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Arquivo: notas musicais

Rampazzo – Here EP

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“Rampazzo é um projeto de música eletrônica do designer gráfico Lucas Rampazzo que combina estruturas e padrões compondo e criando música minimalista e atmosférica.”

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Erykah Badu – The Healer (Sants Remix)

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Carmen Alves – Dóqui Martinhos

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Tô absolutamente chocado com o trabalho da molecada (Guerra, os irmãos Paiva, De Queiroz) do selo de house e techno 40% foda/ maneiríssimo. Depois do belíssimo EP de estreia lançado na semana passada, chegou a vez da Carmen Alves, anunciada como das proprietárias do selo e ilustradora “dona do visual da parada inteira”.

As infos do release são precárias. Futuquei no Facebook (a foto foi tirada de lá, inclusive) e descobri que a Carmen trabalha com moda. Apareça mais, menina.

“Equipamento usado:

Dave Smith Instruments Prophet ’08
Akai MPC1000
Electro Harmonix Holy Grail
MXR Distortion+
BOSS DD-7

Gravado no Logic Pro 9″

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Daniel Menche – Vilké

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Cybass – Sex On The First Date

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MJP – B​-​Sides [2003​-​2008]

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B Sides [2003-2008] é uma coleção de beats perdidos do beatmaker MJP, um dos membros do Metanol Fm. Os sons compilados no EP são bootlegs lo-fi desses anos, já que os arquivos originais se perderam completamente.

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bemônio – OPSCURUM EP

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Tem bemônio novo na area! Word Premiere total!

A bola da vez é o EP OPSCURUM, na verdade uma longa faixa de 23 minutos que contém 9 interlúdios ou pequenas peças. A sensação que dá é a de estar ouvindo uma mixtape, pois os interlúdios emendam um nos outros. Não dá pra pular e avançar, saca? Tem que ouvir de uma tacada só. Há variações na sonoridade de cada um, dando uma quebra e um susto estilo montanha russa: uns são mais climáticos, outros mais porrada a intensos. Acho que é o trabalho mais forte do bemônio até hoje, artista que em pouco mais de um ano conseguiu imprimir um belo trabalho na seara da música experimental, passeando sempre pelo dark ambient, noise, industrial, doom e drone.

Conversei com o Paulo Caetano que me disse o seguinte.

“A ideia do EP, e por se chamar OPSCURUM, é nada mais que o momento de sono, mais precisamente o sonho, onde diversas sensações e variações de humor ocorrem, transformando o lance numa coisa doida ou muitas vezes sem sentido. Por isso, nesse EP, existem faixas mais acessíveis e outras não. Dando assim suas quebras, suas interrupções bruscas e emendadas. O inicio do EP trata-se de uma introdução, uma marcha do começo desse sonho, e o final de um desfecho como uma forma de ninar, densa e sombria…

“Os equipamentos foram os seguintes: synth roland sh201 + pedais (boss metal zone + harmonist + space echo + electro harmonix frequency analizer). Arturia minibrute + pedais (fuzz, bass syntetizer, tera echo e slicer). Para as vozes, microfone de papelaria philips ligado no kaos pad fazendo modulações de voz e bateria.”

“O processo foi no improviso sim. Primeiramente –  e sem as musicas criadas – gravamos 3 horas de bateria num mic condensed e num shotgun ligado na placa de áudio. Para a ambiência rolou o mesmo processo do vocal, ou seja, o mic philips no kaos pad só que nos pedais captando o som da bateria com efeitos. Todos esses microfones foram gravados em canais separados.”

“O que aconteceu nesse dia foi o seguinte. Eu falava pro Gustavo Matos, o baterista, da seguinte forma: ‘toca tipo um estilo tal’ e ele tocava na hora. Depois de varios estilos em mente peguei toda a base de bateria e fui criando em cima, na minha casa. Nem mesmo o Matos ficou sabendo pois fiz sozinho pra poder focar e produzir.”

“Planos neste ano? Divulgar muito o EP e produzir um álbum focado em black metal! Mas desejamos algo que tenha participações especiais e queremos muito gravar com improviso também.”

“O próximo álbum deste ano se chamara ‘santo’ e não terá o nome bemônio na capa.”

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Hy Brazil Vol 2: New Experimental Music From Brazil 2013

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New Experimental Music From Brazil 2013 é o segundo volume da Hy Brazil, série dedicada a compilar os novos talentos da música brasileira e que tem como objetivos mapear a cena e difundí-la pelo Brasil e pelo exterior. Exatamente como no primeiro volume (Fresh Electronic Music From Brazil 2013), a coletânea reúne 14 faixas inéditas de 14 novos (ou quase novos) projetos “Made In Brazil”.

Muito mais interessante que juntá-los em grupos por questões de afinidade estética (gênero musical) ou geográfica (ao todo seis Estados foram contemplados na coletânea), é apontar os diversos pontos em comum que eles estabelecem entre si.

Formados há mais tempo, Barulhista, Satanique Samba Trio e Duplexx certamente são nomes já bastante conhecidos do público e da crítica especializada. A inclusão desses artistas se deu pelo fato de estarem em suas melhores fases.

Sobre A Máquina, bemônio, DEDO e Chinese Cookie Poets (dentre outros que não couberam neste volume) fazem parte de algo muito estimulante que vem acontecendo ultimamente no Rio de Janeiro. Se não chega a ser uma cena de música experimental, é algo que vem se solidificando para tal. Infelizmente ainda existem poucas casas de show de pequeno porte, mas o ritmo das apresentações ao vivo tem sido frenético e instigante.

Falando em shows, boa parte nunca tocou ao vivo (Camel Heads e Gimu, por exemplo) ou então não faz muita questão (Babe, Terror). Em contrapartida, DEDO e Keroøàcidu Suäväk ampliam a questão do palco/ cabine/ P.A e flertam com a performance e o ritual, se apresentando em galerias e eventos ligados à arte contemporânea.

Gimu, artista que tem longa estrada na música (porém com outras formações e objetivos), Camel Heads, The Industrialism e Babe, Terror já são bastante articulados internacionalmente, possuindo diversos títulos lançados no exterior.

Barulhista e Satanique Samba Trio, cada um a sua maneira, trabalham regionalismos e ritmos populares de forma autoral e híbrida, ampliando as possibilidades da música instrumental desenvolvida no país.

DeCo Nascimento, Iridescent Life, The Industrialism e Babe, Terror também apontam para uma forte tendência. Sua música é bastante ampla, ora indo para uma corrente mais ligada ao guarda-chuva da música experimental, ora o da música eletrônica. Um (ótimo) sinal de que esses dois universos tão gigantescos tem se cruzado cada vez mais.

A próxima Hy Brazil irá voltar à música eletrônica abordada no primeiro volume, trazendo mais 14 artistas em faixas totalmente inéditas.

Hy Brazil Vol 2: New Experimental Music From Brazil 2013

01 – Sobre A Máquina – Aldeia
02 – Gimu – In Tatters Again
03 – Babe, Terror – C’mon Breakfest
04 – DeCo Nascimento – Queimo
05 – Iridescent Life – No Ouvidor
06 – The Industrialism – Earth Ink
07 – Camel Heads – Red Firefly
08 – Barulhista – Giss
09 – Satanique Samba Trio – Pipocalipse
10 – Keroøàcidu Suäväk – Binga Miocórpio
11 – DEDO – Indonesia
12 – Duplexx – Capilar
13 – Chinese Cookie Poets feat. Zbigniew Karkowski – LURK
14 – bemônio – dilecti laceratione complevit

Arte da capa: Antônio Simas Xavier
Exclusividade do lançamento: Dummy Mag
Agradecimento especial: Gilmar Monte aka Gimu pela revisão da tradução do release para o inglês.

_Sobre a Máquina

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O trabalho do quarteto carioca Sobre A Máquina se caracteriza pela exploração de processos de gravação e performance voltadas para o improviso, mas também pela obtenção de timbragens incomuns a partir de tape loops e instrumentos processados. Trata-se de uma sonoridade ao mesmo tempo sintética e orgânica, construída sob a influência de grupos e artistas como Throbbing Gristle, Einstürzende Neubauten, Autechre, Ornette Coleman e Can. Depois de lançar 3 EPs em um intervalo de pouco mais de um ano (Decompor, Areia e Anomia), o Sobre a Máquina lançou no finalzinho de 2012 seu primeiro álbum (homônimo). Reunindo improviso, free jazz, barulho, drone, industrial e pós-rock, é certamente um dos trabalhos mais múltiplos e instigantes da nova música brasileira.

_Gimu

Gimu

Gimu é o projeto solo de drone, ambient, field recordings e sound-sculpting do capixaba Gilmar Monte, ex-Primitive Painters (de indie rock) e ex-Terrorturbo (de pegada mais eletrônica). Gimu trabalha somente com o computador na composição de massas sonoras que vão ganhando contornos diferentes, novas formas, à medida em que o ouvinte é sugado pra dentro delas. Difícil de acompanhar o volume de trabalhos (a maioria de nível altíssimo) do Gimu: sua conta no Bandcamp lista 18 lançamentos entre 2010 e 2013.

Com lançamentos físicos para selos britânicos (Heat Death, Twisted Tree Line, Childrenplay, Rural Colours) e para o brasileiro Toc Label (o cassete all the intricacies of an imaginary disease), Gimu também assina, ao lado da poeta estadunidense Emily Loren Moss Ferrell, o projeto Caterpillars Dressed In Their Finest, trabalho que mistura poesia no estilo spoken word com uma parede sonora.

_Babe, Terror

Babe, Terror

O jornalista Lúcio Ribeiro assim resume o projeto de um homem-só do paulistano Claudio Szynkier: “Imagina uns zumbis de ‘Walking Dead’ se escondendo nas catacumbas de um clube de Berlim e de repente encontram umas picapes e tentam tocar mexendo em todos os botões ao mesmo tempo”. Em outras palavras, Claudio cria histórias cinematográfico-eletrônicas que absorvem ecos de pop dos anos 50, tropicalia, indie-dance e cold wave.

Babe, Terror já ganhou resenha do jornal inglês The Guardian (“a volta barulhenta da Tropicália”) e foi apadrinhado pelo inglês Erol Alkan, lendário DJ de indie-dance que foi um dos reponsáveis pela febre dos bootlegs no início dos anos 2000. Seus álbuns Knights (2012) e Collage Clash (2013) foram lançados pelo Phantasy, selo do inglês.

_DeCo Nascimento

DeCo Nascimento

“Queimo” é uma das faixas que integrará o EP do compositor e artista sonoro DeCo Nascimento, Under-Bending. Composta a partir de síntese analógica, sua estrutura está baseada em um processo escultórico que busca organizar os sons no espaço da escuta. De natureza flúida, a peça propõe um experiência envolvente com elementos sintéticos e eletrônicos.

DeCo Nascimento é natural de Recife, mas passou grande parte de sua vida em Olinda. Construindo uma relação cada vez mais intensa na composição tanto performática quanto sonora, DeCo, em 2008, foi selecionado para estudar Artes Visuais e Multimídia na Facultade de Belas Artes de San Carlos, em Valencia, na Espanha, tomando contato pela primeira vez com os universos da sound art, net art, instalações e paisagens sonoras.

_Iridescent Life

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Iridescent Life é um projeto de drone e ambient techno do paulistano Victor Lucindo. Por enquanto, seu único trabalho é o EP Leave No Trace (2013), por sinal o primeiro lançamento do net label Step In Recordings (que também conta com os novos artistas Rampazzo e Albatroz).

As faixas deste EP nasceram de exercícios despretensiosos, de conceitos simples e de um desejo extremo de gravar um momento. Segundo Victor, “deixar traço algum’’ é um importante conceito na filosofia do Zen Budismo em que é necessário simplesmente se desapegar de resultados e apagar a si mesmo no processo. “Essas faixas não foram pensadas originalmente para qualquer tipo de projeto. Simplesmente passaram a existir”.

_The Industrialism

The Industrialism

Influenciado por artists como The Flashbulb, Aphex Twin, Akira Yamaoka, John Frusciante e Venetian Snares, The Industrialism, pseudônimo artístico do multi-instrumentista e compositor carioca Cesar “M1A1″ Alexandre, passeia por elementos da ambient music, IDM, drum & bass, glitch, breakcore e downtempo. The Industrialism enfatisa melodia, atmosfera e emoção com bastante uso de gravações de campo e a fusão de instrumentos acústicos e processamento eletrônico. O resultado é minimalista e melancólico.

Cesar divulga seus trabalhos na web desde 2008, sendo que alguns deles foram foram lançados por diversos net labels como Chase Records (França), Enough Records (Portugal) e Bump Foot (Japão).
Dotonbori é o nome do seu último EP.

_Camel Heads

Camel Heads

Camel Heads é um trabalho de guitarras ambientes realizado pelo paulistano Bruno Borges – também conhecido como Pena Branca por conta de seu (psicodélico) trabalho como artista visual. “Eu toco, gravo e produzo tudo na minha casa mesmo, sozinho. Lo-fi sem medo”.

Camel Heads possui dois EPs em sua discografia. Anoluz (2013) é bem mais stoner/ kraut e o auto entitulado (2012) soa como blues do deserto. Anoluz saiu em cassette pelo selo mexicano Department Tapes e será lançado em vinil pela Captcha Records. O próximo lançamento continua com veia psicodélica, mas será mais introspectivo e meditativo.

_Barulhista

Barulhista

O release do artista mineiro Barulhista é tão bom que não vale a pena mexer em nada:

“Barulhista é uma palavra ‘inventada’ para acabar com a procura de um nome para o que sou/faço: música / escrita / conversa / concertos / trilha sonora – tudo com base em experiências cotidianas. Gravei minha primeira fita K7 aos 12 anos, cheia de ruídos de quintal e algumas latas. Tive bandas de rock na adolescência e fui baterista de outros estilos. Em 2008, deixei as bandas de rock e arredores e comecei a fazer música sozinho – usando gravadores, objetos e uma bateria velha. Minhas ferramentas de trabalho são: laptop + bateria + objetos.”

Barulhista também toca sanfona na banda instrumental Constantina. E junto com Daniel Nunes, o baterista da mesma, assina o Lise + Barulhista, projeto de experimentos em música eletroacústica para performances e composições de trilhas sonora.

_Satanique Samba Trio

Satanique Samba Trio

Nem samba, nem trio: Satanique Samba Trio é um quinteto brasiliense de música experimental. Mescla estilos como jazz e o rock com ritmos brasileiros (samba, baião, forró, brega, calipso, pagode). Os músicos ainda absorvem elementos da música erudita contemporânea, como dissonâncias e distorções rítmicas inspiradas no que chamam de “estética do Satanismo Tropical”.

Criado pelo arranjador, instrumentista, produtor e principal compositor do SS3, Munha, em 2002, o projeto tem como objetivo desafiar os ritos sacrais da MPB. Ou seja, abraçar a tendência do excesso de informação e desembaraçar à música instrumental dos clichês e armadilhas em que ela mesma se colocou.

O Satanique Samba Trio possui quatro álbuns. No momento finaliza o último capítulo da trilogia Bad Trip Simulator, num disco que será dedicado à música nordestina.

_DEDO

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Coletivo formado por Arthur Lacerda, Lucas Pires, Rafael Meliga, Fernando Rocha, Daniel Olej e Fernando Arruda, todos designers, o DEDO é um projeto multidisciplinar baseado no Rio de Janeiro que produz música experimental (noise, drone, vaporwave), instalações e materiais impressos.

O DEDO surgiu dentro do escritório de design de uma conhecida marca carioca de roupas. Compatilhando as mesmas obsessões em torno de assuntos relacionados a música e a imagem, os integrantes do coletivo em um determinado momento sentiram a necessidade de explorar e extravasar outras ideias fora do ambiente corporativo. Primeiro dezenvolveram zines e posteriormente, em função do aniversário de um deles no início de 2012, nasceu a faceta musical do DEDO, formada por Lucas, Rafael e Arthur.

_Duplexx

Duplexx

Duplexx é o projeto de música experimental de Bartolo (synths e guitarra) e Leo Monteiro (bateria, percussão eletrônica e synths). A dupla (Orquestra Imperial, novo disco da Gal Costa) sempre focou suas performances e composições no universo eletroacústico, seja com computadores e bases pré-gravadas ou com performances instrumentais, incluindo circuit bending e síntese analógica. Ao longo de quase dez anos de vida, realizaram diversas parcerias com artistas visuais e outros grupos, como o Chelpa Ferro e o Rabotnik. Já se apresentaram nos festivais Multiplicidade (2006) e Being in Motion (Londres, 2006) e na coletiva Nomads+Residents (Nova York, 2011).

O Duplexx possui três álbuns: TriKids (2006, em parceria com o artista Paulo Vivacqua), Plano B (2007) e Duplexx (2012, Bolacha Discos).

_Keroøàcidu Suäväk

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Keroøàcidu Suäväk é um projeto de experimentações sonoras e performáticas criado em 2009 na cidade de São Paulo pelos artistas visuais Kaloan Meenochite, Pilantropov Pausanias e outros colaboradores. O grupo utiliza diversos recursos como instrumentos sonoros acústicos e eletrônicos, instalações multimídia, projeções e indumentárias ritualísticas. São explorados principalmente a música experimental e a dança, criando situações sonoras que podem lembrar rituais ancestrais misturados com dispositivos tecnológicos e outras referências aleatórias. Keroøàcidu inventa um folclore próprio no qual o público por vezes colabora, construindo redes frageis de experimentação, utilizando os instrumentos, cantando e entrando por vezes em um espírito de celebração e êxtase.

Keroøàcidu Suäväk já participou de festivais e exposições de arte contemporânea dentro e fora do Brasil, dos quais destacam-se: 30ª Bienal de São Paulo, Mês da Cultura Independente Fabrique à Rêves (França), Neo-Tropicalism – Brazilian Art in Constant Mutation (Liverpool).

_Chinese Cookie Poets

Chinese Cookie Poets

Chinese Cookie Poets é um trio instrumental formado em meados de 2010 por Marcos Campello (guitarra e violão), Felipe Zenicola (baixo elétrico e acústico) e Renato Godoy (bateria). Apresentam-se em dois formatos: acústico e elétrico – que apesar de possuírem estéticas radicalmente diferentes, de alguma maneira mantêm a “sonoridade CCP”. Em seus shows, ora improvisam, ora executam arranjos hermeticamente fechados, passando de um a outro de forma inexplicável. Noise, improv, free jazz e no wave são alguns dos rótulos normalmente associados ao trio.

Depois de 2 EPs e de um single, o primeiro disco cheio do Chinese Cookie Poets, Worm Love, foi lançado em 2012.

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bemônio

bemônio é um projeto criado por Paulo Caetano em 2012 no Rio de Janeiro. Cheio de ruídos, distorções e microfonias que seguem o padrão estético associado ao drone e ao dark ambient, o bemônio tem como intuito gerar uma ambiência densa e grave que causa desconforto e transe, levando o ouvinte a se transportar a um ritual ou alguma espécie de culto.

No ano passado, o bemônio lançou o álbum Vulgatam Clementinam e os EPs Ascoltare Durante Il Pranzo Dopo La Noia e Serenata, este último em parceria com o baterista (e agora membro do projeto) Gustavo Matos (Dr Picles, Cabaret e Driving Music). Um novo EP, Opscurum, deve ser lançado em breve.

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40% Foda/Maneirissimo

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Gabriel Guerra (DJ Guerrinha; voz e teclado do Dorgas), Lucas de Paiva (ex-People I Know, atual Pessoas Que Eu Conheço; ex-SILVA; atual Mahmundi e Opala), Lourenço de Paiva (Principe de Montreal; irmão do Lucas de Paiva) e Savio de Queiroz (De Queiroz; ótimo produtor de shows, faz comigo a série Cornucópia) são os quatro responsáveis pelo selo de house/ techno 40% Foda/Maneirissimo. Além do selo, eles (com a exceção do Lourenço, que mora no Canadá) também assinam como Epicentro do Bloquinho, que é um live (bem venenoso) cheio de máquinas analógicas.

Numa cidade totalmente dominada pela house de Wolf+Lamb, Hot Creations, Crosstown Rebels, Visionquest e afins, espero que haja espaço para o 40%/ Epicentro invadir. Eles são muito mais deep.

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Ogrishsoundz

Ogrishsoundz – Wicked Dub

Ogrishsoundz – Out Of The Valve

Bass music feita em Brasília, uma cortesia do Ogro, membro do Confronto Soundsystem.

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