18 de agosto de 2008 às 7h00
Nick Hornby: um guia para iniciantes
Ok, você já ouviu falar de Nick Hornby. Alguns dos seus amigos descolados vivem falando dos livros dele. E você até que gostou dos filmes baseados nesse slivros, Um Grande Garoto e Alta Fidelidade. Você agora quer desbravar o fabuloso mundo da literatura Hornbyana. E você veio ao lugar certo.
Quem?

Nick Hornby, a.k.a. Daniel Belleza
Com exceção de Um Grande Garoto e Febre de Bola, eu li todos os romances do Nick Hornby. O último livro dele, Slam, lançado em português há cerca de dois meses pela Rocco, eu li nos últimos três dias. Considerando que eu tive entre de 2 e 3 horas disponíveis por dia, já dá para saber que o livro é quase infechável antes do fim.
Dá para começar falando dos livros do Nick Hornby então por esse gancho: poucas pessoas tem textos tão facilmente digeríveis e divertidos quanto esse cara. Apesar do humor ser proeminente, até pelos livros serem sempre em primeira pessoa (e todo mundo é engraçado visto de perto), contados por personagens, os romances são sempre dramas. E é uma maneira de mostrar como a vida, mesmo sendo uma merda às vezes, continua sendo engraçada. E com essa premissa eu me identifico absolutamente.
Sabe aquelas pequenas impressões do dia-a-dia que passam pela sua cabeça mas que, por motivos óbvios, você não comenta com ninguém? Aqueles pensamentos rápidos que todo mundo tem, mas que ninguém enuncia pelo bem da boa-convivência social e da manutenção da aparência sã? Os personagens do Hornby são todos despidos desse pudor. Ele mergulha na mente dessas pessoas e a gente também. E mesmo sendo gente nada a ver com você, é muito fácil se identificar.
Some isso as inteligentíssimas referências a todo tipo de cultura pop – música, internet, literatura, cinema - e você terá um belo exemplar de literatura Hornbyana. Parece bom? É melhor do que parece.
Mas… qual deles eu leio?
Embora os enredos dos livros do Hornby possam parecer simples quando descritos assim, objetivamente, não se engane: não existe ningupem que saiba tornar uma história interessante tão bem quanto ele.

Esse é o pôster do filme, bem mais bonito do que a capa do livro
Nick Hornby já escreveu 8 romances. De longe, o mais famoso deles é o Alta Fidelidade, que virou filme com o John Cusack, e conta a história do Rob Flemming – que é um tiozão que se recusa a se envolver em relacionamentos sérios, tem uma loja de discos e é viciado em dizer coisas através listas de TOP5.
Se você quer ter uma referência absoluta do que é o Hornby, deve começar por esse. Mas Alta Fidelidade não é o melhor livro do cara. Uma longa queda é um romance contado do ponto de vista de 5 ou 6 pessoas diferentes que tentaram se suicidar na mesma hora, no mesmo dia e no mesmo local. Elas acabaram desistindo, mas o encontro acabou mudando a vida delas para sempre. E é o meu preferido.
Depois, eu leria Slam. Entrou no meu TOP3 Nick Hornby. Baixe o primeiro capítulo aqui. Fininho e baratinho, é a história fantástica de um menino normal. Sam tem 15 anos, é gente boa, anda de skate e é muito fã de Tony Hawk. Sam conhece Alicia. Sam engravida Alicia. Sam pira e vai pedir ajuda a seu grande mentor, TH (é como ele chama o Tony), ou melhor – ao pôster de TH no quarto dele. E o pôster acaba mostrando para ele exatamente o que ele queria ver – mas de um jeito que ninguém esperaria. Mas acho que o Nick Hornby-elemesmo pode explicar melhor (infelizmente, não consegui o vídeo com legendas, mas ele fala um inglês fácil de entender):
Como ser legal, infelizmente, não ensina a ser legal, para o meu desespero. Eu achei o mais chato dos quatro, mas não chega a ser chato para os padrões normais – só para os padrões Hornby, já que os livros dele normalmente são do tipo que você devora, de qualquer forma.
Esse é a saga de uma mulher que está infeliz no casamento e acaba traindo o marido. Mas aí ela se arrepende. Daí não se arrepende mais. E depois se arrepende de novo. Etc.
Daí temos Febre de Bola, escrito sobre, por e para os amantes de futebol… e eu não sei mais nada sobre ele. Há também 31 canções, uma lista das músicas preferidas do Nick Hornby e e os motivos delas terem algum papel na vida dele, e Um Grande Garoto, que passa direto na TNT, que fala de novo de um quase quarentão imaturo que acaba mudando por causa de um menino meio esquisitão, com uma mãe doente e problemas na escola.
Eu li na seguinte ordem: Alta Fidelidade -> Uma Longa Queda -> Como Ser Legal -> 31 Canções -> Slam. E desde então, Hornby se tornou um dos meus cinco autores preferidos. Ele tem entrado na mesma lista de todas as pessoas para quem eu tenho emprestado algum dos livros. É tiro e queda. Não tem como não gostar.




23 anos, jornalista, curiosa dos mistérios do mundo, odeia inveja e falsidade. 


18 de agosto de 2008 às 18h58
nick hornby é rei!
ele é o tipo de autor que vale a pena comprar o livro, ter em casa e poder relê-lo quando quiser
slam é o próximo.
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18 de agosto de 2008 às 23h32
Li “Uma Longa Queda” no começo deste ano, em apenas dois dias. Também acabei lendo “Febre de Bola” e “Um Grande Garoto”. Com certeza é um autor que está em meu Top 5.
Uma coisa interessante a se dizer é que, ao contrário do usual, seus livros têm rendido boas adaptações para o cinema.
Creio que isso acontece devido aos diálogos extremamente bem sacados e ao ar contemporâneo de suas obras.
Um grande autor, com obras que são obrigatórias para qualquer um que diga que curte bons livros.
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19 de agosto de 2008 às 0h52
Também é um dos meus autores prferidos. Eu só não li 31 Canções. Febre de Bola é um livro quase autobiográfico onde ele relaciona as fases da vida dele com o que acontece com o seu time do coração, o Arsenal. Tanto que o livro é organizado pelas partidas que o Arsenal jogou.
Agora eu estou lendo Slam.
Resposta: Karine, faz um tempão comprei esse em inglês por 15 contos. Mas nunca passei da segunda página. Assim que terminar esse que tô lendo agora, do Richard Dwakins (no qual eu empaquei), vou tentar ler Febre de Bola de novo.
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19 de agosto de 2008 às 3h37
O mais bacana é que todos os livros dão margem pra filmes bem legais (tirando Fever Pitch que eles fizeram a cagada de transpor pro baseball). Mais John Cusack e mais Hugh Grant nas adaptações do Hornby!
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19 de agosto de 2008 às 12h18
Fiquei com vontade de ler todos. Tanto quanto a vontade de ler este blog. Quem sabe…
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20 de agosto de 2008 às 13h16
Cara eu li TODOS os livros do Hornby, a maioria em Ingles, o autor eh muito bom.
Existe um filme numa versao inglesa do “Fever Pitch”, com o Colin Firth, eh muito boa, tentem pesquisar, que vale a pena.
Faltou o “31 Songs”, e o “The Complete Polysyllabic Spree” nao sei o nome em Portugues
esse aqui eh o blog dele:
nickhornby.campaignserver.co.uk
Valeu
NM
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23 de agosto de 2008 às 16h37
Nick Hornby é sensacional!
Junto com Luís Fernando Veríssimo e Douglas Adams, o cara é meu escritor favorito. Aliás, meu estilo de escrita é uma tentativa de prestar tributo a estes três gênios tão diferentes entre si.
E Nathan, a postagem cita sim o “31 Songs”.
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25 de agosto de 2008 às 21h20
Eu não sei se eu já falei comentando algum outro post seu sobre o NH, mas um livro que quase ninguém menciona e que é ma-ra-vi-lho-so é o Polyssalabic Spree, coletânea de críticas literárias que ele fez para uma revista até uns meses atrás.
À primeira vista pode parecer chato, mas ele tem um jeito próprio de comentar, e o livro flui que é uma delícia. Pra vc que é fã, recomendo fortemente.
E se eu já falei, desculpa tá?
Beijos
Resposta: Flavia, não tinha falado não. Vou me informar sobre o livro. =)
Brigada!
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Pingback por Blog Day 2008: indicando blogs legais | Olhômetro
1 de setembro de 2008 às 1h40
[...] blog de listas realmente divertidas. Inspirado pelo Rob Flemming de Nick Hornby em Alta Fidelidade, o Denis compõe coletâneas dos 5 melhores qualquer coisa, geralmente envolvendo música, [...]
28 de setembro de 2008 às 22h54
Um Grande Garoto é sensacional, melhor que Alta Fidelidade e que Uma Longa Queda…
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29 de janeiro de 2009 às 18h02
adoro nick hornby já presentiei meu ex em epocas passadas mas fikou comigo mesmo- o livro- muito bom!!
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Pingback por trecos & trapos » Blog Archive » Trilhas sonoras
4 de fevereiro de 2009 às 16h01
[...] simplesmente adoro. Mas um aviso bem importante: apesar do filme ser baseado no livro homônimo de Nick Hornby, a trilha não é uma compilação dos clássicos citados no [...]
11 de abril de 2009 às 20h56
Já leu Murakami?
Se não, recomendo muito (já que vc gosta de NH). Norwegian Wood (vem da musica dos Beatles), é o livro dele mais famoso e o meu preferido. 300 paginas pra devorar em uma semana.
PS: adorei o blog
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4 de junho de 2009 às 15h07
Espero sinceramente que não aconteça de você envelhecer e acabar descobrindo que o melhor livro do Hornby é o Como Ser Legal, pois sei o tanto que isso dói.
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Pingback por Descompasso… « [Verborragia Interna]
12 de junho de 2009 às 23h43
[...] distintas, estranho em uma terra estranha; mas, voltando a frase, me senti como um personagem de Nicky Hornby após lê-a e apesar de ter melhorado, ainda que tardiamente, tenho aquele pequeno complexo de [...]
19 de outubro de 2009 às 3h20
Pesquisando sobre o autor,vi que quase todas as críticas falam sobre o que está sendo falado aqui,que ele é um escritor sedutor,de linguagem simples,e que toca nas questões dramáticas e complicadas com um certo humor inglês…Fiquei muito curiosa e vou tentar achar os livros dele,tenho certeza de que vou gostar,”Um grande garoto” é um dos meus filmes preferidos.
Responder
Trackback por Agnes Arato
9 de dezembro de 2009 às 11h58
É impressionante como eu me identifico com os personagens loosers dos livros de Nick Hornby. http://migre.me/dI2T
Trackback por Ricardo Oliveira
1 de setembro de 2010 às 2h09
Nick Hornby: um guia para iniciantes http://oesquema.com.br/olhometro/2008/08/18/nick-hornby-um-guia-para-iniciantes/
Trackback por Silvia Rocch
9 de janeiro de 2011 às 22h51
Nick Hornby #dicaliterária http://bit.ly/gN66in
Pingback por Revista Luminus » Arquivo do Blog » Séries que você deveria ver
16 de fevereiro de 2012 às 19h16
[...] policiais em geral) e dos sitcoms. O esquema aqui é sair do óbvio. Sendo assim, no melhor estilo Nick Hornby, bolei uma listinha – eclética, diga-se de passagem – com cinco séries que farão valer a [...]