11 de novembro de 2012 às 15h45
RJ: Cemitério dos Pretos Novos
Tudo começou – de novo – quando um casal que morava na Gamboa, região antiga do centro do Rio, resolveu reformar a casa. O objetivo era transformar uma área em garagem e outra em um depósito para alugar e ajudar na aposentadoria. E quando foram começar a quebradeira, acabaram descobrindo… ossos humanos. Muitos. Arqueólogos foram chamados e descobriram que lá era parte do Cemitério dos Pretos Novos. Na mesma área, uma segunda escavação arqueológica descobriu vestígios da presença dos tupinambás no litoral. O espaço se transformou num centro cultural.
“Dentre os 5.563 fragmentos encontrados nas escavações do sítio arqueológico Cemitério dos Pretos Novos, a análise antropológica e biológica dos ossos não cremados, apesar das condições precárias nas quais foi feito o salvamento, permitiu identificar 28 corpos, em sua maioria de jovens do sexo masculino, com idades entre 18 e 25 anos. (…) Outra importante descoberta foi a presença de entalhes nos dentes da arcada superior dos crânios encontrados, o que indicava a procedência africana dos indivíduos ali enterrados. Esta prática era efetuada em jovens entre 14 e 20 anos, ainda em vida, que modificavam intencionalmente a forma de seus dentes para cumprirem ritos cerimoniais de iniciação, identificação tribal ou por puro embelezamento.”
Mais, aqui!
Outras descobertas deste ano do Cemitério dos Pretos Novos.
Fico imaginando a quantidade de história enterrada no Rio de Janeiro. Que talvez nunca seja descoberta.
Comente6 de novembro de 2012 às 2h15
Jorge Mautner e o telefonema de Moscou
Na Livraria da Travessa do Leblon (Rio) nos encontros sobre a ditadura. O vídeo é desta segunda, com Mario Magalhães (autor de Mariguella, o guerrilheiro que incendiou o mundo) e Jorge Mautner, que se filiou ao Partido Comunista Brasileiro. Mautner fala sobre o físico Mario Schenberg e as notícias de que haveria um golpe militar.
Comente6 de novembro de 2012 às 2h05
Utilidade pública para o lar
Tem ódio quando está no supermercado e descobre que tem um produto da prateleira fora do prazo de validade? Seus problemas acabaram!
A novidade não é muito divulgada mas o fato é que, graças a uma campanha entre o Procon e diversos supermercados do Brasil, se você encontrar um produto vencido na gôndola bastar ir até o gerente, entregar o produto e, em troca pelo seu serviço de fiscal, receber o mesmo produto gratuitamente. Isso mesmo. Não estou falando de troca do produto e sim levar o produto para casa sem pagar nada.
Suponha que você está na pindaíba. Basta dar um rolé pelos supermercados da cidade, encontrar produtos vencidos e fazer suas compras do mês sem gastar um centavo. A campanha “De olho na validade” já existe em diversos estados como Rio de Janeiro, Minas Gerais, Sergipe e São Paulo (em SP, desde 2011). Os supermercados que participam têm as regras da campanha perto do caixa.
O que estamos esperando?! Fiscais do Sarney Remix ativar! (Não sabe o que é Fiscais do Sarney? Então aproveite que você é jovem e cheio de vigor e descubra por conta própria! )
Comente3 de novembro de 2012 às 16h03
Com que sonham os bichos
Para ouvir ao som de: R.E.M. – I Don’t Sleep, I Dream —- >
Dia desses, vendo o gato Tico no maior dos sonos, resolvi dar aquela goggleada clássica e dei aquele busca “gato sono”. Fui parar em vários artigos falando sobre como os felinos dormiam (e muito) e também tinham sono REM, aquele fase em que sonhamos, os olhos se movimentam e temos tremeliques. Rapidamente fui sugada para o mundo do REM. Com o que os gatos sonham? Com sardinhas frescas? E os cães, as zebras, os cavalos?
“Mamíferos tem o mesmo ciclo de sono. Durante a fase REM, você vê o movimento dos olhos e contrações musculares”, diz o Phd em neorociência veterinária Adrian Morrison. Mas será que sonham? “Como podemos provar que alguém sonha? Apenas perguntado”, conclui o PhD Jerome Siegel do Centro de Estudos do Sono da UCLA (artigo completo aqui). Mas enquanto os Phds estudam, o resto da humanidade faz coisas inúteis tipo ficar no YouTube, porque para isso são feitos os dias nublados. (Notem que, aparentemente, avestruzes também sonham! Claro, entrei também no buraco negro do sono dos pássaros. Existem evidências que eles dormem enquanto voam.)
Alguém me convida para sair. Estou procurando vídeos de porquinhos da índia dormindo!
Comente3 de novembro de 2012 às 12h36
Ditadura entre livros
2 de novembro de 2012 às 17h07
Siga aquele táxi
Não baixei, ainda não tentei, mas se esse lance funcionar, glória, glória, aleluia.Um aplicativo que você pede o táxi, ele vê sua localização, se conecta com várias cooperativas e quando você aceita a corrida ainda pode acompanhar o carro chegando pelo mapa. No Rio, não há taxa de serviço. Em São Paulo, parece que uma das cooperativas cobra uma taxa.
Comente1 de novembro de 2012 às 3h14
Quebra-cabeças 5 mil peças
31 de outubro de 2012 às 1h15
Como fotografar em situações metereológicas adversas
Para isso você vai precisar de: ser japonês. Nada mais. Depois, basta seguir seus instintos.
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30 de outubro de 2012 às 20h15
O elevador: tema para filme de horror
Entro no elevador. O vizinho do oitavo estava vindo atrás , mas finjo que não vi e não espero. Feio. Vai dizer que nunca fez ?
(Não precisava ser assim. Mas elevador é sempre um constragimento e uma série de tentativas de diálogos que simulem intimidade. Os temas são sempre os mesmos e isso faz parte. O tempo – tá calor, parece que vai chover, tá frio, tá abafado, mas que temperatura é esse em pleno verão, a previsão diz que vem frente fria. Comentamos as previsões metereológicas sabendo o quanto isso é ridículo. Outro bom tema para elevador é a segunda-feira. Ou então, a sexta: como é traumático o primeiro dia da semana, tomara que passe rápido, nossa como a semana passou rápido, que bom que é sexta, será que vai dar praia? Este papo é recomendado para quem mora do quinto pra cima porque, se acabar o assunto, você ainda tem a previsão meterológica como uma carta na manga. Aqueles que moraram por muitos anos em andares altos – nove em diante – esses sim, têm desenvoltura. Arriscam boatos. A moradora do 704 tirou a roupa na reunião de condomínio, não soube? Ainda assim, tudo acaba num balé de frases idiotas ensaiadas. Longe de casa tudo é diferente. Nos elevadores desses prédios cheios de consultórios de dentistas, o ascensorista puxa um samba na caixa de fósforo e você fala do seu problema de canal ou até mais. Com a segurança de que, ao chegar no terréo, é só desaparecer. É no elevador do nosso próprio prédio que mais temos vergonha da condição humana.)
Tudo isso é prólogo. O fato é que o vizinho consegue alcançar o elevador. Aperta o botão justamente quando a porta já estava quase inteiramente fechada. E ele sabe que eu sei que ele fez isso de propósito, uma vingança pela minha falta de delicadeza. Um boa noite seco. Preferimos subir em silêncio, olhando para a porta. Constrangimento. Mas um pensamento compartilhado: o cálculo interno da passagem dos andares. Faltam apenas seis ou sete para aquilo tudo terminar. Só que dessa vez o elevador continua subindo. Subindo. Subindo. Mas agora, ficou chato retroceder. Como, de uma hora para outra, vamos fingir que somos simpáticos e socializáveis? Não podemos olhar nos olhos do outro. Nem falar sobre o tempo. Sobre a sexta-feira. Sobre o estranho fato do elevador subir, subir e não chegar a lugar nenhum. É um elevador infinito. E vamos ficar assim, em silêncio, olhando para a porta. Para sempre.
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