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Um passeio pela coleção de discos de John Peel

Trabalhando nesse feriadão chuvoso, me animei quando vi no Guardian (e reproduzi no site da firma) a notícia de que a polpuda coleção de discos do John Peel seria “disponibilizada” online. Como alegria de pobre dura pouco, a realidade deu com os direitos autorais na minha cara e eu vi que não era bem assim. Não dá pra ouvir tudo o que o homem juntou durante seus mais de 40 anos de rádio nas costas. Até porque são mais de 65 mil itens, entre vinis (26 mil, chora, indiezão!), singles e CDs. Haja servidor, nuvem, o cacete a quatro pra organizar isso tudo.

A promessa da família e dos curadores do centro de “artes criativas” dedicado ao homem (que se não descobriu, ajudou o mundo a descobrir boa parte do que a gente ouve hoje), era selecionar e mostrar o que ele tinha em casa. E isso inclui as capas, fotos das bolachas, fichas datilografadas que ele anexava aos discos e, quando possível, links pra streaming (do Spotify, infelizmente não disponível pro Brasil) e compra do álbum em questão. Por enquanto, só a letra A foi colocada no site. De AC/DC a Abba, de The A’s a Adam & The Ants. A ideia é que a cada semana mais 100 discos sejam adicionados, chegando a 2,6 mil álbuns. Uma pequena amostragem do que o cara tinha, mas ainda assim, material pra caramba pra gente se divertir.

Além do passeio pela coleção, o John Peel Centre for Creative Arts vai abrigar material em vídeo. Entrevistas e programas com o cara e até fitas caseiras, gravadas por ele e só reveladas agora. No museu virtual ainda dá pra ouvir os programas de rádio que ele comandou na BBC, as lendárias Peel Sessions (também no Spotify) e vasculhar o arquivo de fotos.

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por: Liv Brandão postado em: Destaque, Internet, Música tags: , ,

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