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Atoms For Peace – Magic Beanz

Uma novidade do Atoms For Peace para acordar.

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She & Him – ‘Volume 3′

O novo disco da dupla  Zooey Deschanel e M. Ward já está disponível em streaming.

Do que escutei até agora está bem divertido. ”Never Wanted Your Love” é ótima.

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Um ano sem MCA

No próximo sábado (4) a morte de Adam Yauch completa um ano.

Para homenagear MCA, o artista  James Curran fez uma série de 35 desenhos, cada um representa uma música do Beastie Boys. Os quadros serão vendidos no próximo final de semana em Londres e o dinheiro vai para o tratamento de crianças com câncer.

Veja todos os 35 quadros no tumblr ”A Year and a day”.

Separei aqui os desenhos mais fáceis. Consegue adivinhar o nome de todas as músicas representadas?

Os desenhos aparecem reunidos em uma animação que tem como trilha sonora a faixa “A Year and a Day”.

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O show secreto dos Rolling Stones

Ver os Rolling Stones tocando em um clube para pouco mais de 600 pessoas é um sonho. Um sonho difícil de conseguir realizar.

Mas alguns sortudos, familiares e amigos famosos (as irmãs Olsen e Johnny Deep, por aí vai) tiveram essa chance ontem em Los Angeles. No pequeno Ecoplex, a banda fez um rápido show de aquecimento para a estreia da turnê que passa pelos Estados Unidos, Canadá e Inglaterra.

O repertório curto (pouco mais de uma hora) não deu muitas dicas de como será a turnê. Entre os covers tocados, a única novidade é a volta de “Little Queenie” de Chuck Berry. Os Stones não tocavam essa ao vivo desde 1998.

A cogitada participação de Mick Taylor durante o show todo acabou não acontecendo. Taylor participou apenas duas músicas e deve ser assim nos próximos shows.

A turnê 50 & Counting tem sua largada oficial na sexta-feira (3) em Los Angeles e termina no dia 13 de julho com a segunda data no Hyde Park.

Veja um pouquinho (muito pouco mesmo) do show:

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Petição para substituir o Hino Nacional Brasileiro por “And Justice For All” do Metallica

Não sei se você já viu, mas isso aqui é maravilhoso:

O Hino Nacional Brasileiro, apesar de sua música linda, tem uma letra que raros brasileiros entendem. Seu vocabulário arcaico e rebuscado faz com que os brasileiros simplesmente cantem o hino por cantar, sem entender o que estão falando.

And Justice for All, do Metallica, é escrito em bom inglês, a língua universal dos dias de hoje, e traz uma letra marcante que clama por justiça.

Abaixo a tradução mostra como o povo deve clamar por justiça.

JUSTIÇA PARA TODOS!

Corredores da justiça pintados de verde
Dinheiro manda
Lobos poderosos cercam sua porta
Ouça-os rastejando
Em breve você irá satisfazer a fome deles
Eles devoram
O martelo da justiça te esmaga
Abuso de poder

O máximo da vaidade
Explorando sua supremacia
Não consigo acreditar nas coisas que você diz
Não consigo acreditar
Não consigo acreditar no preço que você paga
Nada pode te salvar

A justiça está perdida
A justiça está violentada
A justiça se foi
Puxando suas cordas
Justiça é feita
Não buscando a verdade
Vitória é tudo
Parece tão cruel
Tão verdadeiro
Tão real

A apatia é o que os sustenta
Tão insensíveis
Hostilidade escondida no interior
Tão enganador
Através de seus olhos suas luzes queimam
Esperando encontrar
Inquisição te afundando
Com mentes curiosas

O máximo da vaidade
Explorando sua supremacia
Não consigo acreditar nas coisas que você diz
Não consigo acreditar
Não consigo acreditar no preço que você paga
Nada pode te salvar

A justiça está perdida
A justiça está violentada
A justiça se foi
Puxando suas cordas
Justiça é feita
Não buscando a verdade
Vitória é tudo
Parece tão cruel
Tão verdadeiro
Tão real

A senhora justiça foi violentada
Assassino da verdade
Rolos de fita vermelha fecham sua boca
Agora você já era
O dinheiro deles controla a balança novamente
Faça seu negócio
O que é verdade? Não consigo dizer
Não consigo sentir

O máximo da vaidade
Explorando sua supremacia
Não consigo acreditar nas coisas que você diz
Não consigo acreditar
Não consigo acreditar no preço que nós pagamos
E nada pode nos salvar

A justiça está perdida
A justiça está violentada
A justiça se foi
Puxando suas cordas
Justiça é feita
Não buscando a verdade
Vitória é tudo
Parece tão cruel
Tão verdadeiro
Tão real

Sem procurar a verdade
Vitória é tudo
Acha isso tão cruel
Tão verdadeiro
Tão real

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Stephen Malkmus amanhã em SP

Direto da infinita lista de coisas que eu queria ter postado durante a semana: A matéria da Liv com o Stephen Malkmus – que toca em São Paulo amanhã e na terça-feira. Separei meu trecho favorito da entrevista:

Hoje estou mais velho. Quando o Pavement começou nós éramos muito novos, viajávamos muito, tudo era sobre a banda. Hoje tenho uma vida além da minha arte, antes tudo era relacionado à música. Já não saio tanto, sou um cara mais caseiro, fico com meus filhos vendo filmes, cozinhando, ouvindo música. Eles gostam da Katy Perry, eu curto “Teenage Dream”. Talvez um dia eu faça uma versão dessa música, uma coisa meio karaokê. Quando tocamos músicas do Pavement é meio como fazer um karaokê, aliás.

Bem que ele podia estrear essa versão de Katy Perry amanhã no Beco, né? Sei que é impossível, mas fico na torcida.

(Pensar nisso me lembrou quando o Pavement tocou no Brasil em 2010, “abrindo” para o Smashing Pumpkins no Planeta Terra. Torci muito para que eles tocassem a versão zoeira de “1979″, já que Billy Corgan andava ignorando a faixa nos shows da época. Acabou que nenhuma das bandas tocou a música).

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Antes e depois: Mahmundi – “Quase sempre”

Que tal uma faixa inédita da Mahmundi? Não é uma música nova, mas é algo que você nunca ouviu. Uma faixa que mostra o início da gestação de “Quase sempre”, presente no EP “Efeito das Cores” de 2012.

O ano aqui é 2009.  ”Quando eu não sabia o que queria da vida”, diz Mahmundi. Ainda sem a presença do produtor Lucas de Paiva, ela se arriscava com uma formação mais crua.  Baixo, bateria e guitarra na cara. Tudo gravado ao mesmo tempo e um único take. Ouça:

Agora ouça “Quase Sempre”  na versão do EP do ano passado. Sinta o efeito do tempo e do trabalho de Mah na busca por uma cara própria, um som só seu. A versão pensada por Lucas e Marcela não tem bateria, é mais climática e menos orgânica – apenas synths,pads, Casiotone e o baixo de Felipe Vellozo , que também tocou na versão de 2009.

Qual você prefere? Mahmundi diz que a escolha é “TENNSSA”. “Eu gosto da cancão dentro dela”, ela diz. É verdade. Dá para imaginar “Quase Sempre” funcionando bem no esquema voz e violão.

Mas talvez essa nem seja a discussão que importa. O mais interesse está em perceber o quanto uma música pode mudar e dizer sobre a evolução de um artista. Tem um peso equivalente ao de reparar na evolução de suas composições.

As diferenças nas versões gravadas de uma mesma música dizem muito sobre o quanto o músico aprendeu sobre o funcionamento de um estúdio, os equipamentos. Além da evolução artística em si, mostra se ele é capaz de alcançar isso tecnicamente.

No caso de Mahmundi dá pra imaginar bem o que ela quer alcançar, não?

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Kim Gordon: Câncer e separação

Traição, fim de um longo casamento e câncer. Os últimos anos não foram nada fáceis para Kim Gordon.

A ex-baixista do Sonic Youth nunca tinha contado a história toda, mas abriu o jogo em entrevista para a revista Elle .

Seu casamento acabou porque Thurston Moore estava traindo ela. Quando ela descobriu a história o casal passou por aconselhamento, mas Moore seguiu vendo a amante, que fazia parte do “mundinho do Sonic Youth”.

De acordo com Kim, a tal amante nunca saiu de cena para que eles pudessem acertar o fim. Moore se mudou e Kim ficou em casa escutando hip-hop. “Rap é muito bom quando se está traumatizado”.

Não bastasse isso, depois do fim de um relacionamento de 27  anos ela teve que enfrentar um câncer de mama não invasivo. Kim retirou o tumor através de cirurgia e diz que hoje pode considerar que sua saúde está “ok”. O que ficou foi a dura pergunta: O que mais pode acontecer comigo? A doença veio justamente quando ela começava a se acertar depois da separação.

Depois de tanta coisa ruim, Kim segue trabalhando. Um dos projeto é a banda Body / Head, um duo com em parceria com Bill Nace. Sente um pouquindo do drama:

Body / Head from Taping Policies on Vimeo.

Leia a matéria da Elle na íntegra.

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Falta um clipe para “Get Lucky”, né?

“Parece oficial, mas não é”. Essa é a frase mais dita quando o assunto é Daft Punk, especialmente depois da bagunça provocada por “Get Lucky”. Empolgação dos fãs ou armação da própria banda? Não importa. Deu resultado. A faixa bateu recorde no Spotify, um equivalente dá Billboard hoje em dia, e está em todo canto.

O que falta? Um clipe, né? Óbvio que já tem uma versão feita por fã. Não engana ninguém, mas é bem feitinha. Viu algum mais legal que esse?

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Tribunal do Feicebuqui

tom zé

Lembra quando comentei que o Tom Zé andava postando uns textões estranhos no Facebook? O cantor anunciava que logo nasceria dele algo novo. Chegou a hora. A novidade que Tom Zé preparava é o EP “Tribunal do Feicebuqui”, que serve de prévia para um disco novo.

Seguindo uma ideia do jornalista Marcus Preto (que prepara biografia do músico), Tom Zé foi muito além da carta que escreveu sobre a reação das pessoas quanto a sua participação em uma propaganda da Coca-Cola. Resolveu fazer um disco todo sobre o ataque que sofreu. Seu alvo é a patrulhada que caiu em cima dele, em especial no Facebook.

A ideia do disco pode até parecer boba em um primeiro momento. Afinal, imagine todo mundo que toma pau na internet construindo trabalhos em cima disso? As coisas já andam chatas, seria ainda pior.

Mas Tom Zé soube converter a fúria recebida de uma maneira esperta. Leve. Ele não sai xingando quem ofendeu ele. Opta por reaproveitar os comentários que recebeu.  Ao colocar isso em sua própria voz acaba por desarmar cada grosseria. Dar ação a cada comentário reacionário feito no Facebook é um belo golpe. Tom Zé esvazia a crítica e expõe a fragilidade do que as pessoas falaram.

Talvez um disco todo nessa pegada seja demais, mas o EP funciona bem como crônica, um registro do momento. Muitos vão se ver ali. Seja no papel de vítima ou de juiz de Facebook. Aí que a ideia deixa ser boba e se torna necessária. A discussão sempre é válida e ganha importância e espaço quando vira uma obra artística.  Uma simples música tem muito mais efeito do que qualquer carta aberta. No futuro quando lembrarmos das tretas do Facebook teremos a música. Já a mesquinharia morre junto com a rede social.

E tem mais. Em um disco marcado pela presença de músicos jovens (Tatá Aeroplano, O Terno, Trupe Chá de Boldo) que gostam de fazer referência ao passado nas letras e na sonoridade, é engraçado notar que coube ao  ”velho” Tom Zé registrar o presente.

Musicalmente as canções seguem os últimos trabalhos de Tom Zé, com um forte tom de paródia e humor. A garantia de risadas está em  boas sacadas como a frase falada por Emicida na primeira música: “Se fosse do Dolly pelo menos…”.

Baixe o disco o EP no site oficial do Tom Zé.

 

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Veja a íntegra do último texto da série “Parto Acompanhado”, que releva então o novo disco:

PARTO ACOMPANHADO
CONTAGEM REGRESSIVA: 0

Pessoal, respeito as opiniões favoráveis e as contrárias, por vezes agressivamente contrárias.
HOJE, DIA DA DESCOBERTA DO BRASIL E DIA DA TERRA, VIVA, EVOÉ!, VAMOS LÁ:

Release Coca
Anúncio da Coca-Cola – Consequências

Acesso ao disco-nascituro pelo berçário www.tomze.com.br.

Certidão de nascimento
Nasceu aos 22 dias do mês de abril, sob o signo de In-Touro-Net, o filho do coca-colismo espermatizado pelos amigos do Tom Zé.

Nome de batismo: TRIBUNAL DO FEICEBUQUI
Padrinhos: Daniel Maia, Emicida, Filarmônica de Pasárgada, Tatá Aeroplano, O Terno e Trupe Chá de Boldo.

Paternidade: Marcus Preto

Parteira: Neusa Martins
Assistente: Tania Lopes

ORDEM NO TRIBUNAL!

Tendo o Detetive-Chefe Marcus Preto considerado os textos do Tribunal do Feicebuqui literatura consistente para a criação de uma nova edição de Imprensa Cantada, soube, pelo depoimento de Tom Zé, que este resolvera doar o cachê do referido anúncio da Coca-Cola à banda de música de Irará, para uso na Escola de Música que ela mantém.

Como isso não criava impedimento, ele convidou as bandas supracitadas:
Emicida,
Filarmônica de Pasárgada,
Tatá Aeroplano,
O Terno,
Trupe Chá de Boldo,

para fazer parceria com os amigos de Tom Zé que postaram mensagens no Feicebuqui sobre o anúncio. E começaram a nascer as canções que comporiam um lp (vinil) e um cd a se chamar Tribunal do Feicebuqui.

No dia de hoje estamos disponibilizando 5 canções do futuro disco para os nossos queridos feicebuqueiros.

Continuamos trabalhando no referido disco, cujo lançamento sonhamos fazer – em julho ou agosto – em Irará, Bahia – para entregar o cheque ao presidente Diógenes Barbosa, da Lítero Musical 25 de Dezembro, a banda de música de Irará.

Vale contar que a banda de Irará está proibida de tocar no concurso de bandas do interior, promovido em Salvador pelo governo do Estado da Bahia. Pois, diante do protesto das outras bandas, ela atualmente só tem o direito de se apresentar hors concours, já que vinha vencendo todos os concursos dos últimos anos.

O fato é que, apesar disso, à banda sempre faltam recursos.

O cachê será doado em nome de dona Maninha, mãe de leite de Tom Zé, que em grande pobreza criou 5 filhos e ainda formou 2 deles – um em engenharia civil (Paulo Aquino) e outro em medicina (José Aquino).

Alaíde e Dida são vivos, mas o irmão de leite de Tom Zé, Ivan Aquino, conhecido por “Ivan, o Turco”, morreu vítima de um assalto.

“Dos Santanas e Martins eu ganhei o comunismo especulativo e a doçura, mas foi o leite de dona Maninha que me deu a persistência.”

APRESENTAÇÃO DOS ARGUMENTOS DE ACUSAÇÃO E DEFESA

1) “TRIBUNAL DO FEICEBUQUI”
(Marcelo Segreto/Gustavo Galo/Tatá Aeroplano/Emicida)

2) “ZÉ A ZERO”
(Tom Zé/Marcelo Segreto/Tim Bernardes)

3) “TAÍ”
(Joubert de Carvalho/Tom Zé/Marcelo Segreto)

Esta versão foi feita para o lançamento de “Taí”, com Zaragoza, que
tinha a conta na DPZ. Agora, 40 anos depois, Marcelo Segreto, com
sua acuidade, acrescentou mais 2 estrofes para coincidir com os 3 gritos
da letra. Como se vê, há muito tempo que eu estou no “pecado” da
publicidade.
Mas uma pesquisa indicou que a juventude preferia um rock para anúncio
do guaraná.

4) “PAPA FRANCISCO PERDOA TOM ZÉ”
(Tim Bernardes)

5) “IRARÁ IRALÁ”
(Tom Zé)

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Mais: Leonardo Lichote fez uma matéria no Globo de ontem esmiuçando a produção do EP. 

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