1 de fevereiro de 2008 às 9h13
Humor negro?
Tá mais pra humor bem branquelo. Quase ariano.
Tudo bem você morar num país que pare durante duas semanas no ano (provavelmente mais) pra beber, pegar mulher e dançar ao som de música ruim. Tudo bem que todas aquelas pessoas da comunidade carente, que sambam durante 12 horas de maneira frenética e incessante na Sapucaí, não ganhem um tostão e dediquem sua vida a isso, e que os famosos fiquem na área vip, falando com o Amaury Junior sobre quanto o Carnaval é alegria e descontração. E tudo, tudo bem mesmo se as escolas de samba estão associadas ao tráfico de drogas, ao jogo do bicho, se recebem patrocínio de países comunistas estrangeiros e faturam milhões todos os anos. Isso a gente pode superar! Fácil.
Eu só não posso entender como uma escola de samba acha legal fazer uma ‘homenagem’ ao holocausto colocando no carro alegórico um monte de cadáveres e alguém vestido de Hitler sambando em cima deles.
Tipo. SAMBANDO.
Desculpem a falta de sensibilidade pra piada, sério.




23 anos, jornalista, curiosa dos mistérios do mundo, odeia inveja e falsidade. 


1 de fevereiro de 2008 às 10h06
nem, agora TODO ANO sempre tem algum carro alegórico causando ‘pulêmica’.
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1 de fevereiro de 2008 às 10h35
Ridículo.
E tem outra coisa: todo ano algumas escolas procuram os Secretários de Turismo e propõe samba-enredo falando da sua terra em troca de $$$$$$
Esse ano o golpe foi em Recife, a prefeitura daqui vai pagar (ou já pagou) 3 milhões de verdinhas para a Mangueira. ABSURDO.
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1 de fevereiro de 2008 às 10h49
O pior é o monte de comentáriosesdrúxulos na matéria da globo.com realcmando dos judeus!
Meu…. e carnaval lá é clima pra fazer uma coisa dessas? O cara diz que foi com o intuito de homenagear… gostaria de entender essa idéia de homenagear os mortos no carro alegórico com um monte de mulher pelada sambando em volta!
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1 de fevereiro de 2008 às 11h39
O melhor mesmo foi o povo sambando enquanto o carro alegórico perdia a direção e bateu na arquibancada em 2005. O diretor da Gaviões ainda foi dizer que ia fazer um carnaval “em outra dimensão” dali pra frente.
Vai ver eles estão por lá uma hora dessas.
Enfim.
Não resisti e migrei para o WordPress. O Pseudônimo agora se chama Barco a Vela (já tinha um “pseudônimo” no WordPress, então resolvi botar um nome bonitinho e sem psudo-intelectualismos típico de blogueiros – o Pseudônimo já estava soando assim pra mim).
Baixei um CD ótimo naquele seu outro blog. “The Brothers Martin”. Adorei.
Saudades de você.
Beijos
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1 de fevereiro de 2008 às 11h41
opa, não apareceu o endereço:
http://www.barcoavela.wordpress.com
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Pingback por Global Voices Online » Brazil: Last minute ban on holocaust-themed carnival float
1 de fevereiro de 2008 às 12h09
[...] Ana Paula Freitas [pt] can not see any sense in Viradouro's choice of theme anyway: Eu só não posso entender como uma escola de samba acha legal fazer uma ‘homenagem’ ao holocausto colocando no carro alegórico um monte de cadáveres e alguém vestido de Hitler sambando em cima deles. Tipo. SAMBANDO. Desculpem a falta de sensibilidade pra piada, sério. [...]
1 de fevereiro de 2008 às 13h43
Ana, eu acho que eles apagaram a derradeira chama de criatividade do Carnaval…
Hitler provavelmente não viria sambando… e provalvelmente não seria em cima dos cadaveres…
Subestimaram a inteligência do cara…
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1 de fevereiro de 2008 às 14h00
Eles dizem que isso tudo não passa de manifestação artísitca, representação etc. Que façam então um carro alegórico sobre o Diário de Anne Frank, mostrem as expectativas da guriazita que foram estraçalhadas pelo Führer, isso sim seria mais condizente com o slogan: “Holocausto nunca mais”. Hitler tem um lugar mais condizente com sua condição na Desciclopedia, e só.
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1 de fevereiro de 2008 às 15h05
Pô, achei tempestade em copo d’água. O Mel Brooks fez o Hitler on Ice, que é bacana pra cacete. Ok, é comédia e tal, mas a judeuzada tem uma mania besta de cercear tudo aquilo que lhe é “ofensivo”. A linha entre a homenagem e a ofensa é tênue bagaraleo e, para os xiitas religiosos em geral, quando a coisa convém tudo fica bem.
Mas eu tenho quase certeza que isso só aconteceu porque a Viradouro não soltou os 10% que todo judeu tem direito quando o Holocausto é citado (humor negro e religioso, antes que joguem pedras, ok?).
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2 de fevereiro de 2008 às 2h12
Pelourinho, Açoite, Tumbeiros, Sal jogado nas costas pra cicatrizar após chicotadas, Línguas cortadas, Castração e… Abolição sem integração social pode, né?
Uso de cães na conquista, Crianças recém-nascidas sendo postas nas bocas dos mesmos cães, doenças sem ter anticorpos, escravidão, Encomienda, Mita, dizimação de culturas inteiras e… hoje, cidadãos de segunda categoria em toda América Latina pode, né?
Nada contra os judeus. Eu também não concordo com isto que a Viradouro faria, mas o chato é sempre ter dois pesos duas medidas…
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2 de fevereiro de 2008 às 3h03
Mentira que alguém vai em cima de Hitler.
Esse vai dormir bem no dia.
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Pingback por Balanço do feriado: Carnaval, Britney e Amy, Big Brother, Lost, Skins « Olhômetro
6 de fevereiro de 2008 às 21h57
[...] um dirigente de scola de samba foi atropelado por um carro alegórico e a Viradouro substitutiu o carro com o Hitler sambista por um com um monte de gente com mordaças, simbolizando o cerceamento da liberdade de expressão. [...]
4 de fevereiro de 2009 às 19h08
Carnaval deixou de ser festa do povo pra ser festa de branco, pra gringo ver e Amaury fazer fama. Vão todos eles tomar atrás do saco.
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