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Arquivo: Karina Buhr

.mentira.

Hoje, 1 de abril,  faz um ano que a cantora Karina Buhr contou nesse blog o nome de seu primeiro CD, além de mostrar a capa do trabalho. Eu e vcs já estávamos no pé da moça desde dezembro de 2009, quando depois de ouvir seu trabalho independente, não consegui parar de ouvir algumas das faixas, e pedi pra bater um papo com a ruiva.

“Eu Menti Pra Você”  faz aniversário e para comemorar Karina disponibiliza um link que, além das músicas tem o encarte completo com letras e ficha técnica + cifra da faixa título.

Sei que a música do dia é “Eu Menti Pra Você”, mas o clima por aqui ta mais pra “Plástico Bolha”. Confira:

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.3 songs. – Tulipa Ruiz

A cantora mais citada no .3 songs. de 2010 (e vamos combinar, a melhor do ano) também elege as 3 músicas que marcaram seu ano passado e revela o que não sai de seu som no começo de 2011.

Clique aqui, para conferir a entrevista de Tulipa para esse blog em maio do ano passado.

 

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.3 songs. – Karina Buhr

Nesse mesmo mês do ano passado entrevistei uma ruiva arretada que batalhava para lançar seu primeiro CD. Com passagem pelo teatro, pela banda Cumadre Fulozinha, pelo batuque dos carnavais pernambucanos e pitadas germânicas que apareciam indiretamente aqui e ali, Karina Buhr foi uma das boas surpresas de 2010. Enquanto seu batuque rolava no meu som, descubra as três músicas que mais marcaram o ano da cantora.

1- Sexto Sentido, de Itamar Assumpção e e Ricardo Guará, do disco “Intercontinental! Quem diria! Era só o que faltava!” de Itamar Assumpção. – Fiz o show desse disco no lançamento da Caixa Preta (coletânea com 10 discos dele remasterizados e dois de inéditas), esse ano e fiquei transtornada com tanta coisa incrível em cada faixa. E nessa música tem Denise Assunção cantando, que é uma coisa do outro mundo! Uma deusa. Assim como o irmão.

2- Ovelhinhas, de Fernando Catatau, Cidadão Instigado, “Uhuuu!” – Eu ouvi muito essa! Gosto do disco todo, que tem letras incríveis, mas essa tem uma coisa meio mansa e agressiva ao mesmo tempo e é maravilhosa de dançar. E cada pedacinho do arranjo, cada instrumento tocado pela galera é um presente. Essa virou minha preferida depois de todas do disco já terem sido….rs.

3- Chromeo – Bonafide Lovin – Foi hit dos faxinões dos domingões…

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Flor que canta

Tulipa Ruiz lança o disco Efêmera e, aqui no blog, fala um pouco sobre sua carreira:

Me fale um pouco do começo da sua carreira. Já cantou em outras bandas?
Cresci em São Lourenço, no sul de Minas, onde fiz parte de um grupo de performance e música, o “Improviso de Supetão”. Em 2000, vim para São Paulo estudar e participei de uma banda na faculdade, o Tugudugunê, com Gustavo Ruiz, Anelis Assumpção e Dudu Tsuda. A gente só tocava em festas da PUC, por curtição. Depois, aos poucos, comecei a participar de shows de amigos: Tiê e Dudu, Tatá Aeroplano, Simone Sou, Alfredo Belo, Trash pour 4, DonaZica, Nhocuné Soul, Sharks, Na Roda. Aí, meu pai, Luiz Chagas, inventou o Pochete Set e eu virei crooner. Fizemos alguns shows e um dia recebi o convite para um show solo, no Studio SP. Aos poucos, foram pintando outros, fiz um “Myspace”, comecei a arriscar minhas composições e a pensar em coisas novas. Desse jeito, assumi minha maneira de fazer música e comecei a experimentá-la com banda e público há menos de um ano.

Qual sua mais antiga memória musical?
Meu pai e meu irmão são músicos e minha mãe é muito musical. Ela ligava a vitrola cedinho, bem alto, e acordava a gente com música. A minha memória musical mais antiga vem dessa vitrola: minha mãe ouvindo Milton Nascimento de manhã. Eu era pequena, mas sempre levantava impressionada e encucada. Como uma música podia ser tão triste e bonita ao mesmo tempo? E quanto mais bonita era a música, mais vontade me dava de chorar. Mesmo muito pequena, uma pulguinha me dizia que havia algo de sagrado ali.

Quando soube que era isso que queria fazer da vida?
Foi um pouco acidental. Sempre trabalhei com outras coisas e nunca encarei a música como uma profissão. Era legal ser a minha não-profissão, meu lugar de liberdade e experimentação, sem compromisso ou expectativa. Mas a música invadiu o meu horário comercial. Saí da agência que eu trabalhava para poder ensaiar no meio da tarde. Foi um processo inevitável.

As composições são suas?
A maioria, mas também tem música feita com o Gustavo Ruiz e com meu pai (Luiz Chagas).

O que você canta ali é classificável de alguma forma pra você?
Cristalizar um repertório em um disco é uma coisa nova pra mim, porque me sinto em processo. Gosto de chamar o som de pop florestal por ser meio paulistano e meio mineiro.

Em quanto tempo e em qual circunstâncias ele foi elaborado?
Em 2009 montei minha banda e fizemos muitos shows. As músicas eram novas, assim como os músicos e foi um ano de experimentação. Tudo aconteceu no tempo certo, o tempo da minha vontade de fazer a história. Na hora de ir para o estúdio a gente já tinha uma sonoridade adquirida e as músicas estavam muito frescas. O disco foi gravado na YB, em três semanas, em um mutirão montado pela banda, pelo pessoal do estúdio e por alguns músicos convidados.

Qual o nome do CD, quem produziu, e quando é o lançamento?
O disco se chama “Efêmera”, que foi a última música a entrar para o repertório e a primeira a ser gravada. O título da música adquiriu um significado diferente ao nomear o disco, passou a ser o retrato do meu momento. O momento do disco, ou desta entrevista, o momento que é o “agora”. Ele foi produzido pelo Gustavo Ruiz, que regeu todo o processo e foi a interface entre o show e o disco. Na qualidade de um dos melhores guitarristas da minha geração, com a destreza de um super músico/produtor e a sensibilidade de quem cresceu comigo ouvindo os mesmos discos, na mesma vitrola, ele soube decupar o meu jeito de fazer música. Me incentivou e lapidou em todos os instantes.

Tem participação de alguém?
A maior parte do disco foi gravada com a minha banda, formada por Gustavo Ruiz, Luiz Chagas (guitarras), Dudu Tsuda (teclados), Márcio Arantes (baixista e co-produtor do disco) e Duani (bateria), com a participação afetiva de alguns amigos como Tatá Aeroplano, Mariana Aydar, Tiê, Juliana Kehl, Leo Cavalcanti, Anelis Assumpção, Céu, Thalma de Freitas, Iara Rennó, Kassin, Donatinho e Stephane San Juan.

Se fosse para dividir o palco com alguém vivo ou morto, com quem seria?
Adoraria ter cantado “Tip Toe Through the Tulips” com o Tiny Tim.

Quais as influências desse álbum?
Vanguarda Paulista, Clube da Esquina, Rogério Duprat, Yoko Ono, Manoel de Barros, Caetano Veloso, Beck, Serge Gainsbourg, Wings, Gal Costa e Joni Mitchell.

Top 5 do iPod hoje.

1- Lullaby to all – Josephine Foster

2- Greenwish Mean Time – Charlotte Gainsbourg

3- Calça de Ginástica – Kassin

4- O Curioso Enterro da Drag Queen – Rafael Castro

5- Telekphonen – Karina Buhr

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clap!clap!clap! – Karina Buhr

A Karina Buhrque você já conhece – fez show (sucesso) no Sesc Pompéia esse final de semana para lançar o seu primeiro CD. Espia só um trecho no vídeo acima e cantarole pelo resto da tarde.

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Eu Menti pra Você

Em dezembro de 2009 esse blog entrevistou a cantora Karina Buhr, que estava prestes a lançar seu primeiro CD. Pois bem, o álbum novo já está na área e a capa bonitona é essa da foto acima. Fica a dica.

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Romântico defeituoso

Prestes a lançar seu primeiro CD solo, Eu menti pra você, que sai no começo de 2010, Karina Buhr fala de sotaque, influência alemã e teatro.

Conte um pouquinho da sua história. Onde vc nasceu?
Nasci em Salvador e fui morar em Recife com 8 anos. Comecei a tocar e cantar em 94, no Maracatu Piaba de Ouro e no Estrela Brilhante. Depois veio o pastoril do Véio Mangaba, a banda Eddie, a Comadre Fulozinha, Bonsucesso Samba Clube, DJ Dolores. Fiz também participações em CDs e trilhas de peças e filmes como A Máquina, de João Falcão, Deus é Brasileiro e Narradores de Javé. Em 98, Zé Celso viu um show da Comadre Fulozinha, em Recife e rolou o convite pra fazer a peça Bacantes. No fim de 2003 vim pra fazer todas as peças dos Sertões e fiquei até hoje.

Ficou dividida entre a música e o teatro?
Saí do Teatro Oficina depois da turnê de Os Sertões, pra me dedicar a levantar os arranjos das músicas novas, começar a fazer shows e gravar o trabalho solo, não sem antes fazer o terceiro CD da Comadre Fulozinha, que já estava esfriando na cabeça.

O sotaque é de onde?
Quando morava em Salvador (terra do meu pai) passava as férias em Recife (terra da minha mãe) e quando fui morar em Recife as férias eram em Salvador. Quando o sotaque estava se moldando num lugar, lá ia eu pra outro, o que resultava numa mangação eterna do meu jeito de falar.

E hoje, onde é a sua casa? Moro em São Paulo há quase 6 anos.

Sempre soube que queria ser cantora?
Não. Adorava cantar, mas queria mesmo era fazer teatro e cinema. Porém cinema nessa época não era assim tão simples. Dava até vergonha de dizer que queria fazer…Vi muito mamulengo e cavalo marinho quando era criança, vi umas coisas bem bonitas de João Falcão. Na verdade João dirigindo é tão incrível que fazer comercial de liquidificador com ele era bom, foi meu cinema. Depois passei a tocar percussão e cantar ao mesmo tempo, no carnaval, que é uma das grandes alegrias da minha vida.

Já trabalhou em outras áreas?
Só com tambor, garganta e requebrado.

No seu CD tem trechos de músicas em alemão. Você fala a língua?
Hoje não falo muito não. Me comunico, entendo razoavelmente bem, escrevo meio erradinho mas o povo lá entende. É questão de criar vergonha na cara. O alemão vem da família da minha mãe, que por sinal é uma professora incrível de alemão, mas santo de casa é santo de casa…

Já morou lá? Passei 7 meses em Lägerdorf., um vilarejo perto de Hamburgo. Foi entre 1989 e 1990. Justamente quando o muro caiu, que por sinal, foi um momento muito forte na minha vida.

Foi influenciada pela música eletrônica da época?
Gosto da sonoridade, mas sou bem leiga no assunto. O que posso dizer a respeito, é que gosto muito do Kraftwerk e do pouco que conheci do Chromeo, mas não acho que tenho influência direta disso. Acho que influências se diluem, se misturam com outras e não aprecem necessariamente de forma clara. Mas tenho vontade de comprar uns brinquedinhos eletrônicos pra começar a usar tanto pra fazer músicas como pra dar um temperinho no show.

Tirando o sotaque, você não é exatamente o estereótipo de cantora da “turma do Recife”, essa geração que teve um boom por aqui, com uma pegada mais regional. É difícil escapar do esteriótipo?
As pessoas dessa geração a que você se refere são os amigos com quem eu tocava junto. Existe uma ligação grande, mas acho que a questão toda é justamente isso de estereótipo. Normalmente os sotaques do Rio e o de São Paulo são tratados como normais e os dos outros como exóticos. É só uma questão de ponto de vista. Tenho trabalhos bem diferentes entre si, talvez isso me ajude a ficar um pouco fora da prateleira a que eu estaria fadada.

Quais as influências mais presentes na sua carreira? São muitas, mas talvez o carnaval seja a mais presente, não só pelos ritmos, mas pela loucura, pela liberdade, pelo colorido…

Se pudesse escolher um músico para dividir o palco por uma noite, quem seria? Já rolou! Gigante Brazil e Chico Science.

Tem algum apelido para o tipo de som que você faz? Romântico defeituoso.

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