OEsquema

Arquivo: inverno 2012

.Prada – Milão.

Miuccia Prada não brinca mesmo em serviço. Para a coleção de inverno apresentada ontem em Milão, levou para a passarela um desfile formado por duas bases de imagens. Garotas elegantemente sombrias, vestidas completamente de preto, muitos brocados, túnicas e saias sobrepostas a calças retas na altura do tornozelo. Em outro momento, as mesmas meninas surgiam com mix de estampa sessentista delicioso, em cores vibrantes como o pink, laranja e roxo. As golas das camisas continuam fechadíssimas até o último botão e ganham brocados que fazem as vezes de colar. Conjuntos estampados de calça e casaco (a la pijama)  ganham cintos largos deslocados agora para logo abaixo do peito. Destaque para os sapatos e bolsas em uma terceita cor ou estampa, os cabelos em mais de um tom e o make que tinha um pique meio heroínas de videogame.

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.phillip lim – ny.

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.Cavalera na Luz.

Mais sobre o desfile da Cavalera na estação da Luz, aqui.

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.Neon.

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.o exército fraco da Osklen.

O tema não poderia ser mais atual. Um exército verde, jovens eco-guerrilheiros e um esquenta para a Rio +20. Mas na prática, o que se viu foi uma das coleções mais fracas da Osklen em muito tempo.

Oskar Metsavaht foi repetitivo nas formas quase puras disfarçadas pelas sobreposições espertas, pecou com as enormes pelúcias coloridas e ficou mais  teen e caricato com o mix tênis, tachas e capuz.

Na wish list muito mais curta do que o habitual, a jaqueta de couro de peixe eco-friendly, o blusão com plaquinhas em metal, os coletes básicos alongados e a estampa psicodélica floral. Sorte dos nossos bolsos.

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.Alexandre Herchcovitch masc.

No inverno de 1993 Jean Paul Gaultier fez um polêmico desfile inspirado no vestuário dos judeus ortodoxos. Ontem, na SPFW, Alexandre Herchcovitch apresentou a melhor coleção da temporada com o mesmo tema, e conseguiu trabalhar as referências religiosas (ele é judeu) de forma inteligente, sem clichês e com uma coleção masculina que arrancou suspiros de quem estava na plateia.

As listras do talit, o manto usado pelos homens parar orar, apareceram nas mangas das camisas, nos casacos de nylon e matelassê, e na alfaiataria, em paletós amplos amarrados por faixas (impecáveis) e nas calças curtas tipo midi (que dificilmente vão ganhar adeptos).

O tefilin, caixa de couro com tiras que contém trechos da Torá, o livro sagrado, apareceu nas mangas das camisas como listras pretas.

A estrela de Davi vira estampa geométrica fina e os tzitzits surgem nas franjas de barras de camisas sob paletós de mangas curtas sobrepostos a camisas de mangas longas e dão movimento aos looks.

Os homens religiosos de Alexandre aparecem vestidos em tons claros, ao contrário do negro quase completo dos ortodoxos tradicionais e ganha um ar urbanho com os casacos mais rigorosos e coletes em matelassê. Destaque para o azul da bandeira de Israel e para os sapatos em couro preto estilo sandalhão.

Abaixo, o desfile de Gaultier em 1993:

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.Alexandre Herchcovitch – Fashion Rio.

Dos óculos espelhados às pitadas oitentistas na modelagem (cintura alta, ombros deslocados tipo casulo, barriga de fora) Alexandre Herchcovitch apresentou peças descomplicadas, usáveis e cheias de estilo no primeiro dia de Fashion Rio. A inspiração veio da cena artística que despontava em NY nos anos 80 no Soho. Repare nas estampas no denin, que além do camuflado apresentam charmosos respingos de tinta, como o jeans usado por um pintor durante o trabalho. Isso sem falar nos cabelos. Será que a moda do permanente vai voltar?

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.Fiu fiu.

E esses sapatos da Miu Miu? Chora:

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