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On the road again: bizarrices na rodoviária e ETs em Gran Sabana

On The Road Again - blogueiro oficial!

Rodoviárias podem ser apenas um detalhe numa viagem, mas elas guardam mais segredos do que parecem. Eu passo todos os dias por uma grande rodoviária para ir trabalhar e por isso posso dizer que um terminal rodoviário tem a maior concentração de pessoas bizarras por metro quadrado. Fora isso, a rodoviária também é palco de situações curiosas e imprevisíveis todos os dias. É um lugar, por definição, de encontros e despedidas, e a vida – no geral – é feita disso, como disse o poetinha.

Mas depois de muitos anos sem tal experiência, viajei de ônibus no último fim de semana. O destino era inicialmente a cidade de Socorro, no interior de SP. Quando desci para a plataforma, percebi uma movimentação anormal e logo vi que algo muito errado tava acontecendo. Levou uns segundos até me dar conta do panorama total, mas era o seguinte: tinha um tio pançudo caído no corredor e uma equipe de paramédicos estava tentando reanimar o véio, fazendo massagem cardíaca e respiração boca-a-boca, usando também um desfibrilador. Sério, eu só tinha visto em filme, mas a cena é angustiante.

A família tava toda ao lado – mulher, possíveis filhos e netos, genros e genras. Tenso. O problema era olhar praquele senhor no chão, já morto, e ver três médicos tentando trazer o cara de volta (ou mantê-lo vivo mecanicamente, whatever) e pensar no que tudo aquilo implicava, até espiritualmente – ‘puta merda, o cara acabou de morrer. Por quê? Será que ele vai voltar? Será que eu também não posso cair morta aqui agora?’. Foi pelo menos uns 15 minutos de CPR e nada do tio voltar. A família estava aos prantos, e o médico no comando ordenou que os paramédicos continuassem tentando. 10, 20, 30 minutos e nada… a ambulância chegou, tirou o cara de lá e eu fiquei olhando, agora mais de longe, que as tentativas de reanimá-lo continuaram dentro do veículo.

Queria muito saber se aquele cara ia sobreviver. Meu vô ficou um tempão tecnicamente ‘morto’, há 6 anos, e está vivo e serelepe hoje. O tio ainda tinha chances. Mas não dava mais para ver nada dentro da ambulância, e eu resolvi continuar caminhando, ainda que a trilha sonora no iPod desse uma dramaticidade muito maior à cena: era Let There Be Love, do Oasis.

Sob a benção da mesma música, caminhei mais uns passos e a cena seguinte tocou, novamente, meu coração: um casal incomum se despedia tristemente. Era um travesti beeem, digamos, inverossímil, quase com barba e várias tattoos de cadeia (mas tinha silicone, o que trazia um aspecto meio confuso pra cena) e um cara gigante, tipo segurança-de-boate-de-quinta. E sério, a cena era bonita. Eles tavam muito tristes, e se amavam muito. Não sei qual dos dois ia embora. Mas eu já tava abalada pelo episódio do velhinho, e somou-se isso à música que tocava de fundo, a situação toda virou quase um clipe da MTV.

Acabou que eu fui olhar qual era minha plataforma pra ir direitinho e tal: 23. Po! 23 é meu número da zorte/azar. Eu nunca vi aquele filme, mas nasci às 8h23 e passei uns 5 meses com o 23 me perseguindo em todo lugar que eu olhasse. Isso somado ao fato de que minha mãe tinha sonhado que eu morria, mais tudo que tinha acontecido com o tiozinho e minha epifania de ‘o amor existe’… fiquei em pânico. Eu precisava conversar com o motorista para descer duas cidades depois de Socorro, em Águas de Lindóia, mas nem ferrando eu tive coragem. Achei que tudo aquilo era um sinal pra que eu ficasse o menor tempo possível dentro daquele ônibus.

Mas deu tudo certo e eu cheguei bem e tal. No fim do festival de bizarrices, só não vi o que queria ter visto desde o começo – ETS! O lugar pra onde eu fui, próximo de MG, é conhecido por causa dos avistamentos de extraterrestres. Não tanto, contudo, quanto a Gran Sabana, na Venezuela. O último blogueiro do On The Road Again, Inti, foi para lá e conversou com o tio que falou não só dos extraterrestres, mas dos INTRATERRESTRES e dos ULTRATERRESTRES. Dá uma olhada (são dois vídeos):

artigopatrocinado2

1 Comentário
por: olhometro postado em: Publieditorial tags: , , , ,

1 Comentário

Comentário por Rubens
19 de janeiro de 2009 às 13h12

Essa história dos extraterrestres me lembrou uma musiquinha que eu vi na Tv:

E A MULHERADA GRITAVA:
VAMO ET
VAMO ET
VAMO ET
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