OEsquema

Arquivo: dezembro de 2007

Tipo uma retrospectiva

Achei que seria divertido (e daria assunto) fazer uma lista de coisas mais legais ou chatas em 2007, em diversas áreas. Mas (e eu sei que isso é lamentável) tô com preguiça de pensar. É domingo de tarde, pré-ano novo, o tempo está quente e úmido, parecido com o da praia (e eu não estou nela) e, no momento, assisto aos prêmios de melhores artistas no Faustão e conjecturo a respeito dos vencedores(decadente?).

O mais alarmante é que o NX Zero já está no segundo prêmio e, portanto, toca (playback) pela terceira vez. Não sei se comemoro o fato de uma banda de rock ser a melhor banda e melhor música do ano para o público do Faustão, ou se choro o fato de ser o NX Zero. Mas ponderei e cheguei à conclusão que não posso direcionar minha raiva ao NX – afinal, eles só estão lá por causa da estupidez dos fãs. Não tenho nada contra eles. Há tempos não tenho mais nada contra quem faz música pra ganhar dinheiro. É o mercado. Visão, criatividade, estar no lugar certo, na hora certa fazendo a coisa certa. Mérito deles.

Gostei mais da mensagem do ‘Di’ pros jovens: algo como “e pra galera mais nova, essa música ['Razões e emoções'] é… vibrações positivas, heim gente! Pensamento positivo, que a gente chega lá!”

Eu não entendi.

Bom, registrando outros acontecimentos preocupantes do ano: a Ângela Bismarchi (que, eu vou ser bem franca, só conheço de nome e não faço idéia de quem seja) vai fazer uma cirurgia de orientalização. Me parece que isson significa que ela vai ficar japonesa, mas não tenho mais informações. E não quero ter.

Depois da camiseta que detecta rede wi-fi (adorei, mas não tenho nada móvel que acesse a internet), tem a coisa mais sensacional que eu já vi pra vestir (ainda mais depois do clipe de D.A.N.C.E., do Justice): a T-equalizer, uma camiseta com um captador de som e uma gravura que se acende de acordo com a música! Tem vários tipos de desenhos, e o de equalizador é o mais popular:

A-DO-RE-I! Para comprar, ou eBay ou aqui no Mercado Livre. Sim, propaganda de graça pro vendedor.

Voltando ao prêmio, essa Graziela Grazielli Massafera é uma fofa. Eu jamais teria coragem de zuar essa mulher. E o Daniel ganhou, tipo, pela 12ª vez consecutiva, o prêmio de melhor cantor do ano. Como entender um público que escolhe NX Zero como melhor banda e Daniel como melhor cantor? Não que, na prática, eles sejam muito diferentes um do outro.

Volto ano que vem. Que você tenha um excelente 2008. E continue entrando aqui. E chame os amigos.

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O jogo da semana

mcdonalds1.jpg

Você que é fã dos jogos de simulação de gerenciamento, desde o Sim City até Rollercoaster Tycoon e o finado (esse é velho) Sim Farm vai adorar o Mcdonalds VIDEO GAME. Nesse joguinho em flash, você deve cuidar de todo o processo necessário para manter um restaurante do Mcdonalds: cultivar soja e criar gado, contratatar funcionários, cuidar do departamento de relações públicas e de publicidade… é viciante! Eu passei umas boas horinhas jogando.

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Pessoas que colaboram para mantermos estereótipos vivos

Elas são essenciais para as piadas da Zorra Total e do Casseta e Planeta.

Aí vem esse cara e posta um especial humorístico zoando a menina (ela pediu):

O terceiro cara vêm vem e faz um comentário digno de um conservador americano estúpido, desses que a gente vê sendo zoado no Saturday Night Live, e felizmente, colabora também para a manutenção do estereótipo:

“A liberal homosexual is allowed to attack a Christian girl for not knowing some stupid liberal country in a place nobody cares about? Who CARES if france is a country? ITS THE EMEMY! And thats all you need to know! Vote NO to liberal “education”. Vote YES to Republican job creation and more consumption.”

É como eu disse… o roteirista d’A Praça é Nossa agradece.

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Meu natal não foi legal.

Bom, mas ele já passou, então menos mal.

Mudando de assunto, um site de promoções na internet indexou a promoção do mp4, de maneira que 80% das inscrições são de pessoas que nunca tinham vindo aqui antes. Por um lado, isso é bom pra ganhar mais fãs, mas eu sinceramente acredito pouco que a maioria dessas pessoas vai voltar depois que o ganhador do player for divulgado. Uma delas até falou que o blog é muito legal e me chamou de “amigo”.

Pelo menos eu tive 21 comentários, nosso recorde.

De qualquer maneira, agradeço a todos que participaram, e espero sinceramente que as pessoas que não conheciam o blog antes tenham gostado e voltem (principalmente porque pretendo colocar Ad-Sense em breve).

O ganhador, segundo o programinha que eu baixei para sorteios, é o autor do comentário número 4. O nome dele é Enio, mas ele não deixou e-mail, então se ele não se manifestar em até 2 dias eu sorteio outro. Lembrando que os comentários 13 e 16 eram respectivamente pingback e feliz natal natal da polônia (!), então estipulei comigo mesma que caso esses fossem sorteados eu sortearia novamente. Não foi o caso.

Feliz natal pra todo mundo! Recados para meus amigos, sei que isso é patético, e que vai ser um problema já que a maioria aqui não é meu amigo, mas pulem.

Gabi: volta!

Rafa, Carol, Marina, Saulo, Gui: voltem!

Milena, Ju e outras off-lines: Não se vão!

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Então é Natal…

E as pessoas, eu inclusa, são constantemente arrebatadas por um instinto de consumo quase animalesco. De maneira que ontem, passei na Livraria Cultura depois do Gamebar e não resisti: adquiri dois novos itens para a minha estante.

amy_dvd_n.jpg

Todos nós estamos absolutamente familiriazados com a Amy e suas peripécias junkies. Eu, apesar de gostar muito da moça e achar uma pena que ela estivesse tomando o inevitável caminho da morte aos 27, achava é graça nas estórias bizarras (tipo ela dormindo em entrevistas e dizendo coisas trash). Comprei o DVD I told you I was trouble – Amy Winehouse Live in London ontem e fiquei emocionada como há muito não ficava vendo uma performance de um artista em DVD. Eu já sabia que ela era talentosa, claro, mas claramente a mulher tem esse quê de gênio e nasceu pra se apresentar ao vivo. Show a parte é o documentário que vem nos extras, em que a gente descobre que quando ela diz que não vai pra Rehab porquê o pai disse que ela estava bem e não precisava, era tudo verdade. Além disso, apesar de viver com o foda-se ligado, Amy parece ser uma pessoa adorável… long live to Amy Winehouse, se é que isso é possível. O DVD é um show à parte. Paguei R$ 35 e acho que vale a pena.

tingo.jpgSou estudante de jornalismo, devoradora de livros e uma de minhas maiores paixões são as línguas – e, obviamente, as palavras que as caracterizam. Estudo idiomas desde que me lembro e não quero parar nunca. Esse livro, Tingo – O irresístivel almanque das palavras que a gente não tem, é pra gente que acredita que semântica não é só um negócio que a gente aprende na aula de gramática mas é quase energia e pode ter grande carga na comunicação social. O livro lista centenas de vocábulos, de dezenas de línguas, que são intraduzíveis para outros idiomas. Sim, tipo saudade em português, mas temos exemplos muito mais divertidos em outras línguas, posso garantir, que ainda ajudam a caracterizar culturalmente as nações que as falam. Por exemplo: que outro idioma, além do japonês, poderia ter outra palavra que designasse uma mãe que obriga os filhos a estudarem demais (kyouikumama)? Afinal, como dizia um professor meu, enquanto você dorme tem um japonês estudando. No italiano, aquele das matronas que controlam a família, o mammismo é o verbo que caracteriza a interferência e o controle da mãe na vida adulta do filho. Os havaianos parecem boêmios e muito sossegados se vistos de longe, mas a gente confirma isso quando fica sabendo que eles têm uma expressão que significa “apostar a mulher no jogo”: pu’ukaula. Eu poderia mencionar os termos divertidos por horas, porquê o livro é uma delícia de ler. Procurem, que vale à pena.

Sobre a suuuuper promoção de Natal, ainda dá pra se escrever inscrever (era a pressa, mal) no tópico de baixo. Vou sortear no dia 25, quando eu volto com o vencedor e com os votos de feliz natal.

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Lista dos melhores discos e suuuuper promoção!

Lá no Indienation, o chefe César me pediu pra postar a lista de melhores discos de 2007. Só que eu não me dou bem com listas porque sempre acho um pecaaaado deixar algumas coisas de fora (e sempre ficam). Fora que eu sempre esqueço de algum item relevante. Nessa lista, foi o Maximo Park, com Our Earthly Pleasures, que eu esqueci que era de 2007.

1) LCD Soundsystem – Sound Of Silver
Porque All My Friends podia ter tocado o ano inteiro pra mim e se adequaria perfeitamente a todos os momentos. Tá, todo mundo tem amigos, quer estar com eles o tempo todo. Mas no meu caso é especial. E também porque LCD, nesse disco, é música eletrônica que me deixa com vontade de fazer air guitar.

 

 

 

Vejam também a versão do Franz Ferdinand.

2) Arctic Monkeys – Favourite Worst Nightmare
Seria ligeiramente hipócrita se eu não colocasse o disco do Monkeys, já que segundo o Last.fm foi o artista que mais ouvi ever. Antes era o Pearl Jam. Bom, eu não gostava de Arctic Monkeys. Achava mais do mesmo. E talvez seja. Mas de uma hora pra outra, as guitarras deles começaram a entrar na minha cabeça de maneira mais suave, até agradável. O segundo disco me fez ter certeza que poderia me divertir muito com eles. Consistente, direto e tudo mais.

3) Interpol – Our Love To Admire
Interpol… primeiro disco ótimo, segundo lixo, terceiro ápice. Minha opinião.

4) Vanguart – Vanguart
Cara, eu não ia com a cara dos Vanguarts. Não deles. Do som. Nunca fui folkera (inventei agora o termo). Mas quando fui ouvir com atenção, foi tipo amor à primeira vista. E o disco é tão redondinho, simples e psicodélico nas letras e nas melodias. E pensar que já estive em um show deles, mas não sobrevivi alcoolicamente para assistir devidamente. Lembro de uns trechos.

5) Mark Ronson – Version
Pra começar, vi agora, o nome do Mark saiu com C (Marc, tipo Bloc) no Indienation. Esse dado, quer dizer, eu corrigindo, dizendo que sei como se escreve o nome do homem, faz uma grande diferença. Esse aí distoa do resto da lista. Mas I don’t give a fuck. Gosto muuuito dos discos que ele produziu e gosto igualmente desse disco dele, o de covers um pouco diferentes. Colocar em quinto é sacanagem, ainda mais que o Maximo Park ficou de fora… mas, além de representar todos os discos que ele produziu em um só, sinceramente, é mais pra chocar os headbangers defensores do rock até a morte. Se é que eles existem, ainda. Quando eu tinha 15, existiam. Lá na Galeria.

6) Queens Of The Stone Age – Era Vulgaris
É Queens of the Stone Age, pô. Não precisa explicar porque tem o 6º.

7) The Cribs – Men’s Needs, Women’s Needs, Whatever
Outro que eu não dava nada. O primeiro do Cribs era legalzinho e nada além disso. Esse me surpreendeu, embora o single famosinho (com o clipe que o Lúcio Ribeiro colocou umas quatro vezes no popload) seja minha música menos favorita. Discão, as letras são legais, as músicas são divertidas, melhoraram muito do primeiro.

8 ) Eddie Vedder – Into The Wild
Alguém (o Pedro) me perguntou se eu realmente achava que esse disco merecia estar entre os dez melhores do ano. Eu disse que, de verdade, não. Mas sempre, sempre que o Pearl Jam ou algum membro lançar um disco minimamente escutável, ele vai estar nos meus Top 10. Por… gratidão. E reconhecimento.
E esse vai além do minimamente escutável. Apesar de ser tudo meio parecido, as coisas na voz do Eddie são sempre boas.

9) Justice – †
O Justice figurar nessa lista, de certa forma, homenageia meus tempos de ojeriza (palavra feia!) à música eletrônica. Claro que, na época, o que eu conhecia de música eletrônica era o que tocava nas matinês que eu freqüentava. Mas aquilo não me dá vontade de dançar. Justice dá. E eu não me canço de ouvir D.A.N.C.E.

10) Kate Nash – Made Of Bricks
Teve uma semana, em outubro, acho, que foi bem trash. Uma TPM inesperada desencadeou uma crise de auto-estima, responsável por explodir um monte de neuras, a maioria inexistente de fato. Bom… a Kate Nash (e um livro da Marian Keyes) me ajudaram a passar pela fase mulherzinha. Melhor que o primeiro disco da Lily Allen, por ser menos pretensioso e ir mais longe.

Como eu disse lá em cima, odeio listas porque as coisas ficam de fora e blá blá blá. Nesse caso, resolvi colocar uma lista extra ao top 10, que é uma lista de menções honrosas. Aí entram:

Ecos Falsos – Descartável Longa Vida
Acho os caras geniais e o primeiro disco não faz por menos. Fora o nome do álbum, que eu acho genial.

Superguidis – A Amaraga Sinfonia do Superstar
A voz a là Dinho Ouro Preto não me agrada muito, mas eles fazem rock relevante. Eu diria honesto, mas evito palavras-clichê de crítica musical.

Klaxons – Myths Of The Near Future
Eu gosto do Klaxons porque eles me fazem ter vontade de dançar, mas não acho genial nem inovador nem maravilhoso nem nada assim.

Kanye West – Graduation
O cara me fez ouvir rap. Rap com o Chris Martin. E gostar.

Lestics – Les Tics
O Marcelo Costa indicou no blog dele e eu resolvi dar crédito. Não sei nem porquê. É que o Marcelo falou muito bem. E não me arrependi… Não consigo comparar com nada, desculpem. Ouçam.

Kings Of Leon – Because Of The Times
Pô, só pela mudança radical já valeria o crédito. Mas eles mudaram pra melhor, né.

In Rainbows + disco bônus
Eu não gosto de Radiohead… gosto desse disco.

Our Earthly Pleasures – Maximo Park
Putiz… Minha trilha sonora de 2007.

Promoção Natal Musical (sim, eu mesma que fiz esse nome, sozinha)

Bom, mal deixar pro final, mas o negócio é o seguinte. Eu consegui (não interessa como, mas não roubei) um fantástico mp4 player da Multilaser. Veja só que beleza de aparelho:

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Enfim. E o espírito natalino bateu com tudo em mim, de maneira que eu pensei… “não seria legal sortear essa tranqueira no blog?” Fiquei me perguntando se alguém ia querer ganhar um MP4 de 512 mb, mas é de graça, e normalmente as pessoas aceitam coisas de graça. Acho que a maioria das pessoas tem um aparelho de ouvir música digital, hoje em dia. Mas se alguém não tiver e quiser participar, basta deixar o nome e o e-mail aí nos comentários. E responder: “Qual o nome do seu blog preferido?”

Os que responderem CORRETAMENTE (e vocês sabem o que isso significa) entram automaticamente no sorteio. É brincadeira. Não precisa responder. Só deixa o nome e o e-mail.

E mais! Eu mando ele cheio de música. Quem ganhar, pode escolher até X (subtitua X por número de CDs que cabem em míseros 512mb) CDs que estiverem nessa minha lista (hahaha, quero impôr meu gosto musical). Vale os da menção honrosa, também.

Bom, ele tem 512mb, toca vídeo naquele formato bizarro de mp4 players da China, o firmware é bonitinho, ele tem auto falantes e vem com um fone bem vagabundo. Tem garantia. Só não tá lacrado porque eu abri pra ver se tava tudo certo (e vou ter que colocar as músicas, anyway).

Infelizmente, acho que não chega a tempo pro Natal, mas eu não vou, de modo nenhum, mudar o nome da promoção por isso. Se ninguém quiser (a possibilidade existe!), eu vou rifar. Que eu sempre quis rifar alguma coisa.

Amigos que caem de gaiato aqui: ao menos finjam que lêem o blog. Os últimos dois comentários foram feitos depois do sorteio, o que deixa bem óbvio que vcs só vêm aqui e colocam o nome. Bom… o sorteado está neste post. Ah, vcs tem o direito de não ler o blog, vir aqui e só colocar o nome. Só não têm direito de se inscrever depois que a promoção acabou, porque aí parece marmelada. Feliz natal!

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S’eu pudesse’u processava mil!

250px-jeremias_livrim.jpgÉ claro que todos vocês conhecem Jeremias José, o homem, o mito, a lenda. Não sei como ninguém nunca pensou em fazer um Jeremias José Facts. O homem virou um ídolo para aqueles fãs da bebedeira na sexta a noite. Seus bordões são entoados de maneira entusiástica por milhares de jovens e adultos nas mesas de bares. “U cão foi quem butô pa nóis bebê” é praticamente um grito de guerra libertário das opressões do A.A.

Mas ele não deixou quieto, não. Jeremias José, ao lado de suas advogadas Edicreize da Cruz Santos e Teresinha Mendes Santana, abriu um processo contra todos que se aproveitaram de seu momento de porre para benefício próprio ou o ridicularizaram. Entram aí o Google, o UOL, o Terra, o IG e o SBT.

Além disso, tem também outros nomes de pessoas físicas e jurídicas, incluindo o fantástico site Camiseteria, só por causa dessa camiseta aqui.

Agora, imaginem vocês se a moda pega: vai ter processo a dar com pau de figuras como o velhinho que comeu e não pagou, do Leonaldo Gomes (pai do Jeremias), da menina pastora

É claro que isso é, obviamente, uma grande palhaçada de advogados oportunistas. Vamos ver no que vai dar, se é que vai dar em alguma coisa. Não conheço nada de direito pra dizer se alguém infringiu alguma lei. Exceto, é claro, o Jeremias muito louco, que foi multado por dirigir sem documentação e estar com o documento do carro vencido. Atentem para o fato de que ele não foi punido por dirigir muito doido.

E já que recordar é viver:

Editado: A @flaviadurante colocou no Twitter os detalhes do processo.

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Let’s get pregnant!

E essas são as grávidas da semana:

jamiespears.jpg

Jayden e Sean (são esses os nomes? finalmente decorei!) ganharão um priminho (ou priminha). A irmã da Britney, Jamie Lynn Spears, achou que seria legal dar mais uma alegria a essa família que só tem notícia boa a cada dia que passa e está grávida de um rapaz que conheceu na igreja. Menos mal, né? Ah, em tempo: ela tem 16 aninhos.

lily_allen.jpg

Eu adoro a Lily (íntima!), apesar de ter me referido à ela no post embaixo como “inglesinha que usa vestido e sabe falar palavrão”. Bom, depois da notícia que dizia que ela estava prestes a ter um ataque do coração se não perdesse peso, e da capa da QG onde ela saiu super sexy e sensual e tal, vem a boomba: ela tá grávida! Sim! É do Ed Simons, do Chemical Brothers. E, bem, ela diz que está muito feliz. Que bom. Disse também que a gravidez não vai interferir no lançamento do segundo disco. Que bom, também.

Agora, as ex-grávidas da semana.

Nasceu o filho da Danielle Winits com aquele cara que eu esqueci o nome. Nada de foto da Danielle Winits nesse blog. Só farei isso quando for absolutamente necessário.

Uma curiosidade: Em italiano, se você for bem formal (e antigo, parece), você diz que uma mulher grávida está, hum, interessante.

 

 

 

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O que está acontecendo comigo?


O primeiro CD que eu ganhei na vida (depois do da Eliana) foi Ten, do Pearl Jam. Eu tinhs 10 anos. A partir daí, seguiu-se uma bela estória de amor e ódio pela maior banda do mundo, que teve seu ápice num singelo pandeiro recebido (por mim) num show da banda em 2005, e depois entrou em decadência. Mas outro dia eu conto essa.

Junto com meu gosto pelo Pearl Jam, vieram Nirvana, Soundgarden, Chris Cornell, Screaming Trees. O Grunge, mas eu nunca gostei de chamá-lo assim. Mesmo quando eu usava camisa de flanela no calor dos trópicos, aos 13 anos. Eu sempre odiei esses rótulos.

Desde que comecei a freqüentar grandes shows, soube que era aquilo que eu queria pra mim. Assumi que meu grande objetivo de vida seria ir ao maior número de shows legais possíveis. Que esses eventos seriam a prioridade de minha mesada. Enquanto as banda snão vinham colecionava VCDs (e posteriormente DVDs) dos grupos que eu gostava e ficava assistindo. Cheguei até a elaborar uma lista mental de bandas-must-go. Shows que eu não poderia perder, nem que vendesse os CDs daquela banda pra ir.

Na época, a lista incluía Pearl Jam, Foo Fighters, qualquer banda com o Chris Cornell, o Queens of the Stone Age e qualquer banda que envolvesse os dois.

Anos depois eu comecei a ouvir música de viadinho e a lista aumentou consideravelmente. As prioridades se modificaram. Fora que o maior sonho da minha adolescência, ver um show do Pearl Jam, foi realizado. Três vezes.

Mas, neste ano, eu não honrei com o meu compromisso mental. Eu não tinha dinheiro? Pode ser que não tivesse, mas pra ser franca, um pouco de economia (plus uma ligação pra vovó) daria conta. Eu não fui fiel àqueles responsáveis por darem forma e conteúdo ao meu gosto musical e cultural. Eu fui infiel e mereço ser punida por isso – embora o arrependimento já seja um castigo suficientemente amargo.

Troquei um monte de gente pelo Planeta Terra (só com nomes novos e coisas que não me marcaram) e pelo Tim Festival (uma bosta). Troquei LCD Soundsystem, Incubus, Eagles of Death Metal e Chris Cornell por meia dúzia de macacos ingleses, meia dúzia de falsos ingleses de Las Vegas, mais uma menininha que canta de vestido e sabe falar palavrão. Chris Cornell, cara.

Eu posso me perdoar… posso me perdoar pelo LCD, que acho que vou ter chance de ver de novo, pelo Incubus, que nem é grande coisa embora eu goste, pelo Eagles of Death Metal. Mas pelo Chris Cornell, eu sempre vou me culpar por ter perdido o show do Chris Cornell.

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A piadista

Não sei vocês, mas para mim tem se tornado cada vez mais clara a importância das piadas no nosso dia-a-dia. Não falo de piadas-estorinhas, daquelas que a gente lê no Humortadela e conta pro amigo (de loira, de português, essas coisas). Falo das piadas do cotidiano. Aquelas coisas não tão óbvias mas engraçadas que acontecem o tempo todo em todo lugar, que fazem a nossa vida mais divertida e para as quais o único requisito é um olhar e um ouvido bem treinados.

O meu problema, e é bem particular, é que meu humor é peculiar e um pouco extremo. Eu sou a favor da piada acima de tudo, de rir de si mesma. Sou contra humor depreciativo (apesar de gostar do Pânico…), mas de resto, acho que tudo vale, porque rir com os outros é muito bom.

Ok, daí parece que eu empurro velhinhas no vão entre o trem e a plataforma pra rir da cara delas. Não é o caso, vejam bem. Eu apenas apóio a máxima de rir de si mesmo (e, a partir daí, rir dos outros). Não no sentido “sem orgulho-próprio” da coisa, no sentido auto-crítico, divertido. Não foram poucas as vezes em que boas risadas me salvaram de um dia péssimo ou de uma TPM brava.

Pois bem. Além de tudo isso, eu tenho um problema que não consigo identificar, ainda, se é vantajoso ou não. As pessoas riem naturalmente de mim, sem que eu fale coisas necessariamente engraçadas. Na sala de aula acontece o tempo todo – e eu, que era muito de falar, às vezes fico meio acanhada (alguns vão contestar, mas juro que falo sério). Já fui vítima do fenômeno em dinâmicas de grupo para empregos, também. Eventualmente, eu consigo identificar o termo ou expressão facil que originou as risadas. Na maioria das vezes, entretanto, eu acho que é franco exagero.

Ok, legal. Ou eu sou engraçada pra cacete ou tenho cara de idiota. Não tem problema, eu não quero descobrir qual das duas é a certa e tudo bem. Acontece que as consequências desse problema são diversas:

1 – As pessoas riem quando falo alguma coisa séria, e a certa altura (mesmo depois de muita convivência), chegam a me perguntar se estou brincando ou não quando falo alguma coisa que gere dúvida;

2 – Eu acabo me achando muito engraçada, algumas vezes, e isso pode acarretar certos constrangimentos, já que minha principal arma para me entrosar em grupos novos são as piadinhas eventuais, e estudos (meus) comprovam que as pessoas riem muito mais de você se elas já te conhecem. Do contrário, você parece… uma estúpida tentando se entrosar com piadas.

3 – Acontece menos hoje em dia, mas eventualmente eu faço piada com o que não devo. Novamente, friso que sou uma pessoa repleta de conceitos de noções (nada de piadas sobre doenças e incapacidades físicas, por favor), mas é que como eu levo as coisas mais na brincadeira do que os outros, sem querer acabo perdendo noção do que pode ofender os terceiros.
As vantagens é que estou quase sempre de muito bom-humor e sempre muito sorridente, o que me faz parecer super-simpática. Eu acho. Se bem que depois eu estrago com as piadas, então dá na mesma.

De qualquer maneira, foi só um desabafo, catalizado por cenas engraçadas (para mim) vistas no metrô hoje e a minha tentativa de me enturmar ontem, num evento onde eu não conhecia nin-guém. Nah. Aí eu conjecturei sobre a importância do humor na minha vida e tal.

Me lembrei, agora no final, de uma cena engraçada do sábado. Minha mãe que me perdoe, mas lá vai: ela (a minha mãe) é dançarina de Flamenco. Sábado, ela se apresentou em um espetáculo da escola dela (parece que tô falando da minha filhinha, né?), que misturava danças árabes com a dança flamenca, tradicionalmente espanhola. Pra quem não sabe, as duas são muito parecidas, por causa da invasão árabe na península ibérica, quando rolaram umas influências mútuas nas culturas dos dois povos.

Bom, aí a primeira dança são umas 30 (mais, talvez) mulheres de burca, fazendo uma dancinha primitiva (parecia aquelas brincadeiras de roda misturadas à dança de festa junina), uma coisa deveras curiosa. Engraçada, porque não? Mas eu olhei para trás, e nenhuma daquelas pessoas sérias estava sorrindo. Clao que dar uma gargalhada ali seria interpretado como falta de respeito. Mas um sorriso é permitido, ainda mais com as luzes apagadas. E era claramente algo engraçado. Até aí, eu relevei.

Aí, veio a gota d’água. Surge no palco uma cantora de música árabe-flamenca. Trata-se, para os desavisados, daqueles gritos árabes místicos e desafinados, encontrados também nas melodias espanholas. Não chegam a ser desagradáveis, não, e a mulher cantava bem. Mas…

Ela fazia caretas na hora de cantar. Horríveis. Contorcia o rosto como se… me desculpem, mas eu tive a clara impressão de que estavam enfiando algo no cu dela. Porque eu tinha certeza que ela estava sentindo a pior dor. Do mundo.

Aquilo era engraçado. Não havia dúvida, po. Era muito engraçado. Eu tava na frente do palco, fotografando, e fiquei pensando no meu irmão, lá atrás, que com certeza riria comigo e compreenderia a graça da coisa. E olhei para trás, em busca de alguém que compreendesse minha necessidade de rir.

Ninguém. Aí tem uma mistura de necessidade de manter uma postura + falta de olhar e percepção pro que é engraçado nas pequenas coisas do cotidiano. Mas… que posso fazer? Só dou risada.

Editado: Apesar das coisas engraçadas na apresentação, no geral ela foi muito bonita e a minha mãe dançou muito bem. E, afinal, se tem uma coreografia de dança de roda… minha mãe não é a coreógrafa.

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