OEsquema

Pela primeira vez, concordo com a posição oficial do Vaticano sobre alguma coisa


Parlamento da Itália criminaliza a imigração ilegal

A Itália tem um problema sério com imigrantes e criminalidade. Têm rolado por lá crimes do tipo estupro e espancamento organizados pelos extracomunes (é como eles chamam os imigrantes ilegais). Isso tem criado um sentimento forte de xenofobia por lá, justificada pela reincidência desses crimes e fomentada pelo conservadorismo do governo do Berlusconi, parece. Frase bonita.

Juntou as duas coisas, lindo, agora imigrar ilegalmente pra Itália é crime. Mas essa não é a parte curiosa da lei.

A proposta aprovada permite a ronda de civis para vigiar as cidades durante a noite, ação que estava exclusivamente nas mãos de policiais (…)

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Tem um monte de gente no sul dos EUA louca pra mudar pra Itália

Aparentemente, isso significa que a nova legislação italiana deu aos civis poder de repressão contra imigrantes. Me parece que se eu for um reaça italiano, e estiver em casa fazendo nada no sábado à noite, posso convidar meus amigos e organizar uma caçada ronda de vigia, pra ver se a gente acha algum desses imigrantes sujos.

Alex e seus drugues ficariam extremamente satisfeitos. Não consigo pensar em outra coisa senão uma Ku Klux Klan institucionalizada ou naqueles filmes sobre a Inquisição em que o povo sai atrás das bruxas de tochas nas mãos. É um país de tradições ocidentais, democratas, e tem gente votando por uma lei que fomenta ódio contra estrangeiros.

Eu entendo que as pessoas entram lá e fodem tudo. Não consigo compreender o sentimento em si porque aqui no Brasil a gente não sente esse tipo de coisa, no naipe de ‘nossa cultura está sendo destruída por invasores de outro lugar’. Mas entendo que realmente seja preciso tomar medidas pra que a imigração ilegal e talvez esse tipo de crime diminuam. Só que por mais bicho-grilo que meu papo vá soar, é todo mundo igual. Você não pode ser considerado inferior porque saiu do seu país e foi pra outro. Eu nem acredito nessas fronteiras geográficas, já disse isso – acho tudo babaquice. E pela primeira vez na minha vida, acho que eu concordo com uma declaração oficial do Vaticano:

Para o Vaticano, a imigração não deve ser reprimida como “uma invasão da qual é preciso se defender”. O presidente do Conselho Pontifício para a Pastoral dos Migrantes e Refugiados, monsenhor Antonio Maria Vegliò, acrescentou que não pode ser esquecida que a “soberania está vinculada às convenções internacionais e ao respeito a dois princípios éticos: a defesa da dignidade dos indivíduos e a convicção que toda a humanidade, para além das diferenças étnicas, nacionais, culturais e religiosas, forma uma comunidade sem discriminação entre os povos”.

E por que falar disso? Acho que a maioria dos brasileiros sente uma curiosa relação de proximidade com a Itália, provavelmente porque 90% de nós tem ascendência deles. Quando a Itália não tinha emprego no pós-guerra, eles vieram todos pra cá e prosperaram nas fabriquinhas dos Matarazzo na beira da linha do trem. Mas se eu quiser mudar pra lá agora sou caçada?

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Quem diria que um nome de novela seria capaz de prever tão bem a possessividade dos italianos com a terra deles?

Eu sinto uma proximidade maior ainda. Moro com meu padrasto, que é italiano, e estudo italiano há uns dois anos. Acompanho o noticiários via jornais italianos, pra entender a maneira como eles fazem jornalismo e o posicionamento deles diante das questões e tal. Sou entusiasta da cultura deles, mas não tenho cidadania italiana. Nem pretendo adquirir. Só isso já permite que eu, se resolver tentar a vida ilegalmente na Itália, seja caçada por cidadãos italianos à noite. Acho que isso me ofendeu um pouco.

27 Comentários
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27 Comentários

Comentário por Rubens
6 de julho de 2009 às 15h03

Pois é. E são um país de primeiro mundo.
Se isso é por aqui, a opinião pública mundial, defensores dos direitos humanos, ong’s da casa do baralho e sei lá mais quem cairia em cima.

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Comentário por Marcio Hasegava
6 de julho de 2009 às 15h31

Achei o texto muito bom, exceto pela parte “Eu entendo que as pessoas entram lá e fodem tudo”. Sei que você não é, mas soou mal (para mim). Tipo, generaliza de uma maneira perigosa.

Eu já morei no Japão (entrei com visto de estudante e trabalhei por lá) e sei que o imigrante é visto com certo desprezo (isso porque, fenotipicamente, não me distinguo em nada por lá). E isso é um saco. Mas eles aguentam porque precisam de mão de obra barata que raramente cobre uma contrapartida do poder público (seja em educação ou saúde, por exemplo) justamente por medo de ser pego.

E, acho eu, engana-se quem acha que por aqui isso não existe. Assim como a história da “democracia racial” no Brasil ser uma meia-verdade, a questão do imigrante tem por aqui também, ou alguém duvida de que falta suporte e sobre preconceito contra bolivianos e nordestinos que vêm para São Paulo?

ABS

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Comentário por Rubens
6 de julho de 2009 às 15h49

Sim, imigrantes também sofrem preconceito por aqui. Mas ainda não legalizaram esquadrões civis de perseguição a eles.

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Comentário por Marcio Hasegava
6 de julho de 2009 às 16h07

A questão da perseguição, de fato, não começou. Mas não consigo considerar totalmente livre dessa ameaça um país onde programas como “De volta para a minha terra” fazem sucesso com ampla aprovação do público.

Aliás, aconteceu uma coisa legal por aqui que, de certa maneira, é diametralmente oposta ao que foi visto na Itália: anistia para estrangeiros. Aliás, vi esse texto bacana que, acho, amplia bastante a discussão: http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/2009/07/02/anistia-a-imigrantes-afinal-o-que-e-de-fato-ser-brasileiro/

ABS

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Comentário por Yuri
6 de julho de 2009 às 17h32

Aqui no Brasil temos um pouco de xenofobia também. Mas tá mais pra bairrismo. Tem gente no sudeste que odeia nordestinos “por que eles roubam as vagas de emprego de nossos filhos” (alguém já assistiu A Outra História Americana? Isso não lembra algo?).

Tem gente no Sul que até hoje acredita que deveriam ser outro país.

Isso tudo é bem parecido com as questões imigratórias da Itália e dos Estados Unidos.

Depois dizem “Ah, mas isso virou uma questão de segurança, por que tão quebrando tudo”. Mas tão quebrando tudo POR CONTA DE QUÊ? Enlouqueceram? Ficaram birutas e saíram queimando carros? NÃO! Eles são explorados, não tem direito a nada e pra lavar privadas são bons, mas pra terem filhos na escola, não!

Sou contra esses novos Muros de Berlim. (Tem um muro desse nos EUA e um em Israel também. Por que ninguém acha um absurdo? Ah, claro — matem os comunistas!!)

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Comentário por Fã nº 1
6 de julho de 2009 às 18h29

Que medo….

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Comentário por Oscar's
6 de julho de 2009 às 18h32

mammamia, estragaram meus planos de me mudar pra itália ‘-’

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Comentário por Stephen Dedalus
6 de julho de 2009 às 19h22

Mas ainda dá para ir para a Itália de “outro jeito” (http://www.scielo.br/pdf/ref/v15n3/a14v15n3.pdf), ou até esse tipo de migrante vai ser caçado?

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Comentário por Leonardo
6 de julho de 2009 às 19h49

Se voce fosse pra Itália, França e outros voce entenderia o que se passa por lá. A questão não é simplismente xenofobia, e sim respeito social.
Existem algum tipos de imigrantes:
*o legalizado (com cidadania/trabalho..)
*o ilegal (que está lá se sujeitando a viver em qualquer condição para buscar uma vida melhor)
*e um monte de “mendigos” ilegais em especial romenos e africanos.

Certa vez eu li uma reportagem sobra a poícia italiana “caçando” imigrantes ilegais em Roma para expulsa-los do país. Sabe como era o critério? O policial pergunta para um mendigo qualquer: “Em que cidade você está?” Quem não souber tá expulso. Vc considera isso xenofobia? Ou apenas a tentativa do controle da situação de pessoas que não deveriam estar lá.

Além do que é plena ignorancia fazer um comparativo entre o controle de imigração de uma Europa extremamente inchada e cada vez mais em situação difícil, com a imigração de italianos, alemaes, japoneses para o Brasil adotando-o como Terra Nostra (..ou deles”)

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Comentário por Eduardo Marques
6 de julho de 2009 às 23h21

Minha cara, o Vaticano não tem posicionamentos esdrúxulos. Pelo contrário, eles são muito bem fundamentados por séculos e séculos de tradição e muito pensar. Ao longo da história, teve seus erros, mas por acaso você conhece alguma instituição com quase dois mil anos sem eles? Se a condenação do uso de camisinha é o que primeiro lhe vem à cabeça, sugiro-lhe que pense um pouco mais por conta própria em vez de pensar só o que os outros querem que você pense.

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Comentário por Ana Freitas
7 de julho de 2009 às 1h38

Os outros tipo… você?

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Comentário por Eduardo Marques
7 de julho de 2009 às 15h29

Outros tipo… a mídia sensacionalista e despreparada intelectualmente.

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Comentário por Eduardo
8 de julho de 2009 às 22h32

Os outros tipo a mídia sensacionalista, parcial e DESPREPARADA INTELECTUALMENTE.

Olhe, minha cara, eu não já respondi a você aqui uma vez e a resposta não apareceu. Tudo bem que você não queira saber a minha opinião e ouvir meus comentários, mas se você escolheu replicar meu argumento, eu tenho direito de replicar o seu quantas vezes você responder. Se você é estudante de jornalismo, está aprendendo direitinho… a ser tendenciosa e manipuladora. Desse jeito vai trabalhar nas Organizações Globo

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Comentário por Ana Freitas
8 de julho de 2009 às 22h36

Alguém tá precisando limpar o cache do browser. Eu não apago nenhum comentário, nem os repetidos, como é o caso desse seu.

Comentário por Alan Buzin
7 de julho de 2009 às 2h50

Cara, tenho que concordar em UM ponto contigo: em questão de decisões históricamente xenofóbicas, nenhuma outra instituição pode incluir em seu currículo experiências tão intensas como cruzadas e inquisições, depois pedir desculpas, como se nada tivesse acontecido. Mas por que será que o Vaticano tem posicionamento esdrúxulos?
Olha só: 1. O Vaticano é o centro nervoso da Igreja e, consequentemente, o “receptor” da mensagem de Deus; 2. Todas as “Conquistas” da Igreja, aconteceram sob o olhar e aprovação de Deus; 3. Em cada canto do planeta onde a Palavra de Deus substituia qualqer crença pagã, comemorava-se a realização da Vontade do Senhor, incluindo a submissão de povos conquistados e a c açada aos hereges;
Concluindo: A simples admissão de que o Vaticano cometeu erros no passado tem por consequência a admissão: A: Deus é um Criador tão vil e sedento de sangue quanto sua criação; ou B: a Igreja não sabe bulhufas da Vontade de Deus.
Escolhendo A, a Igreja detona com Deus; escolhendo B ela se implode. E é por isso que até hoje a grande maioria dos posicionamentos do Vaticano são esdrúxulos, como dizia a cara colega Ana. Como é que uma instituição que caçou e matou milhões de inocentes pode se posicionar sobre qualquer questão delicada como esta na Itália, sem trazer à tona, consigo, o odor oriundo de poços de sangue onde se misturam suas convicções e dogmas medievais?

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Comentário por Edu Shalshisha
7 de julho de 2009 às 2h10

Vc viu que tem um trecho parecido ao dessa lei na Lei Antifumo do Serra, né?

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Comentário por Arthurius Maximus
7 de julho de 2009 às 11h35

A xenofobia vem crescendo porque os países europeus (principalmente) se esqueceram de que entupiram o mundo com seus imigrantes. Uma política sensata de repressão ao mau imigrante (ou seja, ao criminoso) deveria ser posta em prática. Uma solução como a que foi feita é uma vergonha e uma generalização desumana.

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Comentário por Porcho
7 de julho de 2009 às 13h32

“A proposta aprovada permite a ronda de civis para vigiar as cidades durante a noite, ação que estava exclusivamente nas mãos de policiais (…)”.

Isso me lembra duas coisas:

a) Os Finger Men de V de Vingança;
b) Os grupos de extermínio do Brasil.

Mas tranquilo, nada que um #SouContraACriminalizaçãoDaImigração não resolva! :-P

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Comentário por luiz
7 de julho de 2009 às 14h23

Eu morei na italia no primeiro semestre de 2008. Morava em bologna, uma cidade universitaria com imigrantes pra dar e vender, principalmente marroquinos e senegaleses. A galera realmente tem medo deles oq acaba contagiando um pouco também. Achei estranho prq vindo do Brasil achei que não ia ter medo de nada que aparecesse por la. Mas é estranho quando vc se confronta com alguem que é de um país mais do terceiro mundo que você. As historias dos imigrados sempre incluiam diasporas, pobreza, guerra civil e por ai vai. muita droga também. As rondas na verdade começaram com bandas de velinhos muito bravos armados de celular pra chamar a polícia quando viam algo que incomodava e cresceram p movimentos para-militares que, quando eu tava la, receberam o direito de usar cacetetes (“manganeli”) e spray de pimenta em alguns casos. Acho que um problema que complica ainda mais a situação, e que a gente não ve aqui do Brasil, são as classificações de imigrantes. Tem os romenos, os senegaleses, os chineses, os pakistaneses, os bangladeshianos e até os ciganos comedores de criancinhas. La eles tem até o tipo de crime específico de cada extracomunitário. tosco.

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Comentário por Vinícius Ribeiro
7 de julho de 2009 às 15h57

Argumentar que xenofobia diminui a criminalidade é ridículo. Italiano não rouba? Rouba, né? Então. Combata o crime e não o ser que POSSIVELMENTE algum dia pode lhe causar algum dano.

Fiquei muito triste ao ler essa notícia, senti claramente ares medievais passando por nós.

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Comentário por Leonardo Nunes Nunes
8 de julho de 2009 às 23h31

Olha, esse negócio de xenofobia sempre existiu e sempre vai existir. O que podemos fazer é procurar não deixar isso sobressair-se. Às vezes torna-se impossível.
Agora, isso tudo permitido pelo governo, sob o pano de fundo uma lei qualquer, da qual a proposta é permitir a ronda de civis para vigiar as cidades de noite (repressão contra imigrantes), é no mínimo burrice. Eu explico: não estamos mais no século XIX. Quero dizer, muitas profissões criaram-se, outras deixaram de existir, uma nova mentalidade adquirimos. Ou deveríamos adquirir…
É aqui que entra o que disse acima: procurar não deixar isso sobressair-se. Temos a capacidade disso fazer.
Só resta saber se o povo aceita isso de bom grado, ou se isso afeta em algum lugar no (in)consciente, como a ideia da “pureza da raça” (isso soou Hitler, que terrível).
Isso é perder-se no “Mar da Loucura” (nome de um romance que estou escrevendo), metaforicamente falando. Não faz sentido.
Só que daí, ao mesmo tempo, temos o governo louco norte-coreano que lança mísseis a torto e direito. Aqui no Brasil, CPI de tudo que é coisa que sempre acaba em pizza (não seria isso uma espécie de xenofobia contra o brasileiro? eu não questiono nada).
Essas coisas sempre vão existir. Resta tentarmos ser um pouco melhor como humanos… temos capacidade para isso.

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Comentário por Daniel Tavares
12 de julho de 2009 às 14h01

Oi Ana, sou novo por aqui. Concordo com você em tudo, mas quero só te alertar pra um detalhe:

“Acho que a maioria dos brasileiros sente uma curiosa relação de proximidade com a Itália, provavelmente porque 90% de nós tem ascendência deles.”

90%??? Você está se referindo a SP só??? Sou de Minas e leio o blog tb =P

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Comentário por alice
12 de setembro de 2011 às 0h26

nem em são paulo tem tudo isso de descendente. boa parte descende de nordestino mesmo, mas mesmo na elite não é tanto italiano assim, tem mta gente cuja família é brasileira há séculos, embora tenha origem portuguesa e espanhola. sem falar na mestiçagem com negros e índios…

mas i see her point, a hipérbole foi só pra ilustrar o absurdo. e assino embaixo do texto.

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Comentário por Petch
12 de julho de 2009 às 23h06

Cara, eu estudei em escola católica desde a primeira série, e o que mais falavam lá era em “acolher o imigrante”. Isso era praticamente o lema da escola, que foi fundada por padres scalabrinianos italianos, que quase só falavam em acolher os outros e respeitar as diferenças.
As pessoas tem que parar de ver a igreja católica como uma coisa maligna e reacionaria…

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Comentário por Ana Freitas
13 de julho de 2009 às 0h18

Ok.. eu sou mó ligeira na detetivagem, então vamo lá.
Vi seu comentário e me assustei porque OK ESSA É MINHA ESCOLA QUAIS AS CHANCES?
Sem entrar no seu blog, olhei teu nome. Lembrei que já te stalkeei no Orkut (e as roupas que vc faz). Vc é irmão de uma moça que não vou falar o nome pra preservar sua privacidade mas com quem, OLHA SÓ, estudei na mesma escola scalabriniana que vc menciona. Mas da pra dar uma dica sobre o nome: Oasis. Heh
BTW, se me lembro bem da época que stalkeei, vc atualmente estuda na mesma escola em que eu me formei no ensino médio.
Isso é tudo trabalho via dedução. Agora deixa eu confirmar via internet, minuto.



Ae, confirmado. SOU OU NÃO SOU DETETIVE MIRIM?

Beleza, agora – bem vindo, obrigada por visitar, volte sempre. E como vc encontrou o blog? =)
Beijo!

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Comentário por Dom Quixote
22 de julho de 2009 às 18h00

Não vou nem comentar a notícia, vou apenas contribuir com o link: http://www.hrw.org/en/world-report-2009/italia

Felizmente pessoas como vc, divulgam estas notícias. Obrigado!

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Comentário por debora
27 de novembro de 2009 às 16h51

É triste saber que as pessoas que migram para outro país são tratadas com certo despreso. Ainda bem que aqui é o Brazil; “Um paí de todos”.

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