OEsquema

Arquivo: maio de 2009

Como redigir seu currículo: você quer ser um Futurólogo ou um Pai-de-Santo?

Eu percebi desde pequena que pra ser uma pessoa bem sucedida (na vida, mesmo) a fórmula a ser seguida é bem simples – você precisa sacar logo de cara o que as pessoas gostam de escutar e dizer isso pra elas. Demanda um pouco de empatia e inteligência comunicacional mas é sério, funciona em todos os campos dessa nossa vidinha. Venho aplicando desde que me dei conta.

Quando eu reclamei que tenho na faculdade uma matéria que avalia minha habilidade de argumentar bem,  não considerei essa máxima da vida em sociedade. Faz todo o sentido – senão, não haveria toda uma etiqueta a ser seguida em entrevista de emprego, palavras corretas a serem empregadas em diversas situações e até os termos mais adequados pra um currículo.

É, porque se você não consegue emprego, tenha certeza que o problema não está em você na sua notável incapacidade, pobre infeliz analfabeto. Está na maneira como você (não) se vendeu no seu currículo. Os analistas de carreira (a propósito, que tipo de metaprofissão é essa?) dizem que você precisa, hum, ‘florear’ as coisas, mas sem mentir.

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Tipo o Peter Pettigrew Nelson Rubens. Aumenta e não inventa.

Fica assim: se você, quando era criança, ajudou seu pai (que tem uma loja) a digitar no computador a ficha de todos os clientes, vai ficar muito mais atraente se você escrever que “ajudou a implementar e incluir dados de mais de X clientes no sistema de banco de dados da loja tal”.

Se você vendia limonada pros vizinhos, diz que era empreendedor em um pequeno negócio do ramo alimentício, que controlava desde administração de contas até projetos de marketing.

Até se você for analfabeto, cara, dá pra tornar a situação menos vexaminosa no currículo. Diga algo como “habilidade extremamente desenvolvida para analisar e observar figuras, imagens e ilustrações” (Lembra do “ler, ler eu não sei não, mas sei vê as figura”?). Resolvido.

E cara, isso é sério – funciona. Você já ouviu falar da profissão de Futurólogo?

Se não ouviu, te explico. Futurólogo é um cara pago pra dizer pras grandes empresas o que vai acontecer no futuro. Eles tem cargos de alta patente (e altos salários) nas maiores corporações do mundo. Se baseiam no que aconteceu no passado e nas tendências de mercado, além de cálculos envolvendo velocidade de aprimoramento da tecnologia, além de algo tipo ‘intuição’ (suponho), pra ‘prever’ coisas. Esses caras são ultra-respeitados, vivem dando entrevista pras publicações mais prestigiadas do mundo, e as previsões dele viram manchete.

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E, me diga por favor, qual é a diferença entre esses senhores e a pobre Mãe Dináh? Eu lhes digo. Quando a Mãe Dináh entrou na Lan-House com a plaquinha ‘Faz-se currículo’ na porta ela disse pro moço – “digita aí que eu sou vidente. Isso, vidente. Búzios, tarot, astrologia, amarração. Pode colocar tudo isso aí. Ah, e põe um ‘H’ no fim do meu nome. Isso, ‘Dináh’. É, com acento mesmo. Pega bem, as minhas amiga vidente tudo tem nome exótico assim, diferente”.

O Futurólogo, que já começa com a vantagem de ter um Q.I. maior, foi lá e escreveu que ele é… Futurólogo. Pronto.

Os futurólogos acertam? Às vezes, sim. Às vezes, não.

Mas a gente tende a ignorar os erros, nesses casos, e exaltar os acertos. Logo, se o cara errar 10 previsões e acertar uma com certa precisão, ele vai ser lembrado por aquela previsão que só ele conseguiu fazer. É um belo emprego – basta ter imaginação fértil pra ficção científica, boa capacidade de redação e de comunicação, quem sabe habilidades como ilustrador… você será muito bem pago pra pensar no que vai acontecer daqui 20 anos. E se errar, tudo bem, porque não é exatamente como se você pudesse, digamos, prever o futuro, né? A Wikipedia ainda descreve a profissão como ‘não o trabalho de indicar o que vai acontecer, mas o que pode acontecer…’ – COMO ASSIM BIAL? O que pode acontecer? Tudo pode acontecer, cara. Na boa, ser Futurólogo é moleza porque sua função é pensar em 20 possibilidades de futuro. 20, 30, 40, 50, 60. Se você acertar UMA delas, já tá bem sucedido na carreira.

E os pobres pais-de-santo, quiromantes, astrólogos e toda sorte de profissões do ramo considerado ‘charlatão’ pelo cidadão-padrão? Continuam sofrendo preconceito aí, na marginalidade, na dorga, na postrituição, só por causa de um termo mal empregado. Eles não tem a chance de fazer 10, 20 previsões do que PODE acontecer. Pra ter prestígio, um profissional da área da adivinhação precisa fazer uma previsão só e ser bem firme em relação a ela. Se for bem sucedido, bom; senão, está fadado à desgraça.

Porque na prática os dois fazem exatamente a mesma coisa. Tudo nessa vida é marketing pessoal. Mãe Dináh e Walter Mercado – vocês poderiam ter construído belíssimas carreiras na IBM, HP, Intel, Microsoft ou Apple como Futurólogos. Deviam ter previsto isso.

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TPM: um guia para leigos (relato em tempo real de uma pessoa completamente surtada)

Até há pouco tempo, eu não sabia muito bem o que era esse negócio de TPM. Achava que era lenda. Feliz ou infelizmente, em algum momento no meio dos últimos três anos venho me deparando com uma semana todos os meses em que chocolate fica muito, muito, muito mais gostoso, e em que coisas absolutamente ridículas irritam profundamente, e durante a qual preciso controlar cada fio de cabelo pra não fazer um escândalo por coisa nenhuma.

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Pois é. Esta merda é TPM. E pior, meus amigos, do que sentir-se irritada por causa de absolutamente TUDO, é saber que essa irritação é muito irracional, e se irritar muito com ela. Quando a sua própria irritação te irrita, daí você desiste e se joga da sacada, porque não há saída.

Espero profundamente passar pra você a irritação pelo nada que estou sentindo nesse momento em que soco o teclado como se estivesse sentada diante de uma máquina de escrever. Digo isso porque é fundamental que você, leitor do sexo masculino, entenda a delicadeza desse período na vida de uma mulher.

Quando eu comia (muito) mais chocolate, o meu acabava e eu ia pedir pro meu irmão, e ele brigava comigo. ‘Por que você não come um quadradinho por vez? Daí vai durar mais que dois dias!’, ele dizia, irritado. Homens, não suponham que vocês têm a ligeira ideia da magnitude do sabor de um chocolate durante uma TPM, porque você não estão sequer próximos disso. Não me peça para explicar – tem a ver com o sistema de recompensa e a liberação de serotonina. Só sei que a sensação é impressionantemente reconfortante. E se você soubesse disso, providenciaria um estoque de barras de chocolate belga pra sua namorada.

Entenda, por favor, que nossos sentidos se tornam mais sensíveis, e de um jeito ruim. Eu acabo de me irritar profundamente com meu pobre padrasto, que usava uma tesoura de canivete (este acoplado às chaves de casa) pra cortar um punhado de fita adesiva. O barulho que as chaves não paravam de fazer, como se durante meia hora sempre tivesse alguém chegando ou saindo de casa, quase me fizeram voar no pescoço do homem – era como se alguém tivesse balançando o molho assim, ao lado da minha orelha. Há meia hora, me irritei com meu irmão entrando na cozinha enquanto eu jantava; com a minha mãe no computador; com um idiota no trem que entrou, ficou bloqueando o caminho e me fez perder todos os lugares livres pra sentar (eram vários, juro). O barulho da TV está me irritando. E no fim desse texto, quando eu tentava arquitetar melhor as idéias, minha mãe entrou no quarto reclamando que eu comi laranja na cozinha e deixei cair na mesa, e que vai encher de formigas, blá, blá, blá e eu quase virei Suzane Von Richthofen.

Credo, to brincando. Agora foi piada, sério.

Mas eu garanto a você, amigo do sexo masculino que me acha uma maluca, que dói mais em mim do que em você. E eu não estou falando sequer das cólicas arrebatadoras ou do incômodo que é estar menstruada em si.

Eu falo da plena e dolorida consciência de estar completamente doida durante alguns dias e, pelo bem da humanidade e das suas relações sociais, ter que suprimir isso. Você não conseguiria lidar. Homens pensam que isso tudo é muito fácil – mas cara, te garanto que se você passasse uma semana por mês completamente maluco, se irritando por nada e por tudo, com a plena consciência de que você está maluco, e tendo que reprimir isso pra não estragar sua vida, você não aguentaria viver mais de 3 meses assim. Desistiria.

Portanto, acreditem quando a gente diz que está muito puta. E tragam o maldito chocolate.

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Dos nacionais, o Milka é o melhor. E é baratinho.

Engraçado que ficou parecendo post patrocinado no final, e fiquei com vontade de esclarecer e dizer que não é – mas veja bem, EU DEVO EXPLICAÇÃO DE ALGUMA COISA PRA ALGUÉM? DEVO? POR ACASO?

Não né? Ainda bem.

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25 de maio é dia do Orgulho Nerd (e Dia da Toalha)

Uma vez, contei aqui minha trajetória nerd. Eu era nerd antes de saber o que isso significava. De maneira completamente inesperada, aos 7 anos eu me interessava por card games, revistas sobre U.F.O.s e Combustão Humana Espontânea e já me aventurava pelo Windows 3.0.

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Sério, eu era uma criança nerd insuportável. Dá uma olhada nessa redação que eu escrevi na quarta série, “O Passeio”, e nos adjetivos malas que eu usava. Tem também um excerto pessoal, uma auto-análise, que já dava sinais de que eu me interessava por nerdices (e tinha potencial pra me tornar eco-xiita), e cujo título demonstrava toda minha criatividade nerd: “Eu” (Relevem as duas caligrafias ABSOLUTAMENTE OPOSTAS, que provavelmente só indicavam que na ocasião eu já era meio maluca e tinha desdobramentos de personalidade).

E a prova final, meu boletim cheio de notas próximas ao 10.

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Com 8 de atitude não dava pra cogitar fazer parte do Charlie Brown Jr.

Naquela época, eu só não era uma pária no colégio e não sofria bullying porque passava cola e fazia trabalhos pros amigos sempre tive a favor de mim essa personalidade exuberante e conciliadora extrovertida. Ou seja, além de nerd, eu pagava de louca-engraçada, daí meus amiguinhos acabavam aceitando a parada.

Quando a adolescência cruel semi-chegou, as coisas pioraram e eu fui duramente oprimida. Eu achava que o ginásio e o colégio representavam o fim do mundo, a constatação de que eu jamais seria realmente legal, e que aquilo não teria fim.

Sabe o que? Teve. E eu acabei teorizando que na faculdade não existem nerds. Explico: na faculdade, mesmo os nerds mais nerds são ligeiramente descolados. Bebem, fumam, têm namoradas que gostam de nerds, contam piadas que às vezes até são boas…

Mas isso não significa que o orgulho nerd se acaba quando as pessoas saem do colégio. Significa só que vivemos num mundo mais bonito, colorido, diverso e tolerante, que aceita que nerds se integrem socialmente depois da adolescência sem maiores traumas.

Quando a tormenta passou, e eu me deparei com a quase adulta que eu me tornei, percebi que tudo aquilo de que eu me orgulhava era proveniente da minha nerdice juvenil. Devo agradecimentos a todos os bullyings que sofri, a todas as broncas que levei da família por querer ler Vampiro: a Máscara em vez de entrar na piscina, de todos os olhares estranhos por andar com um exemplar completo da trilogia de Senhor dos Anéis pelo pátio do colégio no intervalo. Porque essas dificuldades idiotas, os pequenos obstáculos, me ajudaram a ser mais forte e a ter orgulho disso. Ser nerd foi fundamental pra ser quem eu sou hoje, com todas as coisas boas e ruins.

Hoje sei que não há nenhum problema nisso. E sobre a toalha, é verdade: eu sempre a carrego comigo. Se um dia me encontrar na rua, pode perguntar e conferir. Até tirei uma foto dela (e de mim):

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E antes que alguém possa mencionar: a cara de doente é porque estou doente. Benzetacil hoje, e a dor de garganta nem passou por completo. Ou seja – agora to com duas dores pra me preocupar. Ainda assim, te desejo feliz dia do Orgulho Nerd. Nos merecemos.

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Até que ponto vai a minha – e a sua – honestidade?

Essa semana aconteceu uma dessas coisas que deixou a comunidade em polvorosa.

Quando me refiro à comunidade, infelizmente não estou falando do meu bairro e do grupo que o compõe, visto que aqui a gente não forma uma comunidade – eu mal sei a cara dos meus vizinhos de porta, quanto mais quem são as pessoas que moram na mesma rua, o que é triste. ‘Comunidade’ é a galera do Twitter. É que já tá me dando no saco ter que comentar algo dizendo que foi assunto do Twitter essa semana. Me deu preguiça de ficar falando nele. Como o Caio Blat me dá preguiça na novela das 8.

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Enfim. A Fnac, a loja online, deu um pau numa madrugada essa semana e começou a vender tudo por R$ 9,90 + frete.

Daí, óbvio, maluco começou a comprar adoidado. Teve gente que colocou no carrinho Macbook de R$ 9,90 e TV de Plasma de 52′ pelo mesmo valor. Ah, mais o frete, sem esquecer disso.

Óbvio que no dia seguinte a carruagem virou abóbora e era tudo um erro do site, que cancelou as compras, apoiado pelo Procon, que sabiamente alegou que o consumidor que tentou adquirir o produto por um preço claramente irreal e, depois de saber que era um erro, ainda tenta recebê-lo, está agindo de má-fé.

Eu concordo.

Quando você entra no site da Fnac e vê que um Macbook está custando R$ 9,90, você sabe que algo está errado. Você adquire mais de um, avisa seus amigos. Você faz isso porque sabe que, tecnicamente, está amparado pela lei do consumidor, que diz que a partir do momento em que o produto está anunciado por um preço e você o adquire, a loja é obrigada a entregá-la. E você faz isso tudo sabendo que aquilo é, com toda a certeza, um erro, porque isso é 1000 vezes menos o preço de um Macbook.

Daí, quando a loja anuncia o erro, como era de se esperar, você quer se valer da lei pra continuar tirando vantagem de algo que claramente não faz sentido.

Pra mim, equivale a querer tirar vantagem em cima do erro dos outros, e é tão desonesto quanto soa. E foi isso que eu disse na comunidade pras pessoas – é agir de má-fé, ponto.

Só que eu imaginei que se eu tivesse de madrugada online, fazendo nada, e soubesse do #Fnacfail, eu com certeza teria comprado algo. Com certeza. Pelo menos um Macbookzinho, ah, eu teria. Suspeitaria, contudo, do erro. E quando ele fosse anunciado, aceitaria de bom grado a devolução do dinheiro na fatura do meu cartão.

E isso faz de mim uma hipócrita das grandes.

E é a pior das hipocrisias, porque não parece uma (ao menos pra mim, não me sinto mal). Veja bem, posso me defender dizendo que a oferta gera uma expectativa. Por mais irreal que o preço pareça, e se deu a louca na Fnac? Pô, o preço tá lá. Tentar não custa – se anunciarem o erro, ok, fico na minha, recebo meu dinheiro de volta. Na minha cabeça, ser sacana é usar a legislação pra tentar receber o produto. Tentar comprá-lo pelo preço que está lá e torcer pra que entreguem não tem nada de errado.

Só que se eu sei que existe algum erro na história – porque isso eu sei – e torço pra que esse erro persista até que eu tire benefício dele, então isso está errado. Tão errado quanto estão as pessoas que tentaram recorrer judicialmente pra receber Macbooks de R$ 8,90 e tal. E é nessas horas que eu me pergunto – até que ponto vai a minha honestidade?

Você se consideraria desonesto se tentasse adquirir um produto por um preço claramente irreal, ainda que não se manifestasse contra caso a loja informasse o erro posteriormente? E se o erro persistisse e o produto chegasse até você, você fingiria que nunca houve erro? De quem é o erro maior – da loja, cujo sistema falhou, ou das pessoas que se aproveitaram dessa falha?

Sério, me ajuda aí porque minha cabeça tá em parafuso.

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Juventude tem que ‘despendurar’ da internet e voltar a ver TV, diz ministro


Juventude tem que “despendurar” da Internet e voltar a ver TV, diz ministro

Opa. Mas é claro, senhor Ministro das Telecomunicações Hélio Costa. Minha mãe me faz essa recomendação todo dia. Ela diz: “menina, sai desse computador e vai um pouco pra frente da televisão!” ou então “pára de ouvir música nesse computador e liga o rádio!”. É, minha mãe não desiste. Porque ficar pendurado na TV e no rádio é comprovadamente mais saudável do que ficar pendurado no computador.

Mas eu não saio do computador, senhor ministro. E o senhor sabe por quê? Porque o computador é capaz de uma proeza que, vou te contar, é dessas coisas realmente impressionantes. O computador consegue – não me pergunte como – reunir numa coisa só não só a TV e o rádio, mas uma série de outras coisas que a TV e o rádio, inclusive, não oferecem.

Então, as crianças vêem TV sim, e ouvem rádio sim. Mas é no computador, ou seja, provavelmente não do jeito que o senhor gostaria.

Quando eu era pequena e minha mãe realmente me dizia pra sair do computador, eu explicava a ela que a questão não era o computador em si, mas sim a multiplicidade de tarefas que ele proporcionava. Explicava que, se o microondas me permitisse conversar com os amigos de forma instantânea, eu usaria o microondas.

Ok, ela não entendia o argumento. O que quero dizer é – a internet é uma rede de pessoas, não de computadores. Usar o computador pra se comunicar com outras pessoas não diminui o valor desse contato. Ou seja, eu não estava ‘pendurada’ no computador, estava apenas expandindo minha rede social – passava o dia na rua, com os amigos, e à noite continuava com eles, só que na internet.

É a mesma relação nesse caso – o computador é uma central multimídia, e usá-lo em detrimento da TV não significa que não vejo TV. Pelo contrário.

Mas a grande questão aqui é a seguinte: nós deveríamos MESMO ter que explicar isso pra um cara cujo cargo é MINISTRO DAS TELECOMUNICAÇÕES?

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É que tô com tendinite de tanto mexer no PC tá ligado

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Explicando a onipresença divina através da gastronomia

Quem vinha duvidando da onipresença de deus vai ter que morder a língua com as últimas descobertas da gastronomia contemporânea. Jesus, o filho do pai, está por aí fazendo a festa nos produtos alimentícios. É como se ele tivesse no céu sem nada pra fazer e resolvesse carimbar sua cara nas coisas por aí.

Os seres-humanos, que são malucos por definição (e passíveis de um fenômeno chamado pareidolia) veem jesus em tudo, o que é bonito e só comprova a tese de que ele está mesmo, em todo lugar. Quem não lembra dessa belíssima frase do (apócrifo) Evangelho de Tomé: “O Reino de Deus está dentro de Você e a Sua volta; nao em prédios de madeiras ou pedras. Rache uma lasca de madeira e EU estarei lá; Levante uma pedra e ME encontrará”.

Significa que você não precisa ir na igreja pra encontrar deus. Ele tem habitado mais as lojas de conveniência, mesmo:

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Observe com atenção (e fé) esse Kit Kat mordido. Lembra-se dele, o Kit Kat? Aquela versão genérica e, na minha opinião, mais saborosa do Bis? Pois é. Clique na imagem para ampliá-la e você vai se deparar com o poder de cristo de se materializar em qualquer lugar.

Não gosta de doces? Não tem problema. Jesus não faz distinção entre ninguém, e por isso, ele também se manifesta em aperitivos salgados:

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Batizado de ‘Cheesus’, esse salgadinho de queijo tem a forma de jesus orando, como é bem óbvio, e foi encontrado por um casal norte-americano. Apenas coincidência?

E, justiça seja feita, jesus demonstra humildade até na escolha dos lugares em que ele dá as caras. A foto abaixo é a maior prova de que ele está EM TODOS OS LUGARES:

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Pena que oportunistas se aproveitam de manifestações gastronômicas (e anatômicas) divinas tão verdadeiras para tentar enganar os fiéis mais afoitos. Esse vendedor do eBay, por exemplo, está vendendo uma torrada com a face de Jesus:

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Numa situação dessa, é importante se ater aos detalhes para não ser enganado. Primeiro, repare que não há coroa de espinhos nessa reprodução. A coroa de espinhos é item obrigatório em qualquer manifestação gastronômica de Jesus.

Além disso, a barba está muito rala, o que não caracteriza o salvador. Em terceiro lugar, a avidência mais marcante: o indivíduo na torrada usa óculos de natação, e todos sabemos que Jesus nunca precisou disso, porque caminhava pelas águas com destreza.

Ao fim, desvenda-se o mistério: a figura na torrada não é jesus coisa nenhuma. Não passa do saudoso Cersibon, mostrando que também o eterno personagem das webcomics  tem algo de místico e inexplicável.

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cersie jeus: separoadfos n nassimento1!”"!

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A disciplina mais estúpida do mundo

Eu tenho várias idéias de textos legais pra postar aqui. Aconteceram coisas engraçadas no fim de semana, tive novos insights de coisas da vida e tudo o mais.

Mas só to aqui pra dizer PORQUE eu não tive tempo pra escrever nada disso: é por causa de uma disciplina infeliz do penúltimo semestre de jornalismo chamada Atividades Complementares. E de um relatório estúpido associado a ela que eu precisei entregar há pouco mais de 7 minutos.

Esse texto, que será o mais curto possível, é apenas um desabafo. A disciplina consiste no seguinte: um semestre de aula uma vez por semana. Mas você tira nota apresentando, no fim do semestre, um relatório com tudo o que você já produziu jornalisticamente desde que entrou na faculdade, com os cursos que fez, as palestras que viu e essa coisa toda.

Eles estipulam uma pontuação pra cada tipo atividade, e cabe a você descrever num documento o que você fez ou não e entregar, junto com comprovante e/ou cópias de tudo. Mas não é que simplesmente você entrega isso e eles te dão a pontuação.

Você precisa JUSTIFICAR o quanto aquilo agregou na sua vida profissional. Com palavras bonitas, frases enriquecedoras e, hum, lábia.

Basicamente, no penúltimo semestre eu tenho uma matéria que avalia minha capacidade de convencer o professor de que escrever uma reportagem foi realmente excelente pra mim. Ou seja – uma disciplina que avalia, simplesmente, minha capacidade de levar as pessoas no papo.

Nada mais apropriado pra um curso de jornalismo.

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Uma análise da Season Finale de Lost por alguém que está provavelmente tão confuso quanto você

Eu evitei falar sobre Lost por muito tempo, porque é um post segregador. Nem todo mundo vê a série, nem todo mundo está no mesmo episódio que estou. Mas o fim da 5ª temporada me deu algumas dúvidas e muitas certezas, certezas que eu não vi ninguém mais comentar. Se você não vê Lost ou vê mas ainda não viu o último episódio da 5ª temporada, não leia o texto abaixo. Vou dar alternativas pra todos os gostos e perfis:

Avisado? Ok.

Spoilers TENSOS a partir daqui.

Seguinte. Eu sempre achei que Lost fosse seguir as leis da física, no geral. Não há distorções, se você estudar um pouquinho de física quântica (eu sei muito pouco). Conceitualmente, buracos de minhoca e os paradoxos que as viagens no tempo são capazes de criar sempre foram muito bem retratados no plot da série. Tem até referência a teoria das cordas. Eu sempre achei os caras geniais por isso – um plot enroladíssimo, com conceitos complicados, sem que no geral se pudesse apontar uma falha sequer.

Claro que isso, por um lado, é porque eles não responderam muitas coisas. Quando responderem, poderemos ver se houve falhas ou não. Mas divago. A questão é que minha teoria em Lost se baseava na seguinte premissa – o que aconteceu aconteceu. Ponto. Não há como explodir uma bomba que impeça o avião de cair, porque se o avião não cair, os Losties não estariam ali explodindo a bomba pra que ele não caísse. O tempo é uma linha contínua.

A não ser que consideremos a teoria dos universos paralelos. De qualquer forma, o último episódio, que deixa claro que a série é sobre bem x mal, livre arbítrio x destino, fé x ciência, me fez ver que Lost não está seguindo a regra que eu achei que estivesse – o que aconteceu pode não ter acontecido. Você sempre tem a escolha. Jacob repetiu isso muitas vezes.

Porque eu digo isso? Ok, está claro pra mim que, de certa forma, o incidente que Jack tentou evitar é exatamente o incidente que ele causou. Isso fica óbvio quando o Dr. Chang tem a mão machucada.

Mas o anti-Jacob, que certamente estava representado como Locke por causa das referências iniciais e finais ao ‘Loophole’, (deveríamos ter dado ouvidos às declarações dos produtores, que disseram que em Lost, quem está morto está morto), precisou intervir nesse suposto LIVRE-ARBÍTRIO para que Locke pudesse estar morto. Então HÁ A POSSIBILIDADE DE MUDAR. Explico.

O anti-Jacob foi quem disse a Richard pra que orientasse Locke (o de verdade) a voltar pra ilha e morrer por isso. Assim, o anti-Jacob garantiu que seus planos fossem cumpridos, porque aparentemente ele só pode ‘incorporar’ gente que já morreu (aí, têm referências às divindades egípcias do mundo inferior). Se ele não tivesse feito isso, haveria um futuro paralelo, em que algo diferente aconteceria. Ou não, mas acho que consegui provar o ponto.

Se o anti-Jacob manipulou uma pessoa comum pra que ela interferisse num ato do passado para causar uma ação futura, então qualquer um pode. Lembre-se que quem interferiu foi Alpert, e não o anti-Jacob ele mesmo, ou seja, ele não pode se envolver, mas sempre pode manipular alguém para fazer o que ele quer que aconteça.

Mas Jacob, parece, teria como saber o que aconteceria. Ele foi quem arquitetou, de certa forma, a volta de alguns dos Losties pra ilha. Ele estava sempre lá. Tipo o careca de Fringe. Ou o Linderman, de Heroes.

No geral, o que temos: duas divindades, uma representando o bem – provavelmente Jacob – e outra o mal, que é o moço de preto do início do episódio, e provavelmente o monstro de fumaça, e o Locke de volta à ilha. Jacob acredita nos homens. Acredita que no fim sai algo bom deles. O outro, não. E eles ficam brincando de provar um pro outro seu ponto. 

Sinceramente, não sei o que significa a morte de Jacob, porque acho que não existe, com Jacob e anti-Jacob, a morte literal, do corpo físico. Se eu fosse chutar, diria que a ilha é análoga a um graaande campo de xadrez, em que os dois ficam brincando de mostrar um pro outro quem tá certo e quem tá errado. Os dois estão na luta pelo controle dos ‘experimentos’ na ilha há milhões de anos; quando um consegue manipular o ser-humano pra vencer o argumento do outro, game0-over pro que foi destruído, ele sai do controle da ilha e no lugar dele entra o outro cara, que fica lá brincando com os peões atééé ser derrubado pelo outro fulano. Tipo um jogo eterno, em que dá um game-over e aí o fulano perde a vez, mas tem vidas infinitas.

Hum… alguém assistiu Constantine?

E pros que duvidavam que esse plot estava arquitetado desde o início, refresquemos a memória com uma cena que, agora, faz todo o sentido do mundo:

Não sou dessas especialistas em cultura pop. Tem muita coisa velha e legal, tipo Arquivo X, Twilight Zone e Twin Peaks, que não vivi e só vi depois de crescida. Mas a trama de Lost me lembra algo em Harry Potter – a referência em tramas desse tipo mais próxima da minha geração, por isso mencionei o ponto anterior.

Em Lost, como em Harry Potter, está tudo lá, sempre esteve – o início, o meio e o fim. Nós é que não estamos vendo as coisas na ordem. No fim, quando o quebra-cabeça estiver montadinho, veremos que não faltará quase nenhuma peça. As pessoas pensavam nos acontecimento da 5ª temporada como fatos que alterariam o futuro que já tínhamos visto, mas a gente só viu a coisa fora de ordem. Se você ordenar, está quase tudo ali.

Quase. Porque parece que dá pra mudar as coisas. Talvez, e só talvez, anti-Jacob ter interferido na linha do tempo (orientando Alpert pra que ele falasse que o Locke deveria morrer) pode ter gerado um futuro paralelo em que ele, o Anti-Jacob, se ferra. Ou não.

Chutar o que acontece na última temporada? Não faço idéia. Mas existe redenção ali. Existe redenção de Jack, o cara que era pura ciência e virou pura fé; existe redenção de Kate, que não se importava em tirar uma vida se fosse necessário e acabou disposta a se sacrificar pra não deixar que nenhuma vida fosse perdida; existe redenção de Sawyer, um cara que vivia uma mentira na verdade e depois foi viver uma verdade, ainda que na mentira. E tem Hurley, o cara que pode falar com os mortos; tem Walt (Waaaaaaaaaaaalt); tem Sayid baleado, e Desmond, ao qual as regras não se aplicam.

Agora, só em 2010. Sorte que o fim do mundo tá marcado pra 2012.

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Pro inferno, sem escalas: eu expulsei o pregador do trem

Se você lê o blog há algum há algum tempo, sabe que eu odeio a CPTM. A CPTM é a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos. Existem alguns motivos pra isso – entre eles, está o intervalo longo e irregular entre os trens e a duração da viagem, igualmente longa e irregular.

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FAIL

É exatamente por isso que ponderei sobre escrever esse post – pela primeira vez neste blog, estarei relatando uma típica história de trem com um final feliz.

No começo do Expansão SP, o plano que promete revolucionar e integrar os transportes sobre trilhos no estado e projetar o governador a presidente do país, eu li na parede da estação um cartaz anunciando uma nova medida: o SMS denúncia. Além do 0800 tradicional, pro qual o usuário de trens podia ligar em caso de reclamação ou denúncia de atividade irregular dentro das ‘composições’ (como os maquinistas chamam os trens), agora dava também pra enviar as reclamações via mensagem de texto.

Anotei o número na agenda. Pessoalmente, achei medida extremamente prudente, já que é realmente complicado ligar pro disque-denúncia da CPTM pra caguetar, digamos, um vândalo no seu vagão, já que o vândalo pode escutar e o que acontece em seguida normalmente não faz parte de histórias que podemos classificar como “casos de denúncia bem sucedida num trem”.

Daí que uma vez tinha um maluco pregando no trem, que são os tipos mais insuportáveis de infratores de trem depois dos vândalos.


Pegrando a Bibra

E eu mandei um SMS denúncia e nada aconteceu: ele continuou lá, o que me fez odiar mais a CPTM e continuar vivendo em seguida.

Ontem eu tava ouvindo música e me entra mais um desse distintos senhores que, por motivos desconhecidos até provavelmente pelo próprio deus, acha que as pessoas têm obrigação de ser doutrinadas.

Ele tava lá gritando e eu pensei: “Porque não f*der com um filho da p*ta hoje?” É dessas coisas que passam pela sua cabeça. Pois bem, mandei um SMS pro número de denúncia, que tinha salvado na minha agenda.

Mas informei o vagão errado. FAIL

Disse que estava no último, e tava no primeiro. Olha, acontece; eu pego o trem no mesmo vagão pros dois lados, então ora ele é o primeiro e ora é o último, o que justifica minha confusão. De qualquer forma, eu não estava confiante de que a coisa funcionaria, então desencanei.

Mas o inimaginável aconteceu. Ao passar pela plataforma na estação seguinte, observei os guardinhas se dirigindo ao último vagão. ‘Puta merda’, eu pensei. ‘Funcionou’.

Mandei outra mensagem pro mesmo número, me desculpando pelo erro e informando o vagão correto e tudo de novo – sentido do trem, em que estação pararíamos etc.

Eu me sinto ligeiramente cruel ao confessar isso, mas a cena foi épica. Assim que vi os seguranças se aproximando do nosso vagão quando o trem encostou na plataforma, eu fiquei muito feliz. Eles entraram, rapidamente identificaram a pessoa que estava gritando com uma bíblia na mão (embora o profeta tivesse tentado disfarçar ao ver os policiais) e o levaram, gentilmente, para fora. Um cara na minha frente lia Kafka e começou a gargalhar. E foi tudo genial! Um cara estava ali, falando de deus, e foi proibido de fazer isso por seguranças da estação! Ok que na cabeça dele essa repressão está inclusive prevista por Jesus na bíblia, e vai encorajá-lo mais ainda a pregar, mas na hora foi uma vitória gigante pra todo mundo que se sente desconfortável com qualquer tipo de pregação religiosa num lugar público e não tem coragem de se levantar contra.

fail

E de repente, eu subi no banco, e gritei, gargalhando de prazer: FUI EU! FUI EU QUE DENUNCIEI ESSE BABACA.

Ok, eu não fiz isso. Mas eu me imaginei fazendo, eu juro. Porque eu queria muito contar pra todas aquelas pessoas que se alguém estivesse fazendo algo errado no trem elas poderiam denunciar de maneira discreta e anônima, e funcionaria. Eu queria compartilhar com eles minha alegria de ter uma reclamação cívica atendida. Não fiz isso com medo de represálias de outros adoradores do senhor (o Senhor, não o senhor pregador) no mesmo vagão. Mas compartilho aqui:

FUI EU! EU QUE DENUNCIEI ESSE MALA QUE TAVA ENCHENDO O SACO DE TODO MUNDO! EU! PODEM ME ACLAMAR, ME AGRADECER! EU FUI A RESPONSÁVEL POR SALVAR-NOS DESSE SPAM DE JESUS, DESSAS PALAVRAS DO SENHOR NÃO SOLICITADAS. EU!

Vou pro inferno sem escala quando morrer, mas pelo menos posso ouvir música em paz no trem. Hunft.

*Coloquei asteriscos nos palavrões porque meu digníssimo pai fica um pouco incomodado quando eu faço uso desse tipo de vocabulário no meu blog. Nesse caso, pai, espero que você note que a frase em si tem uma carga que demanda o uso do palavrão. Até pelo teor humorístico da coisa. Ou seja, não dava pra não usar.

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Sexy Dolls, as Pussycat Dolls do hemisfério sul

O grupo é formado por Julia Paes (?), Sabrina Boing-Boing (??) e Carol Miranda (???).

A primeira é ex-namorada da filha da Gretchen. A segunda eu não sei. A terceira é a que fez filme pornô e ainda é virgem. E eu não acho que explicar isso tornou as coisas melhores.

De qualquer forma, não tenho muito a dizer. Em horas como essas, é importante agir rápido. Por isso, seguem abaixo algumas recomendações aos leitores que, como eu, clicaram no play:

1. Construa um abrigo nuclear. O porão de casas antigas serve perfeitamente para esse propósito.

2. Armazene mantimentos. Prefira alimentos não perecíveis e enlatados, para o caso de uma queda repentina de energia elétrica provocada pelos abalos sísmicos.

3. Entre em contato com as pessoas próximas – amigos e parentes – e procure manter todos juntos. Em horas difíceis como essa, o contato e a lembrança de pessoas queridas podem ser um combustível a mais na luta pela sobrevivência.

4. Protetores auriculares e máscaras para dormir – como essas – podem ser de grande valia para parentes e familiares que ainda não viram o videoclipe. Lembre-se: máscara contra Gripe Suína já era. O importante é proteger os ouvidos contra essa nova ameaça.

5. Se tudo falhar, corra o mais rápido que puder por sua vida. Procure a colina mais alta e fique por lá, orando para que a Gripe Suína ou outra epidemia acabem com ameaças como essa.

O Apocalipse se aproxima, mas teremos mais chances de sobreviver se permanecermos unidos.

Que deus nos ajude.

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