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Arquivo: Arte

‘Edukators’, a peça, de volta ao Rio

edukators

Depois da tragédia de Santa Maria, o que mais se viu no Rio foi a correria desenfreada das autoridades pra enfim fiscalizar (um dos maiores problemas do Brasil, aliás) os espaços culturais, mas infelizmente isso levou ao fechamento também desenfreado de diversas casas, muitas delas, conforme se constatou depois, em plenas condições de operar. Outras precisavam de pequenos ajustes e outras de fato não tinham a menor condição de estarem funcionando, claro, mas nem todos os empresários prejudicados mereciam a punição.

Um dos espaços fechados pela prefeitura (não sei se justa ou injustamente, que fique claro) foi o Oi Futuro, centro cultural bacanudo da mega telefônica no Flamengo. Tinha acabado de assistir à estreia da versão teatral de “Edukators” e, quando vi (e ia indicar), não tinha mais. Eis que o espaço acabou de ser reaberto. Com isso, a peça voltou a ser encenada por lá. Você, querido transeunte carioca, já deve ter dado de cara com esculturas enormes de móveis empilhados, espalhadas pela cidade. Então, fazem parte da promoção do espetáculo.

Como o nome entrega, a peça é baseada no filme cult do alemão Hans Weingartner (aquele com o fofo do Daniel Brühl) e sua primeira encenação é essa versão brasileira, devidamente autorizada pelo autor, adaptada por Rafael Gomes, dirigida por João Fonseca e (muito bem) defendida por Natália Lage, Edmilson Barros, Pablo Sanábio e Fabrício Belsoff. O legal é que o espetáculo usa bem a arquitetura do local, se dividindo entre a cafeteria e o teatro propriamente dito.

A história é aquela que todo mundo conhece: três jovens autointitulados “Os Educadores” recorrem à desobediência civil pra avisar aos ricos concentradores de renda que “seus dias de fartura estão contados”. Até que dá ruim. E contar mais que isso é spoiler, vai que alguém não viu o filme?

SERVIÇO
Edukators
Até 31 de março
De quinta a domingo, às 20h
R$ 20

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O Circo Lego de Cristiano Marinho

Não sei como (talvez tenha rolado durante minhas férias), mas acabei deixando passar batida a história de que o Lego (sim, os bonequinhos, bloquinhos etc e tal) finalmente vai virar filme de animação – uma ideia muito melhor que a de “Transformers”, convenhamos. E no dia em que eu descubro que o filme já tem data, plot e atores confirmados no elenco, o Cristiano Marinho me veio com uma notícia relacionada: as fotos sensacionais que ele tira com bonequinhos de encaixe saíram do Instagram, ganharam o nome de Circo Lego e agora têm site próprio e página no Facebook.

Como adoradora de Lego (dos poucos brinquedos que guardo até hoje, aliás) e admiradora fiel dessa mania de fazer com que todo e qualquer acontecimento do universo tenha uma versão em Lego, não pude deixar de curtir. Dono de mais de 150 bonequinhos que vão se recombinando e criando outros pequenos seres amarelos de mão de U invertido e cabeça de botijão, o Cris, além das fotos, tá numa pilha muito maneira de produzir vídeos com as suas mini-criações. De lambuja, ainda fez minha versão legorizada (aí em cima, ó!), com direito a pato e tudo, além do nosso amado Capitão Presença.


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Audrey Kawasaki

Em outras encarnações do blog já me derreti de amores pela Tara McPherson, de quem tenho duas prints na parede de casa. Isso talvez explique meu embasbacamento pelas meninas da Audrey Kawasaki. Audrey é uma ilustradora nipo-americana, de 30 anos, cujo traço me pegou de jeito desde que vi uma exposição dos trabalhos dela na Jonathan LeVine, uma das galerias mais bacanas de Nova York.O que mais me encantou no trabalho da moça foi o uso de painéis de madeira como superfície e as ilustrações com recortes mil. Puro amor. E como esse é o típico caso em que uma imagem vale por mil palavras… toma:

 *****

Além da Jonathan LeVine, outra galeria que merece uma visita em Nova York é a Cotton Candy Machine, da própria Tara, no Brooklyn.

 

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As músicas do Guided By Voices ilustradas

Esse é fresquinho: o ilustrador Chris Judge criou o tumblr GBV Songs, em que publica suas interpretações ilustradas das músicas do Guided By Voices com o respectivo link pro YouTube. Tá bem no começo (a primeira foi postada anteontem), mas vale acompanhar porque tá bonito.

 

Esses tumblrs de músicas ilustradas deveriam virar moda. Mais do que aqueles de 501 tumblrs que não vão chegar a 501 posts.

Pra ver ouvindo, obviamente:

 

 

(Acho que as horas gastas no Pinterest estão mexendo com a minha cabecinha, só quero saber de belas imagens, reparem)

 

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As ilustrações de Laurindo Feliciano

Estou encantada com o trabalho do Laurindo Feliciano, designer nascido em Beagá e radicado em Paris. O moço, ilustrador de mão cheia, acaba de colocar alguns de suas belíssimas colagens – feitas a a partir de jornais e revistas antigos com a adição de tinta, lápis, caneca, giz de cera e o que mais vier – à venda. Além de cartões, pôsteres, telas, ele produz capas para celular (só iPhone, infelizmente, para a tristeza dos portadores de Android) e skins para laptop e iPad. Até domingo (dia 26), o frete é grátis pra tudo quanto é canto do mundo, dá uma olhada.

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Tardes de verão na La Cucaracha

 

Extra! Extra! Vai ter evento na La Cucaracha e o tempo tá bom!

Piadas com a sacanagem que São Pedro às vezes faz com a cara do Matias Maxx à parte, hoje e amanhã rola a edição carioca do itinerante Tardes de Verão!, evento promovido pelo incansável agitador do underground em parceria com o coletivo SHN, de São Paulo. Nascido durante o verão de 2009 no interior paulista, a brincadeira finalmente encontra as praias cariocas para duas tardes (e noites, duvido que acabe com o pôr-do-sol) com DJs, projeção de vídeos, drinks refrescantes, moda (com o bazar Clube das Pin-Ups), exposição y otras cositas más.

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El Estafador

El estafador… O Escroque. Dia desses caiu em minha caixa postal uma mensagem encaminhada com uma newsletter de quadrinhos. Ahn? Pois é, uma newsletter que reúne só a nata dos novos (?) cartunistas argentinos – alguém falou em Liniers? – unidos semanalmente sob o mesmo tema. A brincadeira chegou ao meu e-mail justamente graças ao tema da última quarta-feira: groupies, essa praga que há muito tempo deixou de impregnar em roqueiros e artistas para se espalhar por todas as camadas da sociedade. Jogadores de futebol, designers moderninhos e… caras que publicam quadrinhos. Ops.

Pois bem, posto o tema, Liniers, Pepo Pérez, Javirroyo, Joaquin Reyes e mais uma galera convidada faz ilustrações e cartuns inspirados pelo assunto. Melhor do que falar é mostrar, né? Se prepara para o scroll:

Ricky Martin feelings

Martirena em... Ricky Martin feelings

Pepo Pérez em... Amor de groupie é cego

Pepo Pérez em... Amor de groupie é cego

Mireia em... quem contou minha vida pra esse cara?

Mireia em... quem contou minha vida pra esse cara?

O convidado da vez Manuel Bartual manda a real

O convidado da vez Manuel Bartual manda a real

Ok, conheci El Estafador tarde, no 31º número, porque meus amigos demoram a compartilhar coisas bacanas, né, Nat? Mas como eu sou uma pessoa bacana e imagino que nem todos vocês conheçam esta pérola, resolvi postar e espalhar a palavra. Quer assinar e conferir o restante dos trabalhos? Entre no site oficial, digite seu e-mail e foi.

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E a programação do CCBB continua…

Nippon @ CCBB

Foto da exposição Nippon, que o CCBB abrigou em 2008

O mês de aniversário do CCBB RJ chegou ao fim (o que significa que eu completei 24 anos e um mês, heh), mas a programação do centro cultural mais charmoso da cidade (e falo isso com toda a sinceridade do mundo, sou e sempre fui apaixonada por aquele prédio) continua bom-ban-te. Quer ver só?

Artes cênicas

:: A temporada da ótima peça “Laranja azul” vai até o dia 3 de janeiro, sempre de quarta a domingo, sempre às 20h. Se você não leu meu post sobre a peça, só vou te lembrar que ela é encenada por Rogério Fróes, Rocco Pitanga e Pedro Brício e dirigida pelo Guilherme Leme. A história do inglês Joe Penhall passada em um hospital psiquiátrico é sensacional.

:: O projeto “Dramaturgias” tem sua edição no próximo dia 18 (quarta-feira). Os atores Isaac Bernat e Glaucio Gomes vão protagonizar uma leitura da peça “Dizer sim”, da autora argentina Griselda Gambaro sob direção de Henrique Tavares. Saiba como foi a última edição clicando aqui.

:: Pelo quarto ano consecutivo, a “Mostra Estudantil de Teatro” ocupa os teatros do CCBB RJ com uma extensa programação que vai de Brecht a Nelson Rodrigues adaptada por jovens talentos vindos da CAL, do Nós do Morro, do Tablado, da UNIRIO… as sessões vão até o dia 27 de novembro.

:: “Theatro Musical Brazileiro”: a releitura do premiadíssimo espetáculo de Luiz Antonio Martinez Correa também segue pelo CCBB até o início do ano que vem. Vale lembrar que o espetáculo marcou o início de toda uma produção de musicais na década de 80. Este relembra justamente a era de ouro dos musicais, entre 1860 e 1945. A supervisão é da Bibi Ferreira e a direção é de Fábio Pillar.

Música

:: A delicinha de evento que é o “Pode apostar!” termina já na semana que vem, com um show da excêntrica Silvia Machete que pro-me-te (ops, rimou). Reza a lenda que ela até vai tocar aquela versão in-crí-vel de “Sweet child o’mine” (sim, essa mesma), que você ouve aqui, no MySpace da moça. Ela sobe ao palco duas vezes no dia 17, às 12h30 e às 18h30. Não dá pra perder. Eu não pretendo. Não esquece que o evento rola em São Paulo e Brasília também.

:: Se você faz o estilo clássico, sugiro a série “Villa-Lobos: Serestas, Choros e Crianças – 50 anos de saudade”, que começa no próximo dia 24. Morto em 1959, o compositor brasileiro é homenageado em quatro concertos que vão do violão ao choro passando pela apresentação de crianças e jovens e a ponte entre o popular e o erudito. Todos com elenco de peso. Pra ver quem toca o quê e quando, clica aqui.

Cinema

:: Woody Allen continua reinando no CCBB até o final do mês. Eu já disse que “A elegância de Woody Allen” é a maior mostra em homenagem ao diretor já feita no mundo, né? E disse também que ela vai exibir to-dos os filmes dirigidos, roteirizados ou mesmo atuados por ele? E que os filmes são (e serão) exibidos em película? Disse, né? Então confere a programação aqui, as sinopses aqui e monta sua agenda.

:: Outro que merece respeito e vai ganhar uma retrospectiva é o diretor Pedro Almodóvar. Todo o drama, o calor, o exagero, o suingue, a obsessão e as maluquices do espanhol vão estar lá, na mostra “Planeta Almodóvar” a partir do dia 24 de novembro – e com entrada franca. A programação completa vai ser divulgada em breve, mas já dá pra imaginar que a coisa vai ser boa.

:: O francês Jean Vigo morreu cedo, aos 29, fez poucos filmes e mesmo assim merece ser lembrado. Em “A propósito de Jean Vigo”, os quatro filmes dirigidos por ele serão exibidos no CCBB. Vale lembrar que os filmes foram produzidos na década de 30 e, portanto, não são nada fáceis de se achar por aí. Olha a oportunidade batendo à porta. A mostra começou no dia 10 e vai até o dia 15. Corre.

Exposições

:: Os muitos trabalhos inspirados nas sombras de Regina Silveira continuam em exposição até o dia 3 de janeiro. Mas se você ainda não viu nem a mostra “Argentina hoy”, com o melhor da produção artística contemporânea dos nossos hermanos ou a bela retrospectiva das esculturas de Abelardo da Hora, sugiro não perder mais tempo: a primeira vai até o dia 22 e a segunda se encerra no dia 29.

*****

A programação do CCBB é extensa, dinâmica e sempre aparecem coisas bacanas que valem a visita ao centro. Pra ficar por dentro, acesse o novo site, agora com endereço fácil de guardar: http://www.bb.com.br/cultura. Vale pro Rio, São Paulo e Brasília.

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Sombra

linhadesombra

Acepções | substantivo feminino 1    obscuridade produzida pela interceptação dos raios luminosos por um corpo opaco 2    espaço menos iluminado, onde não bate luz direta; escuro, obscuridade 2.1    local onde não bate sol  3  ausência de luz; escuridão 3.1    ausência da luz solar; noite, escuridão 3.2    Derivação: por metáfora.  ausência de conhecimentos, cultura, instrução, liberdade, justiça; obscurantismo, ignorância, despotismo 4    Rubrica: artes plásticas. parte mais escura de um desenho, gravura ou pintura, que reproduz os efeitos da ausência de luz na natureza e que dá relevo ao que está representado 4.1    Derivação: por metonímia. Rubrica: artes plásticas. tinta, ger. marrom muito escuro, com que se pintam as sombras  5    Derivação: por metonímia. produto de maquiagem us. para escurecer ou colorir certas partes do rosto, esp. na área dos olhos, ou acentuar certos traços, na maquiagem teatral 6    Derivação: sentido figurado. qualquer coisa que indique, mesmo remotamente, a existência ou possibilidade de (algo); indício, traço, sinal 7    Derivação: sentido figurado. algo existente em pequena quantidade; traço, início, rudimento 8    parte escurecida de (algo); mancha, nódoa 9    Derivação: sentido figurado. algo que obscurece ou mancha a biografia ou a reputação de alguém; mácula, nódoa, senão 10    forma escura produzida na superfície de um objeto pela interposição de outro objeto entre aquele e uma fonte de luz 11    Derivação: por analogia. ser, humano ou animal, que costuma ir atrás de alguém, acompanhá-lo aonde quer que vá  12    Derivação: sentido figurado. coisa que parece impalpável, imaterial; vulto 12.1    espírito desencarnado; alma, fantasma 13    Derivação: sentido figurado. Diacronismo: antigo. expressão fisionômica; aspecto, semblante, ar 14    pessoa ou coisa que perdeu seu antigo brilho, importância, poder etc. 15    Derivação: por metáfora. o que entristece, preocupa, amedronta 16    Derivação: por metáfora. Regionalismo: Portugal. Uso: informal.  casa de detenção; prisão, xadrez 17    Rubrica: radiologia. imagem resultante da interrupção de passagem de radiação, como ocorre em radiografia de formação radiopaca.

UFA.

Em todos esses dias passeando pelo CCBB, cumprindo meu papel de embaixadora dos 20 anos de lá, não vi uma pessoa sequer entrar no hall principal do prédio e não se assustar com a escuridão em que ele está. Observar a reação das pessoas diante da penumbra chega a ser um exercício divertido. Todo mundo que entra no centro cultural para, estranha o breu naquele espaço sempre tão bem iluminado e, quando finalmente olha pra cima, dá de cara com as pegadas de “Irruption”, projeção da exposição “Linha de sombra”, da artista plástica Regina Silveira.

Pintora, gravadora e professora, a gaúcha se utiliza das muitas definições do substantivo feminino “sombra” (entendeu a presença daquele bloco retirado do Houaiss ali em cima?) para compor instalações, pinturas, adesivos, ilustrações que ganham força quando ocupam paredes inteiras. Chamam atenção as ilustrações cujas sombras distorcidas vêm de outras figuras, como é o caso de “O paradoxo do santo”, em que a imagem de madeira quase infantil do apóstolo São Tiago a cavalo ganha a sombra de uma estátua beligerante do nosso Duque de Caxias.

O mais bacana de estar ali é ver as várias aplicações pro vasto conceito de sombra que Regina consegue obter. Na enorme exposição que ocupa o térreo, o primeiro e o segundo andar, você percebe que a sombra pode ser muito mais do que um jogo de luz e se diverte com as conclusões que ela tirou depois de tantos estudos.

Acepções
? substantivo feminino
1 obscuridade produzida pela interceptação dos raios luminosos por um corpo opaco
Ex.: este lado da casa estava imerso na s.
2 espaço menos iluminado, onde não bate luz direta; escuro, obscuridade
Ex.: a planta morreu porque não se dá bem na s.
2.1 local onde não bate sol
Ex.: <o lado da s. do campo de futebol, da arquibancada, da rua etc.> <ir pela s.>
3 ausência de luz; escuridão
Ex.: animal que vive eternamente na s., no fundo das cavernas
3.1 ausência da luz solar; noite, escuridão
Ex.: as regiões polares passam seis meses na s.
3.2 Derivação: por metáfora.
ausência de conhecimentos, cultura, instrução, liberdade, justiça; obscurantismo, ignorância, despotismo
4 Rubrica: artes plásticas.
parte mais escura de um desenho, gravura ou pintura, que reproduz os efeitos da ausência de luz na natureza e que dá relevo ao que está representado
Ex.: El Greco sabia explorar bem os efeitos de luz e s.
4.1 Derivação: por metonímia. Rubrica: artes plásticas.
tinta, ger. marrom muito escuro, com que se pintam as sombras
Ex.: dê-me um pouco de s.
5 Derivação: por metonímia.
produto de maquiagem us. para escurecer ou colorir certas partes do rosto, esp. na área dos olhos, ou acentuar certos traços, na maquiagem teatral
Ex.: <lápis de s.> <passou s. lilás nas pálpebras>
6 Derivação: sentido figurado.
qualquer coisa que indique, mesmo remotamente, a existência ou possibilidade de (algo); indício, traço, sinal
Ex.: <sem s. de dúvida> <não há nem s. de reconciliação>
7 Derivação: sentido figurado.
algo existente em pequena quantidade; traço, início, rudimento
Ex.: sentiu uma s. de ciúme
8 parte escurecida de (algo); mancha, nódoa
Ex.: limpou o borrão na página, mas ficou uma s. no lugar
9 Derivação: sentido figurado.
algo que obscurece ou mancha a biografia ou a reputação de alguém; mácula, nódoa, senão
Ex.: não se descobriu nenhuma s. no seu passado
10 forma escura produzida na superfície de um objeto pela interposição de outro objeto entre aquele e uma fonte de luz
Ex.: <fazia sombras com as mãos na parede para divertir as crianças> <ao pôr do sol, sua s. se projetava comprida na estrada>
11 Derivação: por analogia.
ser, humano ou animal, que costuma ir atrás de alguém, acompanhá-lo aonde quer que vá
Ex.: o irmão menor é a sua s.
12 Derivação: sentido figurado.
coisa que parece impalpável, imaterial; vulto
Ex.: viu duas s. passarem na penumbra do corredor
12.1 espírito desencarnado; alma, fantasma
Ex.: os antigos gregos acreditavam que as s. dos mortos iam para um reino subterrâneo
13 Derivação: sentido figurado. Diacronismo: antigo.
expressão fisionômica; aspecto, semblante, ar
Ex.: a agradável s. do anfitrião deixava todos à vontade
14 pessoa ou coisa que perdeu seu antigo brilho, importância, poder etc.
Ex.: o temível ditador não passa, hoje, de uma s.
15 Derivação: por metáfora.
o que entristece, preocupa, amedronta
16 Derivação: por metáfora. Regionalismo: Portugal. Uso: informal.
casa de detenção; prisão, xadrez
17 Rubrica: radiologia.
imagem resultante da interrupção de passagem de radiação, como ocorre em radiografia de formação radiopaca
sombras
? substantivo feminino plural
18 ausência total de luz; escuridão, trevas
Ex.: as s. da noite

Locuções
s. e água fresca
situação muito cômoda e confortável, em que não há dificuldades ou trabalhos duros
Ex.: s. e água fresca é o que todos querem
à s. de
1 abrigado do sol por (algo que faz sombra)
Ex.: descansar à s. de uma árvore
2 Derivação: sentido figurado.
protegido, ajudado por (alguém)
Ex.: viver à s. de um protetor
fazer s. a
Derivação: sentido figurado.
1 empanar, ofuscar o brilho, a glória de (algo ou alguém)
2 tentar prejudicar (alguém) em algum assunto
na s.
Derivação: sentido figurado.
1 de maneira oculta; às escondidas
2 sem aparecer, sem se identificar, anonimamente; na surdina
nem por s.
de maneira alguma, de modo nenhum
Ex.: não podia desconfiar nem por s. de que estava sendo observado
pouca s.
Derivação: sentido figurado. Regionalismo: Brasil. Uso: informal.
pessoa de estatura muito baixa
à s. de
1 abrigado do sol por (algo que faz sombra)
Ex.: descansar à s. de uma árvore
2 Derivação: sentido figurado.
protegido, ajudado por (alguém)
Ex.: viver à s. de um protetor
fazer s. a
Derivação: sentido figurado.
1 empanar, ofuscar o brilho, a glória de (algo ou alguém)
2 tentar prejudicar (alguém) em algum assunto
na s.
Derivação: sentido figurado.
1 de maneira oculta; às escondidas
2 sem aparecer, sem se identificar, anonimamente; na surdina
nem por s.
de maneira alguma, de modo nenhum
Ex.: não podia desconfiar nem por s. de que estava sendo observado
pouca s.
Derivação: sentido figurado. Regionalismo: Brasil. Uso: informal.
pessoa de estatura muito baixa
fazer s. a
Derivação: sentido figurado.
1 empanar, ofuscar o brilho, a glória de (algo ou alguém)
2 tentar prejudicar (alguém) em algum assunto
na s.
Derivação: sentido figurado.
1 de maneira oculta; às escondidas
2 sem aparecer, sem se identificar, anonimamente; na surdina
nem por s.
de maneira alguma, de modo nenhum
Ex.: não podia desconfiar nem por s. de que estava sendo observado
pouca s.
Derivação: sentido figurado. Regionalismo: Brasil. Uso: informal.
pessoa de estatura muito baixa
na s.
Derivação: sentido figurado.
1 de maneira oculta; às escondidas
2 sem aparecer, sem se identificar, anonimamente; na surdina
nem por s.
de maneira alguma, de modo nenhum
Ex.: não podia desconfiar nem por s. de que estava sendo observado
pouca s.
Derivação: sentido figurado. Regionalismo: Brasil. Uso: informal.
pessoa de estatura muito baixa
nem por s.
de maneira alguma, de modo nenhum
Ex.: não podia desconfiar nem por s. de que estava sendo observado
pouca s.
Derivação: sentido figurado. Regionalismo: Brasil. Uso: informal.
pessoa de estatura muito baixa
pouca s.
Derivação: sentido figurado. Regionalismo: Brasil. Uso: informal.
pessoa de estatura muito baixa

Etimologia
orig.contrv.; prov. ligado ao lat. úmbra,ae ‘sombra produzida por um corpo interposto entre a luz e a terra; sombreado, lugar à sombra, objeto que dá sombra’, donde ‘asilo, proteção’; ‘sombra, p.opos. ao corpo que a produz’, donde ‘imagem sem consistência, aparência’; Corominas comenta que o -s-, agregado somente em português e espanhol, seria resultado do influxo de sol e seus derivados, por sol e sombra, solano ‘ensolarado’ e sombrio ‘sombroso’ serem conceitos relativos, opostos e constantemente acoplados; Nascentes anota que o arc. soombra sugere um lat.vulg. *sulumbra (sub illa umbra ‘sob esta sombra’), f. tb. sugerida por AGC; ver umbr(i/o)-; f.hist. sXIV sonbra, sXIV ssoonbra, sXV sombra

Sinônimos
como s.f.: ver sinonímia de abajur, fantasma, imperfeição e mistério; como s.f.pl.: ver sinonímia de claridade

Antônimos
como s.f.: brilho, clarão, luz; ver tb. sinonímia de perfeição; como s.f.pl.: ver sinonímia de claridade

Homônimos
sombra(fl.sombrar)

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Adoro caderninhos!

Em fevereiro fiz um post falando sobre várias marcas de caderninhos similares ao Moleskine e voltei a essa fase de “louca do caderninho” – da qual nunca larguei, não vivo sem os meus na bolsa – graças a três (gratas) surpresas.

A primeira foi o lookbook da coleção de verão da Farm, projetinho super bacana da marca carioca que estava rolando há vários meses. Fui convidada para colaborar com aquele pequeno guia para cariocas perdidos em São Paulo e aceitei com muita honra, afinal, estava do lado de meninas bacaníssimas como a Fê Resende, do Oficina de Estilo. Teeeempos depois, finalmente o lookbook ficou pronto e o meu chegou aqui em casa essa semana.

farmlook

Baita orgulho ter participado. O caderninho tem o cheiro característico das roupas da Farm, a capa vem forrada de tecido com uma das cobiçadas estampas da loja e com a florzinha símbolo da marca em metal dourado. O marcador de página é uma fitinha como as do Senhor do Bonfim e o conteúdo, ah, o conteúdo. Várias dicas de moda, de beleza, de viagem  (o/), dicas para viver a vida mais leve. Uma delícia. No final, páginas em branco para cada uma das meninas que recebeu o mimo contar a sua própria história. Se você recebeu o seu, dá lá uma olhada na página de agradecimentos e acha meu nome! :)

A segunda surpresa foi uma caixa que o pessoal da Cícero Papelaria mandou entregar aqui. Dentro dela, que pesava horrores, 23 modelos diferentes da linha de cadernos e blocos. Tinha com pauta, sem pauta, quadriculado, bloco, cadernão, caderninho, brochura, espiral, capa mole, capa dura. Tinha de tudo, de tudo quanto é cor. Papo de ficar boquiaberta com tamanha gentileza. Como eu disse meses atrás, conheci a Cícero logo que eles chegaram ao mercado e acompanhei a evolução da linha, principalmente na qualidade do acabamento dos caderninhos.

cicerocadernos

A terceira surpresa relacionada aos cadernos fica pra depois. Só digo logo pra vocês prepararem suas câmeras e colocarem a criatividade em prática, porque o tal caderninho veio anunciar uma promoção muito bacana para os leitores do Go to Heaven. Segura que já já tem novidade.

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