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Cotonete celebra 10 anos tocando os hinos de Belém

O nome não poderia ser mais apropriado: Cotonete.

Afinal, a missão era oferecer “Música eletrônica de qualidade para limpar seus ouvidos”.

O cenário era Belém, o ano 1999. Apesar da cidade ter uma longa tradição de dance music e cultura DJ, muito fortes nos anos 70 e 80, com lojas de disco e casas de alto nível, as coisas andavam a passos lentos no final do milênio. A nova música eletrônica, de espírito underground, não tinha quase espaço.

Um grupo de amigos obcecados por novos sons resolveu botar a mão na massa. Em pouco tempo, Benjamin Ferreira, Jamille Pinheiro, Samia Batista e Michelli Byanka tinham montado um site, organizado um programa de rádio e dado início a uma longa sequência de festas que entrariam para a história da noite de Belém.

Em meados da década, a coisa dispersou. Benjamin veio para São Paulo e desde então tem se destacado cada vez mais como DJ: abrindo para Derrick Carter, remixando Faze Action, tocando com Ashley Beedle em Londres e sendo apontado como revelação pelas revistas DJ Mag e VIP. (Não é só porque ele é um dos meus melhores amigos, mas é um dos DJs que mais gosto de ver tocar)

O Cotonete se reagrupa agora para comemorar 10 anos de existência. Segunda (11) rola uma festa no Studio Pub, em Belém.

No lineup, todos os membros da “formação original” mais a fina flor da discotecagem paraense: Bernardo Pinheiro, Fábio Miranda, Henry T, Eduardo Coutinho, Emanoel Junior, Renato Pantoja , Geraldo Nogueira e Mari Jares.

Parabéns a todos!

Para entrar no clima, o Benjamin gravou dois sets só com clássicos do Cotonete. Tem disco, house, techno e mpusica brasileira.

A parte 1:

E aqui a parte dois:

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Fiação #2 – Hip hop, Beatles, Maeda etc

Leituras e links que valem a pena.

Queria eu um dia ter tempo e disposição pra fazer um infográfico como esse aqui, que analisa e classifica os nomes dos artistas de hip hop! É sensacional! Veja aqui.

Ainda no rap, outros caras com paciência de aeromodelista fizeram o Rap Map, situando no Google Maps todas as referências geográficas que aparecem em letras. Veja aqui.

E falando em infográfico, olha essa maravilha que fizeram sobre as composições dos Beatles. Veja aqui.

Matéria do Estadão sobre o sr. Maeda, dono da famosa fazenda onde rolaram várias festas de música eletrônica e que agora vai receber o festival SWU. Veja aqui.

E essa? Cientistas americanos animados com o potencial anti-depressivo de drogas psicodélicas Veja aqui

“Os discos de vinil continuam cool”, matéria da Veja, traduzida do New York Times. Veja aqui

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Set funk matador só com disquinhos

Só pedrada… e em vinil de 7 polegadas!

O DJ é Mark The 45 King, nome de peso no hip hop do fim dos anos 80 graças a hits próprios como “The 900 Number” e remixes para Salt N’Pepa, DJ Kool e Queen Latifah.

Vi nesse blog aqui.

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Van Helden, A-Trak e uma receita infalível de hit

Vai ser um dos hits do ano, né? Na blogosfera e hipsterlândia já é. Afinal, qualquer coisa com os nomes A-Trak, Chromeo, Diplo, Kanye West, Vampire Weekend, Pharell Williams (N.E.R.D), Santigold dispara todos os comandos certos.

Estou falando de “Barbra Streisand”, do Duck Sauce, projeto dos DJs Armand Van Helden e A-Trak.

O vídeo, dirigido por So Me, tem um clima meio caseirão e espontâneo, com todos os personagens citados acima, além de outros menos conhecidos da “cena” nova-iorquina.

Van Helden não acredita em reinventar a roda. Reaplica hoje, com molho atual (de pato), uma receita que deu muito certo nos anos 90.

Lembra de “Koochy”, que jogava Gary Numan no liquidificador?

Armand Van Helden – Koochy

Ou “U Don’t Know Me”, que tirava um super-naco de “Dance With U”, de Carrie Lucas e jogava em cima da batida de “Plastic Dreams”, do Jaydee?

Agora ele e A-Trak loopam um corinho livre leve e solto (de uma música do Boney M), tacam inserções nonsense da frase “Barbra Streisand” e carregam tudo com uma batida disco comprimida que rebola mais que Rita Cadillac durante um terremoto.

Aspirantes a produtor, anotem outra dica valiosa da receita: os hits mais eficientes são os mais simples. Como “Barbra Streisand”.

A primeira música do Duck Sauce a fazer barulho foi “ANYway”: super-disco, super-pop, super-eufórica. E super-simples.

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Discology especial – tributo ao DJ Grego

Neste sábado faremos uma grande homenagem ao nosso querido professor, DJ Grego, que faleceu recentemente.

VEGAS CLUB – SÁBADO – 2 DE OUTUBRO
RUA AUGUSTA, 765

DISCOLOGY ESPECIAL – HOMENAGEM AO DJ GREGO

residentes
CAMILO ROCHA, CLAU ASSEF e DANIEL COZTA

convidados
VADÃO
SYLVIO MULLER
ÍNDIO
DJ SONIABREU
MISTER SAM
MAGOO
ACACIO MOURA
ANTHONY GARCIA
MURILO ROSSETTI

R$ 35 / R$ 30 (desconto)

LISTA AMIGA mande nomes para quebradisco@gmail.com

DISCOLOGY

O mundo dos DJs e da noite brasileira sofreu uma perda gigantesca no dia 16 de outubro passado. O Pai dos DJs brasileiros, o DJ Grego, faleceu aos 54 anos.

A contribuição de Grego é grande demais para caber nesse release: basta dizer que é um dos verdadeiros pioneiros de toda a história que vivemos hoje. Mixagem, remix, cultura DJ, música eletrônica, Grego estava na sala de parto de tudo isso. Todo DJ desse país deve alguma coisa a ele.

A Discology vai homenagear essa enorme figura do jeito que ele mais gostaria: com uma grande festa regada a música da melhor qualidade. Convidamos para participar desse tributo DJs que não foram apenas amigos próximos do Grego, mas que são também personagens importantes da história da dance music brasileira.

Venha celebrar conosco a memória desse DJ e pessoa inigualável.

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Outubro Independente

Começa nessa sexta (1) com festão de rua da VoodooHop.

Leia mais aqui.

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Quem diz que clubber não tem memória?

Se é verdade que muito baladeiro não tem memória boa, agora eles terão uma bela ajuda para lembrar de muita coisa.

A exposição Nightlife Exchange Project, que abre nesta sexta (1) em São Paulo, pretende dar uma geral em quatro décadas de cultura de balada brasileira, com muita música, depoimentos, filmes, fotos, flyers, discos e objetos em geral.

(leia o restante da matéria aqui no Virgula)

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PLAY !!! – The Most Certain Sure

Disco-pop com guitarrinha Stones fase 70. Do álbum novo do grupo também conhecido como Chk Chk Chk, Strange Weather Isn’t It?

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PLAY Escort – Cocaine Blues

A super-banda nova-iorquina de disco Escort regravou o clássico reggae anti-cocaína do Dillinger, “Cocaine In My Brain”.

Ficou beeem legal. Se você gostou, dá pra baixar aqui.

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Cafonice genial: Tommy Seebach vs Prodigy

Esse vídeo não é novo, mas o mash-up é tão genial que vale a postagem.

O clipe original, com o astro da disco dinamarquesa Tommy Seebach mandando ver no clássico “Apache”, foi hit viral uns anos atrás.

Esse mash-up com “Charly”, do Prodigy, é um dos melhores de vários que fizeram em cima do velho Seebach.

CÓSMICO-ERÓTICO

O lado B de “Apache” trazia outro “clássico”, a cósmica-erótica “Bubble Sex”, parte de uma longa série de músicas da disco com sons de uma mulher gemendo de prazer.

“Bubble Sex” é a trilha perfeita para aquele encontro sexual entre estranhos na praia, em algum soft porn francês tipo Emmanuelle.

The Seebach Band – Bubble Sex

Tommy Seebach ganhou vários prêmios do cafonérrimo Eurovision, sempre representando a Dinamarca.

Era também chegado num trago. Anos de abuso alcoólico culminaram num ataque cardíaco fulminante, em 2003. Tommy tinha 53 anos.

Sua genial cafonice segue imortalizada nos YouTubes da vida.

O que será que o Trentemoller acha do Seebach, aliás?

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