OEsquema

Minha amada cápsula do tempo

"O que você está fazendo?", "No que você está pensando?". Nah.

O TimeHop Abe não é uma coisa nova: não é uma ferramenta recente, tampouco o conceito é novidade. Mas quem precisa de frescor quando se fala em resgatar o passado? Em resumo, o TimeHop é a adaptação virtual das boas e velhas cápsulas do tempo (assim como o Draw Something é um “Imagem & Ação” tecnológico ou o Pinterest é um moodboard de espaço infinito) . Só que em vez de você escolher apenas alguns traços do seu atual eu pra contar pro seu futuro eu e enterrar em algum quintal por aí, ele vasculha as redes sociais do seu eu passado e todo santo dia te entrega um resumo com aquilo que você espalhou por aí um ano antes.

Parece simples. E é. Pode até parecer bobo. Mas não é. Meu primeiro relatório do TimeHop me lembrou que já faz um ano que entrevistei e vi meus primeiros shows do Teenage Fanclub. Dia desses também, notei que há um ano eu assistia ao primeiro episódio de “Mad men” – e não gostei -, o que acaba sendo curioso porque só agora estou terminando a primeira temporada (e me apegando à história). Fora os comentários aleatórios, fotos que você nem lembrava que existia e momentos “caraca, isso já tem um ano!”. Mais do que um exercício de nostalgia, é um espelho do que você foi. E, consequentemente, do que você é. E tudo isso num sitezinho qualquer.

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Um passeio pela coleção de discos de John Peel

Trabalhando nesse feriadão chuvoso, me animei quando vi no Guardian (e reproduzi no site da firma) a notícia de que a polpuda coleção de discos do John Peel seria “disponibilizada” online. Como alegria de pobre dura pouco, a realidade deu com os direitos autorais na minha cara e eu vi que não era bem assim. Não dá pra ouvir tudo o que o homem juntou durante seus mais de 40 anos de rádio nas costas. Até porque são mais de 65 mil itens, entre vinis (26 mil, chora, indiezão!), singles e CDs. Haja servidor, nuvem, o cacete a quatro pra organizar isso tudo.

A promessa da família e dos curadores do centro de “artes criativas” dedicado ao homem (que se não descobriu, ajudou o mundo a descobrir boa parte do que a gente ouve hoje), era selecionar e mostrar o que ele tinha em casa. E isso inclui as capas, fotos das bolachas, fichas datilografadas que ele anexava aos discos e, quando possível, links pra streaming (do Spotify, infelizmente não disponível pro Brasil) e compra do álbum em questão. Por enquanto, só a letra A foi colocada no site. De AC/DC a Abba, de The A’s a Adam & The Ants. A ideia é que a cada semana mais 100 discos sejam adicionados, chegando a 2,6 mil álbuns. Uma pequena amostragem do que o cara tinha, mas ainda assim, material pra caramba pra gente se divertir.

Além do passeio pela coleção, o John Peel Centre for Creative Arts vai abrigar material em vídeo. Entrevistas e programas com o cara e até fitas caseiras, gravadas por ele e só reveladas agora. No museu virtual ainda dá pra ouvir os programas de rádio que ele comandou na BBC, as lendárias Peel Sessions (também no Spotify) e vasculhar o arquivo de fotos.

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Quem precisa de quatro shows do Paul McCartney?

Se há uns cinco anos alguém me falasse “Livzinha linda do meu coração, você ainda vai ver quatro shows do Paul McCartney” eu daria um sorrisinho e mandaria um “ahã” descrente, do tipo que a Cláudia pede pra ouvir.

E aí veio 2010, com o primeiro show de um ex-beatle da minha carreira, e 2011, em que fiz checkin em mais dois. Até aí, tudo lindo. Corta. Não faz nem dois meses de quando eu vi umas milhas ali, jogadas num canto, e, depois de cogitar uma visita a Florianópolis, decidi voltar pro Recife, cidade que visitei em 2009 e cujas maravilhas uma crise renal dos infernos tratou de ofuscar. Corta. Dali a pouco, começaram os boatos de que Paul faria o Schwarzenegger e voltaria e justamente pra essas duas cidades. Torci pra que fosse no fim de semana em que eu viria pro Pernambuquinho e tcharã, cá estou, depois de assistir ao QUARTO show do Paul dessa minha vidinha. Sou uma mulher de sorte ou não sou, diz aí?

Quando comentei com uma pessoa próxima, mais velha e não tão ligada em música feito eu (leia-se: “minha mãe”), ouvi, direto e reto: “quem precisa de tanto show do Paul?”. E eu, obviamente, comecei a questionar um possível exagero. “Agora não deve nem mais ter graça!”, ela exclamou, justo ela, que acompanhou um dos quatro do meu lado e ficou encantadíssima com o que viu. Mesmo assim, fiquei matutando se ela não tinha razão.

Pois chegou o grande dia e lá estava eu no gramado de mais um estádio brasileiro, com o script do show na ponta da língua. Mas a segunda música foi logo “Junior’s farm”, dos Wings, marcou ainda não tinha ouvido ao vivo, marcando mais um ponto pra ele. De repente, “The night before”, que ele mesmo lembrou nunca ter tocado no país antes, em um de seus… Meu deus, quase DEZ SHOWS por aqui. E quem se importa com a jimmycliffzação do homem quando ele volta a improvisar palavras em português com um sotaque bem melhor que o de 2010? “Povo arretado”? Fofo!

Se o papo era o mesmo que eu já tinha visto das outras vezes, pelo menos o vocabulário melhorou. Antes de tocar “My Valentine” (aí, música nova no repertório!), ele disse que tinha feito aquela para “minha belíssima esposa Nancy”. E quando a gente achava que a “gatchinha linda” tinha sido deixada pra escanteio no campo do Arruda, ele emenda com “Maybe I’m amazed”, uma das favoritas da casa, avisando que aquela ali era pra ela. Um lorde. Um sir. Que momento!

Fora que ouvir “Things we said today” num show desses é bem bacana, sabia? Bem como depois de “Here today” (“para o meu parceiro John” – das outras vezes ele falou “amigo”, vejam só!) e “Something” (para o “grande tocador de ukulele” George Harrison) foi uma bela surpresa ver o homem e sua banda improvisando um bom trecho de “Yellow submarine” porque a galera começou a gritar pelo nome do único beatle que tinha dado o ar da graça na cidade até então. Valeu, Ringo.

A tentativa de emplacar um “nananana” com cartazes em “Hey Jude” não deu certo como no primeiro show do Rio, mas os “recifianos” (foi ele que disse e eu acho que o povo da capital pernambucana deveria mudar o gentílico) mandaram benzaço ao distribuírem máscaras com a cara de Paul em diversos momentos da vida, com todos os cortes de cabelo possíveis, fazendo um efeito emocionante no telão.

Apesar disso, em alguns momentos, o público em geral parecia bem frio, mas em outros dava até arrepio quando se ouvia uma onda de aplausos vinda da arquibancada como em “Blackbird”, que, convenhamos, nunca é demais ouvir ao vivo, vinda da boca de quem a compôs. O mesmo vale pra “Live and let die” e sua pirotecnia, que fica ainda mais interessante quando você pode analisar todos os fogos e explosões de ângulos diferentes.

Outro efeito bacana de catalogar tantos shows do homem é poder sentir saudades de algumas músicas, tiradas do setlist, como “Let em in” e “Sgt pepper’s”, mas como não relevar as ausências se o show acaba com o medley de “Golden slumbers”, “Carry that weight” e “The end”, pra tudo virar a velha conhecida chuva de papel picado verde, azul e amarela? No fim das contas, saí de lá achando que quatro shows é pouco. Queria mais, bem mais.

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Música velha, música nova

No meu trabalho, eu passo boa parte do tempo fuçando nos sites internacionais pra acompanhar o noticiário cultural internacional e uma das partes mais alegres da minha ronda diária é quando eu encontro Old Music novo no Guardian. A seção pode passar despercebida pra quem entra na página de Cultura do jornalão, mas pra quem acompanha o feed deles é uma festa.

Enquanto o mundo parece muito preocupado em achar a próxima salvação do rock – inclusive o próprio Guardian, que tem uma outra seção chamada, duh, New Music, dá uma alegriazinha ver os caras resgatando pérolas do passado, muitas que estavam ali, esquecidas em um cantinho pouco acessado da memória.

A de hoje é “I see you”, dos Byrds, mas a brincadeira já foi de Toto a Miles Davis, de Chris Bell a Blur (sim, gente, “Country House” já é música velha e a gente tem que aprender a viver com isso). As olddicas vêm sempre acompanhadas do áudio, obviamente, e de um textinho sobre a música, a banda ou artista em questão,  explicando por que vale a pena lembrar aquela canção, escrito por algum dos excelentes críticos da página. Pra acompanhar o feed da Old Music, é só assinar essa página aqui.

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Os 40 anos de ‘O poderoso chefão’

A primeira parte de “O poderoso chefão” completou 40 anos no último dia 24 de março e pra comemorar tão bela data, fiz pra firma um especial multimídia listando 40 curiosidades dessa belezinha de Francis Ford Coppola. Pra ver, clicaqui.

 

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‘Just when I thought I was out, they pull me back in’

Tenho um apego enorme por “Sopranos”. Tudo bem que enrolei muito pra começar a ver a série, que acabou em 2007 e só foi me pegar de jeito em 2010. Mas quando aconteceu, assisti aos 86 episódios em três meses. O que dá uma média de mais ou menos um episódio por dia, feito não tão fácil quando falamos de episódios de 1 hora de duração. Eu assumo: fiquei obcecada pela história da máfia italiana em Nova Jersey, considerada por deus, o mundo e mais um pouco a melhor série de TV de todos os tempos (não sou só eu que tô falando!).

A verdade é que o fim de “Sopranos” deixou um VAZIO enorme na minha rotina. Era papo de chegar em casa e rolar um sofrimentozinho do tipo “o que fazer agora que não tem mais Tony e Carmela na minha vida?”, como se eu tivesse perdido um ente querido. Com o passar do tempo, a dor da partida arrefeceu e eu me acostumei a viver assim, sem meus personagens preferidos me acompanhando.

Mas… “just when I thought I was out, they pull me back in” e o fogo no rabo por “Sopranos” voltou com força total. Isso graças a Steven Van Zandt, o Silvio, que acaba de voltar à TV (bem, não é bem TV, é Netflix, mas vocês entenderam) com “Lilyhammer”, série em que ele interpreta um outro gângster. A primeira temporada tem apenas oito episódios que eu assisti feliz da vida depois de perceber que não se tratava de um spin-off de “Sopranos” e de que a pilha, apesar de parecer muito igual, é totalmente diferente. Acontece que o moço Steven, por um acaso, também é guitarrista da E Street Band de Bruce Springsteen há mais de 30 anos e, além de tocar e atuar, está envolvido em muitos outros projetos.

Pra falar sobre isso tudo, bati um animado papo com o músico-ator pelo telefone, que falou sobre a série nova, sobre a mudança de profissão quando aceitou o convite para participar de “Sopranos” e sobre um possível show com o Boss no Brasil. A versão condensada da entrevista saiu na Seriais, coluna sobre adivinhem-o-quê que assino na “Revista da TV” ao lado da Tati Contreiras, que você lê aqui nesse link caso esteja com pressa. A versão estendida, em formato de pergunta e resposta (o cara fala pra cacete!) foi publicada na sexta passada no Globo a mais, aplicativo da firma para iPad, e você lê clicando ali embaixo, no “leia mais”.

leia mais…

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Quinta edição do Rock & Totem começa hoje

 

Se o In-Edit (Festival Internacional do Documentário Musical) faz uma versão mais enxuta no Rio, deixando o filé pra São Paulo, os cariocas podemos (e devemos) comemorar a existência do Rock & Totem. Em sua quinta edição (gente, parece que foi ontem que postei sobre a primeira em uma encarnação anterior do blog), a mostra produzida pelo Fred D’Orey, cabeça da marca e paladino do roquenrou, vai promover uma semana de sessões de docs bacanas no Estação Ipanema. E com entrada franca (mas leva um livro infantil pra doar, tá, muquirana?).

A programação é aberta com “Ray Charles America”, considerado o registro definitivo sobre o músico (hoje, às 21h). Amanhã é dia do IMPERDÍVEL (assim mesmo, em caps) e premiadíssimo “Anvil! The story of Anvil“, que narra da trajetória da banda de metal canadense que quaaaase estourou, mas nunca chegou lá. Vocês viram o “Some kind of monster”, festival de lavagem de roupa suja documentário do Metallica? Então, o filme do Anvil é um “SKOM” de pobre. Bem nessas. Se em alguns momentos você acha que está vendo alguma espécie de laboratório pra “This is Spinal Tap”, em outros bate uma vontade de chorar copiosamente.

Até o dia 23 ainda rola exibição de doc sobre o histórico Glastonbury, um dos principais festivais de música do mundo, que completa 42 anos com corpinho de 20 (“Glastonbury – The mud, the music, the madness”, dia 18, às 21h), a história de Harry Nilson (“Who is Harry Nilson”, dia 20, 21h) e registro de turnê lendária do Alice Cooper (“Good to see you again”, dia 21, às 19h). Pra quem é de outras praias, tem show de James Brown (“James Brown, Live at the Olympia Theatre”, dia 18, às 19h) e a história de Glenn Gould, um dos pianistas mais aclamados do último século.

A programação completa você vê no site do evento.

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Sobre ‘Being Elmo’

Fiz a assinatura-teste da Netflix logo que o serviço chegou ao Brasil e, como muitos, me incomodei com a quantidade de títulos dublados, além da pouca variedade disponível por aqui na época. Cancelei a assinatura depois do período de experiência gratuito e tempos depois decidi voltar movida pela curiosidade de ver “Lillyhammer” (nova série do Steven van Zandt, guitarrista do Bruce Springsteen e eterno Silvio Dante de “Sopranos” – que falo mais sobre em breve), exclusiva pra assinantes. Além disso, aproveitei a segunda chance pra testar a integração do serviço com o videogame e o tablet recém-adquiridos. Zapeando pelo serviço (que é de uma praticidade reconfortante agora que o catálogo deu uma melhorada – ainda longe do ideal – e tem muito mais material legendado), dei de cara com “Being Elmo – A puppeteer’s journey”, documentário também exclusivo do canal que conta a história do criador do simpático Elmo, da “Vila Sésamo”, premiado em Sundance em 2011.

Em resumo bem resumido, Kevin Clash começou a fazer fantoches ainda criança e, apesar de ser muito zoado por isso no colégio, chegou a programas de TV menores até parar em produções de seu ídolo supremo, o criador dos “Muppets” Jim Henson. E nessas o então rapazote participou de filmes como “Labirinto”, com David Bowie, e de programas como o saudoso “A família dinossauro”. A trajetória de Clash, pobre, negro (o primeiro a trabalhar na companhia de Henson, ainda nos 80) e a dedicação dele às marionetes é encantadora. Fora que criar a “personalidade” de Elmo, que surgiu como um reles figurante peludo na década de 70 e graças a Clash se tornou um dos bichos mais carismáticos da TV, é um baita mérito por si só. Ao fim do documentário, bateu até tristezinha por nunca ter cogitado ser MARIONETISTA na infância, de tão bacana que tudo parece ser.

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Isto posto, volto a um assunto já abordado na encarnação anterior deste blog: PRE-CI-SO de um Elmo que ri.

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Morrissey também está chegando

Nhom!

Se aqui embaixo fiz uma lista das minhas favoritas pra ouvir no show do Noel Gallagher, meu amigo Felipe Venetiglio pegou TUDO o que o Morrissey vem tocando na turnê sul-americana (ok, ok, faltam as geográficas “I’m throwing my arms around Paris” e “Scandinavia”) e fez uma playlist linda no Grooveshark pra gente se preparar pro show, daqui a uma semana, aqui no Rio (aliás, ontem só restavam apenas 40 ingressos na bilheteria…). Divirtam-se.

Morrissey South America by Felipe Venetiglio on Grooveshark

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Noel Gallagher estará entre nós

Então é isso, né: laranja é o novo preto, indie é o novo pop e o primeiro semestre é o novo segundo semestre no calendário brasileiro de shows internacionais. Mal entramos em março e já passaram pelo Rio The Rapture, Mayer Hawthorne, Soulfly (que não é tão internacional assim, ok), semana que vem tem Morrissey e o baile segue. Um dia depois de comprar as passagens pra ir pra São Paulo assistir a versão verde e amarela do Lollapalooza, TCHARÃ, anunciam a vinda do Noel Gallagher e seu projeto (banda?) High Flying Birds pra São Paulo (2 de maio) e pro Rio (3 de maio).  Conclusão? Lá fui eu garantir as passagens pra mais um bate-volta pra terra da – argh! – garoa.

Obviamente fui SEVERAMENTE criticada (ok, é drama), por querer viajar de novo pra São Paulo menos de um mês depois pra passar pouco mais de 12 horas por lá só pra ver um show que, vejam só, também vai rolar no Vivo Rio, mais especificamente no quintal da minha casa. A primeira coisa a dizer é: me deixa. A segunda é história triste: em resumo, cheguei a comprar ingresso para o show que o Oasis (uma das minhas bandas favoritas, caso você não saiba) fez no Rio em 2009 e não pude ir graças a uma internação pra tratar uma crise renal. Portanto, sim, eu faço questão de ver os dois shows do Noel Gallagher no Brasil, beijo.

Isto posto, fui checar os setlists recentes que o sobrancelhudo andou aprontando por aí e, obviamente, tem muita coisa do Oasis – afinal, foi ele quem fez. E é claro que a fã boboca já fica pensando num setlist dos sonhos. Descontando-se as faixas do excelente disco solo que ele lançou em outubro passado e considerando a pegada mais tranquila dos shows atuais do moço e a pilha de tocar músicas que não tinham vez nos shows do Oasis, fiz uma listinha do que gostaria de ouvir ao vivo na voz do Noel – algumas lançadas originalmente com os vocais do irmão, outras tantas que ficaram no limbo das b-sides – que acabou se tornando uma bela trilha sonora pra uma tarde de trabalho.

A guitarrada “Fade away”, b-side de “Cigarettes & alcohol” que entrou em “The masterplan”, ganhou essa versão acústica com Noel e Liam invertendo os papéis, Johnny Depp na guitarra e Kate Moss nos backing vocals

A acústica ” Talk tonight”, outra b-side que acabou entrando no “The masterplan”, também mudou de forma e ganhou versão elétrica

Nunca liguei muito pra “Roll it over”, do subestimado “Standing on the shoulder of giants”. Até ouvir as demos desse disco e dar de cara com a versão na voz do Noel. Desculpa, Liam, mas assim era melhor.

Não fumo, sou antitabagista, mas que coisa bonita é essa “(As long as they’ve got) Cigarettes in hell” (lado B do single de “Go let it out”)

“Married with children”, a fofinha e ignorada faixa que fecha “Definitely maybe”

“Flashbax” (também lado B, dessa vez da chatíssima “All around the world”)

“Going nowhere”, mais b-side (de “Stand by me”)

“Take me away”, adivinha

“Stand by me”, um dos maiores hits do Oasis

“Half the world away”, b-side de Whatever

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