17 de junho de 2009 às 4h00
Entenda o papel da internet, das redes sociais e do Twitter no cenário no Irã – e não vai ser chato, eu juro
A história de luta no Irã é complexa e data de vários séculos - acredite ou não, começou com a invasão do território pelo Império Otomano, em 1500 e alguma coisa. Sei muito pouco sobre o Irã, antigo império Persa, mas aprendi bastante desse pouco depois que li, há um mês, o fabuloso Persépolis, de uma moça chamada Marjane Satrapi.
Esse é o livro – clica aqui pra comprar
Nós, ocidentais, sabemos muito-pouco-quase-nada sobre o Oriente. Achamos que é tudo deserto, camelos, Alah e burcas. Felizmente, assim como nós no Brasil somos um pouco mais do que criadores de macacos selvagens, o Irã tem uma longa, loooonga história de oposição política à ditadura islâmica, marcada por muito sangue misturado a, adivinhem, petróleo. Não vou dar aula de história aqui – leia o livro, vale a pena, é uma graphic novel: ou seja, quadrinhos, as edições encadernadas num livrão. A questão é que a polêmica da fraude da reeleição de Ahmadinejad está se tornando um case fantástico para mostrar o poder das novas mídias e isso me deixa estranhamente feliz.
Os defensores da democracia lutam por ela naquele país há quarenta anos, sem esmorecer. Eles passaram por torturas, desaparecimentos, opressões semelhantes ou piores às que a gente passou aqui nos anos de ferro. A censura lá é brava, não há absolutamente liberdade de expressão, algo que pra gente do ocidente e que nasceu no fim dos anos 80 é inconcebível. E boa parte dos que continuam lutando e morrendo pela democracia (alguns, inclusive, pelo direito de não ter dogmas religiosos instituídos) são estudantes. A Universidade de Teerã, por exemplo, ficou cercada pelas forças nacionais na última semana.
Até aí, nada de novo. Jovens curtem essas paradas subversivas, essa é a história. Aqui a gente assiste Malhação, lá eles confrontam as forças nacionais, acontece. A coisa é – eles estão se organizando pelo Twitter. E de maneira brilhante, sem precedentes.
O Twitter já foi usado de forma igualmente brilhante em coberturas de desastres, em outros casos de acusações de fraudes eleitorais e já mostrou que é uma ferramenta de valor incontestável nesse sentido. O governo iraniano, inclusive, tentou bloquear as conexões ao site, mas os usuários contornaram e usaram proxies. Depois, o governo bloqueou a busca pela tag que estava sendo usada pelos iranianos para cobrir os massacres e as repressões, #iranelection, e eles se organizaram e trocaram de tag (para #Teeran); e por último, mas não menos importante – os iranianos mobilizaram usuários do Twitter ao redor do mundo inteiro para que troquem a nacionalidade de seus perfis, todos, para Teeran, fuso horário +3:30 GMT.
Isso é para confundir os censores iranianos, que podem buscar os perfis de quem tem twittado com as tags em questão, e perseguir aqueles que se dizem de nacionalidade iraniana. MAS se todo mundo no mundo viver em Teeran, bem, talvez eles tenham dificuldade em identificar quem tá falando a verdade e quem não tá.
Pela internet, os iranianos fizeram toda a cobertura que o governo impediu que a imprensa fizesse. Está tudo no Twitter, no Flickr, no YouTube. Só não vê quem não quer. E a partir do momento que os usuários fazem o tema se tornar relevante na internet, a mídia de todo o mundo passa a considerar o assunto pauta. Mesmo se não fosse. E começam a noticiar o conflito a partir das poucas, únicas fontes disponíveis – os twitteiros e flickeiros que estão nas ruas de Teerã relatando os fatos.
Tem censura de internet em outros lugares, também. A China é um exemplo. Mas na China não há conflitos tão longos, que envolvem questões econômicas, políticas e religiosas, não há o cenário de instabilidade política que o Irã tem agora, e há um crescimento econômico vertiginoso – tudo isso ‘amansa’ as pessoas. Quem me explicou essa parada foi o Pedro Dória, há duas semanas, numa entrevista que gravei com ele, por telefone, para o site do Link (mas que acabou não indo pro ar, infelizmente).
A conclusão que eu chego, ajudada pela análise que ouvi do Dória na outra semana e por tudo que tenho lido sobre a questão iraniana: você não consegue bloquear a internet e impedir que os usuários se manifestem de forma satisfatória se o povo estiver economicamente insatisfeito e se você não tiver apoio das grandes empresas de internet. O Google, o Yahoo – todos se submeteram às regras da China. No Irã isso não aconteceu, os bloqueios foram governamentais, deliberados. Facilmente dribláveis, especialmentepor uma comunidade intelectual.
E o mais impressionante: através de uma ferramenta de uso extremamente simples, um grupo de oprimidos em um país lá no canto do planeta consegue mobilizar uma comunidade online local e, em segundo lugar, no mundo inteiro, em direção a uma causa. Unir ocidente e oriente, de certa forma – não totalmente, mas é uma união. E consegue mostrar para o mundo o que está acontecendo, não importa o quanto o governo daquele país tente esconder isso. Ver isso acontecendo, meu amigo, é revolucionário. Fazer parte disso, de alguma forma, é viver história. Espero que você esteja se dando conta disso nesse momento.
*Se eu escrevi alguma bobagem histórica, qualquer um de vocês é bem-vindo para me corrigir nos comentários.
**O blog do Pedro Dória tá cobrindo a treta no Irã com bem mais propriedade do que eu (observação óbvia). E o texto é leve também, exceto pelos nomes dos Aiatolás. Cola lá.
***O post tá ilustrado com trechos de Persépolis, o filme. Isso, aleatório mesmo. Também tem no Submarino.








23 anos, jornalista, curiosa dos mistérios do mundo, odeia inveja e falsidade. 


17 de junho de 2009 às 5h05
É nesse tipo de conflito que a complexidade de um país fica evidente.
As estruturas sociais modernas são, todas, de alta complexidade. Mas elas são os ossos da nossa sociedade. Só em um momento de fratura — exposta — que conseguimos enxergá-las de forma nua e crua.
O Irã é um exemplo claro disso. O país passou, em 1979, por uma revolução sem precendentes na história, a primeira revolução vitoriosa de cunho religioso, alta adesão popular.
Ao mesmo tempo que a revolução trouxe uma característica nacional à um país antes dominado por interesses estrangeiros, também trouxe consigo todas as contradições inerentes à um sistema que não seja laico e livre.
Lá, todos os poderes estão submetidos aos Guardiões da Revolução, uma espécie de Poder Moderador (alô, aulas de história do ensino fundamental!) do Irã. E esses Guardiões são, adivinha!, religiosos islamitas.
Por outro lado, temos de ter consciência de que substituir o modelo de república islâmica pelo de democracia liberal não é, como acreditava-se há pouco tempo, a solução ideal para os seus problemas.
No Brasil, por exemplo, a substituição da ditadura militar, onde os poderes ficaram sujeitos à um colegiado militar, pela democracia liberal, não eliminou o coronelismo, o assistencialismo, nem a fome ou a miséria.
Isso pra não falar da saúde pública nos Estados Unidos (alô, Michael Moore!).
Traduzindo em miúdos:
Um estado laico e livre no Irã não iria acabar com o radicalismo de líderes que possuem voz sobre uma parcela significativa da população. Mas da mesma forma, não é possível, atualmente, que um Estado coiba completamente as liberdades individuais de todos os seus habitantes, sem legitimidade, e se mantenha de pé.
Ou seja, se a vontade do povo iraniano for de derrubar a República Islâmica, tchans, parabéns, as condições objetivas pra que isso aconteça podem estar surgindo.
Fiquei curioso pra saber mais sobre. =P
Mal pelo comentário longo o
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17 de junho de 2009 às 11h13
este livro é ótimo mesmo.
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17 de junho de 2009 às 12h13
gostei muito do post e do livro sugerido.
é extremamente interessante saber como um twitter da vida pode unir pessoas que lutam por mudanças. bom saber que o espaço, tão mal utilizado para birra de ego, também serve pro bem!
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17 de junho de 2009 às 13h25
Notável….
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17 de junho de 2009 às 14h44
Excelente! Visão clara e objetiva de uma grave situação. Parabéns!
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17 de junho de 2009 às 15h26
Gostei muito do post. antes dos confrontos do Irã, eu não via muita utilidade no Twitter, mas agora, dá pra perceber que ele também serve para algo mais sem ser birra e exibicionismo. Excelente post e excelente blog!
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Pingback por Twitter: quando a tecnologia mais simples garante uma grande liberdade. « Reflexão Midiática
17 de junho de 2009 às 15h28
[...] E do excelente “Olhometro”: Entenda o papel da internet, das redes sociais e do Twitter no cenário no Irã – e não vai s… [...]
17 de junho de 2009 às 15h54
Coisa mais linda que eu vi,uma vez:As mulheres Iranianas finalistas categoria,TIRO OU ARCO E FLEXAem uma OLIMPÍADA !
Pensei : “Que coisa bonita! Mesmo vivendo em um país onde nn respeitam mt os direitos femininos,estão participando !Elas se superaram !”P/ mim q sou de cá,foi uma imagem mt forte.Superação do preconceito.FIBRA.
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17 de junho de 2009 às 16h05
o papel da internet naa minha opniao e levar informaçao, intetrer, ajudar, e de uma certa forma manter a ordem ou ajudar manter a ordem mundial
se nao a democracia nesse pais…porque existe governo?
estamos no seculo 21 nao estamos na pre historia onde o macho dominante disputa por territorio e quem é mais forte fica no poder
o povo é o povo
a naçao de um paiz é quem deve auxiliar nas regras das mesma
nao precisa de destruir uma religiao ou filozofia para manter armonia e ordem
sem o povo o governo cai
mais sem o governo o povo nao prevalece tambem cai
“unidos ficamos em pe divididos agente cai”
isso é verdade a internet foi feita par auxiliar em tarefas hoje praticamente todos governos usam a internet como um meio de comunicaçao,como um meio de intreterimento,aprendizagem,entre outras milhares de coisas que nao da nem pra explicar
talvez estejam escondendo algo acho que e pra isso que a ONU existe
se ela nao ajuda a manter a ordem
sempre vai existir a “resistencia” e o comfronto nesta hora que a guerra civil toma conta do olocausto
somos humanos temos direito a liberdade de expreçao filozofica intelectual(direo de usar internet e qualquer outro veiculo de telecomunicaçao)
tentar fugir ou esconder é regredir, conceteza….
“liberdade para o povo e internet gratis para todos”
essa semana conserteza serei Teeran na internet
poder para o povo!
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17 de junho de 2009 às 16h16
Gente que coisa linda, fiquei emocionada com essa reportagem imaginem se nos anos 60 houvesse esse tipo de recurso tantas vidas seriam poupada pelo anonimato, a tecnologia usada para esse fim e linda e maravilhosa parabens pela reportagem fascinante,amei assim como eu amo esse pais e nosso povo.
Responder
17 de junho de 2009 às 16h28
Sobre o irã, não entendo como as meninas usam esta roupa horrorosa. Experimentem todas as meninas do país ao mesmo tempo tirarem esta roupa preta em praça pública e nunca mais vestir.
Liberte-se da roupa preta.
Responder
21 de junho de 2009 às 6h53
a minha opinião é de que as roupas são bonitas [em alguns casos].
só o que lamento é a obrigatoriedade de usá-las [se é que é realmente obrigatório, não sei dizer].
Responder
17 de junho de 2009 às 16h48
Pessoal, eu comecei a acompanhar a pouquíssimo tempo os conflitos que estão acontecendo no Irã.
Achei o post interessante, mas tem algumas falhas, e já que a correção é possível e aparentemente bem vinda, vou falar
“Até aí, nada de novo. Jovens curtem essas paradas subversivas, essa é a história. Aqui a gente assiste Malhação, lá eles confrontam as forças nacionais…”
Então, não sei se vcs estão acompanhando, mas terça feira passada, 09/06, rolou um puta conflito que não se via desde a Ditadura Militar, de estudantes, funcionários e pofessores, contra a PM. Na verdade não dá pra ser chamado de conflito, já que só uma das partes estava armada, enquanto a outra atacou com flores, numa tentativa de demonstrar a intenção pacífica da passeata
Aliás, ta rolando um debate forte, e nós estudantes gostaríamos de exportar esse debate pra fora da Universidade. Não sei se vcs estão sabendo, mas tá rolando um projeto do Estado de São Paulo, chamado UNIVESP (Universidade Virtual do Estado de São Paulo), e estamos nos mobilizando contra, e ao mesmo tempo estamos nos mobilizando para que haja expansão de vagas nas Universidades Públicas, aumento de verba e contratação de professores. Também queremos que os Ensino Fundamental e Mádio públicos tenham maior investimento pra mudar o quadro de precarização. Enfim, como é um comentário, não quero escrever uma bíblia, sendo que o assunto principal aqui não é esse, mas de igual e extrema importância. Meu ponto é só pra esclarecer que nem todo mundo assiste malhação, e existe sim uma mobilização, mas precisamos de vcs também.
Se alguém tiver tempo e interesse (acreditem, leva bastante tempo e é desgastante) pra discutir algumas questões como essa e outras, tenho algum material e estou correndo atrás de mais.
Meu e-mail é victorcfg1@yahoo.com.br
Ah! Aceito material sobre o Irã, mesmo com o problema de tempo, já que além dessas atividades, estou em época de porvas e entrega de trabalhos e seminários.
Abraço e me desculpem
Precisamos de ajuda e de debate com todos os níveis da população. As condições objetivas também estão colocadas aqui no Brasil e em qualquer lugar onde haja exploração do humano por outro humano
Responder
21 de junho de 2009 às 7h04
uma coisa que acho difícil de acreditar é que a manifestação foi totalmente passífica. digo isso pois eu presenciei as manifestações que ocorreram na UnB em 2008 [quando houve invasão da reitoria e o reitor se retirou do cargo], e eu vi brigas ocorrendo entre estudantes e seguranças durante a invasão. apesar disso, sempre via os líderes dizendo pra mídia que era tudo pacífico.
eu acredito que no fundo os líderes sempre [prefiro pensar assim] esperam que seja tudo pacífico, porém onde há grande acúmulo de pessoas manifestando fica fácil surgir um grupo que seja mais agressivo, que pode acabar resultando em conflitos.
talvez tenha sido o caso da USP, quem sabe..
espero que não.
Responder
22 de junho de 2009 às 15h26
Então cara, dizer que é totalmente pacífico é mentira. Concordo plenamente com vc. Mas é o seguinte, quando vc tem uma manifestação que envolve muitas pessoas e emoções fortes, vai ter gente que vai agir sem pensar no coletivo.
Eu tiro isso pelo ato de quinta feira passada que eu fui, e no final do ato 10 ou 15 pessoas colocaram fogo na rua. Eu fui conversar com os caras e troquei idéia com 4.
A manifestação tinha cerca de 3000 pessoas (1500, como a mídia diz é muito pouco e 10000, como o carro de som disse é demais, ambos são prováveis mentiras), daí tem um grupo de 15 pessoas que fode com tudo botanto fogo na rua (desculpem o termo). A minha vontade era de sair bicando os caras, pq o movimento estudantil já está num estado que, infelizmente, é considerado piada e elitista, daí o cara piora ainda mais. E o pior é que o argumento do cara foi que era pra mostrar que a gente não tava lá pra brincadeira. O que eu respondi foi “Se vc quer mostrar isso, VAMOS fazer treinamento militar, fazer coquetéis molotov, arranjar granadas e fuzis pra enfrentar exército e polícia, que aí sim, nós VAMOS mostar que não estamos brincando”
O VAMOS em maiúsculo é que eu concordo que a Revolução (que eu bem sei, não vai sair no próximo fim de semana, nem no ano que vem) não vai ser pacífica e sim armada. Mas não pq o revolucionário quer que seja assim, e sim pq existem aparatos que forçam ela a ser armada. Aparatos esses que se chamam polícia e exército, que tem como pretexto proteger o povo e o território nacional, mas na verdade são para manter a ordem vigente. É só saber um pouco de história e ver qual foi a maior parte das atuações desses dois e vc verá que na grande maioria foi contra o próprio povo.
Mas é isso Felipe. Não dá pra dizer que é totalmente pacífico, e sim que o movimento da maioria tem o intuito de ser pacífico.
Abraço
Responder
22 de junho de 2009 às 16h26
Victor,
Polícial mantém a ordem vigente, mas exército visa proteger a nação. Já concordei com vc sobre a única revolução possível ser a armada, mas vejo que mesmo a armada é ineficiente em alcançar os objetivos iniciais… Assim que o grupo revolucionário alcança o poder, retorna a estrutura que estava anteriormente, só que com outros personagens.
17 de junho de 2009 às 16h51
As iranianas são umas GATAS. Fico imaginando aquele corpinho branquinho e misterioso que tem por baixo daquela roupa toda.
Responder
17 de junho de 2009 às 17h11
Realmente, o twitter por ser atualizavel de qualquer lugar, facilita MUITO o compartilhamento de informações em tempo real, seja ela útil ou inútil.
Esse caso entre muitos outros (principalmente de cobertura jornalística) mostram que o twitter é excelente pra isso, apesar de que à princípio é apenas uma forma diferente de blog pessoal.
Eu mesmo fiz uma crítica bem humorada sobre o twitter no meu blog, mas acabei não colocando essa parte útil dele. Acho que eu deveria ter pensado nessa parte pro meu post.
De qualquer forma, é ótimo saber que alguem viu o bom do twitter e mostrou pras pessoas.
Responder
17 de junho de 2009 às 17h43
gostei do texto, publiquei no meu blog com a fonte ok?
Responder
Pingback por Marcelo Junior - BLOG » Blog Archive » Entenda o papel da internet, das redes sociais e do Twitter no cenário no Irã
17 de junho de 2009 às 17h45
[...] Entenda o papel da internet, das redes sociais e do Twitter no cenário no Irã (link original) [...]
Trackback por Alessandro Melo
17 de junho de 2009 às 17h58
Twitter é usado como arma na luta pela liberdade no IRÃ. VALE MUITO A PENA VER ISSO!!!!http://tinyurl.com/l8qspu
Trackback por Leonardo Lourenço
17 de junho de 2009 às 18h02
Entenda a tag #IranElection em: http://migre.me/2q4G
17 de junho de 2009 às 18h06
Mais do que excelente, o Post é uma aula não apenas de história, mas o poder da Web Social e Colaborativa. Ferramentes como a Internet, enquanto estão livres de controle governamental são capaz de propagar mudanças, espalhar idéias e conquistar objetivos. Vale a pena participar disso.
O exemplo do Irã é crítico e deve ser de base para que a comunidade Online possa interAGIR mais.
Parabéns
Responder
Trackback por Rafic Ramos Designer
17 de junho de 2009 às 18h33
http://oesquema.com.br/olhometro/2009/06/17/entenda-o-papel-da-internet-no-cenario-no-ira-e-nao-vai-ser-chato-eu-juro/ << mto bom
Trackback por vivs_mol
17 de junho de 2009 às 19h07
@biamol depois olha esse link, achei que podia te interessar. bjus http://bit.ly/nw8ej
17 de junho de 2009 às 19h46
Tipo, me parece mais um golpe de estado virtual aplicado pelos EUA.
Mais um na onda do: Democracia é bom, desde que nas eleições ganhe quem a gente quer.
Responder
18 de junho de 2009 às 12h36
sim, eles sempre fazem isso.
mas a causa não é válida?
Responder
22 de junho de 2009 às 15h30
Nem um pouco válida, pq isso não é democracia
Não sei como está o processo no Irã, nem concorso com o Luciano que é um golpe de estado virtual, até pq os EUA fazem isso muito bem presencialmente. Mas se o que ele quis dizer é que nesses casos, se trata de uma falsa democracia, então não tem causa válida nenhuma aí. Se trata apenas de interesses econômicos e da exploração facilitada da população naquele país, com isenções fiscais, retirada ou nao criação de leis trabalhistas, etc.
Isso não é nem de longe uma causa válida
Responder
22 de junho de 2009 às 16h32
Victor, estou meio por fora do que está acontecendo no Irã, mas, pelo quase-nada que sei, está havendo repressão dos protestos oposionistas. Repressão contra livre-expressão pra mim é um bom pretexto contra o que lutar.
22 de junho de 2009 às 15h31
Nem um pouco válida, pq isso não é democracia
Não sei como está o processo no Irã, nem concorso com o Luciano que é um golpe de estado virtual, até pq os EUA fazem isso muito bem presencialmente. Mas se o que ele quis dizer é que nesses casos, se trata de uma falsa democracia, então não tem causa válida nenhuma aí. Se trata apenas de interesses econômicos e da exploração facilitada da população naquele país, com isenções fiscais, retirada ou nao criação de leis trabalhistas, etc.
Isso não é nem de longe democracia e nem de longe uma causa válida
Responder
Trackback por Mario
18 de junho de 2009 às 0h45
Ok, ajudando o Irã #Teeran explicadinho aqui… http://tinyurl.com/l8qspu
Trackback por NANI
18 de junho de 2009 às 3h07
http://oesquema.com.br/olhometro/2009/06/17/entenda-o-papel-da-internet-no-cenario-no-ira-e-nao-vai-ser-chato-eu-juro/ vale a pena ler..
18 de junho de 2009 às 12h47
Massa.
Responder
Trackback por Weinne Santos
19 de junho de 2009 às 0h17
Os caras pintadas eram fichinha… Os revolucionários iranianos se organizam pelo Twitter! http://tinyurl.com/l8qspu
21 de junho de 2009 às 17h48
Marjane Satrapi é genial. Recomendo “Frango com ameixas” dela e “Palestina” do Joe Sacco, apesar de ser um pouco mais pesado que o Persépolis, que é bem poético
Responder
22 de junho de 2009 às 15h33
Para fabio
Nem um pouco válida, pq isso não é democracia
Não sei como está o processo no Irã, nem concorso com o Luciano que é um golpe de estado virtual, até pq os EUA fazem isso muito bem presencialmente. Mas se o que ele quis dizer é que nesses casos, se trata de uma falsa democracia, então não tem causa válida nenhuma aí. Se trata apenas de interesses econômicos e da exploração facilitada da população naquele país, com isenções fiscais, retirada ou nao criação de leis trabalhistas, etc.
Isso não é nem de longe democracia e nem de longe uma causa válida
Responder
22 de junho de 2009 às 17h27
Então, tanto Polícia, como exército são pra manter a ordem vigente. O pretexto de que exército serve pra proteger a nação, é um falso pretexto pra que ele exista, mas que de fato, as vezes ele cumpre com isso.
Os revolucionários que, ao conseguir derrubar o Estado Capitalista, voltam com ele e mantem uma ditadura que não a Socialista (que deveria se dissolver assim que extinguirem as classes fazendo com que o Estado não seja mais necessário) não é um revolucionário. Mas isso é uma coisa que precisamos de mais de um dia pra discutir e por internet fica muito confuso. Mesmo assim eu me disponho a tentar, mas vamos manter o debate limpo e sem agressões. Não é aqui que devemos atacar.
Sobre o outro comentário. Houve um mal entendido. Achei que o fábio estava definindo isto “Tipo, me parece mais um golpe de estado virtual aplicado pelos EUA. Mais um na onda do: Democracia é bom, desde que nas eleições ganhe quem a gente quer.” como democracia. Pra mim isso não é democracia e é uma repressão disfarçada. Não sei se é isso que ocorre, mas se for, não concordo que seja democracia. Foi o que eu disse antes.
Mas completando. Eu também acho que quando existe um Estado repressor da maioria, e que proibe a livre expressão, também acho que deve ser combatido.
Abraço
Responder
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23 de junho de 2009 às 6h14
[...] entre Ashton Kutcher X CNN pelo primeiro “milhão de seguidores” e até mesmo as eleições presidenciais no Irã mostram o poder da [...]
23 de junho de 2009 às 7h13
Ótimo post. Vi Persépolis duas vezes no cinema, ganhei a graphic novel, mas ainda não a li.
Ótima a comparação entre a censura da China e do Irã. Me pergunto se é “apenas” o enorme mercado consumidor da china o responsável pela conivência dos grandes players da internet com o regime…
Responder
Trackback por Deh Vipper
23 de junho de 2009 às 15h02
Pq as fotos do twitter estão ficando verdes: http://helpiranelection.com/ Entenda o que está acontecendo no Irã aqui: http://migre.me/2I6F
Trackback por Wellington Albertini
23 de junho de 2009 às 17h56
http://migre.me/2IGQ Entenda o papel da internet e das redes sociais no cenário no Irã (com @adbird)
28 de junho de 2009 às 20h33
droga nada a ver com o q etou pesquisando
Responder
Pingback por #ForaSarney e a revolução com a bunda no sofá | Olhômetro
30 de junho de 2009 às 18h48
[...] Crônicas, Entretenimento, Internet, Pop, Tecnologia, jornalismo Olha só, que alegria. O Irã entra pra história depois de usar o Twitter como principal ferramenta pra cobrir as manifest…. Coisa linda, a gente vivendo história, capa de todas as [...]
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1 de julho de 2009 às 15h45
[...] só, que alegria. O Irã entra pra história depois de usar o Twitter como principal ferramenta pra cobrir as manifest…. Coisa linda, a gente vivendo história, capa de todas as [...]
Trackback por alfredo henrique
1 de julho de 2009 às 20h19
uma dica de um amigo http://bit.ly/cvK3c
20 de julho de 2009 às 13h04
Li Persépolis esse fim-de-semana. É bom mesmo. Há outro no mesmo estilo sobre a Coreia do Norte, chamado Pyongyang, de Guy Delisle.
Responder
Trackback por Lais B
10 de dezembro de 2010 às 11h41
RT @ana_freitas: Entenda o papel da internet, das redes sociais e do Twitter no cenário no Irã – e não vai ser chato, http://bit.ly/eenYSa
Trackback por Dy_Rocha
25 de setembro de 2011 às 0h38
Entenda o papel da internet, das redes sociais e do Twitter no cenário no Irã – e não vai ser chato, http://t.co/6OjPYlSG