OEsquema

.Jack White é bom de amigo.

O Cine Joia que estava abarrotado na noite de terça-feira para receber a irreconhecível Cat Power, ficou folgado na noite de ontem. Pouco mais de 200 pessoas estavam lá para escutar o folk-rock do músico norte-americano Brendan Benson. Parceiro de Jack White na ótima banda Raconteurs (pausa para a estética da banda que eu pirava), ele ainda não é mesmo muito conhecido por aqui. Uma pena. Tão animado quanto a plateia que o aguardava, o músico de Nashville apresentou as canções de sua carreira solo e ainda tocou “Steady, as She Goes” e “Hands”, do Raconteurs.

No meio da curta apresentação, que durou uma horinha bem aproveitada, uma garota da plateia levantou uma folha de papel e ele caiu na gargalhada. Pediu para levar para casa e disse que queria olhar para o presente todos os dias antes de ir pra cama. Quando virou a página para o público desvendamos o recado: “te <3 mais do que o Jack White”, escreveu a menina. Simpático, ele disse entre risos: “Não vejoa hora de mostrar para ele e dizer que no Brasil isso é uma uninimidade”.

Antes de deixar o palco ele ainda disse que seus amigos do Queens of the Stone Age e do Dead Weather sempre falavam que ele ia adorar tocar no Brasil e que ele não estava decepcionado. Show competente, que prova que além de bom na música, Jack White também acerta nos amigos. Não perca o próximo.

Eu falava bastante dele aqui no blog em 2009. Mas se você nunca ouviu, confira os vídeos abaixo:

E uma pitada de Raconteurs:
 

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.Cat?Power?.

Não parecia a mesma pessoa. E não era só por causa dos cabelos curtíssimos, pintados de loiro e penteados para trás. Cat Power não estava mais ali. Além dos quilos a mais e do visual grosseiro, parecia ainda mais melancólica e machucada. De um jeito diferente de quando cancelou uma turnê inteira para tratar o alcoolismo e abuso de drogas no início da carreira.

A moça era esperada por uma casa cheia.  As 21h a fila já dobrava o quarteirão e os cambistas cobravam R$ 400 por uma entrada. Quando ficou sabendo da quatidade de fãs que não conseguiram comprar ingressos e se aglomeravam na porta do Cine Joia, resolveu que queria cantar uma música na rua. A organização do evento não deixou.

Com uma hora e quinze de atraso, surgiu no palco com um incenso em mãos. Estava visivelmente inchada, tossia, mancava, falava coisas sem sentido e logo engatou uma versão catastrófica de “Sea of Love” aos rifs de guitarra que rolavam solitários para conter as vaias do público. A voz estabilizou logo na segunda canção, “The Greatest”, para alívio da plateia, mas as coisas ainda pareciam desajustadas. Dos trejeitos ao setlist.

Cat era aquela garota de uma beleza hipnotizante que te arrancava o fôlego quando soltava uma voz ao mesmo tempo rouca, doce e forte. Tudo nela era um contraste e uma surpresa. Da forma como deu as caras ontem, sem forças, as coisas ficaram óbvias demais. E mesmo fechando os olhos, porque afinal, ela não precisa ser bonita, a apresentação não engatou.

A moça cantou quase todo o ótimo disco novo, Sun, mas os poucos hits vieram repaginados. Não de forma surpreendente, mas para pior. O show ficou morno, e era como se o clímax nunca chegasse. Entre uma música e outra, fez questão de assinar discos, dar autógrafos, receber presentes e jogar rosas para a plateia, mas não falou com o público. Era como se quisesse, mas não conseguisse.

Quando a noite acabou, decepcionada, fiquei pensando que talvez essa tenha sido a primeira vez da errática Chan Marshall, e não daquela Cat Power, na cidade. A mesma Chan que surgiu perdida em Nova York também de cabelos curtinhos no início dos anos 90, e quase desistiu da carreira.  A voz continua linda, mas eu gosto demais de Cat Power para elogiar essa apresentação. Se cuida, Chan.

 

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.Kaos.

Sabe aquela camiseta branca lisa com caimento perfeito e tecido gostoso que é duro de achar pra comprar? Então, na coluna de hoje eu apresento a basico.com , uma marca on-line que chega ao mercado no final deste mês. A ideia do empresário Alexandre Veiga ganha o toque talentoso da estilista Dedé Bevilaqua. A marca quer começar com peças de vestuário como regatas, polos, camisetas e leggings, mas pretende vender tudo que for simples e necessário, como objetos para casa.

Quer saber mais sobre a basico.com , sobre um jardim no edifício Itália, um delivery de iogurte natureba, a expo do fotógrafo fotógrafo Gui Mohallem e a pergunta de Pedro Baby para Baby do Brasil? Então clique aqui. 

 

 

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.revolução televisionada – surf no Rio.

A terceira etapa do WCT está acontecendo no Rio de Janeiro, mais especificamente na Barra da Tijuca. Todos os fodões do surf estão lá e essa talvez essa seja a geração com maior chance de gerar um campeão mundial brasileiro. Não é pouca coisa o que essa geração está aprontando nas águas saldas por aí.

Ta longe do Rio? Não tem saco de ficar na praia com essa garoa pra ver Kelly Slater, Medina, Mineiro, Mick Fanning, Taj etc? Então clica aqui que o campeonato ta rolando ao vivo.

 

 

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.Jantar com Alice.

Quem me conhece sabe que sou apaixonada pela história de Lewis Carrol sobre a garota que cai na toca do coelho e entra num mundo fantástico. Vira e mexe ganho edições especiais de “Alice no País das Maravilhas” e os amigos encaminham achados sobre o tema. O de hoje vem da minha irmã Marina, arquiteta, que encontrou o seguinte restaurante no Japão, olha só:

 Da até para pedir uma pizza chamada “Rabo de Gato”.

 

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.Kaos.

Na coluna dessa semana na revista sãopaulo, da Folha, eu falo do Gato Bravo, uma casa cheia de charme inaurada em dezembro. O novo endereço da Avanhandava é o brechó de Rachel Mancini, filha de Walter Mancini, o dono da grande maioria dos restaurantes da rua paulistana. Por lá, além de vender peças vintage garimpadas em viagens a Londres, Berlim e Barcelona, ela pretende fazer eventinhos que animarão as tarde de sábado. Recomendo.

Quer saber mais? Aqui. 

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.esquenta Cat Power.

Ta aí esperando pelo show da Cat Power no Cine Joia (dia 21/5)? Então segura esse esquenta.

A moça participou ontem do programa do Jools Holland. Não gosto do visual novo com os cabelos platinados, mas a voz continua rouca e linda.

Tem esse aqui no qual ela canta ”Cherokee” na TBS.

Eu gosto de lembrar de uma passagem mais antiga dela pelo mesmo programa do primeiro vídeo.

Ou dela cantando essa versão de Metal Heart no Letterman:

 

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.Marcelo e os anos 90.

Marcelo Krasilcic, fotógrafo brasileiro radicado nos EUA, lança “1990s”, nessa sexta, na SP-Arte. O livro, que na verdade são dois, foi editado pela Cosac Naify e apresenta imagens realistas que viraram sua marca registrada, assim como a da década que ele retratou. Confira o papo que bati com ele sobre o trabalho:

Como você se descobriu fotógrafo?

Eu me apaixonei pela fotografia no momento em que descobri o quanto é
possível se comunicar através dela. Com o passar do tempo admiro cada vez
mais o quão sútil e refinada a linguagem fotográfica pode ser. Em 91 tive
uma leitura de tarot na qual me foi sugerido incorporar as questões que eu
estava tendo na minha vida a minha fotografia. A partir daí que realmente
desenvolvi uma linguagem própria no meu trabalho.

O livro reune imagens registradas ao longo de quanto tempo?
São imagens de 1991 até 2001. Eu considero que a década de 90 acabou mesmo
depois do 11 de setembro.

Você já tinha a vontade de montar um livro enquanto as clicava?
Não, pelo contrário. Eu sempre busco estar no presente e criar novos
trabalhos. Porém com o passar do tempo e como não havia internet na década
de 90, eu senti uma grande necessidade de reapresentar ao mundo tantas
imagens que definiram quem eu sou como fotografo e ajudaram a definir a
década de 90.

Fale um pouco sobre o formato do livro. Qual a ideia por trás dele?
Eu queria que as fotos horizontais e as verticais tivessem o mesmo tamanho. Por isso resolvi fazer dois volumes, um em cada formato. Porém, queria manter a idéia de um só livro e o imã escondido nas capas de trás resolveram essa questão. Quando voce tira os dois volumes da caixa, eles saem como um só. Além disso, o imã tem uma interpretação romantica e até sexual. Dois que são um e que mesmo separados sempre tem uma força os atraindo.

Você sente falta de morar no Brasil?
Eu amo o Brasil. Tenho um apartamento em São Paulo e apesar de passar boa
parte do meu tempo em Nova York, sempre estou por aí.

Quais os fotógrafos mais importantes na sua formação imagética?
Nan Goldin, Larry Clark e Nobuyoshi Araki foram uma grande influência pois legitimizaram uma linguagem fotografica que permitiu uma maior liberdade estética a vários fotógrafos da minha geração.

Quem você gostaria de fotografar que ainda não fez?
Uau, tem muita gente que eu ainda não fotografei! Recentemente fotografei a
Rogéria para a revista espanhola Candy. Fiquei mais de um ano atras dela até
conseguir fechar uma data mas valeu super a pena. Ela foi maravilhosa!

Três palavras que representam o que os anos 90 foram pra você.
Prefiro uma frase que eu uso bastante para definir a década: Foi uma época cheia de incertezas. Mas também uma época em que tudo parecia possível.

 

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.Marilyn Manson para YSL.

Depois de um desfile polêmico, Hedi Slimane liberou imagens que fez do músico e amigo Marilyn Manson para a nova campanha da Saint Laurent. O clima é mesmo total 90´s .

 

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.YYY.

Vídeo de Sacrilege!, do novo disco do Yeah Yeah Yeahs, dirigido por Megaforce.

A foto acima é do show da banda no México. Pq eles tocaram lá e não aqui? Porque Karen O tem amigos na cidade que ela queria rever. Vamos agitar uns amigos brazucas pra moça, vai.

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