17 de abril de 2013 às 10h39
Séries que eu amo (e que ninguém mais vê)
Eu sou daquelas que curte muito debater as coisas que gosta. Seja restaurante, série, filme, livro, música, joguinho de celular, o diabo a quatro, como vocês devem ter percebido por esse espaço. E também sou daquelas que quando se empolga com alguma coisa, vai fazer propaganda gratuita pra todo mundo que estiver a minha volta, como vocês devem ter percebido por esse espaço (sim, não ganho nem um tostão e muito menos jabá, que fique claro). Então imagina meu desalento ao perceber que basicamente só eu assisto a algumas séries e que nunca tenho ninguém pra conversar sobre elas. Pensando no meu desamparo, resolvi fazer um post pra falar de três séries bobas que ninguém viu, na esperança de que alguém passe a assisti-las, me faça companhia e me tire desse bloco do eu-sozinho. Ou, se alguém aí também curte, faz o favor de sair do armário, sim?
“Episodes”
Sim, é tudo muito metalinguístico. Depois de “Friends”, Matt LeBlanc estrelou um spin-off do seu bom e velho Joey Tribbiani e agora ele está em “Episodes”, vivendo ninguém menos que ele mesmo. Isto posto, dá-lhe referência ao personagem que o consagrou na TV. Matt vive Matt, que tenta arrumar um trabalho decente depois de todo o estigma que uma das sitcoms mais bem sucedidas de todos os tempos lhe pregou nas costas. Pra isso, ele passa a estrelar a versão americana de uma famosa série inglesa que fica uma bosta quando ganha aquela maquiagem enlatada. A tirar por certos trejeitos que ele emprestou ao seu único personagem digno de nota, Matt LeBlanc não tem nada de lesado como o Joey. Pelo contrário, é espertinho e sacana na medida certa. Sem maiores pretensões, o texto da série é bem bom e a trama diverte. A segunda temporada já acabou e a série ainda não estreou por aqui (absurdo!), mas Matt LeBlanc tá incrível grisalho e finalmente ganhou um Globo de Ouro por ser quem ele é.
“Bunheads”
Assim como “Episodes”, uma série de midseason. Assim como “Episodes”, uma série que nenhum canal brasileiro se dignou a comprar. Assim como “Episodes”, uma série com gente tarimbada (nesse caso, pela criadora de “Gilmore girls”). Assim como “Episodes”, ninguém viu. O que é uma pena, pô. A série fala sobre uma dançarina maluquete que depois de se casar com um admirador numas de tentar dar um jeito na vida acaba tendo que lidar com a sogra, uma professora de ballet vivida por Kelly Bishop, a mãe da Lorelai. Os diálogos rápidos estão lá, as referências pop também, tem cenas lindas de danças, é bobinha, mas diverte.
“Lilyhammer”
Acabei de voltar da Cidade do México, pra onde fui a trabalho pra conferir a première mundial de “Hemlock Grove”, a série do Eli Roth (bearjew!!!) pra Netflix (a entrevista tá aqui, aliás). E todo mundo que fala sobre a série se refere a ela como a segunda produção original do serviço de VOD, depois do sucesso de “House of Cards”. O problema é que ela não é a segunda e sim a terceira produção da Netflix. A primeira foi “Lilyhammer”, estrelada pelo amado Steven Van Zandt. Ele mesmo, o guitarrista do tio Bruce Springsteen e o eterno Silvio Dante de “Sopranos”. A série é praticamente um spin-off de “Sopranos”, aliás, como o próprio David Chase me falou em entrevista. Little Steven vive um mafioso que busca socorro no programa de proteção à testemunha e, em vez de escolher migrar pra uma praia paradisíaca do Caribe, vai parar numa cidade nos cafundós da Noruega porque “viu nos jogos de inverno e achou bonitinho”. O problema é que aquilo lá é o fim do mundo, a coisa mais perfeitinha e organizada, e é claro que ele vai botar tudo de pernas pro ar.
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27 anos. Bailarina frustrada, atriz de araque, cantora de chuveiro e jornalista por formação. 




