6 de maio de 2008 às 4h47
Acredite nos seus sonhos, um efeito Lua de Cristal
Divida o mundo em dois grupos: os vencedores e os perdedores. Agora, escolha um vencedor. Fica a seu critério. Pode ser esse:
Ou esse:

Stefano Albini, campeão olímpico
Pode ser até esse:

Ô, campeão, dá pra dar uma olhada no óleo?
E dirija a ele a pergunta fundamental: “Que conselho você daria para aqueles que querem chegar onde você chegou?”
Quando a gente pergunta isso pra um vencedor, a gente se recolhe do outro lado do mundo, o dos perdedores, e assume que gostaria de saber como fazer pra chegar do lado legal, onde as pessoas vencem, são bonitas, sonham com coisas divertidas e têm penteados perenes.
Mas o vencedor é humilde. O vencedor veio de baixo, aprendeu com as adversidades da vida. O vencedor não é mesquinho. Nenhum vencedor vai dizer que foi fácil chegar ali. Eles nunca vão dizer que foi sorte, ou que o pai é amigo do dono da emissora. Não. E ele vai responder sua pergunta, com o brilho vencedor no olhar que só um vencedor tem:
“A minha mensagem é: nunca desista dos seus sonhos. Porquê um dia você chega lá, e eu sou a maior prova disso.”
O vencedor se coloca como exemplo para os perdedores que querem galgar posições na hierarquia do mundo. O que o vencedor não percebe é que, estatisticamente, o fato de ele ter vencido diminui as chances de vencer dos perdedores. Ele ter vencido então é, na realidade, a maior prova de que na maioria das vezes o resto das pessoas não vai vencer, não.
Parece que eu tô desiludida, mas não é isso. É só que não tem essa de acreditar nos seus sonhos. Ao contrário do que prega O Segredo (ops, contei), infelizmente, acreditar não basta. E todo a idéia surgiu é porque eu não aguento mais ouvir gente chata e bem sucedida dizendo pra eu acreditar nos meus sonhos. Ouço isso desde Lua de Cristal, quando o Sérgio Mallandro entrou no túnel numa lambretta e saiu num cavalo branco – na boa, não importa o quanto eu acredite no meu sonho, o Sérgio Mallandro NUNCA vai me resgatar e ainda sofrer uma metamorfose sofisticada de meio de transporte no meio do caminho. Ele gritava “MARIA! MARIIIIIA! CADÊ A MARIA?!”, e tinham as paquitas… ah.
Não vou acreditar em nada. Vou é duvidar dos meus sonhos. Quem sabe, eles não topam o desafio e resolvem me provar alguma coisa? Psicologia reversa is the new black.




23 anos, jornalista, curiosa dos mistérios do mundo, odeia inveja e falsidade. 


6 de maio de 2008 às 20h02
Olha, eu no seu lugar, ficaria feliz de não ser resgatada pelo Sérgio Mallandro.
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6 de maio de 2008 às 20h52
E ainda tem aqueles que sonham em ser o Baixo Astral…
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7 de maio de 2008 às 1h28
Eu me lembro da cena… “Maria! Maria!!!”
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8 de maio de 2008 às 20h50
Bela analogia batman!
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Pingback por Ópera do Mallandro traz releitura hits do mestre da Porta dos Desesperados | Olhômetro
21 de maio de 2008 às 4h08
[...] tentar explicar o que o Sérgio Mallandro representou na minha vida. E não tem nada a ver com Lua de Cristal, pelo menos não a [...]
27 de maio de 2008 às 13h53
Olha, eu no seu lugar, ficaria feliz de não ser resgatada pelo Sérgio Mallandro.
[2] (a lot of laughs!! rs)
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Pingback por Interrompemos a transmissão para uma notícia urgente... lista COMENTADA de participantes de A Fazenda 2 | Olhômetro
2 de setembro de 2009 às 15h06
[...] Tenho medo do que pode acontecer se colocarmos Sérgio Mallandro, o cavaleiro do alazão branco (que era uma motoca bem da sem-vergonha), o apresentador da Porta dos Desesperados, o criador da expressão perene ‘pegadinha do [...]