22 de setembro de 2008 às 3h26
As letras de música que não querem dizer nada
De acordo com a grande mestra Wikipedia, licença poética se define assim:
…é a permissão para extrapolar o uso da norma culta da língua, tomando a liberdade necessária para utilizar recursos como o uso de palavras de baixo-calão, desvios da norma ortográfica que se aproximam mais da linguagem falada ou a utilização de figuras de estilo como a hipérbole ou outras que assumem o carácter “fingidor” da poesia, de acordo com a conhecida fórmula de Fernando Pessoa (“O poeta é um fingidor”).
A matéria-prima do poeta é a palavra e, assim como o escultor extraí a forma de um bloco, o escritor tem toda a liberdade para manipular as palavras, mesmo que isso implique em romper com as normas tradicionais da gramática. Limitar a poética às tradições de uma língua é não reconhecer, também, a volatilidade da fala.
De acordo comigo, licença poética é uma puta sacanagem. Porque sob o manto protetor e tolerante da ‘licença poética’ se cometem grandes atrocidades, não só com a língua portuguesa: o problema mesmo é quando alguém escreve uma música que não quer dizer nada.
As músicas que não querem dizer nada estão por aí, aos montes. As assobiamos com entusiasmo no caminho do trabalho, na volta do clube, indo para a academia. Elas são tão parte do dia-a-dia que nós não mais nos damos conta que algumas letras não fazem de fato sentido nenhum.
A música que não quer dizer nada é democrática. Ela está em todos os lugares, em todas as classes sociais e em todos os gêneros. Não escolhe tipo de instrumento, número de integrantes da banda ou idade do compositor. Quer um exemplo? Tente entender como alguém consegue formular tantas frases e não dizer categoricamente nada:
Em muitas vezes procurei tentar achar
Onde eu errei em coisas que nem têm porquê
Naquela vez perguntei
Você não soube responder
O que eu tinha feito pra vocêAgora como eu vou saber
Tem hora que é melhor esquecer
Espera o dia amanhecer
Pra ver o que a gente vai fazerCPM 22 é um dos grandes nomes adeptos das letras que não querem dizer nada
Para os desavisados, essa foi a música com a qual o CPM 22 estourou, lá por 2001, e se chama ‘Regina, Let’s Go’. Outro grande exemplo é de um trecho de uma letra que eu nunca compreendi e talvez nunca compreenderei, a não ser que o próprio compositor me esclareça (se é que ele sabe). ‘Temporal‘, do Art Popular (deve ser de algo como 1996 ou 1997, mas não tenho certeza), recita a máxima da música que não quer dizer… nada:
Eh!
Até parece que o amor não deu
Até parece que não soube amar
Você reclama do meu apogeu
Do meu apogeu!
E todo o céu vai desabar
Ah ah ah ah ah ah ah!
Ai! Desabou!…(2x)
Ok, amor acabou, fim, desgraça, inconformação. Até aí a gente pega. Mas eu nunca encontrei uma frase tão bizarra, jogada no meio de uma música para fazer rima, que fosse capaz de estragar todo o resto da letra.
Art Popular posa junto de seu Apogeu modelo 65
Não que o resto da letra seja um primor. Mas você tá lá, sambando suavemente durante o show do Art Popular e entoando com alegria um dos hits do grupo, ‘Temporal’. Ironicamente, o sol está alto no céu. Bom, você canta e se lembra da sua última decepção amorosa, se identifica e tal, mas aí você chega nessa parte do apogeu, e aí complica. Porque o pagode não pode ter complicação na letra, entende? Precisa fluir, cara, porque as pessoas precisam sambar e o show tem que continuar. Não dá para questionar a letra, não. Só que ‘você reclama do meu apogeu’ demanda um alto processamento de CPU. Você tá cantando e de repente vem uma frase dessa – não é algo que você está esperando.
Infelizmente, não consegui formular nenhuma teoria plausível para o que seria um ‘apogeu’, nesse contexto, e porque a mulher em questão estaria tão insatisfeita com ele. Sugestões nos comentários.
Claro que existem outros mestres, mais sofisticados, do nonsense letrista no cenário nacional. Não dá para esquecer do Djavan. E Tom Zé sempre foi um nome com muito potencial. Só que esse post tem como objetivo fazer justiça a Leandro Lehart, do Art Popular, como outra fera do cenário nacional de músicas que não fazem sentido. Afinal, não dá para esquecer do ‘Pagode da Amarelinha’ e do grande hino do Art Popular, que não diz naaaaada: ‘Agamamou’. Clássicos.





23 anos, jornalista, curiosa dos mistérios do mundo, odeia inveja e falsidade. 


22 de setembro de 2008 às 14h13
Realmente, que nem muitas bandinhas de hoje em dia. Só não concordei com Djavan. MPB como a dele é pra ser intrínseca, complicada. Pensa se fosse Djavan dizendo: A menina ta dançando e o pimpolho tá de olho! Cuidado com a cabeça do pimpolho!
FODA!
Responder
22 de setembro de 2008 às 14h45
Nossa, ontem mesmo eu estava ouvindo uma música no rádio que o refrão diz “pela última vez, hey, pela última vez…” (esqueci o nome da banda, acho que é NX Zero) e eu estava comentando que, no começo, parece que a menina tá terminando com ele, que ele vai lutar por ela, mas depois parece que ele está se conformando que eles se separaram e, ainda assim, quer que ela prometa “que o seu destino é meu” e eu fiquei até hoje se entender!!! hahahaha… será que o cara quis dizer que, mesmo sem ter nenhum motivo para ela voltar, sem ele ter desculpa pro que fez, é para eles ficarem juntos porque… sim?! ai, que cara mais mané, não? rssss
Responder
22 de setembro de 2008 às 15h07
Se liga nas palavras de Frejat em “Meus Bons Amigos”, do Barão Vermelho: “O amor sem fim não esconde o medo de ser completo e imperfeito”.
Podia ser uma das frases de Caras…
beijo!
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22 de setembro de 2008 às 15h18
Cara, esse post não foi nada bom. Desculpe-me, mas você escolheu letras nem tão complicadas e se explicou como alguém que não parou muito para pensar.
Foi mal, mas se você pegasse letras de Renato Russo, Cazuza, Raul Seixas e assim vai, aí sim, SE querem dizer alguma coisa, querem dizer apenas para o autor. Eu adoro esses caras, mas as vezes não entendo NADA.
Responder
22 de setembro de 2008 às 15h30
hhuahauhauaha!
tá cheio de música assim. Tudo porcaria!(ao menos servem de diversão pra quem pensa)
tem até música religiosa que rima fé com pé!
Responder
22 de setembro de 2008 às 15h33
Não basta hábito de leitura apenas. Seria necessário mais inteligência e senso de observação a todos. Indistintamente…
Detalhes, nuances, filigranas. Tudo passa desapercebido.
É incrível! Nossas questões e nencessidades mais imediatas, fisiológica e biológicas, parece, sobrepõem-se… Abstração alguma?
A resposta é dura; zeeeeero!
Responder
22 de setembro de 2008 às 15h55
“Apogeu” no meio da letra é difícil pra cantar mesmo. Só que é preciso tomar cuidado para perceber se o cara não quer mesmo dizer nada ou se você quer que ele diga tudo de mão beijada. É necessário interpretação, em qualquer tipo de arte.
Falar que Djavan se insere no contexto dito por você é, no mínimo, imprudência.
Responder
22 de setembro de 2008 às 15h58
Letra sem sentido mesmo esta aqui:
http://www.purevolume.com/arevoltadoscatetos
Uma música dos texugos do cangaço.
“…o que importa é o que interessa, e vice-versa
o que importa é o que interessa…”
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22 de setembro de 2008 às 16h07
Sou fã do Zeca Baleiro, contudo, reconheço que ele é fecundo em frases sem sentido. Se houvesse um rancking desse assunto, certamente, ele estaria láááá em cimaaaaa!!!
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22 de setembro de 2008 às 16h08
Esqueceram-se do que considero MESTRE MÓR na química das palavras sem sentido, CARLINHOS BROWN! Suas letras quase nunca fazem sentido e e são encaixadas na música como uma “percussão de boca”.Mas o melhor, ou pior, é que TODOS cantam, não importando a lingua que falem:
Vide “Garoa” (…alguém pode traduzir???):
Vê-la num largo, largo longo
Sinto-me sem mi
Mas aquilo que busco lá longe
Ia no bar e vi
Dia nublado, Leblon, iê, iê
Há dissecar malhas claras
Água de chuva e sangue
O que será nossas caras
Você diz que vai, mas sai
Fala fulô, proesia…ôa
Chega e diz que vai levando
Fala fulô, proesia, i, i
Ouço os sinos repicando
Fala fulô, proesia… e now
Não escute o Vaticano
Fala fulô, proesiaa
Pray I, I want
I, I want pray
Garoa, garoa, garoa roa, garoa
Se o riso fosse mato pro milho crescer
Garoa, garoa, garoa roa, garoa
Sujeira no espelho creme dental e cabelo
Minha pele, minha cor
Meu primeiro cobertor
Meu passado, meu presente
Meu futuro mais contente
Minha casa, meu abrigo
Meu país desenvolvido
Meu desenho colorido
Meu amigo cá comigo, aiô
Fala fulô proesia, na garoa, na garoa
Responder
29 de novembro de 2009 às 20h59
Para tudo!
Primeiramente é necessário entender O QUE É LICENÇA POÉTICA para depois sim, fazer algum tipo de comentário.
Licença (ou liberdade) poética vai muito mais além do que frases ou palavras que “achamos” sem sentido. O que dizer de Arnaldo Antunes na letra de “Beija eu” quando a gramática correta é ‘beija-me’?!
No caso da letra do CPM 22, é válido o uso da lincença poética desde que o compositor saiba explicar a falta de métrica e as falsas rimas, caso não haja explicação, aí sim, pode-se considerar s/ nexo.
Agora no caso dessa letra do Carlinhos Brown…não há nada q salve. O que que é isso!?!
Responder
8 de abril de 2011 às 20h54
No mínimo fumou muita maconha pra conseguir delirar desse jeito, porque puro ele não estava. Será que é por isso que muitos músicos utilizam entorpecentes? Será que a criatividade verdadeira só é despertada através das drogas ilícitas? Será que existe um movimento proibindo as drogas por que não querem que sejamos criativos ao máximo? Caracas…tô com medo de mim….o que eu tô dizendo? rsrsrsrs.
Responder
2 de setembro de 2011 às 16h08
Concordo com você: Calinhos Brown é o rei da letra sem sentido….kkkk
Responder
22 de setembro de 2008 às 16h31
Meu na boa, com relação ao CPM 22, eu nuca curti o som dos caras mas esperava que uma banda de rock de repente pudesse fazer uma letra mais inteligível, agora com relação as letras de pagode, acho que é isso mesmo, se for ver bem até que são letras ótimas, vc já viu o perfil de quem ouve isso, meu na boa, a maioria desses “ouventes, vevem disendo que tem pobrema”, então eu diria que está ótimo, eles só querem algo escrito que sirva de apoio pra melodia…
Responder
8 de abril de 2011 às 20h54
Concordo totalmente com o Anibal…poxa vida, querer que os caras sejam, além de compositores, cultos…já é querer demais. A maioria nunca estudou na vida. Se quer ouvir música inteligente, que tal Chico Buarque? Agora, coisa BIZARRA é assistir o programa do Furacão 2000 (Band Rio de Janeiro). As composições são TOP! Chego a duvidar que seja obra de humanos.
Responder
22 de setembro de 2008 às 17h23
eu não concordo nem discordo, muito pelo contrario!!!
Responder
8 de abril de 2011 às 20h54
A frase “eu não concordo nem discordo, muito pelo contrario!!!” soou como poesia. Acredito nunca ter lido algo tão profundo e que explicasse de forma tão clara a existência humana e a criação do Universo.
Responder
22 de setembro de 2008 às 17h33
Você esqueceu de comentar o pior de tudo de todos os tempos: Letras de FUNK carioca!
Existe atrocidade a língua maior que isso?
Responder
22 de setembro de 2008 às 17h44
tiips, discordo da Ju Mary.
sou HIPER fã de NX Zero *-*
só q ñ é por isso q discordo
a letra dessa musica é simplesmente liinda
ta certo q é a opinião dela
Responder
22 de setembro de 2008 às 18h17
É um assassinato o que estas bandas de pop rock fazem com a poesia moderna. Gostaria muito de saber em quem eles se inspiram…
Será uma inspiração da palavra de seus produtores na qual hoje você é obrigado a escrever um monte de merda apenas para vender. Onde está a inspiração da poesia moderna ligada ao Rock n´ Roll de Jim Morrison, Bob Dylan, Raulzito, Cazuza, Renato Russo entre outros poetas da era moderna.
Isso me faz ouvir mais e mais o que se encontra no submundo do rock nacional.
“Ruas e jardins escondidos, lugar da oportunidade, lugar do despero, em sua dificil natureza tudo se torna fácil, rosas nascem em suas praças neste verão.Deixa no inverno a paisagem morta de concretos, prostitutas dançam e se oferecem em um ritual”
Trecho da música “Capital” da banda D.I.Xavantes (banda de rock paulistana não conhecida e escondida no underground) é uma pena…
Responder
Trackback por Guz !
22 de setembro de 2008 às 19h11
Sobre as letras de música que não querem dizer nada… Achei no Yahoo Posts http://tinyurl.com/4yry3d
22 de setembro de 2008 às 19h11
Como dizia Engenheiros do Hawaii:
” Há tantos quadros na parede…há tantas formas de se ver o mesmo quadro…”
O que importa é que uma vez a letra elaborada, devemos ignorá-la ou respeitá-la, mas nunca criticá-la, pois o que não faz sentido pra você, talvez faça para alguém…
Responder
8 de abril de 2011 às 20h54
Alexandre, gostei. Vc tem razão, mas precisamos de algo pra falar…e essa baboseira é um assunto que rende muitos posts. Então, por que não falar mal das letras sem sentido aparente?
Responder
22 de setembro de 2008 às 19h13
Outras pessoas: geniais as sugestões que vocês deram. Claro que se eu fosse garimpar tudo, teria conteúdo pra 1000 posts sobre esse assunto. Tem tanta coisa engraçada em música por aí, se você parar pra pensar…
@Guilherme Samprogna Mohor – Guilherme, não era pra ser uma análise muito profunda, sabe? É mais um texto pra ser divertido pra mim e pra você. Desculpe não ter atingido o objetivo. Mas poderia sim ter falado do Raul ou do Renato Russo. Vc tem razão nisso, algumas letras deles são impossíveis. Esqueci do próprio Engenheiros do Havaí.
@CA Monteiro – CA, não conhecia essa. Genial.
@Ju Mary – Hhahahaha, vc se aventurou a tentar entender uma letra do NX Zero? Especialmente essa, que não diz.. ué, nada? A parte que eu acho engraçada é essa, tbm, ‘todo seu destino é meu’. Tenho medo do que isso pode querer dizer…
@Angelo Dias – Cara, eu entendo que MPB é pra ser complicada. Tbm entendo que Djavan não pode cantar a música do pimpolho… mas olha, falar de ‘zum besouro’ é foda…
Responder
22 de setembro de 2008 às 20h18
fiquei muito feliz de alguem publicar esse tipo de materia, pois a informação está cada vez mais perdida no meio musical , é só $$$ dinheiro o que interessa $$$
http://www.myspace.com/bandacontainer
VALEW!
Responder
22 de setembro de 2008 às 20h45
concordo plenamente no que disseram: que as letras de NX Zero e CPM22 não dizem nada.
Só que esqueceram de mencionar Pitty, caras, aquela banda não existe.
Já ouviram a música Deja Vu e Equalize.
Não é à toa que a vocalista é casa com o baterista de NX Zero.
Responder
22 de setembro de 2008 às 22h12
Concordo com o Ry: faltou capacidade de interpretação, pois a mensagem das duas músicas citadas são bem claras (e pobres).
Esclareço que não gosto de pagode, nem conheço as bandas citadas.
Ah, o apogeu se refere ao sucesso (!?) do cantor.
Responder
22 de setembro de 2008 às 23h30
Estou fazendo uma pesquisa escolar e queria saber se você poderia por favor me indicar alguma(as) música(as) que falam sobre “Presença de grupo minoritário em anúncio publicitário”.
Obrigada.
Responder
23 de setembro de 2008 às 3h50
ah… =/ ficou curto o texto. Vale uma continuação com mais músicas =)
Responder
23 de setembro de 2008 às 12h02
Ô, as músicas poéticas, são mesmo difíceis de compreender a menos que nossos pensamentos coincidam com os do autor. Agora é triste quando as letras são diretas e mesmo assim não querem dizer nada, apenas cultivar palavrões e banalizar o amor, o sexo, o homem e a mulher. Por ex: pagode, funk e breganejo romântico.
Responder
23 de setembro de 2008 às 12h26
Achei bem legal.
Responder
23 de setembro de 2008 às 17h06
Aguarde uma análise profunda, sócio-cultural e pseudo-intelectual da canção “Temporal”, com apogeu e tudo, no meu blog.
Em breve!
Responder
23 de setembro de 2008 às 17h52
to nos EUAAAAAAAAA comentando no seu blog, olha como vc eh chique!!!
Nao li o txt todo pq faltam 2 minutos aki no pc, mas apogeu eh o….o….isso mesmo! do cara.
Responder
24 de setembro de 2008 às 13h30
Ainda do Art Popular (adoro esse nome sem ‘e’), tem uma chamada Nani. Não apenas a melodia choroooooosa, mas a música tem uma quebra lá pelo meio que dá a impressão que o sintetizador quebrou… aquilo sim é bizarro. Tudo tão mal feito, tão tosco, tão pobre… O ano é 1996 mesmo. Nani tocou (muito) logo depois de Temporal. Nani é Joyceana, acredite:
Quantas vezes Nani
Tantas vezes Nani
Eu te desenhei
Num papel de pão (imagina a cena)
Tempestade clara (metáfora complicada essa)
Sol do meu Saara
Eu te bronzeei (se ELA é sol do saara dele, como ELE bronzeou? Tipo, ele TAMBÉM é sol?)
Sem você notar… (eu faria o mesmo se fosse ela: carão!)
Beijo.
Responder
24 de setembro de 2008 às 13h35
@Lannes – PQP heim, nos EUA, terra da tecnologia e sem grana pra pagar lan house? tsc tsc, vou te contar… hahahaha
@Nigel Goodman – Boa, Nigel. Eu não continuei porque assim, se deixar, eu escrevo um livro por dia. Aí achei que já tava grande demais e dei uma resumida. Enfim.
@Keid – HAHAHAHAHAHAH GENIAAAAAAAAAAL. Genial. Não conhecia essa, seria melhor do que qualquer exemplo, pqp. Eu disse que o Art Popular tem potencial. Brigadaaa Keid! Beijo!
Responder
24 de setembro de 2008 às 15h21
Tem muito lixo por aí, mas também tem muita pérola. O que dizer da poesia irretocável de Chico Buarque e Noel Rosa? Certas coisas sao eternas! Desabafo: precisei entrar na fila. Parabéns pelo sucesso!
Responder
25 de setembro de 2008 às 17h45
Pois é, a poesia é livre, mas nossos ouvidos podem ser tapados para tais rimas.
Responder
2 de outubro de 2008 às 14h02
Só digo uma coisa:
Caetano, o que é vaca profana?
Rs…
Ótimo post.
Responder
6 de outubro de 2008 às 15h42
Sobre o “apogeu”:
Por causa do sucesso, o cara passa a trabalhar mais ficando mais ausente. Então a namorada reclama. Reclama do sucesso. Aí o relacioamento entra em crise, céu desaba, a casa cai, la maison est tombée. :p
Aff, não quero defender o grupo. Afinal, nem de pagode gosto, mas dá pra sacar.
Responder
6 de outubro de 2008 às 17h25
Renata, depois que eu postei e a discussão iniciou, acabei cogitando essa possibilidade. Acho que é ela que mais se aproxima de algo que faça sentido. =)
Responder
22 de fevereiro de 2009 às 2h41
Olá,achei interessante o teu texto,porém tenho algumas ressalvas sobre o que você não criticou: Raul Seixas, Enghaw, Cazuza.
Raul Seixas produziu inúmeras músicas de sucesso de crítica ou popular, mas a maioria das músicas de Raul ainda permanecem esquecidas, muitos conhecem apenas Gita, Metamorfose Ambulante, Ouro de tolo,etc. Raul era um cara que lia bastante e sua inspiração vinha de livros como Bagavah Gita, 1984 de George Orwell, Aleister Crowley, e mesmo assim Raul se fez popular; pra fazer uma análise profunda ,só conhecendo esses autores. Os Engenheiros do Hawaii também fazem parte do mesmo universo literário de Raul. Agora falar que Cazuza era gênio da poesia,isso é propaganda da Som Livre,braço musical da Globo.Procurem uma letra de cazuza que faça sentido e provavelmente você não vai achar nenhuma.
Responder
8 de abril de 2011 às 20h54
Sobre Cazuza..tem razão. Até hj não sei o que quer dizer “segredos de liquidificador”. Será que são textos ocultos nos termos de garatia dos liquificadores? Ou nos manuais dos mesmos? Ou será que o motor emite algum som, que quando escutados em outra rotação ou em sentido contrário é anunciado o segredo da origem humana na Terra? Sei lá…coisa de louco.
Responder
17 de abril de 2009 às 23h08
Bem, acho que “apogeu” está relacionado com a distância. No caso, que a mulher reclama da distância do rapaz. Deve ser isso. Ficou estranho mesmo….
Gostei dos seus comentários e achei um blog de um professor que se acha “o foda”. No blog dele o ponto forte são as críticas que faz sobre política. AGORA você acredita que aquele escroto meteu o pau no Djavan??? Sério, chamando-as de musiquinhas chatas e modernosas. Estou muito qquerendo criticá-lo e espero poder contar com sua ajuda para vitar o blog dele e constatar o que estou dizendo.
O end do blog: http://abobrinhaspsicodelicas.blogspot.com/
leia a matéria do dia 12 de abril que fala sobre a beleza, em seguida vá para matéria do dia 16 de abril chamada de: MPB ou MCB( musica chata brasileira)?
Responder
24 de abril de 2009 às 21h40
Dylanova Seixas
Eu acho que vc está enganado quando falou sobre o Cazuza..o cara pode não ser o maior gênio da música popular brasileira, mas ele era bom, é só vc parar e pensar um pouco no que ele quis dizer de acordo com o contexto da época em que ele estava vivendo: durante e pós Ditadura Militar, liberalismo sexual, desenvolvimento do feminismo,abertura economica dos paises, etc…
Por exemplo, vc entende o que ele quis dizer neste trecho?
“Meus heóis morreram de overdose, os meus inimigos estão no poder…”
é genial, só parar pra refletir um pouco: Os heróis dele eram cantores que morreram de overdose de drogas aos 27 anos, como Jimi Hendrix, Jim Morrisom, Janis Joplin
todo mundo pode ter sua opinião, o que não podemos é morrer com ela..CABEÇA ABERTA!!!
Valeu!
Responder
27 de abril de 2009 às 21h42
Gente, hoje estava parada no transito de SP, pra variar um pouco, fiquei beje quando ouvi uma “musica” (eu acho que não pode ser classificada como música rsrsrs) tocando no último volume no carro do meu lado..era um forrózão desses risca faca..falava mais ou menos assim: Chupa que é de uva, chupa, chupa, chupa, chupa que é de uva!
O autor deve ter pegado um papel de pão no meio da rua e escrito a letra desta m.. em 2 minutos!
e para o meu desespero mental, essa bosta ficou grudada na minha cabeça, como faço pra esquecer?
Aceito sugestões..rsrsrs
Acho que vou meditar na minha casa ao som de Ozzy, ACDC, Smiths pra ver se faço uma limpeza aúdio-mental!
Bjosss
Responder
6 de novembro de 2009 às 17h43
AHAUHUAHUAHUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHUAHAUHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUHAUAHUAHUAHUAHUAHUAHUHAUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUHAUHAUHAUHAUAHUHAUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUA!!!
Eu achei que eu era o único que achava essa letra do CPM sem sentido…o comentário está meio atrasado, mas valeu pelo post…excelente.
Pior que quando essa música estourou, eu tinha 14 anos, e sempre perguntava pros caras que curtiam, o porque dessa letra e ninguém sabia responder, acho que é por isso que eles gostaram.
FLW!!!
Responder
11 de maio de 2010 às 18h43
Vim parar nesse blog pq estava pesquisando sobre se alguem explica musica Vaca Profana do caetano,pq deve ter um grande sentido,vindo dele,creio,porém nao consegui entender lhufas…
‘Vc reclama do meu apogeu’ é msm uma merda existem outras pérolas,como a já citada do Djavan Açaí,guardiã,zum de besouro,imã…aff
agora essa febre de musicas estilo hardcore com letras romanticas é melhor ficarem assim sem sentido,ou com letras bobinhas,melhor q as ‘liço~es de moral’ do Charlie Brown e da ou as reflexões da Pitty….
Responder
19 de junho de 2010 às 4h40
http://noseuaro.blogspot.com/2010/03/influencia-da-astronomia-nas-cancoes-do.html
Pra ajudar…
Responder
Trackback por Riveeer
13 de fevereiro de 2011 às 13h43
As letras de música que não querem dizer nada http://bit.ly/fthcKf
2 de março de 2011 às 17h14
AHSUASHAUS’ Ameei seu site.. KKKK’ Tbm naum vejo grça nenhuma nessas letras de “musicas”, se é que podemos chamar isso de musica neah .. AHSUAHSU’ Apogeu .. AHSUAHSUA’ OMG 0.o
Responder
9 de setembro de 2011 às 11h43
Eu também não entendo olha só o que eu achei de apogeu :
Significado de Apogeu:
Astronomia. Ponto mais distante na órbita de um corpo (astro ou satélite artificial) que efetua um movimento de revolução real ou aparente em torno da Terra.O mais alto grau de elevação, o auge: chegou ao apogeu da carreira.
Responder
7 de dezembro de 2011 às 18h47
Ana, acabei de entrar e seguir você, sua concepção no que diz respeito à liberdade poética, é bastante relativa, pois se você generalizar os seus conceitos sobre isso, pode não atingir o seu objetivo claramente, eu até concordo visto de um ângulo mais amplo que a maior parte das composições musicais modernas assassinem a gramática. Porém, contudo, há de se abrir o precedente de que, como você diz, é democrático se fazer poesia! Analise o sentido completo de uma música e normalmente você vai achar algum sentido nela como um todo! Eu particularmente, curto músicas que possuem LETRA, inclusive, criei um blog o qual se parece um pouco na essência, com o que você prega, porém tenho postado vídeos de cantores e compositores que produzem algo que não é tão poeticamente correto, mas que dizem muito na sua origem, se quiser seguir o meu blog, pesquise no google: “Músicas para se ouvir e meditar na letra”, por enquanto estou no começo e tem pouco para se apreciar, mas, prometo que você não vai se arrepender, um abraço!
Responder
10 de fevereiro de 2012 às 14h46
Nenhuma banda ou músico tem culpa de voce nao saber fazer leitura inferencial nem entender as coisas. O mundo é pra quem imagina, interpreta e cria. Burrico
Responder