OEsquema

.Vavá Ribeiro na Colette.

O fotógrafo Vavá Ribeiro é um dos convidados por Sarah Lerfel para participar da exposição The Impossible Project, na Colette, em Paris. Além dele mostram seus trabalhos Ed Templeton, Lisa Eisner, Mark Borthwick, Martin Parr, Matt Jones, Michael Wolf, Olivier Zahm, Terry Richardson e Todd Selby.

Essa é a segunda vez que você expõe na Colette. Quando foi a primeira?
A primeira foi em 2001 depois que venci o prêmio especial do juri no Festival de Hyeres.

Todos os integrantes dessa exposição devem usar câmeras instantâneas SX70 com filmes PX 680 Color Shade First Flush. Você gosta de trabalhar com essa plataforma?
“Polaroid” pra mim tem um teor meio surrealista, sempre. Ai eu dei uma de René Magritte para esse projeto (risos).

O que você clicou?
Fotografei uma amiga nua na praia de Copacabana, mas depois fiz uma foto da foto, meio ecoando a imagem dentro da imagem.

Há quantos anos você é fotógrafo?
Há 12 anos sinto que sou autor das minhas imagens, e vivo disso. Mas já havia experimentado outro caminho com fotografia e jornalismo antes.

Nesse tempo todo, qual o momento ou paisagem que você mais gostou de clicar?
É dificil definir uma única imagem, até porque meus trabalhos mais significativos são resultado de anos clicando a mesma coisa. Tenho um ensaio sobre o Hawaii que já tem 10 anos, e um sobre adolescentes com o mesmo volume. Acho que fotografia é uma mídia que precisa de tempo para maturar. Os fatos precisam, de uma certa forma, serem observados no passado porém refletidos no presente. A fotografia serve esse vortex de tempo.

É possível conferir o projeto até dia 7 de janeiro na Colette

Vai lá: 213 rue Saint-Honoré 75001 – Paris

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.O penta e o Gui.

Meu vô era corinthiano, daqueles que escutavam o jogo no rádio do quarto, sozinho e concentrado. Meu pai torce para o mesmo time, mas nunca foi um fanático por futebol. Por temperamento, ou talvez por ter tido três filhas mulheres. Mesmo assim, me levou várias vezes ao estádio para ver o Timão.

Mas quando eu era pequena, bem pequena, tinha o Gui. O Gui é um amigo de infância, daqueles que eu lembro que existe desde sempre, que eu adotei como um irmão mais velho. Que me ajudou a andar de bicicleta sem rodinha, que avisava quando eu e a Ju (irmã mais nova dele) podíamos atravessar a rua para ir até a padaria tomar sorvete.

O Gui era corinthiano até alma. Em dia de jogo importante ele ficava diferente. Uma mistura de emburrado e feliz, tudo junto. Se a partida não ia passar na televisão ele andava pra lá e pra ca com aquele radinho de  pilha e ficava olhando pro horizonte como se estivesse vendo os jogadores em campo. Usava uma camisa da Kalunga meio apertada na barriga, brigava com a gola. O Gui suava na testa, ficava vermelho, batia a mão no banco de pedra, berrava, silenciava, apertava os cabelos. Nem meu pai, nem meu vô ficavam assim. E quando o Corinthians fazia gol, ele berraaaaaava, e depois dava a gargalhada mais legal mundo. Dava para ouvir do décimo andar.

Por duas vezes ele me deixou soltar um rojão no térreo para comemorar, mas nunca me levou no estádio. Eu fui ao Pacaembu conferir o penta ao vivo. Suei, berrei, apertei os cabelos e lembrei do Gui ao final do jogo.

O Gui deve estar triste pelo Sócrates. O Gui deve ter gargalhado pra caramba ontem.

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.Hoje o show é pra você, Dr.

#CoraçãoCorinthiano

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.no som para acalmar o dia.

Lianne La Havas – Dica perfeita by Sérgio Martins

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.Magia by Boogie.

A designer de acessórios Anna Boogie apresenta a coleção de jóias “Magia”, lançadas no último dia 27. As peças tem pique de amuletos, cheias de pedras e metais com cara de envelhecidos e obscuros. Olha só:

Gostou? Aqui no site tem mais.

[vimeo http://vimeo.com/32641455]

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.10 anos sem George.

Mais sobre as homenagens ao músico, aqui.

 

 

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. Não Goldin?.

Essa polêmica toda em torno da exposição da fotógrafa Nan Goldin no Brasil me fez lembrar esse post de outubro de 2009, quando estava em Berlin, e no qual citei a experiência de conferir a montagem com as obras da americana na C/O Berlin.

Bora torcer para os trabalhos serem exibidos por aqui também.

 

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.Hong Hao pic´s.

O fotógrafo chinês Hong Hao é conhecido por sua série de imagens chamada “My Things” na qual ele registra objetos de uso pessoal entulhados em pequenas caixas. Mas meu trabalho preferido dele são os autorretratos que o chinês maluco faz pagando de empresário em salas de reunião, mansões ou capas de revista. Olha só:

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.As aquarelas de Kim McCarty.

As aquearelas da californiana Kim McCarty apresentam uma delicada combinação de cores que deixa o trabalho com ar lúdico e ligeiramente triste.

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.Delinquent Habits.

Dia 3 de dezembro o Cine Joia recebe o grupo Delinquent Habits. Quem gosta de rap não pode perder a apresentação da banda que já é um clássico de LA. Bora lá chicas e chicos?

Onde: Praça Carlos Gomes, 82 – Liberdade. Pertinho do Metrô
Quanto: R$50 os primeiro lote, R$70 o segundo e R$100 o terceiro
Abertura da casa: 22h
Horário previsto do show: 1h

Line-up:
22h Cris Efx
1h Delinquent Habits
2h30 Marinho (Pavilhão 9 / Yo Ho Delic)
3h30 Pancho (Viva La Raza)

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