OEsquema

Arquivo: notas musicais

Apostas para 2014

1526834_678107402241385_1152671962_n

 

O pessoal da Revista Elle me pediu dicas de atrações musicais que devem bombar em 2014 para a edição de janeiro. Mandei 08 nomes, mas acabaram citando apenas o Rio Shock. Reproduzo abaixo os nomes e textos completos que enviei pra eles.

SEIXLACK

seixlacK é meu produtor favorito do coletivo paulistano Metanol FM, turma que tem agitado a cena de bass music de São Paulo nos últimos anos e contribuído com a vocação da cidade de construir festas bacanas que acontecem na rua, de graça. Seu Lugar É o Cemitério é o título de seu mais novo EP, previsto para janeiro, que terá lançamento pelo selo carioca de house e techno experimental (uma das revelações de 2013, aliás) 40% Foda/ Maneiríssimo.

RIO SHOCK

Rio Shock é o mais novo projeto do carioca João Brasil. Acostumado a misturar música de tudo quanto é tipo em seus infames mashups, João decidiu agora misturar UK house a la anos 90 com o funkão carioca – algo que ele vem chamando de “deep baile”. Junto com os MCs Sabará e Dannie, o percussionista Junior Teixeira e o diretor artístico Filipe Raposo (material gráfico, vídeos, figurino e cenografia), o Rio Shock parece pronto para sair dos Bandcamps e Soundclouds da vida e ganhar os palcos do Brasil e, porque não, do mundo.

HAPPA

O que vc fazia com 16 anos de idade? Pois com apenas (!) 16 anos de idade, Samir Alikhanizadeh, de Leeds, na Inglaterra, produz techno de alta qualidade sob o nome Happa. Seus dois singles para os selos Church e Boomkat Editions comprovam que o hype em torno do seu nome é mais do que justificavel. Não é um exagero dizer que Happa vem fazendo uma das músicas mais excitantes, originais, bass heavy e fora do quadrado da atualidade. Seu trabalho combina a estética brutalista do techno com a sonoridade sônica da bass music inglesa, se aventurando inclusive pelos terrenos mais sombrios do industrial, do noise e da música hipnagógica.

OPALA

O carioca Opala passou este ano pelos festivais Coquetel Molotov em Recife, e Eletronika em Belo Horizonte. Tocou no Bar Riviera em São Paulo, e no Studio RJ, no Rio. Ou seja, eles já são um nome conhecido no cenário indie nacional. Mas depois que esta dupla formada por Lucas de Paiva e Maria Luiza Jobim (sim, ela é filha do maestro supremo) for morar em Nova Iorque no início de 2014 para gravar seu primeiro álbum cheio, aí eu quero ver o tamanho do auê.

PRÍNCIPE DISCOS

Escolhi aqui falar de um selo ao invés de um artista. O Príncipe Discos é um pequeno label dedicado 100% a lançar música eletrônica contemporânea produzida nos subúrbios, comunidades, guetos e favelas de Lisboa, em Portugal. Basicamente, os artistas do Príncipe (DJ Firmeza, DJ Maboku, DJ Colt, DJ Perigoso, DJ Nigga Fox, DJ Noronha) fazem dance music com influências folclóricas da diáspora lusitana-africana, leia-se kuduro, batida, kizomba, funaná e tarrachinha.

JAI PAUL

O inglês Jai Paul é um velho conhecido de quem está ligado em novas tendências. Velho porque seus primeiros singles datam de 2007. Ao longo dos anos vieram outros por aí mas até agora ainda não conseguimos ouvir, em funções de leilões pelo seu passe, brigas contratuais e todo um clima de mistério (e muito marketing) um álbum inteiro (e oficial) desse cantor e beatmaker que com certeza vai explodir mundialmente.

FUDISTERIK

Se sobrasse tempo eu viraria imediatamente empresário e agente desse mineiro residente da bucólica Matias Barbosa. Um dos destaques da surpreendente cena eletrônica mineira (em geral estremamente psicodélica), Fudisterik começou a produzir de forma naif em 2011 e o resultado é completamente esquizofrênico e non-sense: mudanças de andamento bizarras, samples de percussão africana e brasileira e um quê de drama épico.

CLIPPING

Clipping é um trio de hip-hop não tradicional baseado em Los Angeles. Sua música não contém beats. Contém noise. MUITO NOISE. Com referências que vão de Death Grips a My Bloody Valentine, seu primeiro álbum, Midcity, arrancou elogios rasgados do jornal inglês The Guardian (“um álbum com momentos OMG”). E não é por menos. A música do Clipping soa tão ameaçadora quanto o mundo em que a gente vive hoje.

Comente

O Estado da Arte: Música sem Fronteira

Screen Shot 2014-01-10 at 12.01.50 PM

Em pleno Natal, 25 de dezembro, curtindo um solzinho no sul da Bahia, recebo telefonema, SMS, mensagem de Facebook e email do Arnaldo Bloch me convidando para assinar o último texto, o 22º, da série “O Estado da Arte” do Jornal O Globo, mais especificamente sobre “música sem fronteiras”. Maior honra!

Para quem não acompanhou, “OEDA” reuniu artigos escritos por artistas, acadêmicos, críticos e gente dos bastidores, nomes como Christine Greiner, Luiz Ruffato, Wagner Moura, Leonel Kaz, Ailton Franco Jr., João Guilherme Ripper, Hugo Sukman, Ana Luiza Nobre, entre outros.

A série refletiu sobre diversos temas. Cito alguns. O cinema “fora do eixo”, pode conviver em paz com os sucessos da neochanchada? O que há no front dos sons, no imprevisível mercado da pintura, nas metamorfoses da dança, nos desafios da fotografia? Os musicais estão abafando o teatro alternativo e as vanguardas? Por que os curtas-metragens estão vivendo um boom? A ópera brasileira resiste, ou pior, ainda existe? O que é, hoje, um autor de livros em meio à babel das redes sociais? Como se configura a TV do futuro?

A íntegra do texto, que também saiu no online, segue abaixo:

O estado da arte
Chico Dub é idealizador do festival Novas Frequências

Os sons ao redor
Curador vê o Brasil, a médio prazo, como o centro da música avançada no continente

Notícias sobre a falência da indústria fonográfica são tão constantes nos últimos anos que viraram lugar-comum. Mesma coisa em relação à indústria do entretenimento musical: são festivais internacionais sendo cancelados, turnês de artistas “billbordianos” dando prejuízos faraônicos, e gigantescas empresas de eventos falindo em dois, três anos. Se está difícil para a música pop, imagina para a chamada música sem fronteiras e as diversas aventuras estimuladas pela vanguarda contemporânea? Um parêntese para lembrar que vivemos num país onde a canção reina absoluta (não à toa, nosso cantor mais popular possui o título de rei). Pois então, como é hoje o estado da arte desse tipo de proposta que passa ao largo da estética radiofônica e dos mercados milionários? Que utiliza os mais variados ruídos, barulhos, chiados, dissonâncias, microfonias e outros aparentes erros ou elementos não musicais como matéria prima? Que está mais interessado em compor texturas, ambiências e climas do que criar refrãos assobiáveis?

Que considera o computador como o instrumento mais completo e perfeito já inventado pelo homem? Que utiliza a voz como instrumento sonoro ao invés de instrumento retórico? Que desconstrói instrumentos musicais em função de criar novas possibilidades sônicas, que se utiliza dos sons da natureza e da urbe (os “sons ao redor”), que incorpora objetos do cotidiano ao seu backline? Que muitas vezes mais valoriza o improviso e a indeterminância do que o ensaio? A despeito dessa aparente estranheza, 2013 foi um ano ímpar para a música sem fronteiras no Brasil. Isso se deu em função de investimentos através de leis de incentivo à cultura, verbas de marketing direto da iniciativa privada, ações sem fins lucrativos e, claro, devido à coragem e ousadia de produtores culturais, curadores e gestores de casas de show e centros culturais. O principal palco da cidade para esse tipo de proposta, abrigando desde artistas locais a bandas e projetos internacionais, é sem dúvida o Audio Rebel, o nosso Café Oto. Só para ficar com os superstars (acreditem em mim, dezenas de shows aconteceram neste pequeno palco em Botafogo), o Rebel programou a saxofonista Matana Roberts e o baterista Paal Nilssen Love, dois dos maiores músicos de jazz do mundo. Também passaram pela casa músicos das festejadas bandas Tortoise e Wilco em apresentações solo.

Não é de hoje que o Rio de Janeiro vem produzindo música experimental de qualidade. E uma das coisas mais legais que têm acontecido nos últimos meses é a parceria entre músicos, bandas, curadores e produtores artísticos. Mas o que mais me chamou a atenção neste ano foram eventos especiais, praticamente minifestivais, organizados por essa turma.

O Ruído reuniu no Audio Rebel, em um domingo de dezembro, nove bandas de noise e industrial. Também em um domingo, dessa vez em setembro, no estúdio de criação SuperUber, oito artistas se apresentaram com o “objetivo de celebrar o momento histórico que vive a música contemporânea do Rio, onde os sons mais experimentais e vanguardistas vêm saindo dos guetos e ganhando o público e a atenção da mídia em geral.” Durante o Circo Digital, em novembro, a produtora Quintavant comemorou seu terceiro aniversário em pleno Circo Voador com “quatro combos reunindo artistas significativos do panorama experimental carioca, em quatro apresentações exclusivamente desenvolvidas para o evento”.

Além dos eventos mencionados acima (e muitos outros a nível nacional que não poderei citar infelizmente por falta de espaço), tivemos um festival em maio no CCBB (Admirável Música Nova) e uma série de podcasts com os grandes nomes da arte sonora do país (Rodolfo Caesar, Guilherme Vaz, Chelpa), uma produção com a chancela da feira ArtRio. E, finalmente, o Novas Frequências, festival cuja terceira edição foi um sucesso absoluto. Vendeu todos os ingressos para os seis dias de shows no Oi Futuro Ipanema em menos de quatro horas e conquistou o troféu de melhor festival de até 5 mil pessoas no Segundo Prêmio Noite Rio.

Ainda mais importante do que esses eventos todos talvez seja o fato de que a produção autoral de qualidade nunca tenha sido tão grande. Agora, falando do país como um todo, existem experimentos com eletrônica originalíssimos sendo feitos em Belém do Pará; o Rio de Janeiro tem produzido drone, noise, industrial, free jazz, música ambiente e house music com qualidade internacional; e São Paulo vem entortando a MPB e gerando música urbana de pista digna de lançamentos em Berlim, Londres ou Nova York.

Fico feliz de saber que em 2014, graças a uma iniciativa da Quintavant, a cinemateca do MAM irá ceder parte do seu acervo para artistas cariocas construírem ao vivo trilhas sonoras originais. E que o Auditório Guiomar Novaes, anexo da Sala Cecília Meireles, durante o projeto Vertigem vai abrigar propostas musicais inovadoras e sem regras. Mas ainda é pouco, muito pouco.

Para sobreviver (além da internet), esse tipo de proposta precisa de apoios constantes de verba pública e iniciativa privada. Não temos a nosso favor canais de comunicação de massa, rádios que operam sem jabá e gravadoras dispostas a encarar esse desafio. A saída é nos aproximarmos cada vez mais de institutos e centros culturais, museus e galerias — afinal de contas, somos muito mais conectados à arte de ponta do que à indústria do entretenimento.

Aliás, a arte contemporânea mundial nunca deu tanta importância para a arte sonora e a performance — as recentes exposições de sound art no MoMA e no Metropolitan, em Nova York, e a abertura do complexo de performances da Tate Modern (The Tanks), em Londres, comprovam isso. Os grandes museus e institutos culturais brasileiros, principalmente os mais novos, precisam entender que música, sobretudo esse campo que opera dentro da eletrônica (seja de pista, de headphone ou de concerto), da música de improviso, e da sound art, também é arte contemporânea. As exposições de arte do CCBB são das mais visitadas do mundo. Tenho certeza de que a belíssima expo de Julio Le Parc na Casa Daros também irá bater todos os recordes de público.

Inhotim é tão grande que virou passeio turístico: parece que a seleção argentina de futebol está programada para conhecer o instituto durante a preparação para a Copa do Mundo. Da mesma forma, acredito piamente que uma programação musical ousada dará retorno de público e crítica a esses espaços. A formação de público e a capacitação cada vez maior de nossos artistas (com bolsas, residências, verba para projetos comissionados, pesquisa e viagens internacionais) podem transformar o Brasil em médio prazo na principal base investigativa da música sem fronteiras na América Latina e num centro exportador de novas ideias musicais e sonoras para o mundo.

Comente

CP050

cp50

O netlabel brasileiro de chiptune Chippanze acaba de completar 50 lançamentos!

Comente

Boundary – Double-Edged Sword

Comente

Soul One – Cinza / Musgo

artworks-000048714114-9r54un-t500x500

1 Comentário

Hy Brazil Vol 3: (More) Fresh Electronic Music From Brazil 2013

Hy Brazil Vol 3

Vamo nessa que o show não pode parar, né? Quem deu a exclusividade dessa vez foi o Resident Advisor.

A arte é do Antonio Simas.

Download direto aqui.

_Fudisterik

Fudisterik

Ricardo Cabral, aka Fudisterik, nasceu há 38 anos em Juiz de Fora, Minas Gerais, e hoje reside na bucólica Matias Barbosa, “terra onde a galinha cisca pra frente”.

Seu interesse em produzir música começou por acaso, quando um amigo instalou em seu computador o FL Studio para fazer “uns barulhos” numa tarde de domingo. Em 2011, começou a trocar mensagens com o produtor musical Paulo Dandrea que o convenceu a migrar para o Ableton Live e o ensinou regras básicas de produção.

Segundo Cabral, o ponto de partida em suas tracks nunca é uma ideia rítmica, mas sim timbres que vão preenchendo seus ouvidos e sua alma. “São esses sons que me impulsionam numa ou noutra direção e naturalmente as coisas vão acontecendo.”

_Paulo Dandrea

Screen Shot 2013-05-28 at 9.35.10 PM

“29 anos. Nasci em São Paulo. No passado, fui baixista de ‘bizarre-metal’ do trio Tarja-Preta e da banda de música de elevador ‘Som Ambiente’. Em 2010, descobri o computador e comecei a produzir eletronicamente. Por ‘Soundclouders’ fui acolhido. Ouço a internet e produzo aleatoriamente. Não lancei nada oficialmente, só disponibilizei minhas músicas no Bandcamp, não sei o que é considerado isso.”

_MJP

MJP

Artista gráfico integrante do Metagrafismo e produtor musical do coletivo Metanol FM, o beatmaker paulistano MJP possui uma extensa discografia online. Também membro dos projetos Ordo e Aztrak junto com Emerson Pingarilho, seu último título se chama B-Sides [2003-2008] (Beatwise Recordings, 2013).

“Achei a ‘Emx1 Error’, minha contribuição para a Hy Brazil, bem mecânica, industrial, tem certa ausência de vida e emoção. Foi uma track divertida de fazer, fiz inteira na Electribe emx1. E o nome foi uma alusão aos erros que ela dá as vezes, uns glitchs rsrs.”

_Droid-ON

Droid-ON

Atualmente morando em São Paulo, o brasiliense Eduardo Melo é responsável desde 2008 pelo Droid-ON, projeto de chipmusic baseado na produção de baixa tecnologia, inspirado nas “músicas de fundo” e na reciclagem de velhos computadores, trackers de videogame e softwares obsoletos.

Co-fundador do primeiro selo de chipmusic no Brasil, o Chippanze.org, suas performances ao vivo são geralmente reforçadas com as projeções do artista visual Escaphandro, exibindo imagens simbólicas de pixelart misturadas com glitches.

_Taksi

Taksi

Taksi é a união do produtor João Brasil, conhecido por seus mashups e produções ligadas ao funk carioca, e do compositor e baterista Domenico Lancellotti, um dos pilares da nova música popular brasileira. Munidos de laptops, iPads, samplers percussivos, sintetizadores e diversos efeitos, o Taksi faz uma música com batidas e graves pesados, adicionando improvisação, dub, eletrônica e jazz ao pancadão do funk carioca.

Nascido em 2012 durante o Rio Occupation London, espécie de residência artística durante os Jogos Olímpicos, o Taksi é mais agressivo que as recentes criações de Domênico – membro do projeto +2 (com Kassin e Moreno Veloso) e da Orquestra Imperial, além de baterista de Gal Costa e Adriana Calcanhoto – e menos dançante que as produções de João Brasil, artista que possui no currículo discos para a Som Livre (“8 Hits”, 2008) e a alemã Man Recordings (“L.O.V.E. Banana”, 2011). Por enquanto, o único registro musical do duo é um EP homônimo de 5 faixas gravado ao vivo este ano na Audio Rebel, misto de estúdio e casa de shows no Rio.

_oscilloID

oscilloID

oscilloID é o projeto de música eletrônica do belo horizontino Lucas Miranda que nasceu devido a vontade de expressar através da pulsação sonora o espírito de uma identidade musical em formação e transformação constantes,

Suas primeiras experiências sonoras começaram com estudo de violão erudito e teoria musical no início dos anos 90. Pouco tempo depois, começou uma pesquisa musical como DJ e começou a produzir digitalmente gerando sons sintéticos combinados com “micro-recortes” de gravações num processo de corte e costura.

Lucas também é sound designer, produtor de trilhas sonoras, pesquisador de tecnologias aplicadas à música e professor de criação e produção musical em ambiente digital.

_Thingamajicks

Thingamajicks

Thingamajicks é o mais recente projeto de música eletrônica do artista Vinícius Duarte, que reside na Inglaterra desde 2002 e é graduado em Sonic Arts pela Middlesex University. No segundo semestre de 2013, o selo Bliq Records de Londres lançará seu primeiro disco de 12”. Vinícius já gravou álbuns com as bandas Sesso Violento (Prisson Tatt Records, Nova Iorque), Hunters Palace (Malta) e Coprophagic Substratum (Londres).

_akaaka

Screen Shot 2013-05-28 at 10.13.14 PM

Criado por Lucas Fernandes, akaaka é um projeto eletrônico que se muta a cada nova faixa. Em 2009, por exemplo, seus primeiros lançamentos (pela netlabel Velvet Blue Recordings) seguiam uma pegada totalmente harsh noise à la Merzbow. Em 2011, fez um remix para a banda italiana Dumbo Gets Mad que saiu pela independente Bad Panda Recodings e em 2012 remixou a faixa “Exostatic de Nonima” para a MITOMA INDUSTRIES, recebendo elogios pela crítica independente como a Igloomag, que classificou a faixa como “um microdrum-and-bass nostálgico, quente e emocional que remete ao som do Boards of Canada”.

Lucas também escreve esporádicamente para o Generation Bass, blog inglês que é referência na cena bass music global, indo do baile funk ao moombahton

_Catacumba

Catacumba

Catacumba é o nome do projeto solo de Luciano Oliveira (do The Twelves). Inspirado na sonoridade de trilhas de cinema dos anos 60 e 70 de compositores como Ennio Morricone, Giorgio Moroder e Goblin, as músicas surgiram como válvula de escape para idéias que iam além da pista de dança e são marcadas por uma obsessão com as técnicas de produção dos antigos estúdios – dos timbres de bateria até os sintetizadores analógicos, as faixas soam familiares ao mesmo tempo em que trazem uma nova mistura de referências.

O nome do projeto vem do morro que encara a janela do seu estúdio na Lagoa, RJ, um parque que já foi favela, que já foi quilombo, e cujo passado funciona como inspiração para faixas que misturam calma e desconforto.

_Epicentro do Bloquinho

Epicentro do Bloquinho

Gabriel Guerra (DJ Guerrinha; voz e teclado da banda Dorgas), Lucas de Paiva (Pessoas Que Eu Conheço; ex-SILVA; atual Mahmundi e Opala), Lourenço de Paiva (Príncipe de Montreal; irmão do Lucas de Paiva) e Savio de Queiroz (De Queiroz; produtor cultural) são os quatro responsáveis pelo selo carioca de house e techno 40% Foda/Maneirissimo. Além do selo, eles (com a exceção do Lourenço, que mora no Canadá) também assinam como Epicentro do Bloquinho, que é um Live PA de kraut-house cheio de máquinas analógicas.

_grassmass

grassmass

grassmass é a incursão do produtor pernambucano Rodrigo Coelho pelos sintetizadores analógicos, sistemas modulares e música eletrônica criada ao vivo. O set se desenvolve em tempo real e apesar de sofrer mutações constantes a depender do espírito da noite, trafega entre os primórdios da música concreta e da produção contemporânea mundial, passando pelas raízes da percussão africana e pernambucana.

Produtor de escolha de Arto Lindsay, metade do duo de synth-pop oitentista Cassady e fundador da Uivo, empresa especializada em trilhas sonoras para filmes, grassmass participou da última edição do Red Bull Music Academy em Nova Iorque e deve lançar sua estréia autoral no segundo semestre de 2013.

_Opala

Screen Shot 2013-05-28 at 10.28.28 PM

Opala é um duo de indie pop eletrônico formado pelo produtor musical Lucas de Paiva (SILVA, Mahmundi, Pessoas Que Eu Conheço), e a cantora e compositora Maria Luiza Jobim. Seu primeiro EP, com data de lançamento prevista para o dia 28 de maio, inclui os singles “Two Moons” e “Come Home”.

_Vekr

Screen Shot 2013-05-28 at 10.30.44 PM

Victor Mota, também conhecido como Vekr, é um produtor paulistano.
Suas produções transitam na linha tênue entre o hip hop e a música eletrônica, utilizando-se das referências de ambos os estilos na hora de criar.

Impulsionado por suas pesquisas musicais, começou a produzir há apenas 2 anos e hoje integra o Coletivo Metanol FM ao lado dos produtores Akin, Soul One, Seixlack, Oh! Mussi, MJP e do seletor visual U-RSO.

Em 2012, lançou seu primeiro EP Sunset, Sunrise, resultado de escolha minuciosa de timbres e produção intimista. No momento, encontra-se produzindo novo material, com previsão de lançamento para o segundo semestre de 2013.

_Viní

Viní

Nascido e criado na periferia de São Paulo, Viní é produtor e DJ desde os 16 anos (ele tem 20). Suas influências mais fortes estão no guarda chuva do ‘global ghettotech’, além da disco music e do rap nacional. Apesar de ser totalmente “desprendido” de gêneros ou vertentes, é uma das referências em trap music no Brasil, tendo sido um dos primeiros a produzir coisas do gênero por aqui.
É membro da Lokkomotiwa Crew, além de um dos donos da label Zambi Records, co-fundador do coletivo Brazilian Disco Club e colaborador na festa A$.

Comente

ruído/mm – Petit Pavé

Comente

Ceticências – Issamu Minami

avatars-000042918302-5ck8ly-t500x500

Comente

Robedoor – Primal Sphere

artworks-000042464985-szmxzj-t500x500

Comente

Coyote Clean Up – 2 Hot 2 Wait

4 Comentários
Página 1 de 32123456789...Última »