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As 100 melhores músicas de 2012 – parte 2 (75-51)

75 – Holy Other – Love Some1

74 – Keith Fullerton Whitman – Issue Generator (For Eliane Radigue)

73 – Julia Holter – Marienbad

72 – Bonde do Rolê feat. Caetano Veloso – Baby Don’t Deny It

71 – EPROM – Honey Badger

70 – Dylan Ettinger – Wintermute

69 – DJ Rashad – Trap Bakk

68 – Maria Minerva – The Sound

67 – La Vampires By Octo Octa – Freedom 2K

66 – Heroin in Tahiti – Death Surf

65 – Jameszoo – Psitta Riddim

64 – Heatsick – Déviation

63 – Alexander Tucker – The Glass Axe

62 – Omulu – Tremetreme

61 – KTL – Phill 2

60 – Rodrigo Campos – Cinco Doces

59 – Sants – Alone (1 Up)

58 – The Orb feat. Lee Scratch Perry – Ball Of Fire

57 – Goloka (A.K.A. Prince Rama) – Radhamadhava

56 – Hype Williams – Galice

55 – Ariel Pink’s Haunted Graffiti – Kinski Assassin

54 – Amadou & Mariam – Oh Amadou feat. Bertrand Cantat

53 – Sobre A Máquina – Oito

Sobre a Máquina – OITO from Betina Monteiro on Vimeo.

52 – Jeri-Jeri – Xale (with Mbene Diatta Seck)

51 – Tim Hecker & Daniel Lopatin – Vaccination (For Thomas Mann)

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As melhores músicas de 2011

40 – Contakt & Mayster – Korak (Matt Shadetek 3ball NYC Remix)

39 – SILVA – Acidental

38 – tUnE-yArDs – Bizness

37 – Criolo – Bogotá

36 – Modeselektor – Grillwalker

35 – Pazes – Limbo

34 – Orchestre Poly-Rythmo – Lion Is Burning (Feat. Franz Ferdinand)

33 – Azealia Banks – 212 (feat. Lazy Jay)

32 – James Blake – The Wilhelm Scream

31 – Shlohmo – Just Us

30 – Toddla T – Take It Back (Dillon Francis Remix)

29 – Owiny Sigoma Band – Odera Lwar

28 – Kingdom – Dreama

27 – Jamie XX – Far Nearer

26 – John Maus – Head for the Country

25 – Max le Daron – El Caramillo Diabolico (2011)

24 – Samiyam – Cushion

23 – Walton – 808 Vibezyn

22 – Falty DL – Hip Love (Jamie XX Remix)

21 – Martyn – Masks

20 – Schlachthofbronx – Carimbo

19 – Gang Gang Dance – Mindkilla

18 – Nicolas Jaar – Keep Me There

17 – Sepalcure – The One

16 – Rustie – Death Mountain

15 – Robedoor – Parallel Wanderer

14 – Machinedrum – U Don’t Survive

13 – Holy Other – YR Love

12 – Innergaze – Shadow Disco

11 – Hudson Mohawke – Thunder Bay

10 – Ducktails – Killin’ The Vibe (Ft. Panda Bear)

09 – Com Truise – Polyhurt

08 – Sun Araw – Impluvium

07 – Redinho – Power Look

06 – Andy Stott – Dark Details

05 – Mark McGuire – Another Dead End

04 – Julio Bashmore – Battle For Middle You

03 – SBTRKT – Wildfire

02 – Africa Hitech – Do You Wanna Fight

01 – Peaking Lights – Hey Sparrow

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Os melhores discos de 2011

20 – Mark Mcguire – A Young Person’s Guide To Mark McGuire (Editions Mego)

Com tantos bons discos lançados em 2011, me sinto roubando no jogo ao escolher uma coletânea dupla de faixas raras – portanto antigas - do guitarrista norte-americano Mark McGuire. Membro do trio de drone Emeralds, McGuire, em seu trabalho solo, sobrepõe loops de guitarra e cria melodias densas, viajantes e melancólicas. O primeiro dos dois discos é sublime.

19 – Demdike Stare – Tryptych (Modern Love)

Outro roubo, afinal de contas, Tryptych condensa 3 Eps lançados pelo duo inglês Demdike Stare no ano passado (somadas a algumas faixas bônus, essas inéditas). Tryptych é a trilha sonora de um filme de terror imaginário. Só que menos baseado nos synths de Goblin, Xander Harris, Umberto e John Carpenter e mais calcado em ambient, library sounds e dub techno.

18 – Woods – Sun And Shade (Woodsist)

Disquinho perfeito pra ouvir ao ar livre com os amigos, fazendo um belo de um churrasco. Ou então para morgar numa rede e esquecer do tempo. Folkão psicodélico dos bons.

17 – Holy Other – With You (Tri Angle)

Do sol e sombra do Woods à escuridão macabra do Holy Other – sem dúvida o melhor disco do soturno Tri Angle, um dos destaques de 2011. Aqui temos house, dub e R&B em doses milimetricamente perfeitas para um chill out dos infernos.

16 – Wooden Shjips – West (Thrill Jockey)

Gosta de Black Keys? Pois sou mais o Wooden Shjips.

15 – High Places – Original Colours (Thrill Jockey)

Dá pra fazer uma festa do Bota Pra F*der e só tocar High Places. Original colours é mais house, mais dub e mais chapação: não tem muito como ser melhor que isso.

14 – Sun Araw – Ancient Romans (Sun Ark)

Longe de ser o melhor disco do Sun Araw, mas ainda sim contém belíssimos momentos do mais puro mantra hipnótico contemporâneo. Destaque absoluto para a última faixa, Impluvium, música que adiciona house ao fumacê canábico de Cameron Stallones.

13 – SBTRKT – SBTRKT (Young Turks)

No sentido de misturar pop e dance music, é o disco mais perfeito do ano.

12 – Rustie – Glass Words (Warp)
Dubstep, metal, pop, trance e IDM. É o maximal versão 2011, segundo este produtor escocês.

11 – Oneohtrix Point Never – Replica (Mexican Summer)


Daniel Lopatin bombou em 2011, seja com seu trabalho solo (Oneohtrix Point Never) seja com o projeto de música eletrônica oitentista Ford & Lopatin (ex-Games). Feito com samples de comerciais publicitários dos anos 80, Replica é um disco de ambient e música experimental que soa como um sonho.

10 – Legowelt – The Teac Life (Independente)

Melhor deixar a palavra para o próprio Legowelt, o holandês Danny Wolfers. Provavalmente o melhor release que li este ano.

“Its got a hella lot deep tape saturated forest-techno tracks on it and when I say Techno i dont mean that boooooooooooring contemporary shit they call techno nowadays with overrated tallentless pretentious douchebag cunt DJs playing a few halfassed dumb mongo beats and being all arty fartsy about it. F*ck that, I am talking about: Raw as fuck autistic Star Trek 1987- Misty Forests- X-FILES,- DETROIT unicorn futurism made on cheap ass digital & analog crap synthesizers recorded in a ragtag bedroom studio on a TEAC VHX cassettedeck in DOLBY C with an unintelligible yet soulfull vivacity.”

9 – Patten – GLAQJO XAACSSO (No Pain In Pop)

Dos muitos discos estranhos dessa minha lista, talvez esse seja, a começar pelo nome, O MAIS ESTRANHO. Inglês que ainda não assumiu sua identidade, Patten, faz, sei lá, um techno intimista totalmente instável ritmicamente, som que desorienta os sentidos.

8 – Nicolas Jaar – Space Is Only Noise (Circus Company)

Perdi o show do Jaar no Sónar deste ano porque cheguei atrasado: o espaço lotou em pouco mais de 15 minutos, deixando centenas de pessoas do lado de fora. Fuén…

7 – Machinedrum – Room(s) (Planet Mu)

Esse Room(s), do americano Travis Stewart, o Machinedrum, é capaz de ser a porta de entrada perfeita para quem ainda não se acostumou à guetto-house nervosona e aceleradíssima de Chicago conhecida como juke. Room(s) mistura o tal estilo com as últimas convenções da bass culture e o resultado é primoroso.

6 – Ducktails – III: Arcade Dynamics (Woodsist)

Na mesma onda do Woods (18º posição), só que ainda melhor, é o novo do Ducktails, projeto paralelo do guitarrista do Real State Matthew Mondanile. Sem pretenções, só (good) vibes.

5 – The Caretaker – An Empty Bliss Beyond This Word (History Always Favours The Winners)

Tão conceitual quanto uma peça de sound art, os trabalhos do inglês Layland James Kirby enquanto The Caretaker são profundamente bonitos e melancólicos. A sensação que dá é que estamos ouvindo músicas aparentemente conhecidas (filmes antigos de Hollywood?) num grande salão de festas decadente e abandonado. Fantasmagórico.

4 – Andy Stott – Passed Me By (Modern Love)

Não li isso em lugar algum, Andy me falou pessoalmente na ocasião do Novas Frequências – o cara trabalha como pintor de carros numa fábrica da Mercedes em Manchester . É por isso – só pode ser por isso – que ele consegue produzir texturas e ambiências tão sinistras.

3 – Africa Hitech – 93 Million Miles (Warp)

Um saladão com todo o tipo de batidas urbanas e graves pesados garante o bronze de 2011. É o uso mais criativo (de longe) de vocais picotados e distorcidos utilizados como instrumento musical, uma das tendências mais fortes de 2011.

2 – Peaking Lights – 936 (Not Not Fun/ Weird World)

936, segundo disco do casal americano Aaron Coynes e Indra Dunes é o disco mais perfeito (e mais vendido também) do catálogo da Not Not Fun. Dub-lo-fi-psicodélico, porém, ao mesmo tempo, extremamente pop, é sem dúvida o disco que mais ouvi no ano.

1 – Tim Hecker – Ravedeath, 1972 (Kranky)

Dificilmente consigo ouvir Ravedeath, 1972 por inteiro. Na maioria das vezes, prefiro me concentrar em alguma das suítes, como “In The Fog”, “Hatred of Music” ou “In The Air”, e pincelar com uma ou outra faixa isolada. O porquê é muito simples: Ravedeath precisa de completo isolamento e nenhuma distração. Ele é intenso demais; produz sentimentos e sensações – medo é uma delas - que não são desejáveis a qualquer hora do dia, ou da noite. Assim que escutei o disco pela primeira vez, pensei na hora: vou trazer esse cara para o Novas Frequências. E foi por muito pouco que isso não acabou acontecendo. Com contrato assinado e release pronto, infelizmente surgiram questões que inviabilizaram a vinda dele. Quem sabe no ano que vem?

Segue abaixo o release que tinha escrito para o Tim Hecker.

“Existem vários artistas de synth e de drone que fazem música épica e viajante, mas uma das características que difere Tim Hecker dos outros é a sua habilidade conceitual. Cada um dos seus discos explora um tema específico, muitas vezes de maneira bem detalhista.”
Pitchfork

“O artista canadense de sound-art Tim Hecker é um mestre da música atmosférica. Criando suas tempestades de drone com uma mistura de laptop, teclado, fita de rolo e guitarra encharcada de efeitos, sua música é sempre fundamentalmente serena apesar do vento gelado que chicoteia em toda a sua superfície.”
BBC

“Há uma década Tim Hecker produz uma sonoridade intermitentemente dura e estranhamente bonita que desafia a interpretação.”
XLR84

“A chegada de um novo album de Tim Hecker é sempre um grande momento de celebração. (…) E como suas outras obra-primas ‘Radio Amor’ e ‘Harmony in Ultraviolet’, seu último disco, Ravedeath 1972, é uma obra-prima.”
Fact

Tim Hecker é um músico e artista sonoro nascido em Vancouver, no Canadá, que explora em seu trabalho as interseções entre o noise, a dissonância e a melodia. Utilizando normalmente guitarra, muitos pedais, sintetizadores e retro-alimentação, Hecker produz peças imersivas e abstratas onde as notas e os acordes se movem de maneira extramamente lenta e intensa. Há quem diga que a música de Hecker é tão visceral que permite que o ouvinte sinta a sua presença física no ambiente.

No início da carreira, Hecker produzia e gravava música eletrônica percussiva sob a alcunha Jetone. Seu estilo mais recente toma corpo a partir do momento em que os interlúdios de suas músicas de pista ficam cada vez mais e mais rebuscados. Gravado numa igreja em Reykjavik, na Islândia, e utilizando um órgão de tubos como fonte sonora primordial para em seguida ser transportado ao estúdio para banhos extremos de sintetizadores e distorção, seu sétimo disco, Ravedeath, 1972, o terceiro pelo selo americano Kranky, tem sido considerado um dos melhores de 2011.

Tim Hecker ainda desenvolve trabalhos para dança contemporânea, instalações de arte sonora e textos acadêmicos. Já participou de festivais importantes como Mutek, Sónar e Club Transmediale e hoje termina um PHD sobre a história do som na Universidade de Mcgill, em Montreal, cidade onde mora há cerca de 10 anos.

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Menções honrosas: 

- Silva – Silva EP
- Robedoor – Too Young To Die
- Innergaze – Shadow Disco
- African Sciences – Means and Ways
- Duppy Gun Productions – Multiply/ Earth
- Samyiam – Sam Baker’s Album
- Clams Casino – Rainforest
- Sepalcure – Sepalcure
- John Maus – We Must Become The Pitiless Censors of Ourselves
- Sobre A Máquina – Anomia
- Bixiga 7o – Bixiga 70
- Ricardo Donoso – Progress Chance
- Venetian Snares – Cubist Reggae
- Owiny Sigoma Band – Owiny Sigoma Band
- Kuedo – Severant
- Cosmin TRG – Simulat
- Alva Noto e Ryuichi Sakamoto – Summvs
- Burro Morto – Baptista Virou Máquina
- Mountains – Air Museum
- The Field – Looping State Of Mind

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