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Afrobeat BR (continuando a série)

O Riffs, de Salvador, tem compilado a nova cena de afrobeat made in Brasil. Saca só.

DJ Riffs – Mixtape Afrobeat Brazil volume 02

1 – Moreno + 2 – Sol a pino
2 – Baía Voodo – Manda lavar
3 – Meta Meta – Oranian
4 – Mariana Aydar – Galope Rasante ( Zé Ramalho)
5 – Iconili – O Rei de Tupanga
6 – Zebrabeat – Lobito ‘ s Show
7 – Afroelectro – Omin
8 – Max de Castro – I remember Fela
9 – Max de Castro – Doce Deleite
10 – Tony Allen & Abayomy Afrobeat Orquestra – Participação Bnegão – Meus filhos , meus Tesouros (Jorge Ben)
11 – Otto – Selvagens Olhos nego
12 – Iconili – Solar
13 – André Sampaio & Os AfroMandinga – Zimbabwenin
14 – Abeokuta – Sangue Nuzóio
15 – Aláfia – Pera lá
16 – Pipo Pegoraro – Ouro Bondali
17 – Bixiga 70 – Zambo Beat
18 – Rael – Caminho

DJ Riffs – Mixtape Afrobeat Brazil volume 01

1 – Orkestra Rumpilezz – A grande mãe entrada
2 – Orkestra Rumpilezz – Anunciaação
3 – Bixiga 70 – Desengano da Vida (Pedro Santos – Krishnanda)
4 – André Abujamra – Uma Uma
5 – Criolo – Bogotá
6 – Burro Morto – Kalakuta
7 – Musica Visual – Junix feat Riffs
8 – Burro Morto – Transistor Riddin
9 – Bixiga 70 – Luz Vermelha
10 – Rodrigo Campos – Sou de Salvador
11 – Radiomundi – Big Ossain
12 – Abayomy Afrobeat Orquestra – Eru
13 – Afrika Gumbe – Biscoito Azeitado
14 – Orkestra Rumpilezz – A Grande mãe Saída
15 – Abayomy Afrobeat Orquestra – Obatalá
16 – Baía Voodoos – Milagres


Se você não escutou a seleção de Afrobeat BR do Wolf é só catar ela aqui.

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Chico Mann – Instumental EP

Esse EPzinho instrumental do Chico Mann passou batido por mim em 2012. Pra quem não conhece, Chico (a.k.a. Marcos Garcia, guitarrista do Antibalas) faz um afrobeat eletrônico que é sensacional.

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Retrospectiva OEsquema 2012: Afrobeat BR

Seja através de influência parcial ou total, o afrobeat, que anos atrás era uma tendência distante no Brasa, veio com tudo em 2011/2012 nos trabalhos de BNegão & Os Seletores De Frequência, Céu, Sambanzo, Afrobombas, Afroelectro, Abayomy Afrobeat Orquestra, Bixiga 70, Rodrigo Campos, Lucas Santtana, M. Takara & Co., Pipo Pegoraro, Tonho Crocco, Rabujah, (!) Ponto De Equilíbrio, André Sampaio & Os Afro Mandinga, Anelis Assumpção, entre outros.

É como eu disse outro dia: no Brasil, o afrobeat é o novo dub.

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Afrobeat BR

01. André Abujamra – Origem
02. BNegão & Os Seletores De Frequência – Bass Do Tambô
03. A Roda – 26
04. Afroelectro – Padinho
05. Abayomy Afrobeat Orquestra – Eru
06. Bixiga 70 – Tema Di Malaika
07. Rodrigo Campos – Sou de Salvador
08. Lucas Santtana – Músico
09. Pipo Pegoraro – Sofia
10. Tonho Crocco – Abre-Alas (O Carro Destemido)
11. Rabujah – O Que Meu Samba Tem
12. André Sampaio & Os Afro Mandinga – Bumaye
13. Anelis Assumpção – Sonhando

Meu amigo Wolfram Lange tá com mixtape nova na área. E se você acompanha este espaço, já tá careca de saber que as mixes dele são simplesmente as melhores.


É como eu disse outro dia: no Brasil, o afrobeat é o novo dub.

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George Danquah – Just for a moment

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Chico Mann – Call and Response Mixtape

Não é uma super mixtape no sentido de variação artística – a Orchestre Poly-Rythmo domina o tracklist. Mas eu perdôo o meu xará; realmente não existe melhor companhia que esse super grupo de Benin.

“It’s no secret that I love the funky, African music of the past. It’s an endless source of inspiration and in that spirit, I submit these selections. They are dominated by one band, It’s no secret that I love the funky, African music of the past.

It’s an endless source of inspiration and in that spirit, I submit these selections. They are dominated by one band, Orchestre Poly-Ritmo de Cotonou. The simple fact is that the band is amazing. They capture many moods, their scope is vast, and their musical concepts are fresh and highly relevant. If you’ve yet to hear them, now is the time.”

TRACKLIST:
1. Another Man’s Thing – Joe King Kologbo & His Black Sound (Nigeria)
2. Acid Rock – The Funkees (Nigeria)
3. Se We Non Nan – Orchestre Poly-Rythmo de Cotonou (Benin)
4. Kenimania – Mono Mono (Nigeria)
5. Otachikpopo – Bongos Ikwue & The Groovies (Nigeria)
6. Mi Ve Wa Se – Orchestre Poly-Rythmo de Cotonou (Benin)
7. Malin Kpon O – Orchestre Poly-Rythmo de Cotonou (Benin)
8. Finger Toe – Tabukah X (Nigeria)
9. More Bread to the People – The Action 13 (Nigeria)
10. Na Mi Do Gbé Hué Nu – Honoré Avolonto (Benin)
11. Dancing Time – The Funkees (Nigeria)
12. Agboju Logun – Shina Williams & His African Percussionists (Nigeria)
13. Mi Ni Non Kpo – Orchestre Poly-Rythmo de Cotonou (Benin)
14. Houe DJein Nada – Orchestre Poly-Rythmo de Cotonou (Benin)
15. Vimado Wingnan – El Rego Et Ses Commandos (Benin)
16. Ma Dou Sou Nou Mia – Orchestre Poly-Rythmo de Cotonou (Benin)
17. Noude Ma Gnin Tche De Me – Orchestre Poly-Rythmo de Cotonou (Benin)

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African Disco Power (Sofrito Edit)

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AC Clube

AC CLube é um projeto dos norte-americanos Clark Nelson e  Aaron Lansman. As duas músicas postadas no Soundcloud mais parecem mini-sets no Live, cheios de samples e viradas de funk, miami-bass, disco e música brasileira.

Clark é um grande conhecido dos cariocas. Dono de uma invejavel coleção de vinis de funk, soul, reggae e rare grooves, morou no Rio durante anos. Hoje é diretor artístico de uma boate em Chicago dedicada à música africana e a black music em geral, a The Shrine.  Vale muito a pena salvar nos bookmarks o blog da festa, repleto de dicas bem originais. 

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Guerreiro Africano

Matéria que o Calbuque escreveu ontem no Globo

Biografia do músico e ativista nigeriano Fela Kuti ganha edição nacional

RIO — O nome de batismo era Olufela Olusegun Oludotun Ransome-Kuti. Mas para os amigos, as 27 mulheres e os muitos inimigos, ele era apenas Fela Kuti. Maior nome da música africana, criador do afrobeat, visionário e transgressor, amado e perseguido até a morte, por Aids, em 1997, aos 58 anos, ele viveu uma história de excessos, que se refletia não apenas em suas hipnóticas canções de mais de 20 minutos, mas também na relação com o público e as autoridades do seu país, a Nigéria.

Essa trajetória, que poderia render em Hollywood um épico sobre poder, racismo, sexo, violência e espiritualidade, gerou, em vez disso, uma fantástica biografia — “This bitch of life”, escrita pelo cientista político e escritor cubano Carlos Moore —, um musical de sucesso na Broadway — “Fela!”, produzido pelos astros Jay Z e Will Smith — , e um processo entre eles. Nessa ordem de entrada em cena.

— O que acontece é que fizeram o musical inspirado no meu livro e só quando ele ficou pronto é que vieram entrar em contato comigo, pedindo autorização — conta Moore, radicado há dez anos em Salvador, na Bahia, onde supervisiona a edição em português do livro, que chega às lojas em junho, com o título “Esta puta vida” (Editora Nandyala). — Acho que pensaram que eu estava morto ou esquecido em algum lugar. E, claro, não concordei com a forma como isso foi conduzido, nem aceitei o dinheiro que me ofereceram para um acordo forçado.

Com prefácio de Gilberto Gil, “Esta puta vida” narra a trajetória de Fela na primeira pessoa, pelas suas próprias palavras. Isso foi o resultado das mais de 15 horas de entrevistas e conversas entre o autor e o músico, tanto na República Kalakuta — a desafiadora co$alternativa criada por ele em Lagos, onde vivia com seus amigos, músicos e esposas — como em Paris, onde os dois se encontraram durante uma excursão de Fela, em 1981.

— Conheci Fela em 1974, quando fui convidado para organizar um festival de música, que teria Stevie Wonder como atração — lembra Moore. — Desde então, cobrava dele essa biografia, para que sua trajetória fosse conhecida. Mas ele sempre foi relutante. Dizia que só queria falar para o povo africano, que não tinha interesse no Ocidente. Ele acreditava que sua música falava por ele. Era muito oral, na tradição do continente, e prezava apenas a mensagem da boca para o ouvido. Nada mais.

Duelos constantes com as autoridades
No começo de 1981, porém, quando morava e lecionava em Paris, Moore foi surpreendido por telefonema de Fela, dizendo que estava, finalmente, pronto para falar.

— Ele me disse para pegar o próximo avião e encontrá-lo em Lagos. Foi o que fiz. Quando cheguei lá, encontrei Fela completamente deprimido com a morte da mãe, a ativista Funmilayo Ransome-Kuti, que tinha sido jogada da janela durante uma invasão da Kalakuta pela polícia, algum tempo antes. Ele achava, com razão, que os militares, que já o tinham aprisionado várias vezes, queriam matá-lo e estava se tornando obcecado com isso. Segundo ele, foi a própria Funmilayo quem apareceu em um sonho e disse para ele tornar pública a sua história.

Moore passou, então, semanas com Fela, que tinha se tornado ainda mais desafiador das autoridades, tendo reconstruído a comunidade, dessa vez em pleno gueto, além de ter tentado se candidatar à presidência do país. No local, teve contato direto com o mundo à parte em que o músico vivia.

— Diferente da primeira Kalakuta, que ficava numa área remota, a nova ficava no centro do gueto, como se fosse dentro de uma favela, de modo que se os militares $uma nova invasão, teriam que passar pelo meio do povo, que idolatrava Fela — explica Moore. — Ali, ele criou um país à parte, cujas leis eram feitas por ele. Fela era um idealista, mas era ingênuo também. Acreditava que os espíritos iam ajudar o povo africano a se levantar contra os governos corruptos. Só não conseguia dizer como isso ia acontecer de fato. No lugar, ele também guardava todo o seu dinheiro, já que não queria contribuir para um governo que considerava, com razão, corrupto e autoritário. Aliás, um dos motivos dos ataques a ele feitos pelos militares era roubá-lo

As mulheres de Fela — que renderam um capítulo à parte na biografia, intitulado “Minhas rainhas” — foram entrevistadas pelo autor na segunda bateria de entrevistas com o músico, feitas em Paris, alguns meses depois.

— Todas elas ganhavam um salário e trabalhavam dentro da comunidade. Quando havia uma briga entre suas mulheres, ele mesmo fazia um julgamento e decidia quem era a culpada. Mas naquela época, ele já estava totalmente paranoico e com mania de perseguição. Não queria comer, nem beber nada no hotel em Paris e dizia que estava ouvindo vozes. Eu falei para ele procurar ajuda, mas Fela não me deu atenção.

Como recorda Moore, Fela contraiu Aids em 1986, durante um dos seus períodos na prisão, ao receber uma visita “íntima”.

— Ele pegou Aids quando quase ninguém sabia o que era isso, principalmente na África. Como era forte, passou anos sem apresentar sintomas. Quando eles finalmente surgiram, em 1995, ele desprezou o atendimento médico, já que acreditava que os espíritos iam protegê-lo. Fela tinha convicção de que era imortal e ver como sua obra entrou para a História quase nos faz acreditar nisso — afirma o escritor. — Ironicamente, quem anunciou sua morte ao público foi o seu próprio irmão mais velho, Olikoye Ransome-Kuti, que havia se tornado um ativista contra a Aids na África.

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Afrobeat no go die

Que fase vive o afrobeat hoje em dia.
Gênero nigeriano que nada.
Agora tem afrobeat bom no mundo inteiro, que sorte a nossa.
Fela Kuti vive, lógico. E com centenas de milhares de filhos, uns ousando mais (Nomo, Chico Mann), outros respeitando a lenda.
Falando nos filhos mais famosos, Femi e Seun, o primeiro deles lançou (bom) disco ano passado.
Já o segundo, acaba de lançar um belissimo petardo, From Africa with fury: rise.
Minha preferida é essa aqui. Que musicão!


Falando em lendas, outra delas, das grandes, também lançou pepita nova recentemente. A diferença é que Cotonou Club é o primeiro disco em mais de 25 anos da Orchestre Poly-Rythmo de Cotonou, do Benin.  Na real, o som deles é mais abrangente que o afrobeat, pois incorpora diversas influências e pegadas. Mas não importa.

Do Cotonou Club, gostei enormemente dessa aqui. Por incrível que pareça, com participação de dois caras do Franz Ferdinand.

No Brasa, temos duas bandas que honram a tradição nigeriana. Uma de São Paulo, a Bixiga 70, outra do Rio, a Abayomi Afrobeat Orquestra (não consegui descobrir se temas originais fazem parte do repertório da banda).


Afrobeat no go die.

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