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Sobre ‘Being Elmo’

Fiz a assinatura-teste da Netflix logo que o serviço chegou ao Brasil e, como muitos, me incomodei com a quantidade de títulos dublados, além da pouca variedade disponível por aqui na época. Cancelei a assinatura depois do período de experiência gratuito e tempos depois decidi voltar movida pela curiosidade de ver “Lillyhammer” (nova série do Steven van Zandt, guitarrista do Bruce Springsteen e eterno Silvio Dante de “Sopranos” – que falo mais sobre em breve), exclusiva pra assinantes. Além disso, aproveitei a segunda chance pra testar a integração do serviço com o videogame e o tablet recém-adquiridos. Zapeando pelo serviço (que é de uma praticidade reconfortante agora que o catálogo deu uma melhorada – ainda longe do ideal – e tem muito mais material legendado), dei de cara com “Being Elmo – A puppeteer’s journey”, documentário também exclusivo do canal que conta a história do criador do simpático Elmo, da “Vila Sésamo”, premiado em Sundance em 2011.

Em resumo bem resumido, Kevin Clash começou a fazer fantoches ainda criança e, apesar de ser muito zoado por isso no colégio, chegou a programas de TV menores até parar em produções de seu ídolo supremo, o criador dos “Muppets” Jim Henson. E nessas o então rapazote participou de filmes como “Labirinto”, com David Bowie, e de programas como o saudoso “A família dinossauro”. A trajetória de Clash, pobre, negro (o primeiro a trabalhar na companhia de Henson, ainda nos 80) e a dedicação dele às marionetes é encantadora. Fora que criar a “personalidade” de Elmo, que surgiu como um reles figurante peludo na década de 70 e graças a Clash se tornou um dos bichos mais carismáticos da TV, é um baita mérito por si só. Ao fim do documentário, bateu até tristezinha por nunca ter cogitado ser MARIONETISTA na infância, de tão bacana que tudo parece ser.

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Isto posto, volto a um assunto já abordado na encarnação anterior deste blog: PRE-CI-SO de um Elmo que ri.

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Morrissey também está chegando

Nhom!

Se aqui embaixo fiz uma lista das minhas favoritas pra ouvir no show do Noel Gallagher, meu amigo Felipe Venetiglio pegou TUDO o que o Morrissey vem tocando na turnê sul-americana (ok, ok, faltam as geográficas “I’m throwing my arms around Paris” e “Scandinavia”) e fez uma playlist linda no Grooveshark pra gente se preparar pro show, daqui a uma semana, aqui no Rio (aliás, ontem só restavam apenas 40 ingressos na bilheteria…). Divirtam-se.

Morrissey South America by Felipe Venetiglio on Grooveshark

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Noel Gallagher estará entre nós

Então é isso, né: laranja é o novo preto, indie é o novo pop e o primeiro semestre é o novo segundo semestre no calendário brasileiro de shows internacionais. Mal entramos em março e já passaram pelo Rio The Rapture, Mayer Hawthorne, Soulfly (que não é tão internacional assim, ok), semana que vem tem Morrissey e o baile segue. Um dia depois de comprar as passagens pra ir pra São Paulo assistir a versão verde e amarela do Lollapalooza, TCHARÃ, anunciam a vinda do Noel Gallagher e seu projeto (banda?) High Flying Birds pra São Paulo (2 de maio) e pro Rio (3 de maio).  Conclusão? Lá fui eu garantir as passagens pra mais um bate-volta pra terra da – argh! – garoa.

Obviamente fui SEVERAMENTE criticada (ok, é drama), por querer viajar de novo pra São Paulo menos de um mês depois pra passar pouco mais de 12 horas por lá só pra ver um show que, vejam só, também vai rolar no Vivo Rio, mais especificamente no quintal da minha casa. A primeira coisa a dizer é: me deixa. A segunda é história triste: em resumo, cheguei a comprar ingresso para o show que o Oasis (uma das minhas bandas favoritas, caso você não saiba) fez no Rio em 2009 e não pude ir graças a uma internação pra tratar uma crise renal. Portanto, sim, eu faço questão de ver os dois shows do Noel Gallagher no Brasil, beijo.

Isto posto, fui checar os setlists recentes que o sobrancelhudo andou aprontando por aí e, obviamente, tem muita coisa do Oasis – afinal, foi ele quem fez. E é claro que a fã boboca já fica pensando num setlist dos sonhos. Descontando-se as faixas do excelente disco solo que ele lançou em outubro passado e considerando a pegada mais tranquila dos shows atuais do moço e a pilha de tocar músicas que não tinham vez nos shows do Oasis, fiz uma listinha do que gostaria de ouvir ao vivo na voz do Noel – algumas lançadas originalmente com os vocais do irmão, outras tantas que ficaram no limbo das b-sides – que acabou se tornando uma bela trilha sonora pra uma tarde de trabalho.

A guitarrada “Fade away”, b-side de “Cigarettes & alcohol” que entrou em “The masterplan”, ganhou essa versão acústica com Noel e Liam invertendo os papéis, Johnny Depp na guitarra e Kate Moss nos backing vocals

A acústica ” Talk tonight”, outra b-side que acabou entrando no “The masterplan”, também mudou de forma e ganhou versão elétrica

Nunca liguei muito pra “Roll it over”, do subestimado “Standing on the shoulder of giants”. Até ouvir as demos desse disco e dar de cara com a versão na voz do Noel. Desculpa, Liam, mas assim era melhor.

Não fumo, sou antitabagista, mas que coisa bonita é essa “(As long as they’ve got) Cigarettes in hell” (lado B do single de “Go let it out”)

“Married with children”, a fofinha e ignorada faixa que fecha “Definitely maybe”

“Flashbax” (também lado B, dessa vez da chatíssima “All around the world”)

“Going nowhere”, mais b-side (de “Stand by me”)

“Take me away”, adivinha

“Stand by me”, um dos maiores hits do Oasis

“Half the world away”, b-side de Whatever

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As músicas do Guided By Voices ilustradas

Esse é fresquinho: o ilustrador Chris Judge criou o tumblr GBV Songs, em que publica suas interpretações ilustradas das músicas do Guided By Voices com o respectivo link pro YouTube. Tá bem no começo (a primeira foi postada anteontem), mas vale acompanhar porque tá bonito.

 

Esses tumblrs de músicas ilustradas deveriam virar moda. Mais do que aqueles de 501 tumblrs que não vão chegar a 501 posts.

Pra ver ouvindo, obviamente:

 

 

(Acho que as horas gastas no Pinterest estão mexendo com a minha cabecinha, só quero saber de belas imagens, reparem)

 

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As ilustrações de Laurindo Feliciano

Estou encantada com o trabalho do Laurindo Feliciano, designer nascido em Beagá e radicado em Paris. O moço, ilustrador de mão cheia, acaba de colocar alguns de suas belíssimas colagens – feitas a a partir de jornais e revistas antigos com a adição de tinta, lápis, caneca, giz de cera e o que mais vier – à venda. Além de cartões, pôsteres, telas, ele produz capas para celular (só iPhone, infelizmente, para a tristeza dos portadores de Android) e skins para laptop e iPad. Até domingo (dia 26), o frete é grátis pra tudo quanto é canto do mundo, dá uma olhada.

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‘Simpsons’: 23 anos com corpinho de 22

A duração de 23 anos para um programa de televisão é equivalente à idade de cachorro: coisa para caceta. E “Os Simpsons”, que estão rumando ao glorioso episódio de número 500, provam que dá pra chegar aos 23 em bela forma. Teve referência em desfile badalado da Nova York Fashion Week, maratona de fãs que bateu recorde, anúncio de participação de artista de rua cool e compilação das frases que Bart foi obrigado a escrever no quadro negro da Springfield Elementary School. Isso só nos últimos dias.

 

Mergulhado no noventismo, o estilista Jeremy Scott (queridinho de musas pop como Britney Spears, pra quem fez o figurino do clipe de “Toxic”) desfilou os contornos 2D de Bart ao apresentar sua nova coleção na semana de moda de Nova York. O maior pentelho do showbiz deu as caras (literalmente?) em estampas da linha outono-inverno.

Depois de Julian Assange, chegou a vez de alguns dos artistas de rua mais importantes amarelarem. De uma boa maneira. O 15º episódio da 23ª temporada dos “Simpsons” – batizado de “Exit through the Kwik-E-Mart” em referência ao já célebre “documentário do Banksy” – trará Shepard Fairey (o cara dos cartazes do Obama) acompanhado dos colegas Ron English, Kenny Scharf e Robbie Conal. No episódio, Bart dá um passo além da pichação e resolve virar grafiteiro.

Em uma maratona de “Simpsons” promovida pela Fox, dois americanos passaram 86 horas e 37 minutos sem desgrudar os olhos da TV. Com isso, Jeremiah Franco, de 22 anos (mais novo que o próprio seriado) e Carin Shreve, de 33, entraram para o Guinness World Record.

Por último, mas não menos importante… Isso aqui emociona: pra comemorar o 500º episódio (“At long last leave”, que vai ao ar no domingo nos EUA), o CableTV compilou 288 frases que Bart escreveu no quadro negro da aula da Srta. Krabappel durante a abertura do programa. Perdão pelo scroll eterno, mas esse vale. Obrigada, internet.

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Bolinhos de feijão

Faz muito tempo – bota dez anos nessa conta aí – que eu não como feijão. Não é por nada não, simplesmente enjoei, parei de comer e não sinto a menor falta, ou mesmo vontade. Sim, eu sei, eu devo estar louca. Mas eu nunca disse que sou normal. Só é bom frisar que esse feijão aí que eu não como é o tradicional, com caldo, caroço, que sua mãe faz e te desperta ternas lembranças. Sou viciada, por exemplo, nos mexicanos chili beans. Outra modalidade de feijão que tenho curtido muito é o bolinho. Depois do bolinho de arroz (obsessão minha a ponto de me fazer provar o de tudo quanto é bar que oferece a iguaria), agora ando vidrada nos bolinhos à base de feijão.

O primeiro a popularizar o petisco foi o Aconchego Carioca, com o seu já tradicional Bolinho de Feijoada (tem receita dele aqui). Com pedacinhos de bacon, recheado com couve e acompanhado de torresmos, limãozinho e pedaços de laranja, a receita foi copiada em cardápios de outras casas e já pode ser considerada um produto tipicamente carioca – como o Biscoito Globo com mate na praia.

Na mesma Barão de Iguatemi onde fica o Aconchego, o Petit Paulette também oferece bolinho feito com feijão. No caso do Carioca Atrevido (concorrente do Comida di Buteco), o bolinho vem em formato de croquete com massa de feijão (e bacon e linguiça e carne seca), empanado com arroz branco e acompanhado de molho de abóbora. Praticamente um pêéfe. Só de lembrar verto lágrimas de saudades (#vaigordinha)

No Leviano, na Lapa, o bolinho de feijoada vem com pedaço de linguiça dentro e é servido com molho de tabasco com laranja.

Já no Chico & Alaíde, no Leblon, um bar cujo cardápio é quase todo composto por frituras (ai, meu coração – e minhas artérias), o bolinho é de tutu de feijão. Ainda não provei, mas um amigo – em cujo gosto confio muito – garantiu que é sensacional.

Bolinho do Leviano

Se alguém aí souber de mais opções bolinhos de feijão por essa cidade, é favor avisar.

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ATUALIZAÇÃO:
Ontem mesmo fui comemorar o aniversário de um amigo no Bar Imaculada, na subidinha do Morro da Conceição, e provei a versão deles. O Bola 7 é um bolinho que mistura arroz, feijão e carne seca, servido com geléia de pimenta e maionese de alho. Bem bom também.

 

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Michael Jackson e Paul McCartney lavando pratos

Cena lindíssima.

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Lançamento de ‘Sete [cruz]‘

Pra uns falta  só ter filho, pra outros, basta plantar uma árvore. É que hoje um monte de gente querida lança seu primeiro livro, enchendo meu coraçãozinho de orgulho. Falo do ”Se7e [cruz]“, coletânea de contos escritos por Tatiana ContreirasRicardo CalazansEusébio GalvãoGustal e grande elenco, baseados nas sete frases ditas por Jesus Cristo em seu calvário.

O evento rola a partir das sete (claro!), no espaço Gabinete (Rua do Senado, 53, entre Lavradio e Gomes Freire), na Lapa. O livro em capa dura sai a R$ 29,90 e o e-book custa R$ 9,90.  Haja folha de rosto e post-it pra tanta dedicatória. Nos vemos lá?

 

 

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Mãe, tô no Modices!

Dia desses tava de papo com a Carla Lemos no Gtalk, contando como foram as férias e tal.  Narrei pra ela, dona do adorado Modices, que achei na Urban Outfitters um vestido i-gual-zi-nho ao que comprei na carioquíssima Zimpy pra usar na renovação de votos promovida no Weezer Cruise. Eis que a moça, patriota até dizer chega, me encomendou um post para contar a história e provar que é possível achar peças boas, bonitas e baratas no Brasil. Clicaqui pra ler!

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