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Sobre o Weezer Cruise II

Pois é, teve Weezer Cruise de novo e lá fui eu mais uma vez singrar os mares neste aprazível festival. Desta vez, o percurso foi da gélida (e boring) Jacksonville, na Flórida, com duas paradas nas Bahamas: Freeport e Nassau, onde o Weezer fez um show em plena praia com abertura da Cat Power. Como emendei a viagem com uns diazinhos em San Francisco e Los Angeles, dessa vez não vai rolar diário (até porque o roteiro foi bem parecido com o da primeira edição, cujo relato detalhado você encontra aqui), mas seguem alguns pontos dignos de nota.

:: Tudo nesse cruzeiro foi ligeiramente pior que no outro: Jacksonville, a cidade de saída, é fria, distante, ruim de chegar e não tem nada pra se fazer (tirando as microcervejarias espalhadas por ali, isso eu concedo), o porto de lá é precário, o navio era menor, a nevasca nos EUA provocou um atraso na partida que ferrou o passeio na primeira parada, em Freeport, e até o line-up (divulgado muito tempo depois do anúncio do cruzeiro) foi mais caído.

(Até a foto com a banda foi mais mal produzida, impressionante)

:: Mas… ter menos bandas que eu queria ver me possibilitou curtir mais o evento em si e trouxe boas surpresas: Scott & Rivers, o projeto paralelo do vocalista do Weezer com outro carinha tão tarado por cultura japonesa quanto ele (não confundir com o baixista do =w=, homônimo) é divertidíssimo. Canções extremamente pop com letras em japonês? Sim.

:: The Relationship, a banda do guitarrista Brian “Cabelo Ótimo” Bell é bem legal também. O rapaz se mostrou um ótimo vocalista e frontman (comprovado depois por ele assumindo os vocais de “Dope nose”).

:: Clima família: todos os músicos carregaram a família a tiracolo, o que resultou na fofurice sem fim de Mia Cuomo, mini-japa filha do Rivers, de 7 anos, assumindo o teclado em “Perfect situation” toooooooda bonitinha. Outro momento fofo foi o filho do Scott Schriner e o irmão, ambos etíopes, adotados por famílias diferentes que se reencontraram no cruzeiro, brincando comigo na praia porque eu me comporto com uma tia boboca que acha que tem a idade deles (eles me deram entre 15 e 18 anos, by the way, minha dermatologista agradece o elogio por tabela).

:: E meses depois de ver o Travis ao vivo, vem o Ash, o ASH, a mais californiana de todas as bandas britânicas, me fazer feliz. Tocaram hits num primeiro show e a íntegra do “1977″ nos outros dois. Só preferia que fosse o “Free all angels”, mas essa é a Liv de 15 anos falando.

:: Ozma Cruise: até o primeiro cruzeiro do Weezer, há dois anos, eu nunca tinha dado a mínima pelota pro Ozma, até pegar o último show deles no navio, que fechou a programação daquele ano. Passei os últimos dois anos descobrindo os caras e fiquei deveras feliz quando vi que eles voltariam a embarcar com o Weezer (única atração repetida, aliás, além da banda-mãe do cruzeiro). Compensei vendo as três apresentações dos caras e, GENTE, eles são demais.

:: Cruzeiro do Weezer te proporciona momentos únicos, como quando o Arnaldo e o J Mascis, o Gandalf do Dinosaur Jr., quase se atropelaram na porta do restaurante, um querendo entrar e outro tentando sair com suas bandejas de café da manhã, em 2012. Dessa vez, descobri que estava frequentando a mesma hot tub que o co-criador do Rotten Tomatoes, Patrick Lee, e que o sujeito maluquete apelidado de Jesus, que passou o cruzeiro inteiro com indumentárias mais exóticas que as do Márvio, entrou no ofurô e soltou um “obrigado” e um “eu sou o máximo” em português, venceu o “Amazing race”. Weird.

:: Aliás, Tá procurando nome pra sua banda? Jesus Drew It. Toma. De nada.

:: Mas a melhor história da hot tub com vista privilegiada pro Atlântico foi outra. Estávamos cozinhando com nossos amiguinhos brasileiros quando chega um grupo de três orientais: um sujeito da Califórnia (o tal carinha do Rotten Tomatoes), uma menina de Hong Kong, e outra guria do Japão. Papo vai, papo vem, a japonesa pergunta: “vocês são do Brasil, né? Vocês conhecem uma banda chamada Wonkavision? Adoro essa b…”. Corta. Gritaria. Surto coletivo. Geral pirando. É que um dos brasileiros do grupo era o querido Will Prestes, vocalista do… Wonkavision. Quais as chances?

:: Isso porque o Will tinha ficado genuinamente contente quando eu disse que adorava o saudoso Wonkavision. MAGINA?

:: Aliás II: A japa fã de Wonka, Maiko Morita, é baixista de uma banda muito legal, a Ruby Room Orchestra.

:: Pela primeira vez em muito tempo, perdi o Gigantes da Lira, um dos meus blocos preferidos do Rio, que desfila durante o pré-carnaval. A dor de corno foi aplacada (com honras) pelas indumentárias caprichadas durante as noites temáticas do navio. Destaque pra noite do metal (Rivers estava vestido de Ace Frehley) e dos super-heróis.

Ciclope!

 :: Adam Devine, da série “Workaholics”, é o cara mais divertido do mundo.

:: Coisas que não combinam: Cat Power e um show numa ilha paradisíaca nas Bahamas. Ainda mais pelo outfit da moçoila, toda de preto, de bota e jaqueta, enquanto geral curtia as águas cristalinas e o sol delícia. Mas olha, o show foi bom. Apesar de esquisito. Como era de se esperar, por sinal.

:: Lembra de tudo o que eu reclamei lá em cima, no primeiro tópico? Corta pra mim no último dia do cruzeiro, às 4h da madrugada (e eu tinha que acordar às 6h pra me apresentar na imigração), agarrada numa pilastra gritando “nããão, não quero ir dormir porque senão vai acabaaaaaar!”.

:: No fundo eu tô torcendo pra que não tenha uma terceira edição desse cruzeiro, senão eu vou me sentir obrigada a ir e GENTE O MUNDO É GRANDE TENHO MUITO LUGAR PRA CONHECER CHEGA PLMDDS (guardem isso pra me jogar na cara daqui a uns anos).

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Entrevista com o Wardell

Depois de viciar completamente no EPzinho do Wardell, consegui entrevistar Theo e Sasha Spielberg, os filhos do homem por trás da simpática bandinha de Los Angeles.
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Pra ler a íntegra você clicaqui. Aí embaixo, uma última perguntinha que não coube no texto final:
THEO: Muitos fatores nos levaram à decisão de batizar a banda com meu nome do meio. Mas preciso me defender e dizer que não fiz parte dessa decisão. Um dia, eu estava com a minha família e comentamos que precisávamos mudar o nome da banda (que era “Brother/Sister”, como o EP acabou sendo batizado). Até que sai de casa e fiz uma viagem de trem para encontrar uns amigos. Meu celular não tinha sinal e quando finalmente o sinal pegou eu tinha umas sete ligações perdidas de Sasha, da nossa mãe (Kate Capshaw) e do nosso pai (Steven Spielberg) e um monte de mensagens de texto dizendo que eu deveria ligar para eles urgentemente. Comecei a pensar que algo muito, muito terrível tinha acontecido, até que liguei de volta e eles disseram que o nome da banda tinha que ser Wardell e eu imediatamente me apaixonei pelo nome. Simples assim. É meu nome do meio, é o apelido da nossa mãe e soa como o nome de um girl group dos anos 1950. Achei uma boa combinação.

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E um bonus track: fiz minha primeira matéria de dança pra firma, eu, que dancei a vida inteira. Curioso é que quando eu estava fechando a dita cuja, uma das minhas melhores amigas e companheira de balé me chamou pra contar que tinha voltado a fazer aulas. Depois eu me dei conta de outra coisa: esse texto foi publicado no dia do aniversário da minha eterna professora de dança, Athené Wilkes Tamisier. Adoro essas coincidências, sabia?

Balé ‘Carmina Burana’ é encenado pela primeira vez no Brasil

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Sua banda pode tocar no Weezer Cruise II

Tem banda? Tá a fim de ir na segunda edição do cruzeiro do Weezer de graça, tocar no navio e ainda viver uma baita experiência? Ou, como os promotores do festival mesmo dizem, sonha em cruzar os mares com uma guitarra em uma mão e um drink na outra? Rivers Cuomo e companhia lançaram ontem à noite um concurso pra escolher mais uma banda pro line-up do festival em alto mar, que além da banda-mãe vai ter Cat Power, Ash, Toro y Moi, The Cribs, Diiv, Palma Violets e Ozma, entre outros (listados na imagem aí em cima).

Pra isso você tem que postar um vídeo da sua banda (tem que ter sido publicado depois de 20 de agosto) e torcer pra eles acharem que o seu tá dentro das especificações mínimas. A partir daí, é pedir pra geral dar aquele like amigo. O vídeo mais curtido até 31 de outubro leva duas cabines no Carnival Fascination e um showzinho pra galera que vai estar rumando de Jacksonville, na Flórida, pra curtir um sol Bahamas.

É claro que o negócio tem mais regras (e mais bem explicadas). Pra isso, você clica aqui.

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Pra saber como foi a primeira edição do Weezer Cruise, em 2012, toma esse diário de bordo feito por mim mesma de presente.

 

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‘Blurred lines’, de Robin Thicke, em dez versões

Você já deve ter se ligado que esse chiclete é o novo ~~HIT DO VERÃO~~, né? Pois eu fiz uma listinha com versões, paródias e palhaçadas envolvendo “Blurred lines”, do Robin Thicke.

Tem Vampire Weekend, Queens of the Stone Age, Bill Clinton, Muppets, Jimmy Fallon e até “Breaking bad”, sem falar na versão feminina, que dá uma zoada no sexismo da coisa toda. Tá lá no site da firma, clicaqui pra ver.

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‘Overdose’ estreia hoje na MTV

Vocês já estão sabendo: a MTV Brasil como conhecemos vai acabar, mas vai acabar em grandessíssimo estilo. Estreia hoje, às 23h, “Overdose” (ex-”Rock’n'roll”), a primeira produção criada, escrita e dirigida pelo Arnaldo Branco (com o auxílio luxuoso de Tatiana Contreiras e Antonio Tibau nos roteiros e assistência de direção de Deborah Engiel), que vem a ser o senhor meu marido.

E tá dando orgulho, viu. A história da banda de garagem que mora em uma garagem estrelada pelos Quases Juliano Enrico, Daniel Furlan e Raul Chequer se divide em 13 episódios de 15 minutos cada (os dois primeiros vão ao ar essa noite), todos narrados como um mockumentary espertíssimo, cheio de boas piadas e referências (a trilha sonora também é espetacular).

A produção é da Carambolas (do saudoso “Larica total”), rola participação especial de Paulo Tiefenthaler e Charles Paraventi (Gênio do Guaraná Antarctica, “Malhação” etc) e o elenco e os bastidores reuniram tanta gente querida e talentosa que nem dá pra citar.

Sei que sou suspeitíssima pra ficar falando, então prefiro deixar o material falar por si só:

Aqui tem um teaser:

 

E outro:

E outro:


Aqui tem uma crítica incrível da Patricia Kogut:

E aqui tem entrevista com o Arnaldo no Uol, no Destak, chamada no Omelete e no blog do Lucio Ribeiro.

Aqui tem um making-of:

making of overdose from chico serra on Vimeo.

Aqui tem trechos de roteiro:

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Entrevista com o Cat Empire

Assumo sem hipsterismo: sou do clube que nunca tinha ouvido falar no Cat Empire. Mas pintou a pauta, fui ouvir, curti pacas o “Steal the light” e acabei descobrindo que um dos integrantes da banda australiana foi autor de “Dumb ways to die”, jingle hit como eles jamais terão. Pois eles estão vindo ao Brasil via crowdfunding (sim, eles têm fãs por aqui e fãs fiéis), pra um show hoje no Circo Voador e outro sábado, no Cine Joia, em São Paulo. Entrevistei o vocalista Harry James Angus, que falou sobre sua missão de fazer o povo dançar e suar – o que acho um belo de um objetivo. Pra ler a matéria, vai lá no site da firma.

 

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Ouvindo loucamente: Wardell

wardell

Uma dupla. Um menino e uma menina. Dois irmãos. Filhos de Steven Spielberg. E eles fazem música, sabia? De Los Angeles, Theo e Sasha Spielberg resolveram formar o Wardell e há dois anos lançaram “Opossum”, seu primeiro single delicinha, que foi o único até há bem pouco tempo. Os poucos seguidores que conquistaram chegaram até a pensar que a relação fraterna tinha atrapalhado a carreira musical.

Em abril desse ano, eles relançaram “Opossum”. Em maio, participaram do SXSW. Em junho, saiu o primeiro EP “Brother/Sister”, com quatro músicas. As influências declaradas vão de Beach House a Fleetwood Mac, passando por Kate Bush e The Band. Enquanto Theo ama punk-rock, Sasha – que deu pinta em filmes do pai como “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”, “Munique” e “O terminal” e vai estar no longa “Before I sleep” com Eric Roberts e Chevy Chase – cresceu ouvindo Christina Aguilera. Duas músicas você ouve aí embaixo, o EP tá disponível no iTunes ou nos sites de streaming :)

 

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Mick Jagger setentão

 

Uma singela homenagem ao dono da boca mais indecente do rock, que fiz pro site da firma:

“Aos 70 anos, Mick Jagger não perde o rebolado. Suas indefectíveis dancinhas, que inspiraram até “Moves like Jagger”, hit do Maroon 5, seguem sendo executadas com maestria, show após show, ano após ano. Suas coreografias não têm um nome ou mesmo uma série de passos específicos, mas são inconfundíveis. Uns acham estranha, outros acham extremamente sexy a combinação de movimentos bruscos, mãos agitadas, chutes, pulinhos e muitos, muitos quadris jogado pra lá e pra cá”

Clicaqui pra continuar lendo e vendo gifs incríveis.

 

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Bônus track: essa semana bati um papo com o Leandro Pellegrino, guitarrista paulistano que estuda em Berklee e foi o primeiro brasileiro a ganhar o concurso de guitarra de Montreux. Pra ler, clica aqui.

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Motivos pra você assistir a ‘Rock of ages’

rockofages

Ando a fim de escrever esse post há séculos, mas a verdade é que eu precisava rever o filme pra reforçar a minha tese. Qual tese? A de que ele é foda. Dia desses, tirei o blu-ray da caixinha roxa com glitter (é sério) e,  inspirada pelo muso Ronald Villardo, anotei dez motivos pra você, caro leitor, assistir a “Rock of ages”. Não sabe do que se trata? Tudo bem, talvez só as 17 pessoas que pagaram pra ver esse filme nos cinemas brasileiros devem ter uma noção (na real, foram 79 mil. Ou seja, nada). É um filme. Um musical. Sobre a cena hard rock, rock farofa, hair metal da década de 80. Isto posto, vamos à lista:

1. O movimento: já teve filme sobre o punk, sobre os 60′s, sobre o grunge e o escambau a quatro. Faltava alguém registrar essa maravilha que foi a cena hard rock que invadiu Los Angeles na década de 80. E esse filme faz isso muito bem. Aliás, pra quem nunca esteve em LA, dá pra sentir perfeitamente o clima de farofa que até hoje paira sobre o Hollywood Sign (é sério, quando vi pela primeira vez nunca tinha posto os pés na terra do cinema e desde então fui duas vezes. É quase como jogar GTA e reconhecer as ruas de Miami onde você espancou velhinhas).

O trailer

2. As músicas: nem vem esfregar seu indie cred na minha cara, porque eu seeeei que você sabe cantar “I’ll be there for you” do Bon Jovi de trás pra frente e já acendeu o isqueiro enquanto ouvia “More than words”, todo emocionado. Fora que todo mundo sabe que eu virei farofeira depois de velha. Não precisa ser versado em Cinderella e Mötley Crue pra levantar os braços e cantar junto hits como ”Hit me with your best shot”, ”I want to know what love is”, ”I wanna rock”, ”Pour some sugar on me” e ”Can’t fight this feeling” (entre muitos outros), alguns deles em medleys sensacionais. Se você tem qualquer ligação emocional com alguma dessas canções, assista a esse filme. Se você gosta de uma cafonalha no karaokê, assista a esse filme. Se você tá aí, enrustido, mas sabe que rola aquele guilty pleasure, assista a esse filme.

3. O Tom Cruise. Você pode fazer beicinho, bater o pézinho e jogar a carta da cientologia na mesa. Mas você vai mesmo é ter que dar o braço a torcer porque a atuação do milionário excêntrico de Hollywood é ge-ni-al. Não, não tô banalizando o termo, o rockstar mezzo Bon Jovi, mezzo Axl Rose (com pitadas de todas aquelas estrelas glams que habitaram essa órbita) Stacee Jaxx vale o filme. Por mim, merecia até um Oscar. E ele canta, viu. E faz pole dance. E tem um macaco chamado Hey Man que é foda também.

4. O elenco. Se não bastasse o Tom Cruise esmerilhando mais que o Slash no solo de “Paradise city”, o casting foi uma coisa maravilhosa. Vou ficar só no name dropping porque vocês são espertos o suficiente pra tirar suas próprias conclusões: Paul Giamatti, Alec Baldwin, Catherine Zeta-Jones, Bryan Cranston, Mary J. Blige e até o Russell Brand, que apesar de ser uma das pessoas mais irritantes da face da Terra (na minha humilde opinião, haters), envergou bem o papel.

5. O musical. Eu juro que esperei ansiosamente pelo lançamento desse filme. O “problema” é que ele só chegou aos cinemas do Brasil justamente quando eu estava de férias. Em Nova York. O que eu fiz? Comprei ingressos pra ver o musical que inspirou o longa na Broadway e assisti no primeiro dia de viagem. Em 15 dias fiz coisa pra cacete, um monte de programa legal e esse se manteve como um dos pontos altos da viagem. Há relatos de certo humorista brasileiro casado com certa jornalista chorando feito criancinha e repetindo: “quem contou minha vida pra esse cara?”. Ah, a jornalista também foi às lágrimas, afinal, o sonho dela era justamente estar num palco daqueles.

6. O roteiro. É bobo? É. É um fiapo de história? É. Mas as letras das musicas apresentadas casam perfeitamente com a história, é engraçado para caceta e um musical precisa é de música boa e bem executada. Quando você percebe, o filme acabou e você tá com “Don’t stop believin’” na cabeça. Porque NINGUÉM escapa incólume a “Don’t stop believin’”. Nem você, ô fã de Animal Collective.

7. Os cameos. É óbvio que num filme desses uma galera da cena hard rock faria participação especial, afinal, o Bourbon Room que abriga a trama foi construído à imagem e semelhança do Whisky A Go-Go. Este, que é a meca do cabelo com permanente, calça atochada, bota de cowboy e versos ridículos como “all around the world girls will be girls”. Por lá passaram nomes como Sebastian Bach (do Skid Row), Nuno Bettencourt (do Extreme), Debbie Gibson e Kevin Cronin (do REO Speedwagon) e todos eles fazem uma ponta. É quase como brincar de “Onde está o Wally?”.

8. A crítica à indústria.

- I’m a stripper.

- I’m in a boyband.

- You win.

Passado no finzinho dos anos 80, o filme retrata bem a transição do rock farofa pro pop safado no início da década seguinte. Além do Paul Giamatti interpretar um empresário babaca que está perfeito no papel de um empresário babaca, o empresário babaca resolve ajudar a detonar com a cena hard rock e passa a investir no pop. Um grupinho a la New Kids On The Block dubla um pastiche de rap, com roupas largas e coloridas e letras imbecis. E você super se identifica com aquilo.

9. Diego Boneta e Julianne Hough. Ele fez “Rebelde” e ela canta música country. E mesmo assim eles são fofos e mandam bem. É sério. O casalzinho 20 do filme é muito carismático.

10. Errr. Chega, né? Vai lá ver esse filme logo, ô.

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Entrevista com Alex Kapranos, do Franz Ferdinand

Franz Ferdinand

E aí que dia desses eu tava num chat com o Alex Kapranos, líder do Franz Ferdinand, pra falar sobre o novo álbum (enfim!) e sobre a SEXTA vinda da banda ao Brasil. Alex é simpaticíssimo, ama o Brasil e cata milho (sério, coisa de 4 minutos pra mandar uma resposta). A íntegra da revista saiu no site do Globo na sexta e uma versão editadinha estampou a edição de domingo do Segundo Caderno. Clicaaqui pra ver.

 

 

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