4 de dezembro de 2008 às 4h04
Dance bem, dance mal, dance sem parar…
Mas nem sempre é legal, Mallu. Ao contrário de Malluca Magalhães, que deu a misteriosa declaração em uma entrevista recente à revista Época (e de onde saiu esse absurdo tem muito mais, olha lá), em 1518 cerca de 400 pessoas resolveram sair pra dançar. E nunca mais voltaram. Mwhahahahaha
Achei que foi providencial me deparar com essa história bem na semana dessa declaração da Mallu. Tudaver. A epidemia da dança de 1518, como ficou conhecida, é um desses fenômenos pra contar pros amigos no bar, porque é daquelas histórias difíceis de acreditar.
Foi assim: em julho daquele ano, uma mulher chamada Frau Troffea entrou numa rua em Estrasburgo, na França, e começou a dançar. Não dentro dela, mas fora. A doida dançou e dançou e, em 6 dias, outras 34 pessoas se juntaram a ela. Ao fim de um mês, já eram 400 os malucos dançando loucamente, e continuaram por dias – sem razão e sem música, diga-se. Tipo uma rave de época, mas hoje em dia os amadores só agüentam pouco mais de 24 horas e ainda precisam de drogas pra isso. Tsc.
Don’t stop the music…?
De acordo com os relatos da época, não há dúvidas sobre os caras estarem de fato dançando. Não eram convulsões ou espasmos. Mas ninguém parecia feliz – era uma dança do mal, porque os dançarinos pareciam desesperados.
E daí as pessoas começaram a morrer de dançar. Derrame cerebral, ataque cardíaco, fadiga. Eles dançavam até a morte, cara.
Nesse artigo do Discovery, um estudioso explica que o negócio foi provavelmente provocado por uma doenças chamada de Histeria Coletiva, que gera esse tipo de manifestação bizarra em multidões que sofrem altos níveis de stress. A mesma doença gerou outras crises coletivas de dança na Europa nessa época, e a última reportada foi em 1840.
O engraçado (sério) é que essa síndrome de histeria coletiva se manifesta de outras maneiras também, todas muito assustadoras. Em 1962, um grupo de garotas ouviu uma piada quase morreu de rir – literalmente. As meninas foram atacadas por crises de risos que duraram 7 meses, e tinham falta de ar e dores abdominais. Os pais e professores das garotas também foram atacados pela crise.
Já dá pra saber de onde os Monty Python tiraram isso:
Esses cenários bizarros, com gente rindo e dançando até a morte, e inclusive ‘transmitindo’ a doença para outras pessoas, são daqueles mistérios que desafiam a compreeensão que temos do cérebro. Além disso, pela bizarrice das cenas, seriam enredo fácil pra um filme de terror daqueles japoneses. Tipo, todo mundo que brincar na máquina de dança assombrada nunca mais conseguirá parar de mexer os pés.
Not.
13 Comentários





23 anos, jornalista, curiosa dos mistérios do mundo, odeia inveja e falsidade. 


4 de dezembro de 2008 às 10h23
Esses ai dançaram legal.
É uma história ruim de engolir, heim?
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4 de dezembro de 2008 às 10h58
Aninha
Vc dedica os melhores momentos da sua vida pra zuar a menina hehe. “Mas ás vezes é legal”. ; – ))
Bjos
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4 de dezembro de 2008 às 11h17
Estou fundando o Comando Revolucionário Mallu Magalhães. Essa entrevista é o nosso manifesto, então pára de tirar a guria; – 0
Trechos antAlógicos:
“Eu era uma criança triste. Ou melhor, era uma criança feliz dentro de uma vida de criança.”
“Gosto de ouvir tudo para sentir, é o contato de coração para coração.” (sobre baixar música)
“Desde a segunda série eu ia fazer ação comunitária, passava o dia inteiro pensando em ajudar aquela planta da esquina”. (sobre solidariedade)
“Eu falo coisas sujas e que podem parecer estranhas quando ditas por uma pessoa na minha posição física tanto em inglês quanto em português.” (sobre… sei lá, e por ai vai).
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4 de dezembro de 2008 às 13h38
O mundo está acabando? Nótável.
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4 de dezembro de 2008 às 16h52
Com uma estrevista imbecil dessa, a minha pergunta final seria: “Que droga vc usa pra ficar assim tão retardada?”
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5 de dezembro de 2008 às 16h00
já aconteceu no japão alias, ha não muito tempo atrás, crianças ficando doentes com o desenho do pokemon.
tipo que as primeiras crianças a ficarem doentes era verdade, mas daí todas as crianças do pais ficaram doentes, e era só histeria.
aah, e pessoas começaram a morrer nas estradas também no jp. enfim, histeria é uma coisa louca.
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5 de dezembro de 2008 às 16h27
Lari, na verdade essa parada tem a ver com a velocidade das luzes do desenho, que davam epilepsia. Não é o mesmo tipo de síndrome.
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Trackback por JuSobral
6 de dezembro de 2008 às 23h17
dance till you die (literalmente.. http://tinyurl.com/5srcsj) ME-DO
9 de março de 2009 às 0h07
Olá, eu queria saber se eu poderia publicar um trecho deste texto no meu blog ( http://sohdaheu.skyrock.com ), o trecho que começa em “Foi assim” e vai até “Eles dançavam até a morte, cara.”
Se sim, eu gostaria de saber o que eu tenho que colocar como direitos autorais (só seu nome? O seu nome + o endereço do blog? enfim…)
Para responder, é só deixar um comentário no meu blog que eu lerei.
Obrigado =D
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13 de março de 2009 às 3h55
Já coloquei o texto lá no meu blog! (O nome do post é “1518″)
Obrigado!
=D
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Trackback por Caio Bonatti
11 de fevereiro de 2010 às 21h04
@Mirane2 http://oesquema.com.br/olhometro/2008/12/04/dance-bem-dance-mal-dance-sem-parar/ Isso é interessante, pode ajudar
Trackback por Lívia Ces
15 de junho de 2010 às 17h53
"Dance bem, dance mal, dance sem parar" (sb Histeria Coletiva) http://oesquema.com.br/olhometro/2008/12/04/dance-bem-dance-mal-dance-sem-parar/
Trackback por Gilberto Guerra
8 de outubro de 2010 às 18h13
Gente, leiam isso!! rsss… http://oesquema.com.br/olhometro/2008/12/04/dance-bem-dance-mal-dance-sem-parar/