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No escurinho: Hugo

 

Como bem disse a roteirista Melanie Dimantas: “o 3D se divide em antes e depois da Invenção de Hugo Cabret”.

Não se trata de um filme para crianças como muitos tem comentado, pelo contrário, o filme de Scorsese, baseado no livro de Brian Selznick, é muito mais para marmanjos, e de preferência com alguma cultura cinematográfica.

O filme é uma das mais bonitas homenagens ao cinema, porque evoca dentro da própria história os grandes inventores do cinema e demonstra que, desde os irmãos Lumiere, o que conhecemos hoje como efeitos especiais, ou magia da sala escura,  sempre existiu desde o nascimento dessa arte. Uma arte que já nasceu atrelada a invenção e a tecnologia.

O momento mais emocionante do filme é quando George Mélies, interpretado pelo excelente ator  Ben Kingsley, fala para a platéia de um auditório no começo do século 20 ao mesmo tempo em que fala para nós(a platéia no auditório do cinema hoje). Seu rosto filmado em 3D fica imenso dentro do cinema e se projeta sobre nós, demonstrando que nem sempre precisamos de pirotecnia para fazer do 3D algo realmente artístico.

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por: lucas postado em: Ciência, Cinema, Destaque, Digital, Imagem, Texto

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