fez um grande favor à nação e compilou em seu blog 40 documentários de música brasileira que podem ser vistos na íntegra no YouTube.

Tem de tudo: Titãs, Arnaldo Baptista, Tom Jobim, Novos Baianos, Cartola, Elis, Milton, Chico Science, Paralamas, Mamonas, Tim Maia etc etc.

Chega mais, chega mais…

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Os 50 álbuns preferidos do Kurt Cobain…

…por ele mesmo.

No meio de tudo, um Public Enemy…

Veio daqui.

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