30 de janeiro de 2012 às 12h32
The Weezer Cruise – 1º dia – ‘Holiday’
Queridos leitores, primeiramente, oi. Voltei. Tudo bem com vocês? Como passaram as últimas semanas? Desculpem a demora para publicar meus relatos da melhor viagem entre as poucas quais já fiz (e quiçá entre as quais farei), mas depois de balangar por quatro dias na primeira edição do Weezer Cruise emendei mais alguns nos parques da Disney e Universal, coisa que nunca tinha feito antes. Entendam isso como uma dívida histórica e relevem. Finalmente, seguem meus relatos desta pequena jornada – um tanto quanto bêbados e mareados – publicados dia a dia.
Let’s go away for a while
You and I to a strange and distant land
Where they speak no word of truth
But we don’t understand, anyway
Quinta-feira 19 de janeiro de 2012 - A ficha demorou a cair. Depois de quase seis meses de planejamento, estávamos eu, Arnaldo, Tati e Pedro aboletados dentro do Carnival Destiny, navio que seria nossa casa pelos próximos quatro dias durante todo o Weezer Cruise. Não adiantou me beliscar, sacudir a cabeça, fechar e abrir os olhos repetidas vezes. Só acreditei que estava fazendo um CRUZEIRO de Miami a Cozumel apinhado de BANDAS LEGAIS quando o weezer Rivers Cuomo, viciado em soccer, começou a bater bola ao lado do palco montado no ensolarado deck e tocou os primeiros acordes de “Hash pipe”. Cercados por três mil pessoas – sendo 30 brasileiros, todos devidamente identificados pela obcecada equipe deste blog (ou seja, eu) – Rivers, Brian Bell, Scott Schrinner e Pat Wilson fizeram um dos shows mais inusitados de sua longa carreira e, certamente, um dos mais inesquecíveis da vida de geral que estava ali.
Antes de mandar o “Blue album” na ordem e na íntegra, o Weezer abriu os trabalhos com hits de todos os (outros) discos (excetuando-se também o “Pinkerton”, mais um que ganhou homenagem própria), escolhidos pelo seleto público do cruzeiro em uma enquete feita pelo site oficial do evento semanas antes da partida do navio. Imagina o que é ouvir “Island in the sun” mezzo acústica, mezzo porrada, enquanto o dito cujo se põe, assim, bem no meio do oceano Atlântico? Nem precisa, taí o registro em vídeo (de outrem, o meu ficou muito tosco, com a cinegrafista cantando junto totalmente surtada).
Além disso, até cover de “Paranoid android”, do Radiohead, rolou (vídeo aqui também – eu sei, tá bizarramente lento, estou tentando resolver). Não dava pra saber quem tava mais embasbacado, se éramos nós, os fãs, ou os rapazes de Los Angeles. No meio do show (em “Dope nose”, pra ser mais precisa), Rivers saiu do palco, atravessou a multidão e desceu toboágua da piscina principal da embarcação a pé, deixando os vocais com Pat e Scott, para delírio da molecada, como você vê nesse (péssimo vídeo) que eu gravei aqui. Depois de uma pequena pausa, enfim o “Blue album”, fazendo muito indie marmanjo ficar com os olhos cheios d’água (né, Pedro? Né, Melvin?) e enchendo o coração de uma moça que só tinha 9 aninhos quando o disco foi lançado da mais genuína alegria.
O setlist deste primeiro show você confere aqui e um trecho da parte “Blue Album” da coisa (faltam as três primeiras) está aí embaixo.
A noite terminou com uma sessão do excelente “O jovem Frankenstein”, do não menos excelente Mel Brooks, capitaneada pelo cabelo ótimo Brian Bell. O guitarrista do Weezer explicou sua escolha cinéfila de maneira simples: “são poucos os filmes cuja exibição em navios é permitida, então escolhi esse, já que é uma das melhores comédias da história”. Isso tudo dito por um rockstar cabeludo enfiado dentro de um robe azul marinho, portando um chapéu de marinheiro. Espalhados pelo deck, indies em seus roupões, pijamas e Weezer Snuggies (é sério) se refestelavam em espreguiçadeiras e ganharam a companhia de Rivers Cuomo, que apareceu de chapéu do Chaves, deitou em um dos poucos lugares vagos e lá ficou, como se isso fosse absolutamente normal. Tem como não amar um negócio desses?
* Atrasada, atrasada e meia: amanhã vem o segundo dia.
12 Comentários







26 anos. Bailarina frustrada, atriz de araque, cantora de chuveiro e jornalista por formação. 
30 de janeiro de 2012 às 13h07
Não conhecia esse cruzeiro!!
Demais!!
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Pingback por Liv no Cruzeiro Weezer e o primeiro disco ao vivo na íntegra | Trabalho Sujo
30 de janeiro de 2012 às 22h07
[...] e Arnaldo tiraram janeiro para passar a lua de mel no já mítico cruzeiro do Weezer e a Liv começa a contar como foi num post de seu blog: Não adiantou me beliscar, sacudir a cabeça, fechar e abrir os olhos repetidas vezes. Só [...]
Pingback por The Weezer Cruise – 2º dia – ‘The good life’ | Go to heaven
31 de janeiro de 2012 às 8h38
[...] Pra saber como foi o primeiro dia de Weezer Cruise, [...]
Pingback por Weezer no meio do mar | Bracin
31 de janeiro de 2012 às 11h58
[...] relatos da Liv para entender melhor essa história do Weezer no meio do mar. Só seguir o link: Parte 1 e parte 2! Tweet Comente por: vinicius postado em: Sem categoria, video tags: [...]
31 de janeiro de 2012 às 15h36
Cara, deve ter sido demais esse cruzeiro! Outras bandas poderiam fazer isso também!
Tomara que eles voltem em breve e com um show no Rio como o Brian bem lembrou!
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31 de janeiro de 2012 às 15h38
O Pat falou a mesma coisa – fiquei um bom tempo conversando com ele e ele me pediu pra mandar um email pra falarmos sobre um show no Rio. Mas a PORCARIA DO EMAIL SÓ VOLTA, hahahaha, acho que ele me enrolou
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31 de janeiro de 2012 às 16h47
Invejando muito quem foi nesse Weezer Cruise…
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1 de fevereiro de 2012 às 1h30
Cadê o Brian Ray nas fotos?? Hehe..
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Pingback por Weezer Cruise – 3º dia – ‘Island in the sun’ | Go to heaven
1 de fevereiro de 2012 às 11h29
[...] Os relatos do primeiro e do segundo dia de Weezer Cruise estão nos links. Tweet Comente por: Liv Brandão [...]
2 de fevereiro de 2012 às 13h21
PAGARAM MEU POST AQUI!!! SENSUCURA SOU HIPSTER TAMBEM!!!!
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Pingback por Weezer Cruise – 4º dia – ‘Memories’ | Go to heaven
3 de fevereiro de 2012 às 9h31
[...] Ufa, cabô! O diário dos três primeiros dias de cruzeiro estão aqui, aqui e aqui. #gallery-1 { margin: auto; } #gallery-1 .gallery-item { float: left; margin-top: [...]
Pingback por The Weezer Cruise « Discos Empoeirados
10 de fevereiro de 2012 às 16h47
[...] mas a melhor de todas foi a que a Lívia Brandão colocou n’OEsquema (em quatro partes: aqui, aqui, aqui e [...]