12 de fevereiro de 2008 às 22h10
Semana do trote: uma cobertura exclusiva
Eu sei que tem muita coisa rolando por aí. É Campus Party (devo falar dele amanhã ou quinta, depois que eu for), minha última semana de vida, Lost bombando, Amy no Grammy e tuuudo isso. Mas resolvi, nos próximos dias, fazer uma cobertura completa do chamado ‘trote’, lá onde eu estudo, incluindo uma descrição completa sobre o inferno da sexta-feira – vocês só vão saber o que é na sexta.
Na minha faculdade, os trotes são expressamente proibidos e desencorajados pela diretoria. Exatamente por esse motivo, eles ocorrem com freqüência e intensidade assustadoras. No mais, o trote é apenas mais uma desculpa dos jovens para usarem drogas e fazer sexo.
Não que eu ache que eles precisem de uma desculpa, mas a maioria parece achar, dada a maneira como enchem a cara das bixetes e para que elas dançem o ‘créu’ (protegidas apenas por trajes minúsculos, ensopados de cachaça). Tipo uma versão alcoholic e estudantil do concurso gata molhada.
Tá, eu sou velha. Eu sei. Só que não consigo acompanhar, sério. Primeiro, o lance de tratar os calouros super mal e obrigá-los a fazer coisas ridículas. Po, tem limite pra tudo. É legal pedir dinheiro no farol, pintar o rosto, até cortar cabelo dos meninos que tiverem dispostos a isso – tudo isso rola, é engraçado pra cacete e ainda torna o lance de conhecer gente muito mais fácil. Eu não sou muito de beber, mas pra ser sincera não tenho nada contra quem faça, até acho bem divertido de ver. Só não admito ficar humilhando gente de graça. Depois de dois ou três segundos na brincadeira de ficar falando pro bixo chamar a gente de senhor, eu já esqueço da estória e nem lembro mais que a idéia é fazer eles se submeterem a mim. Pra mim, não faz sentido.
Todo mundo pode vir e dizer que é uma brincadeira, mas porra, não é. É a manutenção do lance do autoritarismo nas relações sociais, que rola até na hora de entrar na faculdade. E a maioria das pessoas é bem sossegada, mas muita gente aproveita do momento pra descarregar algum tipo de raiva reprimida e acaba se apoiando na desculpa da ‘tradição’ pra tratar os outros como lixo.
Sou a favor de tudo que é engraçado, mas não topo obrigar ninguém a fazer nada que não queira… Acho que a doença de velha me deixou meio rabugenta.



23 anos, jornalista, curiosa dos mistérios do mundo, odeia inveja e falsidade. 


12 de fevereiro de 2008 às 22h46
Fizemos um meme sem combinar! hahaha (um texto com o mesmo tema em apenas dois blogs pode sem um meme?)
Mas é isso mesmo, legal de olhar. Cansei dessa vida. Acho que ano que vem fico em casa…
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12 de fevereiro de 2008 às 23h23
Eu lembro de ter lido algo a respeito dos trotes, acho que no Pensador Selvagem, o cara ligava o corte de cabelo a uma maneira de excluir a individualidade do cara que chega como “porta” na entrada daquele grupo, haja vista os que se negam serem peremptoriamente excluídos, bastante interessante.
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13 de fevereiro de 2008 às 13h56
Quando eu entrei na faculdade, há 10 anos atrás (velha tô eu), fui já com o intuito de meter a porrada se viessem tirar onda com a minha cara. Logo eu, um ser (aparentemente) tão calmo. Felizmente não levei trote. Também nunca participei dessa bosta! E, ao contrário de você, não gosto de cachaceiro. Quando conhecidos meus bebem, solicito que nem se dirijam a minha pessoa. E se alguém depender da minha ajuda na hora do porre, pode contar que vai morrer – de peferência bem longe de mim – porque, obviamente, já estarei BEM longe. HAHA.
Tudo isso é só pra dizer que às vezes eu venho aqui.
Abraço.
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15 de fevereiro de 2008 às 17h56
E aí, Ana? Fazia tempo que não passava por aqui. Esse post me interessou. Segunda dia 18 é o dia do meu trote na Anhembi. Não sei se eles são retardados lá, mas acho tudo isso uma imbecilidade imensa e já apelidei o dia do trote de “dia da juventude perdida”. É uma merda. Espero que não tenha de lembrar desse dia como um dos piores da minha vida! Adiós!
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18 de novembro de 2008 às 18h05
É q vcs não tiveram trote em facu publica, na q eu fiz tive 2 meses de trote e la q os caras humilham mesmo eu vi um dos veteranos raspando o cabelo de um bixete por ela ter chingado ele
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3 de março de 2009 às 14h19
“o trote é apenas mais uma desculpa dos jovens para usarem drogas e fazer sexo.”
– Tá de babaquice né?
No mais, só participa quem quer, “se não aguenta, toma leite!”
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3 de março de 2009 às 14h31
Não sei aí na Unioeste, Elisandro, mas aqui (e numa boa quantidade de faculdades das quais eu ouvi relato), não tem essa de ‘só participa quem quer’, né. Se não quiser, você se fode. E sim, eu tava de babaquice, porque simplifiquei: o trote não é só mais uma desculpa pra usar droga e fazer sexo, é também a manutenção de um sistema babaca de autoritarismo que faz as pessoas acharem que têm direito de humilhar os outros porque entraram na faculdade antes.
Mas tem que goste, né… olha aqui: http://www.fotolog.com/lanudah/67190800
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7 de maio de 2009 às 17h38
Nunca vivi trote pois moro na Argentina.Embora se critique ao povo daqui como pessoas que gostam de brincadeira sem graça, acho isso , nao só autoritario e perigoso, senao contrario ao espiritu da Universidade , que e privilegio de poucos pagado por todos. é coisa seria , para aproveitar o tempo e a oportunidade e nao para ficar fazendo besteira. Mal tratar o calouro entao acho péssimo. Un horror
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