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O funk carioca é lindo…

… ou “Rap da felicidade” x 3

Caetaneei bonito no título, mas minino, num é que flash mob ainda pode fazer sentido? Pra divulgar a Grande Batalha do Passinho (que rola entre 15 e 21 de abril, em 16 comunidades cariocas, dando o prêmio de R$ 10 mil pro vencedor), a produção organizou um eveinto na estação Siqueira Campos do Metrô Rio. O que poderia parecer ser um duo de músicos de rua, tocando em um espaço público, eram na na verdade os irmãos Santoro, introduzindo o que viria a seguir ao som do “Rap do Silva” e de um medley dos maiores clássicos noventistas do funk carioca, incluindo “Feira de Acari” e o “Rap da felicidade”. O que se segue é beatbox, uma galera dançando amarradona e outra galera parando pra olhar. O vídeo, dirigido pelo Rafael Dragaud, é muito maneiro.

Isso me lembrou na hora um vídeo ótimo que o Bruno postou outro dia, do clássico tiozinho sanfoneiro dos ônibus cariocas, tocando também o “Rap da felicidade” na entrada do metrô da Glória. É demais.

Aí que, no domingo passado, uma bandinha, que parecia ser formada pela incansável galera dos blocos de carnaval do Rio (se alguém souber quem tava nessa, é favor informar), parou na Praia do Flamengo e começou a tocar um pupurri com os mesmos clássicos  que projetaram o funk carioca pro mainstream há uns 20 anos. A imagem é ruim, o som tá uma porcaria por causa do vento e a bateria da câmera cortou o fim da filmagem, mas dá pra sentir o clima, que é o que vale. Durou a manhã inteira assim e eu fiquei dançando pela casa, feliz da vida.

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Show do Café Tacvba hoje no Circo Voador

cafetacvba

Na segunda indiquei a mexicana Natália Lafourcade aqui já totalmente sem esperanças de conseguir assistir ao show dos conterrâneos do Café Tacuba (sim, com “u”, me deixa) hoje no Rio. É que eu estava com uma viagem marcada pra Florianópolis que acabou miando na última hora por diversos motivos (vários bons, um ruim). Mas como há males que vêm pra bem (oi, sou Pollyanna!), estarei mais tarde no Circo Voador dando aquela pinta, caprichando no portunhol e torcendo pra tocarem aquela versão matadora de “Perfídia” (uma das músicas que mais ouvi na vida graças ao senhor meu pai e a seu maldito tecladinho). Mesmo assim, em 20 anos de estrada os caras nunca tocaram no Rio e ter a oportunidade de ouvir qualquer coisa do “Cuatro caminos”, “Avalancha de éxitos” e “Si/No” (meu trio do coração) já tá valendo e muito. Segundo relatos, o show de São Paulo, na terça, foi incrível, como os vídeos da Carola Cifuentes e do Diego Maia comprovam. Se eu fosse você, não daria o mole de perder também não (o ingresso tá saindo por R$ 60, mais do que válido).

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Não paro de ouvir: Natalia Lafourcade

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Às vezes rolam aquelas músicas ou artistas em quem você esbarra por acaso, se apaixona e, como um amor de verão, deixa pra trás, porque a vida é assim, afinal de contas. Acontece com você? Pois comigo rola direto. E aí que dia desses eu resgatei um desses casinhos de férias, graças a um papo com o Silvio Essinger na firma. Ele contou que chegou CD novo da Natalia Lafourcade e *PLIM* a memória do meu relacionamento com a música da moça voltou com tudo.

Numa época em que meu acesso à internet ainda era telefônico e baixar um disco ainda era um suplício, conheci a cantora mexicana por causa de umas vinhetas que passavam na Sony (ou seria Warner? Ou Fox? Ai, num lembro). Ralei pra juntar as músicas do primeiro disco da moça, homônimo, e caí de amores pelo som. Além de “Elefantes” e “Busca un problema”, que fazem parte do disco, a bossinha ultra mulherzinha “Amar te duele”, composta pela moça pro filme homônimo, me conquistou de vez.

Uma espécie de Lily Allen latina pré-Lily Allen, Natalia também me lembra Shakira e Nelly Furtado pré-piriguetagem, nos velhos e bons tempos de “Pies descalzos” (da primeira) e “I’m like a bird” (da segunda). Natalia lançou no ano passado o ótimo “Mujer divina”, um tributo ao cantor e compositor bolerista-mexicano Agustín Lara. O disco é uma delicinha e tem participação especial de gente do Babasónicos, Café Tacuba, do Jorge Drexler, do Devendra Banhart e até do Gilberto Gil e Rodrigo Amarante.

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A novíssima geração da música britânica

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Hoje tem matéria minha no Segundo Caderno: uma lista sobre cinco novos (beeeem novos) nomes da música britânica. Estrelando, Jake Bugg, Arlissa, The Strypes, Birdy e Lucy Rose, um bando de pirralho que tem feito música legal lá na terra da Rainha. Dá pra ver em formato de listinha com vídeos no site do GLOBO, só clicar aqui.

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Cassettemania? Quase…

Fita cassete não é como o vinil, que passa por uma ressurreição cada vez mais massiva. Tirando um ou outro herói da resistência que ainda se digna a lançar material no velho formato, a verdade é que as bichinhas viraram mais fetiche-estético-saudosista que qualquer outra coisa – ou você ainda tem onde ouvir uma em casa? Pra não deixar a imagem das K7 morrer (já reparou que as gerações mais novas não vão saber pro que elas serviram um dia?), o que mais tem por aí é acessório relembrando o formato do nosso antigo meio de ouvir música.

Das batidíssimas capinhas de iPhone ao capacho da minha casa, passando por bolsas, hubs USB, porta-durex e sites que reproduzem digitalmente as boas e velhas mixtapes, as fitinhas servem de inspiração pra tudo. Até pra essa mesa do cacete (trocadilho intencional) que o Márcio me mostrou dia desses. Cada modelo da Taybles é feito à mão com madeira e rótulo customizável e os preços variam de US$ 1.199 a US$ 1.499, dependendo do tamanho (ouch!). Num é um amor?

taybles

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Ele ama lojas de discos

Foto gentilmente tungada da Carol Morena

A relação é inversamente proporcional. Enquanto você encontra cada vez menos lojas de discos pelas ruas, mais fotos de vinis você vê no Instagram. A mesma internet acusada de matar a indústria fonográfica é aquela que reacende a chama da bolacha – não só por fotos, mas também pela venda em sites como a Amazon, o Ebay e o Popmarket.

Mas tem gente que é apegada – com razão. Parte dessa turma, o crítico musical Carlos Albuquerque (ref: Rio Fanzine) criou um Tumblr pra fazer uma ode às lojas de disco, essa boa e velha instituição, cada vez mais virtual. Quem explica a propoishta do “I love record store” é o próprio:

“Sempre fui louco por lojas de discos. Rato mesmo. Queria trabalhar numa ou escrever sobre música. Fiquei com a segunda opção, como se sabe. Mas sempre gostei de fotografar as lojas que visitava, principalmente de uns tempos pra cá. É o lugar que procuro quando vou a uma cidade nova. Aí fiz o tumblr, pra colocar minhas fotos e ver se alguém manda uma ou outra colaboração. Até porque a tendencia, infelizmente, é que elas se tornem cada vez mais escassas. O site ficaria, então, como um registro visual e historico desses lugares, antes que eles sumam de vez”.

Quem quiser colaborar (eu já dei minha contribuição!), pode procurar o Calbuque (ídolo!), que além do Tumblr acaba de estrear seu blog aqui n’OEsquema e não é só mais meu vizinho de baia na firma.

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Retrospectiva OEsquema 2012: Bruce Springsteen

Meu caso com o Bruce Springsteen me lembra aqueles filmes teen em que garoto ignora coleguinha de escola durante a vida inteira pra depois se apaixonar perdidamente quando ela vira um belo de um mulherão. E daí que o cara tá nessas quebradas desde 1972? Só fui me interessar de fato pela existência do Boss com quarenta anos de atraso, assumo, fazer o quê. Sabe quando demora pra bater? Pois é, por aqui o som dele só bateu depois da audição de seu ótimo “Wrecking ball”, disco lançado esse ano, e bateu bem. Daí em diante, corri atrás de discografia, clipes, documentários, livros, biografias e tudo o mais que eu achasse pela frente e que pudesse me ajudar a recuperar o tempo perdido. Se bem que não foi tão perdido assim: em setembro, dei a sorte de assistir ao show de 3h45 do homem às vésperas de seu aniversário de 63 anos e em sua New Jersey natal. Menos de um ano depois, em setembro de 2013, tem show dele de novo no Rock in Rio V. A vida pode ser (beeem) boa.

Pra saber como foi o show, clicaqui. No começo do ano, entrevistei o lendário guitarrista da E Street Band, Steven Van Zandt, tá aqui, ó.


Tem música que seja mais a minha cara que essa? Por que vocês não me mostraram antes, hein?

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Retrospectiva OEsquema 2012: Weezer Cruise

Se você tem acessado a home d’OEsquema, deve ter reparado que o clima aqui é de retrospectiva. Entro no bonde, listando cinco “coisas” (totalmente pessoais, aviso logo) que me marcaram no ano que se acaba.

weezercruise

Ainda em 2011, quando o Weezer anunciou que faria um cruzeiro de quatro dias entre Miami e Cozumel, rolou uma histeria. Muitos acharam a ideia surreal, outros tantos acharam um mico, sinal de decadência de um dos bastiões do indie rock noventista. Como eu achei a pilha muito maneira, empacotei minhas coisas e me escafedi pros Estados Unidos em janeiro pra embarcar no Carnival Destiny rumo a uma das melhores experiências (que eu acredito que vai continuar no posto até o fim) da minha vida.

Foram quatro dias de um festival em alto mar, com a banda mãe tocando seus clássicos “Blue album” (no deque do navio ao pôr-do-sol :~) e “Pinkerton” na íntegra, além de rechear os setlists com outros hits, lados B e algumas covers. Como se não bastasse, ainda pegamos shows de outras 15 bandas, como Dinosaur Jr., Sebadoh e Wavves entre uma piscina aqui, um passadinha no cassino ali, além de atividades lúdicas com os músicos convidados.

Foi lindo.

Pra ler o diário de viagem (com relatos detalhados, vídeos e fotos), clique aqui.

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O show do Woody Allen em Nova York

Eu sou uma besta preguiçosa. E aí, por isso, só agora fiz upload dos vídeos (em HD!) que gravei no show de Woody Allen e sua The Eddy Davis New Orleans Jazz Band, num dia de setembro, em Nova York. Sabe aqueles shows que o sujeito usava como desculpa pra não aparecer na entrega no Oscar, na época em que a cerimônia caía na segunda-feira? Então. Ele continua fazendo temporadas no Carlyle Hotel (cenário do caso de Marilyn Monroe e John F. Kennedy) com seus velhos amigos. E segue esnobando o prêmio, que há muito tempo rola aos domingos.

A experiência é indescritível. Obviamente, todos os (poucos) presentes estão ali pra ver o velhinho do cinema em ação, mas a banda é tão good vibe que a divisão de atenção acaba ficando mais justa. Woody entra mudo e sai calado – só abre a boca pra tocar sua clarineta e cantar uma ou duas músicas. Não dá autógrafos, não responde a gracinhas (sim, tinha uma outra brasileira lá que berrou um “Brazil loves you” no meio de uma música e ele sequer franziu a sobrancelha) e, segundo relatos, raramente fala algo fora do script. Nem um obrigado, nem nada.

Toda vez que eu conto isso pra alguém, sempre me perguntam como conseguimos assistir ao show, que tem fama de ser super concorrido. E é. O restaurante do hotel é mínimo e pra conseguir vaga não é lá muito fácil. As reservas pelo site esgotam super rápido e eu tive que ligar com mais de um mês de antecedência pra garantir dois lugares pro segundo show da temporada (que começou no dia 10 de setembro e acaba agora, no dia 17 de dezembro). Parece que eu dei sorte.

Os ingressos mais baratos, pra mesas no fundo do salão custam US$135 (US$95 só pra poder sentar + US$25 de consumação), mas dificilmente você vai pagar só isso. Uma vez sentado do restaurante, é de bom tom jantar. E os garçons te pressionam pra escolher rápido porque o show é muito mais importante. E a comida (comi um coq au vin sensacional) não é exatamente barata. Na verdade, é bem cara. Cara a ponto de eu quase ter um treco quando veio a conta. Não, não vou falar quanto deu, minha culpa cristã não permite.
Há uma outra opção, bem mais em conta, mas bem mais arriscada. Na porta do restaurante rolam filas (que podem ser enormes em alta temporada, pelo que eu apurei) pra conseguir uma vaguinha em pé lá no fundão, amontoado. Tem que chegar super cedo e nada garante que vá haver espaço pra você. Mas vale tentar, viu. Porque vale a pena. E muito.
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‘Thriller’, 30 anos

Mais um especial pro site da firma, dessa vez com fatos e curiosidades sobre “Thriller”, fenômeno do Michael Jackson que completa 30 anos. Pra ver, clicaqui.

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