OEsquema

Aquecimento Cornucópia #3: entrevista com Sobre a Máquina e DEDO

___Para o SAM___:

- Como será o show?

Vai ser focado no disco novo mas terão algumas faixas dos lançamentos antigos também, algumas inclusive que nunca haviam sido tocadas dos lançamentos antigos.

- Porque ir ao show do DEDO?

O DEDO tem feito um trabalho bacana demais, embora não se foquem apenas nisso são o único projeto atento ao vaporwave aqui no Rio – que eu conheça. Assisti um show deles ano passado, e foi uma baita experiência meditativa de imersão nos graves.

- Quais são os planos para 2013?

Fazer mais shows, tocar. Daí quem sabe trabalhar a idéia do próximo disco cheio.

- Como você ve o Rio em relação a produção e divulgação de música experimental?

Olha, está começando a caminhar, desde o ano passado, bastante coisa rolando, shows, interação entre as bandas. Muitos projetos surgindo, fala-se até na formação de uma cena.

- O que o SAM tem ouvido?

O que tem tocado muito por aqui nas últimas semanas, não tem nada de muito novo, vejamos: Kevin Drumm, Prurient, John Coltrane, Evan Parker, Brotzmann, Maurizio Bianchi, La Monte Young, Autechre, Pedestrian Deposit, Cremation Lily, Varèse, Ligeti, Scelsi…

___Para o DEDO:___

- Como será o show?

Vai ser uma apresentação calma. Fizemos um video que será projetado e vamos improvisar dentro de uma estrutura musical pré-definida.

- Porque ir ao show do SAM?

O SAM é um grupo sério, cuidadoso e está em um bom momento. Quem se interessa por esse tipo de material/experiencia sabe quais são os motivos, quem não conhece vai ter a oportunidade de passear por outros caminhos.

- Quais são os planos para 2013?

Temos uma grande quantidade de material sonoro para ser editado, algumas publicações impressas e virtuais e o lançamento de um LP. Estamos recebendo algumas propostas e continuaremos trabalhando.

- Como você ve o Rio em relação a produção e divulgação de música experimental?

Desamparada em apoio financeiro. A produção na maioria das vezes independente, ainda é feita com bastante dificuldade, e a divulgação pelos mesmos motivos, acaba sendo prejudicada.

Faltam maiores investimentos.

O Rio é divido em grupos, esses grupos se conhecem, mas não se misturam. Temos os lugares e pessoas organizando/produzindo coisas, isso é importante, mas se você não mistura nada acontece, vira pesadelo.

5. O que o DEDO tem ouvido?

São 45 horas semanais de convivencia e dificilmente o som vai estar desligado, então…
François Bayle, Luc Ferrari, Raymond Scott, Micheal Pisaro, Axel Dorner, Lucio Capece, Cremaster, Keiji Haino. Clássicos como The Residents, Negativland, Renaldo & the Loaf, Throbbing Gristle e amigos. Trilhas sonoras feitas por John Carpenter e Tangerine Dream, Oneohtrix Point Never, as coisas do Sam Meringue, lançamentos de Dean Blunt e Inga Copeland, Sonic Youth, John Fahey, Jim O’Rourke, My Bloody Valentine, Earth/Dylan Carlson, Melvins, Kevin Drumm, Sunn O))), os projetos do Jason Pierce e do Sonic Boom. Catálogos das gravadoras cathnor, erstwhile, gravity wave, another timbre, ftarri, creative sources, potlatch, mego, New Age Tapes e SYR + um monte de coisa tipo This Heat, Cabaret voltaire ou Cluster… Enfim, são 45 horas semanais de trabalho com som rolando.

Cornucópia #1: Sobre a Máquina & DEDO 
13 de março
Solar de Botafogo
21:00
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Aquecimento Cornucópia #2: Entrevista Cadu Tenório (Sobre a Máquina)

Entrevista realizada pelo Bernardo Oliveira na ocasião do último Novas Frequências. O Berna é um costumaz colaborador do festival e está a frente do blog Matéria.

1. Uma primeira pergunta: qual a matéria-prima com a qual você opera? É possível distinguir a música, os ruídos, os equipamentos e os procedimentos em seus processo de composição e produção?

A matéria-prima eu tento extrair do dia-a-dia, da sonoridade das coisas do cotidiano que ainda fico fascinado escutando. Dos climas também. O conceito “paisagem sonora” de Schafer e as explorações de Cage abriram muito meus horizontes. Tento levar essa bagagem à idéia de reproduzir climas ou de captá-los direto de seus ambientes/situações de origem e manipular esse material bruto para explicitar certas emoções com o uso dos outros elementos. Eu lido com emoções ou pelo menos tento, por mais que pra mim seja difícil ainda crer na sinceridade de um artista, é aí que entra também o improviso no meu modus operandi. Embora eu monte as peças vagarosamente, buscando sonoridades, acrescentando e retirando, dando forma, procuro trabalhar boa parte dos elementos à partir da improvisação livre. Por vezes isso é feito por cima das gravações de campo, acho romântica essa idéia do improviso por cima do cotidiano, tentar seguir de alguma forma o som das coisas, estou sempre com um gravador de fita na mochila, e gosto de gravar a ambiência de locais variados do dia-a-dia com ele, acho que o som da fita enriquece muito a minha proposta, não é high fidelity mas talvez esse seja o ponto. Então, pra não fugir mais ainda do foco, o clima pra mim é o mais importante dentro de uma peça. Aliás, o clima pra mim é o mais importante em qualquer manifestação artistica, talvez tenha sido o que me atraiu mais em filmes de Tarkovsky e Kubrick ou nos thrillers e filmes de terror que mais gosto, ou mesmo em quadros de Dumas, Schiele Samori, Beksinski, Bacon etc. O que me toca é o clima atingido ou influenciado pelas coisas mesmo que o grande ponto para atingi-lo seja o silêncio.

E quanto a questão de identificar os sons e instrumentos, tento trabalhar processando boa parte deles, principalmente no que diz respeito aos instrumentos convencionais, algumas vezes eles não são reconhecidos pela maioria. Quase sempre existe alguma melodia, embora não seja uma regra gosto muito de usa-la em segundo plano, me apetecem mais os ritmos.

2. Quais as influências musicais e não-musicais que te levaram a trabalhar na seara do noise e do dark ambient? Pergunto isso porque de alguma forma essas escolhas contrastam com a música carioca dos últimos dez anos…

Olha, minha percepção sobre música passou por uma transformação enorme quando há alguns anos atrás fui apresentado à bandas como Throbbing Gristle, Einstürzende Neubauten e SPK. Antes disso já achava interessante as possibilidades da música instrumental e eletrônica do que o pessoal chama de IDM(Autechre, Aphex Twn etc). Posterior a isso passei os últimos anos pesquisando e ouvindo as possibilidades do jazz(até chegar no free jazz e logo na improvisação livre) – tive acesso à muitos discos legais, graças ao meu emprego(vendo discos) – passei a ler e ouvir sobre música contemporânea, e a pesquisa diária não tem fim, é aí deu no que deu…

Quanto à música carioca, eu venho do subúrbio, passei a infância entre o Lins e o Engenho de Dentro, beirando a linha do trem, não tem essa coisa de praia, calçadão. Nunca tive nada contra samba, bossa nova e mpb no geral ou mesmo o funk carioca, muito pelo contrário, mas calhou de na escola eu fazer mais o tipo que tentavam fazer bullying e ouvia Nirvana.

Depois de certa idade passei a saber onde procurar e descobri no Rio de Janeiro vários artistas na seara dos sons experimentais, pra citar alguns:

Chelpa Ferro; Rabotnik do pessoal que antes tinha o Binário; Fernando do Plano B; o Zumbi do Mato de todas as épocas – isso inclui você, Bernardo e o Gustavo Jobim com seus trabalhos solo; Chinese Cookie Poets que são os que tenho mais proximidade; Duplexx, Léo Monteiro participa de várias coisas interessantes; Sávio de Queiroz que não só faz som como produz eventos; Negro Leo; J-P Caron; Rafael Sarpa; o lendário Arto Lindsay com seus trabalhos solo ou junto de outras bandas…

Provavelmente esqueci alguns agora e com certeza desconheço várias coisas que devem estar acontecendo por aí e ainda não ganharam a luz. Enfim, embora eu não consiga trocar idéia com todos, não por falta de vontade, mas talvez de oportunidade, nutro um grande respeito e admiração pelo pessoal que citei, foram e são inspirações. Posso dize que o cenário músical não-convencional carioca é bem rico, só acho que poderia rolar uma interação maior entre as partes. Mas tá melhorando.

3. Seu nome apareceu associado a uma série de projetos, característica comum em muitos artistas contemporâneos. A que você atribui a diversificação da produção artística, marcante na última década?

Acho que à internet e a quantidade surreal de informação à qual somos expostos diariamente, quase sempre sem tempo para digerir tudo, são muitas emoções pra por pra fora. Falta tempo também, mas aí a gente vai entrar em outros assuntos.

4. O trabalho com o trio Sobre a Máquina talvez constitua sua faceta mais “acessível”. Contudo, é possível perceber diferenças gritantes entre Decompor (2011), Areia (2011) e Anomia (2012). Quais as referências e objetivos do trio para chegar a produções tão discrepantes?

Então, essa “trilogia” foi feita a partir de um conjunto de idéias elaborados com a formação da banda. Que no ínicio era eu sozinho gravando os quatro embriões do que seria o “Decompor”, que acabou sofrendo a interferência dos outros dois membros para ser finalizado. De certa forma a música “acessível” entrou por osmose no “Areia”. No “Decompor”, a influência direta vinha do pós-industrial e do drone, de andamentos muito lentos pois a questão conceitual era representar as coisas do cotidiano ligado diretamente ao trabalho, o desgaste e a sensação de letargia.

Creio que muito dessa sua percepção de discrepância se deve ao fato de sermos totalmente avessos a repetição de um trabalho – o que deve ser irônico, pois lido/lidamos com repetição -, e a idéia que surgiu naturalmente depois que ouvimos o Decompor pronto, foi introduzir melodias simples e beats em bpms mais convencionais dentro do contexto.

O “Anomia” acabou sendo um desdobramento do” Areia”, na verdade foi a finalização de algumas sobras de idéia que viraram um EP. Gostamos do resultado e resolvemos lançar para zerar os ponteiros. O novo trabalho começou totalmente do zero, e não se engane, no geral difere e muito de “Oito”, o single.

5. VICTIM!, Santa Rosa’s Family Tree e Ceticências: você poderia considerar sonora e conceitualmente cada um desses projetos, abertamente ligados ao noise?

De certa forma são ligados sim, o VICTIM! principalmente. Com o Ceticências, que foi o primeiro nome com o qual gravei alguma coisa na vida, hoje em dia crio músicas com melodias simples e timbres bem característicos, os quais puxo cada vez mais para o grave. O projeto tem uma veia “glitch” acentuada, pelo menos eu acho, existem beats bem estruturados(em especial no Please Don`t Be Shy…), vocoder, e coisas que me remetem sempre a infância, mesmo quando mais sombrios, me lembram os medos de garoto. O Santa Rosa`s Family Tree é um projeto que, embora seja o mais próximo que criei em termos de música “pra pista”, é sujo, possui letras sujas, beats distorcidos e saturados. É algo que gostaria de ouvir numa festa de porão, por conta disso trabalha com chiado e saturação, mas ao mesmo tempo é o que tem verve mais dançante, influênciado por minimal, ebm, e coisas menos agressivas ligadas ao industrial de alguma forma, tem aquele clima dark wave.

6. Fale-nos a respeito da banda que você escolheu para o show do Novas Frequências, formada por Emygdio Costa (Sobre a Máquina, Fábrica), o saxofonista russo Alexander Zhemchuznihkov (Sobre a Máquina, BIU) e o baterista Renato Godoy (Chinese Cookie Poets), todos egressos da cena experimental carioca.

Ah, quando me veio a proposta para o evento pensei que seria legal tocar músicas de projetos meus nunca antes tocados ao vivo. Então pensando bem, resolvi que a melhor forma de fazer seria recrutando uma banda de apoio ou melhor, chamando os amigos. O show não seria do Sobre a Máquina embora fossemos dedicar um momento do show à banda, então não seria legal ter a formação do Sobre a Máquina, mas resolvi chamar o Emygdio porque seria imprescíndivel, é meu melhor amigo e um dos músicos mais competentes que conheço, o que o Alex consegue com o sax também não poderia faltar de forma alguma nesse show para algumas idéias que tive. Por fim precisava de um baterista, e o melhor que eu conheço é o Renatinho do CCP. Resumindo, escolhi uma banda do qual eu sou fã e que iria entender bem a proposta de cada momento. Vale a pena dar uma olhada nas outras bandas e projetos de cada um.

7. Você considera possível falar hoje em uma cena experimental carioca, calcada em sonoridades e procedimentos mais experimentais e/ou abstratos como o noise e o ambient e em lugares como o Plano B e a Audio Rebel?

Olha, consigo. Tem muita coisa interessante sendo feita e não é de hoje. Existe um pouco de distância e falta de comunicação entre a galera de certa forma, mas todos estão dividindo quase que os mesmos lugares, então isso tá melhorando.

8. De que forma você concebeu a apresentação para o Novas Frequências? Alguma novidade prevista?

Foi concebida baseada em quatro atos. Momentos oriundos ou baseados em quatro projetos meus, entre eles o Sobre a Máquina, o VICTIM!, Ceticências e Santa Rosa`s Family Tree, tudo isso executado sem pausas, ligado por momentos de improvisação com a banda.

9. No seus sets é comum repararmos tábuas de passar roupa, ventiladores, etc, entre outros objetos do cotidiano. O que você pretende indicar com essa pesquisa sonora?

Como disse antes a pesquisa sonora é diária. Na verdade, não pretendo indicar nada com isso, é só parte do que descobri que me agrada em termos de som, eu busco dentro do que tenho, as tábuas que você vê me servem de superficie para captação de contato, e o ventilador, bem com ele eu acabei experimentando muitas formas de reproduzir sons variados principalmente pela falta da mobilidade que seria transportar placas de ferro de espessuras diferentes, grades, máquinas de serrar… consegui criar “subterfugios” para tudo isso no meu ventilador modificado, em tábuas e outras superfícies….

10. Alguns autores e artistas consideram a “standardização” das sonoridades e procedimentos da chamada música experimental como um paradoxo. O que você pensa do assunto? Haveria hoje um amortecimento da experimentação face ao turbilhão da produção musical contemporânea? É possível falar hoje de um “mainstream experimental”?

Eu penso que pode ser um paradoxo sim, mas a música acadêmica já não está só na academia.

Existem referências de pessoas que lidam com música experimental. São esses que acabam fazendo parte desse “mainstream” se é que podemos dizer que ele existe, talvez exista pra você, pra mim e mais umas quinze pessoas. E existem bandas populares que optam por ser “pesadelos do pop”. Mas não sei bem, a idéia de “experimental” na minha cabeça tem sofrido transformações, tenho dúvidas, à grosso modo experimentar é testar, não ter certeza se vai dar certo. Será que a partir do momento em que você sabe exatamente o que está fazendo, você continua experimentando? Não existem grandes novidades por aí, quase tudo(ou tudo) já foi experimento muitos anos atrás.

Leia aqui uma entrevista com Cadu realizada pelo O Globo.

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Aquecimento Cornucópia #1: Sobre a Máquina e os melhores discos de 2012

___Fita Bruta (26/ 30)___

Concebido como tal, “Sobre A Máquina” expande e redefine os limites da música do grupo liderado por Cadu Tenório, ao mesmo tempo em que consegue ser o trabalho mais acessível do Sobre A Máquina. Apesar de “acesível” não ser exatamente uma boa palavra, pela primeira vez eles parecem estar em pleno controle de suas forças criativas, seja em monstros de mais de 10 minutos como “Dia” e “Árvore”, ou pequenos prazeres quase pop como “Oito”

___Na Mira do Groove (18/30)___

Foi lançado aos 45 minutos do segundo tempo – mas, ainda assim, o necessário para figurar em qualquer lista de melhores. O disco autointitulado do Sobre a Máquina é o terceiro de uma carreira pautada por experimentalismos que podem ser tidos como eficazes; eficaz porque é autêntico, criativo, fora dos padrões e, o melhor, arrebatador. A entrada do saxofonista Alexander Zhemchuzhnikov é um hibridismo a mais nas doideiras de Cadu Tenório eEmygdio Costa, que assinam a produção do álbum. Há temas longos, como “Dia” e “Árvore”, que ultrapassam os 15 minutos cada – e devem ser ouvidos. Mas, como boa porta de entrada, comece por “Oito” (que até tem clipe) e deixe se levar pelo obscurantismo de “Corredor”, com calafrios que remontam cárceres.

___Miojo Indie (19/ 50)___

Praticamente um renascimento musical quando observado em proximidade aos discos anteriores, com o autointitulado álbum a banda parece finalmente ter uma solução instrumental que está longe da preparação tímida e até redundante de outrora. Conscientes de cada propriedade que de fato define a música do SAM – sejam os ruídos abstratos ou as densas sonorizações -, pela primeira vez o ouvinte tem em mãos um disco em que a banda explora com nitidez todas as propriedades de cada integrante e, consequentemente, do próprio álbum.

___Altnewspaper (02/05)___

Aí, tem o Sobre A Máquina. Se o Bemônio é seco, direto, barulhento e retorcido, das entranhas, o Sobre A Máquina é mais livre, urbano, com suas gravações de campo manipuladas. Tem metrô e tem ônibus. É hoje a melhor banda do Brasil, fácil, de longe. A que mais inventa e a que mais se auto-sabota, mudando os caminhos a cada disco. Nesse disco, o terceiro deles, tem o sax do russo Alexander Zhemchuzhnikov que acrescentou mais uma camada de genialidade. Cadu Tenório disse que é o disco que vai diferenciar os meninos dos homens. Eu concordo. E é incrível, mas toda essa experimentação me faz relaxar.

___Tenho mais discos que amigos (15/ 21)___

No limite entre a musicalidade e o ruído está o experimental do grupo carioca Sobre a Máquina. Formado por Cadu Tenório, Emygdio Costa, Ricardo Gameiro e Alex Zhemchuzhnikov e com 3 EPs nas costas, a banda lança seu primeiro disco situando sons do mundo, como se você tivesse que andar por aí para incluir as suas vivências às músicas. Mais que um disco, uma experiência.

___Floga-se/ Botequim de Ideias (01/ 30)___

O Sobre A Máquina evoluiu sua música experimental nesse sentido de fazer mais com menos. Não é preciso implodir ou destruir o mundo, fazer barulho, mas descobrir os espaços vazios. Essa é a lição que aprendemos desde o começo do século passado na música torta e é o que separa o experimental ruim do experimental bom: o equilíbrio entre o que choca e o que acalenta.
Atingir esse equilíbrio é fruto da sabedoria adquirida por uma boa bagagem cultural e por alguns anos de experiência (não tem nada a ver com idade) – e é a experiência e a sapiência de usar o que se aprendeu que diferencia os meninos dos homens, não só a ousadia. Isso a banda aprendeu e “Sobre A Máquina” é a obra que traduz com louvor o conceito.

Cornucópia #1: Sobre a Máquina & DEDO 
13 de março
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‘Cadeirinha’ Mixtape

01. Elma – A Parte Elétrica
02. Macintosh Plus – ブート
03. Inflatable Mattress – Double Dutch
04. Blank and Kytt – Same Old
05. Children Hospital – Roots
06. Sobre a Máquina – Língua Negra
07. Avey Tare & Panda Bear – Spirits they’ve Gone, Spirits they’ve Vanished
08. The Bug – Catch a Fire
09. Monopoly Child Star Searchers – Make Mine, Macaw 01
10. Dean Blunt & Inga Copeland – _the sniper
11. Chinese Cookie Poets – Viva la Raza! (video)
12. Prurient – Maji
13. Dedo – Sem Título
14. Blind Lemon Jefferson – Electric Chair Blues

Tracklist/edição: Thiago Miazzo
Arte: Lucas Pires

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eu, morto

eu, morto é o novo projeto do Paulo “Bemônio” Caetano. É drone ambient pra relaxar.

eu, 02:46:morto

eu, 03:46:morto

eu, 04:46:morto

Aliás, falando em Bemônio, sexta que vem, dia 15, tem show dele na Audio Rebel. Será a primeira vez que ele toca aqui no Rio com a nova formação do projeto, que agora conta com o batera Gustavo Matos.

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Saint Pepsi – Studio 54

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Gustavo Jobim – Connection (Tribute to Conrad Schnitzler)

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Espanish Boogie Vol.3

Posiblemente la saga más popular y divertida de todos los tiempos. Versiones originales!

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Anvil Fx – Psych Mood

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NYC em abril/ maio. Socorro.

Falando em RBMA, olha só o que os caras vão aprontar em NYC.

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