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Arquivo: fevereiro de 2008

Eu poderia me acostumar a essa vida

Meu carnaval pode ser resumido assim: cinco dias sem fazer absolutamente nada. Não viajei, saí pouco, não estudei, não resolvi assuntos pendentes. Com exceção de alguns bons momentos ao lado de bons amigos – coisas simples e tal, – não fiz nada.

Alguns podem ficar entediados com essa rotina (com a falta dela, na realidade). Outros acabariam se desmotivando, a preguiça embola com uma vontade de ficar debaixo das cobertas e você não é capaz de fazer mais nada. Nunca. E isso soa terrível.

Não pra mim.

Eu poderia me acostumar a essa vida. Sim, eu não ligo de não fazer nada o dia inteiro… eu leria mais. Teria mais tempo para mim e para as pessoas que eu gosto. Não seria tão estressada. Não precisaria viajar por duas horas, todos os dias, para ir ao trabalho.

Eu provavelmente também não teria dinheiro. Mas quem liga?

O engraçado é que eu não consigo sequer imaginar (mesmo!) como seria, por exemplo, minha mãe brigando comigo para arranjar um emprego. É algo que nunca esteve nem perto de acontecer.

Se eu não fizesse nada da vida, e vivesse como eu vivi esses cinco dias, provavelmente todo mundo na família me acharia uma vagabunda – não no sentido bitch da palavra. Vagabunda de não fazer nada, mesmo. As pessoas têm essa espécie de cultura ao trabalho, porque o trabalho dignifica e sei lá mais o quê. Mas trabalhar é uma merda. A gente passa mais tempo com o chefe do que com a família. A gente vive em função das responsabilidades profissionais. E a gente faz isso muito tempo, ganha muito pouco e vai continuar fazendo isso até o fim da vida, quando vai começar a receber menos ainda pra não fazer nada. Aí a gente vai ter tempo de fazer tudo o que quiser, mas talvez não tenha grana e nem disposição.

Eu sempre acreditei que a vida não pode ser isso. Trabalhar é preciso, porque a gente dedica nossa força física e criativa em prol de criar algo, e isso sem dúvida é enriquecedor. Só que eu duvido que se matar a vida inteira e deixar, de fato, de viver, seja realmente a vida. Eu não posso acreditar que estamos aqui pra isso. Deve haver alguma coisa errada com a gente, pra pensar assim e nem se questionar. Ou talvez a gente só trabalhe demais e não tenha tempo pra isso.

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A nova dos B-52′s

Antes, preciso confessar que a única música deles é… nenhuma. Eu só ouvi Candy, que a vocalista canta com o Iggy Pop, e Shiny Happy People, que tem nos vocais ela e o Michael Stipe.

b52s_grey_20071217_120347.jpg
Só eu achei essa capa de single sooooooooo last season?

Mas eu achei essa nova música, Funplex, muito muito boa. Pros desatentos, dentro do link tem um texto, e nesse texto tem o link pro streaming da música.

O disco novo do B-52′s também chama Funplex e tem 11 músicas inéditas, chega ao Brasil dia 24 de fevereiro (alguém ainda compra CD?). A formação atual é a mesma da original. Não sei sobre os outros retornos infames, mas esse rendeu pelo menos uma música legal.

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Me redimindo com Mallu Magalhães

Ok.

Minha opinião mudou ligeiramente.

Beleza, ela ainda é só uma menina de 15 anos tocando violão. Mas não posso ser injusta, não. Ela tem algum talento. Não que eu tivesse dito que não tinha.

Acho que precisa lapidar. E também acho que ela não faz juz a todo esse hype. Mas preciso reconhecer que provavelmente o hype elevou minhas expectativas. Por isso a decepção.

Ainda assim, acho que devo me redimir.

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Humor negro?

Tá mais pra humor bem branquelo. Quase ariano.

Tudo bem você morar num país que pare durante duas semanas no ano (provavelmente mais) pra beber, pegar mulher e dançar ao som de música ruim. Tudo bem que todas aquelas pessoas da comunidade carente, que sambam durante 12 horas de maneira frenética e incessante na Sapucaí, não ganhem um tostão e dediquem sua vida a isso, e que os famosos fiquem na área vip, falando com o Amaury Junior sobre quanto o Carnaval é alegria e descontração. E tudo, tudo bem mesmo se as escolas de samba estão associadas ao tráfico de drogas, ao jogo do bicho, se recebem patrocínio de países comunistas estrangeiros e faturam milhões todos os anos. Isso a gente pode superar! Fácil.

Eu só não posso entender como uma escola de samba acha legal fazer uma ‘homenagem’ ao holocausto colocando no carro alegórico um monte de cadáveres e alguém vestido de Hitler sambando em cima deles.

Tipo. SAMBANDO.

Desculpem a falta de sensibilidade pra piada, sério.

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Uou, uou, uou, te quero mais

Axl na forrozeira solo, com direito a mãozinha na cintura(?)

Não entendeu?

Brucelose – Sweet child mine

Eu nunca gostei de Guns n Roses.

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