30 de dezembro de 2007 às 17h28
Tipo uma retrospectiva
Achei que seria divertido (e daria assunto) fazer uma lista de coisas mais legais ou chatas em 2007, em diversas áreas. Mas (e eu sei que isso é lamentável) tô com preguiça de pensar. É domingo de tarde, pré-ano novo, o tempo está quente e úmido, parecido com o da praia (e eu não estou nela) e, no momento, assisto aos prêmios de melhores artistas no Faustão e conjecturo a respeito dos vencedores(decadente?).
O mais alarmante é que o NX Zero já está no segundo prêmio e, portanto, toca (playback) pela terceira vez. Não sei se comemoro o fato de uma banda de rock ser a melhor banda e melhor música do ano para o público do Faustão, ou se choro o fato de ser o NX Zero. Mas ponderei e cheguei à conclusão que não posso direcionar minha raiva ao NX – afinal, eles só estão lá por causa da estupidez dos fãs. Não tenho nada contra eles. Há tempos não tenho mais nada contra quem faz música pra ganhar dinheiro. É o mercado. Visão, criatividade, estar no lugar certo, na hora certa fazendo a coisa certa. Mérito deles.
Gostei mais da mensagem do ‘Di’ pros jovens: algo como “e pra galera mais nova, essa música ['Razões e emoções'] é… vibrações positivas, heim gente! Pensamento positivo, que a gente chega lá!”
Eu não entendi.
Bom, registrando outros acontecimentos preocupantes do ano: a Ângela Bismarchi (que, eu vou ser bem franca, só conheço de nome e não faço idéia de quem seja) vai fazer uma cirurgia de orientalização. Me parece que isson significa que ela vai ficar japonesa, mas não tenho mais informações. E não quero ter.
Depois da camiseta que detecta rede wi-fi (adorei, mas não tenho nada móvel que acesse a internet), tem a coisa mais sensacional que eu já vi pra vestir (ainda mais depois do clipe de D.A.N.C.E., do Justice): a T-equalizer, uma camiseta com um captador de som e uma gravura que se acende de acordo com a música! Tem vários tipos de desenhos, e o de equalizador é o mais popular:
A-DO-RE-I! Para comprar, ou eBay ou aqui no Mercado Livre. Sim, propaganda de graça pro vendedor.
Voltando ao prêmio, essa Graziela Grazielli Massafera é uma fofa. Eu jamais teria coragem de zuar essa mulher. E o Daniel ganhou, tipo, pela 12ª vez consecutiva, o prêmio de melhor cantor do ano. Como entender um público que escolhe NX Zero como melhor banda e Daniel como melhor cantor? Não que, na prática, eles sejam muito diferentes um do outro.
Volto ano que vem. Que você tenha um excelente 2008. E continue entrando aqui. E chame os amigos.




Sou estudante de jornalismo, devoradora de livros e uma de minhas maiores paixões são as línguas – e, obviamente, as palavras que as caracterizam. Estudo idiomas desde que me lembro e não quero parar nunca. Esse livro, Tingo – O irresístivel almanque das palavras que a gente não tem, é pra gente que acredita que semântica não é só um negócio que a gente aprende na aula de gramática mas é quase energia e pode ter grande carga na comunicação social. O livro lista centenas de vocábulos, de dezenas de línguas, que são intraduzíveis para outros idiomas. Sim, tipo saudade em português, mas temos exemplos muito mais divertidos em outras línguas, posso garantir, que ainda ajudam a caracterizar culturalmente as nações que as falam. Por exemplo: que outro idioma, além do japonês, poderia ter outra palavra que designasse uma mãe que obriga os filhos a estudarem demais (kyouikumama)? Afinal, como dizia um professor meu, enquanto você dorme tem um japonês estudando. No italiano, aquele das matronas que controlam a família, o mammismo é o verbo que caracteriza a interferência e o controle da mãe na vida adulta do filho. Os havaianos parecem boêmios e muito sossegados se vistos de longe, mas a gente confirma isso quando fica sabendo que eles têm uma expressão que significa “apostar a mulher no jogo”: pu’ukaula. Eu poderia mencionar os termos divertidos por horas, porquê o livro é uma delícia de ler. Procurem, que vale à pena.
É claro que todos vocês conhecem Jeremias José, o homem, o mito, a lenda. Não sei como ninguém nunca pensou em fazer um Jeremias José Facts. O homem virou um ídolo para aqueles fãs da bebedeira na sexta a noite. Seus bordões são entoados de maneira entusiástica por milhares de jovens e adultos nas mesas de bares. “U cão foi quem butô pa nóis bebê” é praticamente um grito de guerra libertário das opressões do A.A.


23 anos, jornalista, curiosa dos mistérios do mundo, odeia inveja e falsidade. 

