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Séries que eu amo (e que ninguém mais vê)

Eu sou daquelas que curte muito debater as coisas que gosta. Seja restaurante, série, filme, livro, música, joguinho de celular, o diabo a quatro, como vocês devem ter percebido por esse espaço. E também sou daquelas que quando se empolga com alguma coisa, vai fazer propaganda gratuita pra todo mundo que estiver a minha volta, como vocês devem ter percebido por esse espaço (sim, não ganho nem um tostão e muito menos jabá, que fique claro). Então imagina meu desalento ao perceber que basicamente só eu assisto a algumas séries e que nunca tenho ninguém pra conversar sobre elas. Pensando no meu desamparo, resolvi fazer um post pra falar de três séries bobas que ninguém viu, na esperança de que alguém passe a assisti-las, me faça companhia e me tire desse bloco do eu-sozinho. Ou, se alguém aí também curte, faz o favor de sair do armário, sim?

“Episodes”

Sim, é tudo muito metalinguístico. Depois de “Friends”, Matt LeBlanc estrelou um spin-off do seu bom e velho Joey Tribbiani e agora ele está em “Episodes”, vivendo ninguém menos que ele mesmo. Isto posto, dá-lhe referência ao personagem que o consagrou na TV. Matt vive Matt, que tenta arrumar um trabalho decente depois de todo o estigma que uma das sitcoms mais bem sucedidas de todos os tempos lhe pregou nas costas. Pra isso, ele passa a estrelar a versão americana de uma famosa série inglesa que fica uma bosta quando ganha aquela maquiagem enlatada. A tirar por certos trejeitos que ele emprestou ao seu único personagem digno de nota, Matt LeBlanc não tem nada de lesado como o Joey. Pelo contrário, é espertinho e sacana na medida certa. Sem maiores pretensões, o texto da série é bem bom e a trama diverte. A segunda temporada já acabou e a série ainda não estreou por aqui (absurdo!), mas Matt LeBlanc tá incrível grisalho e finalmente ganhou um Globo de Ouro por ser quem ele é.

“Bunheads”

Assim como “Episodes”, uma série de midseason. Assim como “Episodes”, uma série que nenhum canal brasileiro se dignou a comprar. Assim como “Episodes”, uma série com gente tarimbada (nesse caso, pela criadora de “Gilmore girls”). Assim como “Episodes”, ninguém viu. O que é uma pena, pô. A série fala sobre uma dançarina maluquete que depois de se casar com um admirador numas de tentar dar um jeito na vida acaba tendo que lidar com a sogra, uma professora de ballet vivida por Kelly Bishop, a mãe da Lorelai. Os diálogos rápidos estão lá, as referências pop também, tem cenas lindas de danças, é bobinha, mas diverte.

“Lilyhammer”

Acabei de voltar da Cidade do México, pra onde fui a trabalho pra conferir a première mundial de “Hemlock Grove”, a série do Eli Roth (bearjew!!!) pra Netflix (a entrevista tá aqui, aliás). E todo mundo que fala sobre a série se refere a ela como a segunda produção original do serviço de VOD, depois do sucesso de “House of Cards”. O problema é que ela não é a segunda e sim a terceira produção da Netflix. A primeira foi “Lilyhammer”, estrelada pelo amado Steven Van Zandt. Ele mesmo, o guitarrista do tio Bruce Springsteen e o eterno Silvio Dante de “Sopranos”. A série é praticamente um spin-off de “Sopranos”, aliás, como o próprio David Chase me falou em entrevista. Little Steven vive um mafioso que busca socorro no programa de proteção à testemunha e, em vez de escolher migrar pra uma praia paradisíaca do Caribe, vai parar numa cidade nos cafundós da Noruega porque “viu nos jogos de inverno e achou bonitinho”. O problema é que aquilo lá é o fim do mundo, a coisa mais perfeitinha e organizada, e é claro que ele vai botar tudo de pernas pro ar.

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O funk carioca é lindo…

… ou “Rap da felicidade” x 3

Caetaneei bonito no título, mas minino, num é que flash mob ainda pode fazer sentido? Pra divulgar a Grande Batalha do Passinho (que rola entre 15 e 21 de abril, em 16 comunidades cariocas, dando o prêmio de R$ 10 mil pro vencedor), a produção organizou um eveinto na estação Siqueira Campos do Metrô Rio. O que poderia parecer ser um duo de músicos de rua, tocando em um espaço público, eram na na verdade os irmãos Santoro, introduzindo o que viria a seguir ao som do “Rap do Silva” e de um medley dos maiores clássicos noventistas do funk carioca, incluindo “Feira de Acari” e o “Rap da felicidade”. O que se segue é beatbox, uma galera dançando amarradona e outra galera parando pra olhar. O vídeo, dirigido pelo Rafael Dragaud, é muito maneiro.

Isso me lembrou na hora um vídeo ótimo que o Bruno postou outro dia, do clássico tiozinho sanfoneiro dos ônibus cariocas, tocando também o “Rap da felicidade” na entrada do metrô da Glória. É demais.

Aí que, no domingo passado, uma bandinha, que parecia ser formada pela incansável galera dos blocos de carnaval do Rio (se alguém souber quem tava nessa, é favor informar), parou na Praia do Flamengo e começou a tocar um pupurri com os mesmos clássicos  que projetaram o funk carioca pro mainstream há uns 20 anos. A imagem é ruim, o som tá uma porcaria por causa do vento e a bateria da câmera cortou o fim da filmagem, mas dá pra sentir o clima, que é o que vale. Durou a manhã inteira assim e eu fiquei dançando pela casa, feliz da vida.

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‘Edukators’, a peça, de volta ao Rio

edukators

Depois da tragédia de Santa Maria, o que mais se viu no Rio foi a correria desenfreada das autoridades pra enfim fiscalizar (um dos maiores problemas do Brasil, aliás) os espaços culturais, mas infelizmente isso levou ao fechamento também desenfreado de diversas casas, muitas delas, conforme se constatou depois, em plenas condições de operar. Outras precisavam de pequenos ajustes e outras de fato não tinham a menor condição de estarem funcionando, claro, mas nem todos os empresários prejudicados mereciam a punição.

Um dos espaços fechados pela prefeitura (não sei se justa ou injustamente, que fique claro) foi o Oi Futuro, centro cultural bacanudo da mega telefônica no Flamengo. Tinha acabado de assistir à estreia da versão teatral de “Edukators” e, quando vi (e ia indicar), não tinha mais. Eis que o espaço acabou de ser reaberto. Com isso, a peça voltou a ser encenada por lá. Você, querido transeunte carioca, já deve ter dado de cara com esculturas enormes de móveis empilhados, espalhadas pela cidade. Então, fazem parte da promoção do espetáculo.

Como o nome entrega, a peça é baseada no filme cult do alemão Hans Weingartner (aquele com o fofo do Daniel Brühl) e sua primeira encenação é essa versão brasileira, devidamente autorizada pelo autor, adaptada por Rafael Gomes, dirigida por João Fonseca e (muito bem) defendida por Natália Lage, Edmilson Barros, Pablo Sanábio e Fabrício Belsoff. O legal é que o espetáculo usa bem a arquitetura do local, se dividindo entre a cafeteria e o teatro propriamente dito.

A história é aquela que todo mundo conhece: três jovens autointitulados “Os Educadores” recorrem à desobediência civil pra avisar aos ricos concentradores de renda que “seus dias de fartura estão contados”. Até que dá ruim. E contar mais que isso é spoiler, vai que alguém não viu o filme?

SERVIÇO
Edukators
Até 31 de março
De quinta a domingo, às 20h
R$ 20

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Show do Café Tacvba hoje no Circo Voador

cafetacvba

Na segunda indiquei a mexicana Natália Lafourcade aqui já totalmente sem esperanças de conseguir assistir ao show dos conterrâneos do Café Tacuba (sim, com “u”, me deixa) hoje no Rio. É que eu estava com uma viagem marcada pra Florianópolis que acabou miando na última hora por diversos motivos (vários bons, um ruim). Mas como há males que vêm pra bem (oi, sou Pollyanna!), estarei mais tarde no Circo Voador dando aquela pinta, caprichando no portunhol e torcendo pra tocarem aquela versão matadora de “Perfídia” (uma das músicas que mais ouvi na vida graças ao senhor meu pai e a seu maldito tecladinho). Mesmo assim, em 20 anos de estrada os caras nunca tocaram no Rio e ter a oportunidade de ouvir qualquer coisa do “Cuatro caminos”, “Avalancha de éxitos” e “Si/No” (meu trio do coração) já tá valendo e muito. Segundo relatos, o show de São Paulo, na terça, foi incrível, como os vídeos da Carola Cifuentes e do Diego Maia comprovam. Se eu fosse você, não daria o mole de perder também não (o ingresso tá saindo por R$ 60, mais do que válido).

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Bar bom e barato: Botero

[Minha infâmia pra títulos de posts tá cada vez pior, socorro]

O Rio de Janeiro tá caro, caro pra chuchu e o pobre do carioca assalariado toma no c na cabeça. E aí que quando você descobre um estabelecimento bacana e que não te dá a sensação de ter que lavar pratos pra pagar a conta, a boa é compartilhar. Dei a sorte grande de achar dois bares novos que se encaixam perfeitamente nessa descrição – e que o senhor os conserve dessa maneira. Como eu não sei fazer post pequeno (é um defeito, eu sei), vou dividir a brincadeira barateira em dois posts, ok?

botero_bruschetta

O velho pão com ovo elevado a uma outra catiguria

Botero

Não vou mentir, não. Apesar de ser pertinho de casa, o Mercadinho São José, em Laranjeiras, sempre me gerou desconfiança. Não curtia porque chegava lá e encontrava um ambiente abafado, cerveja quente e batata frita murcha. E aí não rola. Até que me falaram do Botero e, em um dia mais fresquinho, resolvi dar mais uma chance ao local. Abriram vários novos bares por lá (inclusive um especializado em espetinhos, tipo o saudoso Companhia do Showrrasco) e o Botero é um deles.

O atendimento é super atencioso e os donos estão sempre por lá, indicando as melhores cervejas especiais pra harmonizar com o que quer que você escolha comer. Os petiscos são sensacionais: dos pastéis de costelinha e rabada (o que eles chamam de opções “egoístas”) aos petiscos comunitários. Nas duas visitas ao estabelecimento, comemos as bruschettas carbonara (de tomate concasse, grana padano, ovo de codorna frito e farelo de paio), que eu prometi pra mim mesma pedir toda vez que voltar. Também pedimos o Stracotto em cerveja preta com alho confit (carne bovina ao longo cozimento em cerveja preta com parmesão, alho confitado e pão, diliça) e as Chicken Wings (que, como manda o figurino, vêm com molho de gorgonzola e ainda rola uma farofinha de panko show de bola). Tudo na faixa dos 20 e poucos reais.

A casa serve também linguiças artesanais, filé mignon aperitivo, lasanha de jiló, além de ter todo um cardápio de sanduíches. Parece que uma costelinha dos deuses que eu provei dia desses tá pra entrar de vez pro cardápio. Pra beber, as supracitadas cervejas especiais, as tradicionais cervejas de garrafa ou uma carta de drinks com Absolut por coisa de R$ 16. Fechando a tampa, a conta vem acompanhada de brigadeiros deliciosos, um mimo só. Lindeza.

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Não paro de ouvir: Natalia Lafourcade

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Às vezes rolam aquelas músicas ou artistas em quem você esbarra por acaso, se apaixona e, como um amor de verão, deixa pra trás, porque a vida é assim, afinal de contas. Acontece com você? Pois comigo rola direto. E aí que dia desses eu resgatei um desses casinhos de férias, graças a um papo com o Silvio Essinger na firma. Ele contou que chegou CD novo da Natalia Lafourcade e *PLIM* a memória do meu relacionamento com a música da moça voltou com tudo.

Numa época em que meu acesso à internet ainda era telefônico e baixar um disco ainda era um suplício, conheci a cantora mexicana por causa de umas vinhetas que passavam na Sony (ou seria Warner? Ou Fox? Ai, num lembro). Ralei pra juntar as músicas do primeiro disco da moça, homônimo, e caí de amores pelo som. Além de “Elefantes” e “Busca un problema”, que fazem parte do disco, a bossinha ultra mulherzinha “Amar te duele”, composta pela moça pro filme homônimo, me conquistou de vez.

Uma espécie de Lily Allen latina pré-Lily Allen, Natalia também me lembra Shakira e Nelly Furtado pré-piriguetagem, nos velhos e bons tempos de “Pies descalzos” (da primeira) e “I’m like a bird” (da segunda). Natalia lançou no ano passado o ótimo “Mujer divina”, um tributo ao cantor e compositor bolerista-mexicano Agustín Lara. O disco é uma delicinha e tem participação especial de gente do Babasónicos, Café Tacuba, do Jorge Drexler, do Devendra Banhart e até do Gilberto Gil e Rodrigo Amarante.

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O Rio no Go To Heaven

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Parabéns aê, cidade onde nasci e onde cresço há pouco mais de dez anos. Pra comemorar esses 366, uma lista de posts que, de alguma forma, têm a ver com a cidade-sede deste humilde blog (adianto logo que a maioria é sobre restaurante porque eu sou uma esganada).

:: Lima Restobar

:: As fotos da folia ficaram ótimas

:: Quem é do Méier não bobéier

:: Efêmero Cuisine

:: Untappd ou uma lista de botecos de cervejas especiais

:: Mitsuo Japinha

:: Forneria Santa Filomena

:: Bolinhos de feijão

:: O verão do ceviche

:: Qvizuland

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O futuro da música n’O Globo

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Reza a lenda que aqueles que têm azar no jogo ganham a compensação no amor. Então, por associação, acho que aqueles com a vida pessoal toda zoada (não perguntem) acabam passando por uma fase boa no trabalho. Assino mais uma vez a capa do Segundo Caderno de hoje, sobre o streaming pago despontando como o futuro da música (clica aí pra ler) com a chegada de Rdio, Deezer e provavelmente o Spotify, com base no relatório anual da IFPI, divulgado ontem. Assim como na entrevista com o David Chase, convoquei meus amigos talentosos pra dividir a brincadeira comigo. Um dos poderosos chefões d’OEsquema, Alexandre Matias (ref: Trabalho Sujo, Galileu, Link) assina um artigo sobre o possível fim do download, enquanto o amado Tiago ElCerdo recebeu a missão de ilustrar. Completando o pacote, fiz uma lista de vídeos com as músicas mais vendidas digitalmente em 2012, de Carly Rae Jepsen a Michel Teló.

 

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Lima Restobar

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1) Degustação de ceviches; 2) Costelinha com hummus; 3) Salmon Salomon; 4) Pescado, camarón, mandioca

Obrigada ser-superior-que-eu-não-sei-quem-é pelo maravilhoso mundo das coincidências. Sabe aqueles domingos em que você resolve almoçar às três da tarde sem fazer ideia de onde ir e do que comer? Depois de um monte de sugestões jogadas aos céus, acabamos ignorando todas elas e parando no Lima Restobar, ali naquela meiúca Humaitá-Botafogo. Como? Passamos em frente, fomos com a cara, checamos o cardápio e entramos. Entramos pra descobrir que o dito cujo abriu as portas na última sexta, bem ali onde funcionou a “escargoteria” Alameda. Quer spoiler? Fomos muitíssimo felizes.

O Lima é um peruano moderninho – bem mais moderninho que o Intihuasi, único concorrente no estilo que ele tem no Rio, aliás. Com cara de restaurante contemporâneo, a casa traz um cardápio maior, mais variado e mais inventivo. Fomos em cinco (quatro adultos e uma criança) e todo mundo deu garfada na comida de todo mundo porque assim que é bom. E, tendo provado uma baita variedade de sabores, atesto: não teve nada que me fizesse pensar “hmmm, é ok”. Não. Tava tudo delicioso. E eu só vou precisar descrever os pratos pra me fazer entender.

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Camarones en su Rio

As Butifarras Criollas (pão de batata crocante recheado com carne de costelinha na brasa puxada no cominho) ‘tavam uma coisa. Os Camarones en su Rio (camarões empanados com quinua com molho de coentro servidos com pasta de feijão preto apimentado) eram deliciosos. A degustação de ceviches (tradicional; Atum Criollo, com maracujá, molho de ostra, pepino e crocante de gengibre; e Chalaca, com peixe, camarões, polvo, lulas empanadas e mandioca) me emocionou. Isso porque só falei das entradas.

Não peguei os nomes dos pratos principais (foi mal!), mas a costelinha de porco servida com molho agridoce, hummus e uma prima deliciosa da batata palha foi a campeã do dia. Mas, ó, foi seguida de perto pelo meu Salmon Salomon (ê, lembrei!), um salmão recheado com purê de quinua com shitake, acompanhado de saladinha de folhas e camarões agridoces. Também dei uma beliscada no Pescado, Camarón, Madioca, um peixe grelhado com camarões e pimenta ao molho de açafrão, croquetes de mandioca recheados com gruyère e saladinha crioula que nossa mãe do céu.

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Olha o petit gateau aí, gente

 

De sobremesa, fiquei com o petit gateau de frutas vermelhas com creme de chocolate, cacau em pó e sorvete de creme. Parece óbvio? Pacas, mas o sabor não tinha nada de batido. Que coisa gostosa, santo pai. Bebi Coca-Cola porque tinha que trabalhar depois (sim, no domingo, quem mandou ser jornalista?), mas os drinks à base de pisco (claro!) que os amigos pediram estavam com uma cara ótima.

O atendimento foi simpático e bem menos enrolado do que se espera em um restaurante que acabou de abrir. Um dos pedidos veio errado e a casa trocou sem objeção. Quando eu pedi pra aumentar a temperatura do ar condicionado, me atenderam sem cara feia. Isso é tão raro nestas terras de Deus (quando o assunto é comida eu viro católica, não reparem) que chega a escorrer uma lagriminha quando eu sou bem tratada.

Quanto aos preços? O Lima não é dos mais baratos, um casal gasta em média pouco mais de R$ 200 (se bem que onde a gente gasta menos que isso no Rio de hoje?), mas vale cada centavo empregado na função.  Amém.

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Entrevista com David Chase, criador de ‘Sopranos’

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“Livia, you are nicer Livia than my Livia”: nasci pra pagar de boboca, mas sou uma boboca feliz

Se eu disser pra vocês que entrei na faculdade de jornalismo pra mudar o mundo, vou estar mentindo descaradamente. Nunca achei que tivesse a capacidade e muito menos tive a pretensão. Sou sincera: entrei nessa pra conhecer e conversar com gente legal, que eu admirasse. E dei sorte, porque na minha curta carreira eu conheci e conversei com uma penca de gente legal, que eu admiro horrores.

Uma delas foi o David Chase, criador de “Sopranos”. David Chase veio ao Brasil para participar do Rio Content Market e me deu uma entrevista (valeu, André!) de quase uma hora e me fez perceber que, sim, esse fulano é um gênio. Dá pra ler a entrevista que saiu na capa do Segundo Caderno de hoje todinha aqui. Nela, David é sincero. David admite suas falhas. David meio que confirma o fim da série (é tipo a nova roupa do Rei, só os fortes entenderão). David contou que pensa em continuar com a história de Tony Soprano e companhia. David falou sobre seu projeto minissérie de época.

E, pra me acompanhar nessa empreitada, a miss “Legendado” Claudia Croitor. Ex-editora do eterno “Séries ETC” da Globo.com, onde foi minha chefe, Claudia escreveu um artigo porreta que situa bem a importância de “Sopranos” e de David Chase na história da tevê. Você lê aqui.

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Sobras de estúdio: três perguntas que ficaram de fora da edição final por motivos de espaço.

A música foi um elemento muito importante em “Família Soprano” e norteou seu filme. O senhor se baseia em certas canções na hora de escrever?
Às vezes. Não o tempo todo, mas às vezes. “Not fade away” é o título uma canção americana e tem outra faixa, “Time is on my side”, que é muito importante para o filme. Ela me deu a ideia original.
 
Existe um site chamado “Master of The Sopranos” em que o autor cria uma longa tese, quase acadêmica para explicar o fim da série, sempre usando conexões com episódios de temporadas anteriores e até movimentos de câmera para embasar a teoria. O senhor imaginava este tipo de reação?
 
Nunca! Quer dizer, sabia que seria uma grande questão porque a série ficou enorme, mas não imaginava que isso aconteceria. Acho que comecei a ler esse texto, mas não terminei. Voltei a ficar interessado por ele agora, inclusive. É muito lisonjeiro saber que alguém passou tanto tempo tentando descobrir o que aconteceu no fim da série para depois escrever sobre isso com tanto interesse. Acredito que eu possa aprender algo com isso. Ver tanta gente interessada faz com que eu me sinta muito bem.
Qual a teoria mais estapafúrdia que o senhor ouviu sobre “Família Soprano”?
Meu Deus, foram tantas. Acho que é a teoria de que todos os personagens representariam santos católicos, algo do tipo.

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Se continuar nesse ritmo, daqui a pouco dá pra dizer que tô virando setorista de mafia. Dá uma olhada no que eu já fiz sobre o assunto:

:: Entrevista com Steven Van Zandt, o Silvio de “Sopranos”, que voltou a viver um gângster em “Lillyhammer”

:: Por onde andam os atores de “Sopranos”

:: Os 40 anos de “Poderoso chefão”

 

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