<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
		>
<channel>
	<title>Comentários sobre: Doritos, a homofobia e a armadilha do preconceito</title>
	<atom:link href="http://oesquema.com.br/olhometro/2009/03/20/doritos-a-homofobia-e-a-armadilha-do-preconceito/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://oesquema.com.br/olhometro/2009/03/20/doritos-a-homofobia-e-a-armadilha-do-preconceito/</link>
	<description>Cotidiano, viagens, crônicas, tecnologia e essas coisas</description>
	<lastBuildDate>Fri, 10 Feb 2012 19:24:57 +0000</lastBuildDate>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3</generator>
	<item>
		<title>Por: Rodolfo Lobo</title>
		<link>http://oesquema.com.br/olhometro/2009/03/20/doritos-a-homofobia-e-a-armadilha-do-preconceito/#comment-4942</link>
		<dc:creator>Rodolfo Lobo</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 22:05:16 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://oesquema.com.br/olhometro/?p=2502#comment-4942</guid>
		<description>&lt;span class=&quot;topsy_trackback_comment&quot;&gt;&lt;span class=&quot;topsy_twitter_username&quot;&gt;&lt;span class=&quot;topsy_trackback_content&quot;&gt;Somos todos preconceituosos. http://bit.ly/aPtkae por @ana_freitas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><span class="topsy_trackback_comment"><span class="topsy_twitter_username"><span class="topsy_trackback_content">Somos todos preconceituosos. <a href="http://bit.ly/aPtkae" rel="nofollow">http://bit.ly/aPtkae</a> por @ana_freitas</span></span></span></p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Diogo</title>
		<link>http://oesquema.com.br/olhometro/2009/03/20/doritos-a-homofobia-e-a-armadilha-do-preconceito/#comment-4939</link>
		<dc:creator>Diogo</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Dec 2009 17:09:26 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://oesquema.com.br/olhometro/?p=2502#comment-4939</guid>
		<description>Post velhinho já, mas vi o link numa postagem mais nova, e resolvi comentar. Até porque estou há tempos pra escrever um texto sobre preconceito no meu blog, defendendo o direito de tê-lo. 

Mas na verdade, eu só queria dizer uma coisa: falaram muito sobre a reação e troca de olhares dos outros integrantes do carro, as possíveis associações de YMCA e a homossexualidade, mas imagina o mesmíssimo comercial, com a mesma atitude dos outros e substitui &quot;YMCA&quot; por &quot;666 The number of the beast&quot;, e troca o cara com a coreografia de boate por um headbanger aloprado.
A idéia não ia funcionar do mesmo jeito?
E considerando que metal geralmente é considerado coisa de macho, seriam os outros garotos no carro os gays?

Pra quem quiser ver o comercial de novo, aqui tem um link funcionando: http://www.youtube.com/watch?v=E70KiUGu0dE</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Post velhinho já, mas vi o link numa postagem mais nova, e resolvi comentar. Até porque estou há tempos pra escrever um texto sobre preconceito no meu blog, defendendo o direito de tê-lo. </p>
<p>Mas na verdade, eu só queria dizer uma coisa: falaram muito sobre a reação e troca de olhares dos outros integrantes do carro, as possíveis associações de YMCA e a homossexualidade, mas imagina o mesmíssimo comercial, com a mesma atitude dos outros e substitui &#8220;YMCA&#8221; por &#8220;666 The number of the beast&#8221;, e troca o cara com a coreografia de boate por um headbanger aloprado.<br />
A idéia não ia funcionar do mesmo jeito?<br />
E considerando que metal geralmente é considerado coisa de macho, seriam os outros garotos no carro os gays?</p>
<p>Pra quem quiser ver o comercial de novo, aqui tem um link funcionando: <a href="http://www.youtube.com/watch?v=E70KiUGu0dE" rel="nofollow">http://www.youtube.com/watch?v=E70KiUGu0dE</a></p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Babi</title>
		<link>http://oesquema.com.br/olhometro/2009/03/20/doritos-a-homofobia-e-a-armadilha-do-preconceito/#comment-4938</link>
		<dc:creator>Babi</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 23:58:19 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://oesquema.com.br/olhometro/?p=2502#comment-4938</guid>
		<description>Bem acho q me enquadro na classe dos &quot;POLITICAMENTE CORRETOS&quot; e pra quem não sabe o q isso significa, bem, aqui significa os chatos q só sabem ver problema onde não tem...é engraçado como as pessoas gostam de dividir as classes...&quot;olha...vc fica aqui pq aqui é o seu lugar, ou vc é do outro grupo&quot;
bem...não vou dizer q todo o gay gosta de Village People...até pq conheço muitos q detestam outros adoram, mais o q é importante se falar aqui é q em uma propaganda, nada é feito por um acaso, nada foi feito sem pensar...e o Village People mesmo q não queiramos nos remete a ideia de homossexualidade...e se caso vcs perguntassem pro carinha q fez o comercial vcs acham q ele responderia &quot;ah, coloquei essa música por colocar, pq eu acho legal, divertida&quot; vcs acham q ele iria responder isso? é claro q não, ele pegou essa música misturado com o olhar dos amigos pra nos dar entender o q de fato ele quis mostrar...agora se taparmos os olhos para violência nada sutil q acontece nos meios de comunicação, estamos simplismente nos deixando levar por imagens q entram todos os dias em nossas casas, perpetuando ou não certos estigmas q infelizmente ainda possuimos...e essa propaganda não é simplismente uma simples propaganda...sei q muitos aqui entendem o q quis dizer já outros...bem não sei o q farão com minhas palavras...mais é bem legal refletir e crescer com ideias e ponto de vistas novos...isso nos faz crescer e eu tb me incluo nisso</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Bem acho q me enquadro na classe dos &#8220;POLITICAMENTE CORRETOS&#8221; e pra quem não sabe o q isso significa, bem, aqui significa os chatos q só sabem ver problema onde não tem&#8230;é engraçado como as pessoas gostam de dividir as classes&#8230;&#8221;olha&#8230;vc fica aqui pq aqui é o seu lugar, ou vc é do outro grupo&#8221;<br />
bem&#8230;não vou dizer q todo o gay gosta de Village People&#8230;até pq conheço muitos q detestam outros adoram, mais o q é importante se falar aqui é q em uma propaganda, nada é feito por um acaso, nada foi feito sem pensar&#8230;e o Village People mesmo q não queiramos nos remete a ideia de homossexualidade&#8230;e se caso vcs perguntassem pro carinha q fez o comercial vcs acham q ele responderia &#8220;ah, coloquei essa música por colocar, pq eu acho legal, divertida&#8221; vcs acham q ele iria responder isso? é claro q não, ele pegou essa música misturado com o olhar dos amigos pra nos dar entender o q de fato ele quis mostrar&#8230;agora se taparmos os olhos para violência nada sutil q acontece nos meios de comunicação, estamos simplismente nos deixando levar por imagens q entram todos os dias em nossas casas, perpetuando ou não certos estigmas q infelizmente ainda possuimos&#8230;e essa propaganda não é simplismente uma simples propaganda&#8230;sei q muitos aqui entendem o q quis dizer já outros&#8230;bem não sei o q farão com minhas palavras&#8230;mais é bem legal refletir e crescer com ideias e ponto de vistas novos&#8230;isso nos faz crescer e eu tb me incluo nisso</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Babi</title>
		<link>http://oesquema.com.br/olhometro/2009/03/20/doritos-a-homofobia-e-a-armadilha-do-preconceito/#comment-4937</link>
		<dc:creator>Babi</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 22:29:21 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://oesquema.com.br/olhometro/?p=2502#comment-4937</guid>
		<description>Putz.....tá na cara q é preconceituosa sim, nossa gente, tá mais q na cara...colocam um certo humor(não achei nada engraçado) pra da uma disfaçada pra idiotas ficarem rindo e dizer....&quot;pow, nem vi nada contra os gays aí, o cara só ta pagando mico&quot;, só q as pessoas não olham de fato a propaganda...o olhar dos amigos, ao ver outro curtindo a música, o olhar deles ja diz tudo...e outra, se o carinha tivesse só pagando mico, não colocariam essa música. Temos q saber interpretar e isso nem é dificil de fazer...não fechemos os olhos pra tanta imbecilidade....acho certo a retirada da propaganda, pois ela não acrescenta nada de bom a essa sociedade que camufla seus preconceitos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Putz&#8230;..tá na cara q é preconceituosa sim, nossa gente, tá mais q na cara&#8230;colocam um certo humor(não achei nada engraçado) pra da uma disfaçada pra idiotas ficarem rindo e dizer&#8230;.&#8221;pow, nem vi nada contra os gays aí, o cara só ta pagando mico&#8221;, só q as pessoas não olham de fato a propaganda&#8230;o olhar dos amigos, ao ver outro curtindo a música, o olhar deles ja diz tudo&#8230;e outra, se o carinha tivesse só pagando mico, não colocariam essa música. Temos q saber interpretar e isso nem é dificil de fazer&#8230;não fechemos os olhos pra tanta imbecilidade&#8230;.acho certo a retirada da propaganda, pois ela não acrescenta nada de bom a essa sociedade que camufla seus preconceitos.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Ananda</title>
		<link>http://oesquema.com.br/olhometro/2009/03/20/doritos-a-homofobia-e-a-armadilha-do-preconceito/#comment-4936</link>
		<dc:creator>Ananda</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Sep 2009 13:44:27 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://oesquema.com.br/olhometro/?p=2502#comment-4936</guid>
		<description>Realmente é lamentável que alguém culpe a sociedade por toda desgraça em sua vida sob o pretexto do preconceito. Porém quando, por exemplo, em um supermercado não se vê um ÚNICO funcionário negro/pardo (em um país com 75 milhões de negros e pardos) começamos a questionar a política de contratação da empresa... Então, ainda mais lamentável é que ainda haja (acreditem...) empresas que só passam a contratar negros e pardos por força de decisões judiciais (sobre o tema, fica uma entrevista com um advogado: http://br.groups.yahoo.com/group/discriminacaoracial/message/30004). Mas o preconceito no mercado de trabalho atinge outras minorias, claro. Felizmente aqui no RS, o Ministério Público do Trabalho, além de investigar denúncias a este respeito, fez uma campanha que leva à reflexão sobre o tema: http://www.pgt.mpt.gov.br/pgtgc/publicacao/engine.wsp?tmp.area=367&amp;tmp.texto=8767
Realmente o preconceito é uma armadilha, quando acreditamos estar superando um, outros surgem!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Realmente é lamentável que alguém culpe a sociedade por toda desgraça em sua vida sob o pretexto do preconceito. Porém quando, por exemplo, em um supermercado não se vê um ÚNICO funcionário negro/pardo (em um país com 75 milhões de negros e pardos) começamos a questionar a política de contratação da empresa&#8230; Então, ainda mais lamentável é que ainda haja (acreditem&#8230;) empresas que só passam a contratar negros e pardos por força de decisões judiciais (sobre o tema, fica uma entrevista com um advogado: <a href="http://br.groups.yahoo.com/group/discriminacaoracial/message/30004" rel="nofollow">http://br.groups.yahoo.com/group/discriminacaoracial/message/30004</a>). Mas o preconceito no mercado de trabalho atinge outras minorias, claro. Felizmente aqui no RS, o Ministério Público do Trabalho, além de investigar denúncias a este respeito, fez uma campanha que leva à reflexão sobre o tema: <a href="http://www.pgt.mpt.gov.br/pgtgc/publicacao/engine.wsp?tmp.area=367&#038;tmp.texto=8767" rel="nofollow">http://www.pgt.mpt.gov.br/pgtgc/publicacao/engine.wsp?tmp.area=367&#038;tmp.texto=8767</a><br />
Realmente o preconceito é uma armadilha, quando acreditamos estar superando um, outros surgem!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Jofre</title>
		<link>http://oesquema.com.br/olhometro/2009/03/20/doritos-a-homofobia-e-a-armadilha-do-preconceito/#comment-4935</link>
		<dc:creator>Jofre</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Apr 2009 16:51:46 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://oesquema.com.br/olhometro/?p=2502#comment-4935</guid>
		<description>Possuir dupla interpretação não é o problema, o problema é que uma das 2 interpretações é preconceituosa, e, assim, atinge agressivamente pessoas.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Possuir dupla interpretação não é o problema, o problema é que uma das 2 interpretações é preconceituosa, e, assim, atinge agressivamente pessoas.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernanda</title>
		<link>http://oesquema.com.br/olhometro/2009/03/20/doritos-a-homofobia-e-a-armadilha-do-preconceito/#comment-4934</link>
		<dc:creator>Fernanda</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Mar 2009 17:40:56 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://oesquema.com.br/olhometro/?p=2502#comment-4934</guid>
		<description>Ops, tinha outro comercial parecido. Vendo este, é diferente. Discutir os comercias dá um verdadeiro tratado.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ops, tinha outro comercial parecido. Vendo este, é diferente. Discutir os comercias dá um verdadeiro tratado.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernanda</title>
		<link>http://oesquema.com.br/olhometro/2009/03/20/doritos-a-homofobia-e-a-armadilha-do-preconceito/#comment-4933</link>
		<dc:creator>Fernanda</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Mar 2009 17:37:26 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://oesquema.com.br/olhometro/?p=2502#comment-4933</guid>
		<description>Jurava que este comercial era uma cópia tupiniquim da abertura da extinta série &quot;That 70&#039;s show&quot;. Me liguei na imagem, não na música nem no comentário, pois sendo uma cópia da abertura, só me apeguei às imagens.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Jurava que este comercial era uma cópia tupiniquim da abertura da extinta série &#8220;That 70&#8242;s show&#8221;. Me liguei na imagem, não na música nem no comentário, pois sendo uma cópia da abertura, só me apeguei às imagens.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: christian</title>
		<link>http://oesquema.com.br/olhometro/2009/03/20/doritos-a-homofobia-e-a-armadilha-do-preconceito/#comment-4932</link>
		<dc:creator>christian</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Mar 2009 02:41:47 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://oesquema.com.br/olhometro/?p=2502#comment-4932</guid>
		<description>Acho essa questão de preconceito bem complicada. De todos os defeitos pessoais a serem combatidos esse é um dos mais difíceis porque tá muito no inconsciente, lá no fundo no cérebro. &quot;Eliminar&quot; o diferente deve ser até uma questão de evolução das espécies que sempre tiveram que ignorar o mais fraco em benefício do grupo. Tudo bem que o homem é um animal social que tem consciência e tudo mais, mas que é difícil é. 

Um assunto interessante rolando sobre isso é a questão das cotas pras &quot;negros, pardos e índios&quot; que o congresso está discutindo. Muitos acham que deixar a letra da lei nesses termos é perigoso e inconstitucional. Particularmente sou contra cotas de qualquer tipo. Acho que vão criar mais problemas do que solução além de que muitos que não merecem vão se aproveitar da oportunidade.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Acho essa questão de preconceito bem complicada. De todos os defeitos pessoais a serem combatidos esse é um dos mais difíceis porque tá muito no inconsciente, lá no fundo no cérebro. &#8220;Eliminar&#8221; o diferente deve ser até uma questão de evolução das espécies que sempre tiveram que ignorar o mais fraco em benefício do grupo. Tudo bem que o homem é um animal social que tem consciência e tudo mais, mas que é difícil é. </p>
<p>Um assunto interessante rolando sobre isso é a questão das cotas pras &#8220;negros, pardos e índios&#8221; que o congresso está discutindo. Muitos acham que deixar a letra da lei nesses termos é perigoso e inconstitucional. Particularmente sou contra cotas de qualquer tipo. Acho que vão criar mais problemas do que solução além de que muitos que não merecem vão se aproveitar da oportunidade.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: RICARDO ROCHA AGUIEIRAS</title>
		<link>http://oesquema.com.br/olhometro/2009/03/20/doritos-a-homofobia-e-a-armadilha-do-preconceito/#comment-4931</link>
		<dc:creator>RICARDO ROCHA AGUIEIRAS</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Mar 2009 14:14:58 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://oesquema.com.br/olhometro/?p=2502#comment-4931</guid>
		<description>Heloísa, nada a ver com cobrança de politicamente correto. Apenas a gente se cansa de ser, sempre , ridicularizado. E se a pessoa for diferente? Deve levar saco de Doritos na cara? Se gostou, por favor, leve a &quot;sacada&quot; por mim. É é um Direito reagir. Abaixo, um artigo meu sobre, se tiver a boa vontade de ler:


Não tenha vergonha de dançar YMCA
                                                             Ricardo Rocha Aguieiras

	Estamos sempre preocupados com o outro olhar e com o olhar do outro em nossas vidas. Desde que nascemos. Isso ocorre com todo o mundo, mas, por razões óbvias, bem mais em cima das minorias discriminadas e excluídas socialmente.  Dois pontos estão sempre recebendo uma maior agudez, ainda, na visão dos habitantes desta sociedade imagética: O prazer e a aparência. 
	Falemos do primeiro agora: O Prazer. Depois explico como os dois andam juntinhos, que nem unha e carne, um “apoiando” o outro e completando o caminho da infelicidade e da não realização do ser humano.
	Prazer nunca foi algo bem visto dentro de uma sociedade que já nasce culpada,  que se estabeleceu em cima da culpa e onde todos são pecadores. Culpado. Mas, nesse mundo, teria que ser criadas válvulas de escape para tanta dor, sofrimento e miséria, que “permitem” algumas coisinhas prazerosas, desde que dentro do padrão aceitável pelo... olhar do outro. Essa expressão pode ser ampliada pelo olhar de um grupo, tribo, povo, região, religião e etc. onde ocorre uma padronização à procura de possíveis identidades em comum. Que, se não existirem tanto assim, podem muito bem serem fingidas (ou forjadas, ou imitadas ou representadas ou ainda impostas  pela educação ou por regras verbais ou não verbais). Então, permitem (Eles permitem, os outros) que você frequente a balada da moda, desde que – é claro – você use uma roupa da moda, igual a que usa a sua turma e também consuma o que eles consomem, de música à comida, incluindo aí até gostos estéticos e Desejo. Você não pode se sentir atraído por um gordo ou por um coroa. A menos que esconda  o seu desejo e, junto com o esconderijo, se sinta também culpado. Então, tudo bem. Você não é um “anormal”, sua própria culpa é uma prova disso. Anormal seria não sentir culpa. E a culpa, essa nossa (ini)amiga cerceadora vai te acompanhar por toda a sua vida e vai ser muito usada pelos outros , para que você não fuja, nunca do padrão. Compreende por que o prazer é tão temido por qualquer governo, sociedade, pelos poderosos? Por que transgride e desestrutura. Então, sempre, sob inúmeras desculpas, sejam higienistas, medicinais, comportamentais, religiosas, sociais, vão controlar você. Eles, os outros.
	A  aparência idem. Hoje, virou pecado (de novo ele, culpa, lembra?) mortal envelhecer. Vivemos a negação do corpo e a negação da morte. Se o envelhecimento nos lembra que, um dia, morreremos, então em nome da “boa saúde” ele deve ser combatido. Olhe ao redor e veja que cabelos brancos só existem em mulheres muito idosas, antes há a obrigação da tintura, mesmo que eles venham aos trinta anos. No Brasil, segundo país que faz mais plásticas no mundo, depois dos Estados Unidos, a mulher será olhada como uma marciana, se deixar os brancos nascerem naturalmente em sua cabeça. No mínimo, será considerada “desleixada”. Engordar também não pode. Quem engorda é por que é uma pessoa preguiçosa que come demais...segundo eles, os outros...ué, mas comida é também um prazer, não? Se não for o maior que temos, sensorialmente falando. Prazer, percebe? Idem, culpa, percebe?
	Que delícia é quando você toma um banhão e sai por aí usando sua camiseta velhérrima e furada, mas a mais confortável do guarda-roupa, junto com aquele tênis encardido de três anos atrás, que não aperta seu pé. Que delícia quando você relaxa! Mas relaxar dá prazer, você não pode perder o controle pois pode ter alguém olhando, um outro. Reparem como a moda contribuiu, ao contrário do que pensam e pregam, com a sua infelicidade, já que ajuda a estandardizar as pessoas, a colocá-las em uma forma. E forma lembra prisão; uniforme; aperto; massificação; robotização. Forma não lembra prazer. Se você se vestir de forma diferente da sua tribo, prepare-se antes para as críticas, julgamentos e para se sentir mal. Moda é uniforme disfarçado. Pode não ter o logotipo da empresa ou da repartição, mas é o melhor exemplo de como sua aparência sofre a influência do olhar do outro. E de como você é, a cada dia, menos você, sem atinar... Tudo isso é, também, dor e sofrimento. No filme de Almodovar, “Tudo sobre minha mãe”, a personagem da travesti diz algo perante uma platéia, ao receber um prêmio, que me fez pensar muito: “Para mim, felicidade é você se aproximar, cada vez mais, do que entende por autenticidade”. Acho que é por aí.
O que mais me doeu no comercial da Doritos foi justamente a negação da singularidade de cada um, me feriu mais que a homofobia comprovada do mesmo ( você pode dividir Doritos, mas não o seu Desejo ou o seu esfincter...). O rapazinho levando um saco do salgadinho na cara por que está relaxado, feliz e distraído ( se “distrair” é prazer, não?) do olhar cerceador do outro, por que está dançando YMCA , música de grande sucesso do grupo Village People e que se tornou um referencial e um hino gay. E, além de gay, essa música é considerada “brega” pela moda atual. Alguém aí sabe me dizer o que é isso, “brega”?  Eu tive uma amiga maravilhosa em minha vida que era considerada brega: peruona, 80 quilos distribuídos em fartos seios que cheiravam à talco, cabelos platinados e misturava abóbora com verde e vermelho, pulseiras enormes e batom vermelhão. Nada nela remetia ao discreto. Aliás, “discreto” é outra palavra muito usada para controlar... Essa amiga vivia rindo, feliz e indiferente às criticas e julgamentos constantes que sofreu a vida toda. Sempre estava com uma camélia no cabelo e a casa cheia de flores e bombons, que comia sem dar a mínima se engordavam ou deixavam de engordar. Cantava os homens na cara dura... foi, sem dúvida a pessoa mais divertida e deliciosa que conheci na vida. Na véspera de sua morte, no hospital, comia chocolate de uma caixa escondida – quem levou não sei...- embaixo do travesseiro e ria com as músicas do Genival Lacerda. Foi enterrada usando cílios e unhas postiças, a seu pedido. Desculpem, mas nenhuma  outra pessoa “discreta” e “elegante” ou “sensata” me deu tanta definição de felicidade como ela.
A mensagem que esse comercial passa é a mais retrógrada possível: “Não divida com os outros quem você realmente é, não seja autêntico. Não relaxe nunca. Faça apenas o que a maioria faz. Viva conforme os ditames alheios, para não “pagar mico”... Que saco, não? Que saco deve ser você ter que se vigiar 48 horas por dia só para ser aceito...
Tive o azar de trabalhar l4 anos com publicidade, na Folha de S.Paulo e em outros lugares e agências. Publicidade nunca representou um avanço, e sim um retrocesso. Estão sempre a um passo atrás, apesar dos publicitários que trabalham com criação se julgarem  os donos da Revolução. Sem avançar, compactuam com o que esta sociedade tem de pior: Ditadura da estética e o mito da juventude eterna, estimulam a selvageria do capitalismo e do consumismo desenfreado, afastam as pessoas da busca de si para apenas aparentar. E ter. Incutem objetos de desejo em quem não pode tê-los. Como o que interessa é vender, é o lucro ou o ibope de uma marca, os meios não interessam. Trabalham em cima do “mass média”, o que interessa para eles é que você nunca pense ou questione tudo isso, pois, se pensar ou questionar podem perder lucros. Mas, reconheço: Têm muito mais a ver com a sociedade imagética que aí está do que os que tentam, desesperadamente, serem autênticos. Não viverei para ver o contrário, ou seja, uma publicidade cuja mensagem fosse: “seja mais verdadeiro e honesto consigo mesmo”. Os argumentos, furadíssimos, dos que defendem o comercial, são “bom humor”; “que só queriam mostrar alguém pagando mico” ou “a maldade está na cabeça de quem assiste” ( esse é triste, tão triste que chega a ser cômico, nega o  todo poder da mídia...);  “demonstrar como é gostoso consumir Doritos entre amigos”...  Pois é. Pouco interessa se o comercial é pouco ou muito preconceituoso. Muitas vezes a sutileza da estigmatização e as entrelinhas ferem mais que um assassinato.  Eu me cansei de ser ridicularizado. E você? Qual é o seu limite? Quantas vezes já passamos por situações parecidíssimas com essa mostrada no comercial? O que eu sei, com toda a certeza, é que as pessoas seriam muito mais felizes se dançassem YMCA nas ruas, diariamente, sem levar saco de Doritos na cara. E que pudessem expressar a luz do próprio olhar, sem se preocuparem tanto com o olhar do outro.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Heloísa, nada a ver com cobrança de politicamente correto. Apenas a gente se cansa de ser, sempre , ridicularizado. E se a pessoa for diferente? Deve levar saco de Doritos na cara? Se gostou, por favor, leve a &#8220;sacada&#8221; por mim. É é um Direito reagir. Abaixo, um artigo meu sobre, se tiver a boa vontade de ler:</p>
<p>Não tenha vergonha de dançar YMCA<br />
                                                             Ricardo Rocha Aguieiras</p>
<p>	Estamos sempre preocupados com o outro olhar e com o olhar do outro em nossas vidas. Desde que nascemos. Isso ocorre com todo o mundo, mas, por razões óbvias, bem mais em cima das minorias discriminadas e excluídas socialmente.  Dois pontos estão sempre recebendo uma maior agudez, ainda, na visão dos habitantes desta sociedade imagética: O prazer e a aparência.<br />
	Falemos do primeiro agora: O Prazer. Depois explico como os dois andam juntinhos, que nem unha e carne, um “apoiando” o outro e completando o caminho da infelicidade e da não realização do ser humano.<br />
	Prazer nunca foi algo bem visto dentro de uma sociedade que já nasce culpada,  que se estabeleceu em cima da culpa e onde todos são pecadores. Culpado. Mas, nesse mundo, teria que ser criadas válvulas de escape para tanta dor, sofrimento e miséria, que “permitem” algumas coisinhas prazerosas, desde que dentro do padrão aceitável pelo&#8230; olhar do outro. Essa expressão pode ser ampliada pelo olhar de um grupo, tribo, povo, região, religião e etc. onde ocorre uma padronização à procura de possíveis identidades em comum. Que, se não existirem tanto assim, podem muito bem serem fingidas (ou forjadas, ou imitadas ou representadas ou ainda impostas  pela educação ou por regras verbais ou não verbais). Então, permitem (Eles permitem, os outros) que você frequente a balada da moda, desde que – é claro – você use uma roupa da moda, igual a que usa a sua turma e também consuma o que eles consomem, de música à comida, incluindo aí até gostos estéticos e Desejo. Você não pode se sentir atraído por um gordo ou por um coroa. A menos que esconda  o seu desejo e, junto com o esconderijo, se sinta também culpado. Então, tudo bem. Você não é um “anormal”, sua própria culpa é uma prova disso. Anormal seria não sentir culpa. E a culpa, essa nossa (ini)amiga cerceadora vai te acompanhar por toda a sua vida e vai ser muito usada pelos outros , para que você não fuja, nunca do padrão. Compreende por que o prazer é tão temido por qualquer governo, sociedade, pelos poderosos? Por que transgride e desestrutura. Então, sempre, sob inúmeras desculpas, sejam higienistas, medicinais, comportamentais, religiosas, sociais, vão controlar você. Eles, os outros.<br />
	A  aparência idem. Hoje, virou pecado (de novo ele, culpa, lembra?) mortal envelhecer. Vivemos a negação do corpo e a negação da morte. Se o envelhecimento nos lembra que, um dia, morreremos, então em nome da “boa saúde” ele deve ser combatido. Olhe ao redor e veja que cabelos brancos só existem em mulheres muito idosas, antes há a obrigação da tintura, mesmo que eles venham aos trinta anos. No Brasil, segundo país que faz mais plásticas no mundo, depois dos Estados Unidos, a mulher será olhada como uma marciana, se deixar os brancos nascerem naturalmente em sua cabeça. No mínimo, será considerada “desleixada”. Engordar também não pode. Quem engorda é por que é uma pessoa preguiçosa que come demais&#8230;segundo eles, os outros&#8230;ué, mas comida é também um prazer, não? Se não for o maior que temos, sensorialmente falando. Prazer, percebe? Idem, culpa, percebe?<br />
	Que delícia é quando você toma um banhão e sai por aí usando sua camiseta velhérrima e furada, mas a mais confortável do guarda-roupa, junto com aquele tênis encardido de três anos atrás, que não aperta seu pé. Que delícia quando você relaxa! Mas relaxar dá prazer, você não pode perder o controle pois pode ter alguém olhando, um outro. Reparem como a moda contribuiu, ao contrário do que pensam e pregam, com a sua infelicidade, já que ajuda a estandardizar as pessoas, a colocá-las em uma forma. E forma lembra prisão; uniforme; aperto; massificação; robotização. Forma não lembra prazer. Se você se vestir de forma diferente da sua tribo, prepare-se antes para as críticas, julgamentos e para se sentir mal. Moda é uniforme disfarçado. Pode não ter o logotipo da empresa ou da repartição, mas é o melhor exemplo de como sua aparência sofre a influência do olhar do outro. E de como você é, a cada dia, menos você, sem atinar&#8230; Tudo isso é, também, dor e sofrimento. No filme de Almodovar, “Tudo sobre minha mãe”, a personagem da travesti diz algo perante uma platéia, ao receber um prêmio, que me fez pensar muito: “Para mim, felicidade é você se aproximar, cada vez mais, do que entende por autenticidade”. Acho que é por aí.<br />
O que mais me doeu no comercial da Doritos foi justamente a negação da singularidade de cada um, me feriu mais que a homofobia comprovada do mesmo ( você pode dividir Doritos, mas não o seu Desejo ou o seu esfincter&#8230;). O rapazinho levando um saco do salgadinho na cara por que está relaxado, feliz e distraído ( se “distrair” é prazer, não?) do olhar cerceador do outro, por que está dançando YMCA , música de grande sucesso do grupo Village People e que se tornou um referencial e um hino gay. E, além de gay, essa música é considerada “brega” pela moda atual. Alguém aí sabe me dizer o que é isso, “brega”?  Eu tive uma amiga maravilhosa em minha vida que era considerada brega: peruona, 80 quilos distribuídos em fartos seios que cheiravam à talco, cabelos platinados e misturava abóbora com verde e vermelho, pulseiras enormes e batom vermelhão. Nada nela remetia ao discreto. Aliás, “discreto” é outra palavra muito usada para controlar&#8230; Essa amiga vivia rindo, feliz e indiferente às criticas e julgamentos constantes que sofreu a vida toda. Sempre estava com uma camélia no cabelo e a casa cheia de flores e bombons, que comia sem dar a mínima se engordavam ou deixavam de engordar. Cantava os homens na cara dura&#8230; foi, sem dúvida a pessoa mais divertida e deliciosa que conheci na vida. Na véspera de sua morte, no hospital, comia chocolate de uma caixa escondida – quem levou não sei&#8230;- embaixo do travesseiro e ria com as músicas do Genival Lacerda. Foi enterrada usando cílios e unhas postiças, a seu pedido. Desculpem, mas nenhuma  outra pessoa “discreta” e “elegante” ou “sensata” me deu tanta definição de felicidade como ela.<br />
A mensagem que esse comercial passa é a mais retrógrada possível: “Não divida com os outros quem você realmente é, não seja autêntico. Não relaxe nunca. Faça apenas o que a maioria faz. Viva conforme os ditames alheios, para não “pagar mico”&#8230; Que saco, não? Que saco deve ser você ter que se vigiar 48 horas por dia só para ser aceito&#8230;<br />
Tive o azar de trabalhar l4 anos com publicidade, na Folha de S.Paulo e em outros lugares e agências. Publicidade nunca representou um avanço, e sim um retrocesso. Estão sempre a um passo atrás, apesar dos publicitários que trabalham com criação se julgarem  os donos da Revolução. Sem avançar, compactuam com o que esta sociedade tem de pior: Ditadura da estética e o mito da juventude eterna, estimulam a selvageria do capitalismo e do consumismo desenfreado, afastam as pessoas da busca de si para apenas aparentar. E ter. Incutem objetos de desejo em quem não pode tê-los. Como o que interessa é vender, é o lucro ou o ibope de uma marca, os meios não interessam. Trabalham em cima do “mass média”, o que interessa para eles é que você nunca pense ou questione tudo isso, pois, se pensar ou questionar podem perder lucros. Mas, reconheço: Têm muito mais a ver com a sociedade imagética que aí está do que os que tentam, desesperadamente, serem autênticos. Não viverei para ver o contrário, ou seja, uma publicidade cuja mensagem fosse: “seja mais verdadeiro e honesto consigo mesmo”. Os argumentos, furadíssimos, dos que defendem o comercial, são “bom humor”; “que só queriam mostrar alguém pagando mico” ou “a maldade está na cabeça de quem assiste” ( esse é triste, tão triste que chega a ser cômico, nega o  todo poder da mídia&#8230;);  “demonstrar como é gostoso consumir Doritos entre amigos”&#8230;  Pois é. Pouco interessa se o comercial é pouco ou muito preconceituoso. Muitas vezes a sutileza da estigmatização e as entrelinhas ferem mais que um assassinato.  Eu me cansei de ser ridicularizado. E você? Qual é o seu limite? Quantas vezes já passamos por situações parecidíssimas com essa mostrada no comercial? O que eu sei, com toda a certeza, é que as pessoas seriam muito mais felizes se dançassem YMCA nas ruas, diariamente, sem levar saco de Doritos na cara. E que pudessem expressar a luz do próprio olhar, sem se preocuparem tanto com o olhar do outro.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
</channel>
</rss>

