OEsquema

Na Suécia, pais se recusam a revelar o gênero do/a filho/a

Acho interessante que alguns pais optem por não saber o sexo da criança antes do nascimento. A gente vive numa era de ansiedades. Não conheço nenhum casal que tenha feito isso nos últimos tempos e essa expectativa, que era bem comum antes da evolução da medicina, ninguém mais sabe direito como é. Quando a criança nasce, ela já tem nome, quarto da cor certa, enxoval e um monte de planos – se for menina vai fazer balé, tocar piano e usar aquele vestido amarelinho. Se for menino será São Paulino, vai gostar de Motorhead e ser advogado como o pai. Bleh.

Mas tudo que é demais é exagero. Tipos que tem um casal na Suécia (eta país maluco, sempre eles) que não revela o sexo do filho/a de dois anos e meio, nem pra ninguém, nem pra criança. E não a/o caracteriza de forma nenhuma, nem com pronome, nem com roupa e nem com o nome.

Eles chamam a criança de Pop.

pop

Isso é Pop.

Pop. Pop. Pop.

Quando POP começar a ir pra escola, eu não consigo entender se POP será zuado por se chamar POP ou por não ser, aos olhos dos outros coleguinhas, nem menininho nem menininha.

Além da grande sacanagem de fazer isso com uma criança sem pensar nas possíveis consequências (mal posso esperar pra descobrir se POP será assexuado, homossexual, transgênero ou vai só mudar de nome mesmo – PRA PUNK, HAHAHAHAHAH), os pais escolheram um nome altamente infeliz pra dar pra essa criança. POP não é nada. Parece a onomatopéia de alguém abrindo uma garrafa de champanhe. É sonoro, divertido, mas ninguém pode se chamar POP.

Entendo a necessidade de dar um nome de duplo gênero, né. Não dá pra esconder o sexo da criança se você chamá-la de Camila. Mas tem outras opções de nomes que servem tanto pra homem quanto pra mulher. Tipo… Allison. Yumi. Nadir. Há quem juraria que Nadir é nome de mulher, mas esse é controverso, então entra na lista. Outro controverso: Lucimar. Ainda assim, o mais adequado seria algo como José Maria / Maria José, contanto que os pais alternassem o uso do primeiro e do segundo nome pra chamar a criança.

Os pais dizem que estão fazendo isso para que POP (pfff) cresça com liberdade, sem ser forçado a nenhum gênero. Bonito. Pra mim, soa mais como uma experiência antropológica cruel, uma mistura de Mengele com Mogli, o menino lobo, e tudo isso com seu próprio filho. Repito – não dá pra prever as consequências de algo assim pra uma criança. Mas a certa altura, quando ela começa a identificar que é diferente, de alguma forma, de outras crianças, deve sim se tornar perturbador.

Na matéria que eu linkei, uma pediatra sueca diz que não sabe como isso afetará a criança, mas que certamente ela será ‘diferente’. Os pais querem que ela seja diferente? Se eles estão forçando essa diferença, então pra mim não há a ‘liberdade’ de que eles falam. Não é natural.

É como um Bonsai – parece natural e bonitinho, e a gente fica maravilhado com a magia da natureza. Mas na boa, você colocou uma semente de árvore dentro de um potinho. A natureza não é idiota – o mínimo que ela pode fazer é perceber isso e crescer pouquinho. Mas se ele pudesse, cresceria muito mais. Aliás, é isso que ela faria em condições normais.

bonsai
Meu próximo Bonsai se chamará POP.

Os pais dizem que só vão revelar o sexo de POP quando ele ou ela quiser. O que vai acontecer, hum, digamos, amanhã. Quero dizer, assim que POP perceber que não tá de rosa nem de azul, e as outras crianças tão, ela vai perguntar isso pros pais. Mistério FAIL.

E esse papo de dar liberdade à criança não faz sentido. O único jeito de fazer isso sem ser forçado ou prejudicá-la seria se mudar pro meio do mato e se isolar do contato com o resto da sociedade.

Eu não chamaria de ‘liberdade’ vesti-la com roupas unissex, chamá-la por um nome que, além de ser um palíndromo, é onomatopéico e tão emblemático (imagina como ele/ela se sentiu quando o Michael Jackson morreu semana passada) e subverter totalmente tudo aquilo que ele/a inevitavelmente terá contato. Isso só pode transformá-lo/a numa criança perturbada. Aliás, falando em Michael Jackson, até dá pra supôr o resultado da criação hetedoroxa de POP.

(dica do Brunão)

117 Comentários
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117 Comentários

Comentário por Obede
7 de julho de 2009 às 13h07

Suécia é um país de estranhos! Fato!

mas o pior é o ser entrar na brincadeira e colocar como sobrenome CORN! haha aí sim ele será zuado!, ou ela! haha

Beijos!
PS: passa no meu blog, fia!

Responder

Trackback por Thiago Leite
7 de julho de 2009 às 13h18

@ynesmotta Um casal sueco cria o/a filha/o sem dizer a ele/ela o seu sexo: http://migre.me/3jUm

Trackback por thiagolb
7 de julho de 2009 às 13h18

??????????????????14???????????????47?????????????????????????40??http://greenz.jp/mamachari_caravan/?p=8313??????????????????????????

Comentário por Fã nº 1
7 de julho de 2009 às 13h20

O mundo está acabando…..

Responder

Comentário por Thiago Leite
7 de julho de 2009 às 13h24

Concordo em parte. Se a situação dessa criança não é liberdade, o mesmo se pode dizer das crianças que são criadas nos moldes convencionais. A diferença é que, nos moldes convencionais, nós, enquanto crianças, temos a ilusão de que não sofremos coerção, enquanto para Pop isso será evidente.

Estava conversando com minha esposa sobre isso há alguns dias. Ao mesmo tempo que é angustiante saber que a criação convencional impõe um modelo que pode reprimir algumas tendências de um indivíduo, o que pode causar angústias que perduram durante toda a vida, a criação “livre” de Pop certamente causará estranheza e uma série de estigmas sociais.

Mas vejo dois possíveis pontos positivos: 1) Pop terá mais liberdade para uma série de escolhas pessoais quanto aos brinquedos, o tipo de música, o estilo de roupa, a forma de se expressar, as referências profissionais e inclusive as sexuais; 2) algumas das outras crianças que conviverem com Pop podem, desde cedo, entender, diante de um exemplo vivo, que a humanidade não se divide simplesmente em machos e fêmeas, mas apresenta nuances que não são necessariamente anormais.

Mas é claro que nem tudo são bolhas de sabão…

Obrigado pelo post, você me fez lembrar da ideia de escrever um texto sobre esse tema.

Responder

Comentário por Claudia
7 de julho de 2009 às 13h31

Não seria mais fácil e mais coerente,e até mais livre dizer: “Você nasceu menino (ou menina),mas se quiser pode trocar!” ???

Responder

Comentário por Thiago Leite
7 de julho de 2009 às 13h39

Seria restringidor também. Aliás, qualquer forma de abordar a criação restringiria de algum modo.

De qualquer forma, ao dizer “você nasceu menino” (ou “menina”) já se impõem implicitamente só duas opções. Mas, para ser radical nessa perspectiva, dever-se-ia dizer: “há várias opções, menino, menina, menino-menina, menina-menino, hermafrodita, afroditermes, e também há as possibilidade de você inventar um novo tipo ou de não se preocupar em absoluto com essa questão!”

Responder

Comentário por Daniel
8 de julho de 2009 às 21h05

Acho q isso q estão fazendo não é natural… a criança tem o direito de saber se é macho ou femea… querem dar liberdade, é so dizer q ele pode fazer o q quiser, não precisa de esconder o sexo da criança, isso é ridiculo… acho q querem aparecer, isso sim…

Responder

Trackback por Ines Mota
7 de julho de 2009 às 13h35

RT @ThiagoLB@ynesmotta Um casal sueco cria o/a filha/o sem dizer a ele/ela o seu sexo: http://migre.me/3jUm

Comentário por Bárbara
7 de julho de 2009 às 13h35

Então essa criança não se olha no espelho, não se vê quando toma banho, não deve assistir TV pra não reconhecer as outras crianças e, quem sabe, se achar semelhante à elas…

Essa é a coisa mais bizarra que eu já vi! Nossa, esses pais deveriam ser punidos de alguma forma (deixar que a criança saiba o sexo seria uma boa), a criança deverá ter consequências terríveis quando for maior!

Responder

Comentário por Karine
7 de julho de 2009 às 13h37

Uau. Bizarro. Ter o nome de Pop vai ser o trauma maior. Podiam ter escolhido um daqueles sobrenomes americanos que viraram nomes tipo Taylor, Madison, Saywer, etc.

Responder

Comentário por adriana
7 de julho de 2009 às 13h40

se eu pudesse eu processaria esses pais e tomaria essa criança, pois eles não tem estrutura humana nem psicológica pra criar um ser humano. o que me enche de tristeza é que quem vai sofrer as consequencias não são eles mas o inocente que não pediu pra nascer.

Responder

Comentário por camila
7 de julho de 2009 às 13h40

absurdo isso… pais como esses deveriam ser punidos por estarem tirando a liberdade de uma criança de saber o próprio sexo..isso é um direito da criança…injustiça,depois ainda falam que é para ele ter liberdade… onde isso?

Responder

Comentário por Opash Anada
7 de julho de 2009 às 13h41

Isso não é certo.
Isso não está nos costumes.

Hare baba!

Responder

Comentário por Vishnu Ananda
7 de julho de 2009 às 14h22

E não é auspicioso !!!

Vamos chamar Lord Ganesh !!!

Responder

Comentário por adriana
7 de julho de 2009 às 13h42

amigos internautas será q existe alguma coisa que possamos fazer pra barrar a ignorancia desse casal?

Responder

Comentário por Weverton Guedes
9 de julho de 2009 às 23h32

Jeito creio que não tenha. Só se os pais nascessem de novo e fossem tratados da mesma forma pelos seus respectivos, ai sim ele iriam se arrepender da maldita ignorância.

Uma má idéia também seria dar umas “twittadas” do tipo, #MeuSexoJa(ou #MeuGenero), #ForaPaisBossais,entre outras (sem criatividade), que acabaria do mesmo jeito que o #ForaSarney, sem resultado algum e ainda humilhado por extrageiros.

Responder

Comentário por Gustavo C.
7 de julho de 2009 às 13h48

Pra mim é mais ou menos isso: “vamos trancar nosso filho(a) no alto de uma torre para protegê-lo dos males do mundo”. Ao achar que faz uma coisa boa, ao mesmo tempo tá fazendo várias outras ruins.

Responder

Comentário por Pedro
7 de julho de 2009 às 13h50

num acho uma ma ideia, a criança ira crescer sem padroes esteticos. Q isso eh para menina ou q isso eh para menino. p mim eh logico q ela(criança) vai se perguntar mais tarde, e ate podendo assimilar automaticamente. Se ela tiver uma educação boa, em um pais de primeiro mundo onde as coias publicas funcionam(principalmente escolas) e com instrução, isso sera irrelevante.

Responder

Comentário por Renan Queiroz
7 de julho de 2009 às 13h50

Bem, estudante do curso de Ciências sociais, como sou, não hesitaria em estar defendendo o tal “olhar antropológico” afinal, estar aqui no Brasil e lançar uma matéria como essa, impondo toda a sua concepção de moral é realmente fácil, mas esquecer que assim quando colocamos nossos filhos no vôlei e não no judô, por exemplo tentamos imprimir algo pré-estabelecido por nossa sociedade, assim como estereótipos de roupas, coisas a fazer esei lá brinquedos ou profissões também são estereótipos que nossa sociedade constrói e reproduz se os pais optam por deixar que a criança escolha o que quer ser quando crescer(no sentido mais literal da palavra) é uma iniciativa muito moderna e também desafiadora até porque essa sociedade é estereótipada, mas contudo é louvavel!

Responder

Comentário por Sheryda Lopes
7 de julho de 2009 às 13h52

Não que eu ache que a experiência tá super correta, não sei dizer.Talvez essa radicalidade realmente tire um pouco a autonomia da criança, pois ela não teria noção do própio ambiente em que vive e o porquê da cosntrução dessas relações.
Mas vc colocou diversos pontos equivocados durante o texto. Primeiro, como é que a gente vai saber se “Pop” é um nome esquisito na Suécia? Esquisito por lá talvez seja Lucimar, não acha? As consequencias possíveis que vc aponta seriam a criatura se tornar um ser assexuado (o que não seria possível nem que ela fosse criada sozinha no meio de dunas) ou se tornar um homossexual,um/uma trans, ou resolver mudar de nome. Sinceramente, não acho nenhuma das alternativas negativas e acho até a colocação delas muito preconceituosa. Típico de quem acha que as orientações diferentes da hetero são distúrbios causados por traumas de infância. Talvez Pop se perceba heterossexual, sabia? E aí eu aposto que um monte de gente ia dizer que a experiência não causou nenhum problema em seu desenvolvimento.
E segundo, a comparação com o bonsai foi realmente muito esquisita. Para mim, moldar um bonsai é torná-lo o mais parecido possível com o que se queira, contra a vontade dele próprio. Eu me sinto moldada a cada vez que alguém me diz que eu não posso fazer algo porque sou mulher.E os pais sempre fazem isso com os filhos desde criança, ao delegar funções diferentes no mundo de acordo com o que acham que é “masculino” ou “feminino”. Essas relações de gênero que são impostas desde a infância é que são arames violentos que nos aprisionam dentro de pequenos “vasinhos”, que nos limitam de diversas maneiras ao que podemos fazer por ser homem ou mulher.

Responder

Comentário por Thiago Leite
7 de julho de 2009 às 14h03

Concordo com você.

Responder

Comentário por Victor
7 de julho de 2009 às 14h31

Ótima resposta!

Responder

Comentário por roberto
11 de julho de 2009 às 14h01

Perfeitas suas colocações Sherida! Parabéns!

Responder

Comentário por Julio
7 de julho de 2009 às 13h53

Pessoal não e pura vaidade? Exploradores de criança. Cafetões no nosso pais. So estão querendo angariar notoriedade para si mesmo porque à uma criança como criança/ou adolescente so adcionaria problemas tornando-se alvo de chacota gozações e comentarios maldosos em qualquer parte do mundo. Tinham que ser presos por exploração de menores.

Responder

Comentário por Navegador
7 de julho de 2009 às 13h53

“Gênero” é um conceito linguístico-filosófico.

“Sexo” é uma característica imposta pela Natureza e muito bem definida pela Ciência.

Os seres humanos não têm gênero.

Os seres humanos têm sexo.

Albert Einstein dizia: “Quando a Natureza é agredida, ela nunca se defende, mas ela sempre se vinga”.

Há ainda um antigo provérbio que afirma: “Deus perdoa sempre, as pessoas perdoam às vezes, mas a Natureza não perdoa nunca”.

Responder

Comentário por Gabriel A.
7 de julho de 2009 às 13h56

Thigão falou tudo…
Mas tem uma pequena errata nisso tudo, POP é o nome que os pais deram para a mídia, a criança tem um nome “normal” (Se é que pode existir algo normal nessa história).
Bem eu acho o seguinte: A criança é deles, eles escolheram esse caminho sem rotular a criança, talvez assim uma nova ideologia “sem preconceito” pode surgir. (Pensando em fazer isso com meus filhos).

Responder

Comentário por Estevão Prestes
7 de julho de 2009 às 13h57

Acho difícil “decretar” que essa criança terá problemas por causa disso. Não que eu seja favorável à idéia ou que fosse fazer o mesmo, a não ser é claro que a criança seja intersexuada. Na verdade espero que seja este o caso.

Supondo que Pop seja portador de genitália ambígua, talvez esta escolha de seus pais – uma escolha difícil e ousada – seja afinal a mais acertada.

Engana-se quem pensa que o intersexo (antigamente chamado de “hermafroditismo”) não exista ou seja algo absurdamente raro. Na verdade ele duas vezes mais frequente que o albinismo. Então pense: Se você já viu, digamos, uns 10 ou 20 albinos até hoje, estatisticamente é provável que já tenha visto 20 ou 40 pessoas intersexuadas. Só que vc não ficou sabendo disso, afinal a genitália ambigua fica escondida pela roupa, e o indivíduo acaba encaixando-se entre um dos gêneros, masculino ou feminino.

OK, o grande problema é que raramente é o indivíduo quem faz essa escolha. Exatamente como a sociedade exige que todo mundo se encaixe de qualquer jeito em uma das duas “castas” que aceitamos (e chamei gênero de “casta” porque eles se configuram exatamente dessa forma: um acidente de nascimento que deterina o destina o destino do indivíduo: que tipo de nome pode ter, que tipo de roupa pode usar, que tipo de atividade pode desenvolver, do que deve gostar, etc.) em geral são os pais quem decidem, ainda no hospital, em qual gênero a criança será “enfiada”, quase sempre contando com o palpite de algum médico. E depois a criança pode crescer e se desenvolver mais para o outro gênero, e aí? Criou-se um problema que não precisaria existir se ela pudesse simplemente ficar de fora do sistema de gêneros/castas.

É claro, supondo que esse seja o caso de Pop. E nesse caso, o que estes pais extremamente corajosos estarão fazendo pode ser o início de uma revolução em nossa civilização, ao provarem que há opções ao sistema de 2 gêneros.

Responder

Comentário por Gisèle
7 de julho de 2009 às 14h12

Concordo plenamente!

Responder

Comentário por roberto
11 de julho de 2009 às 14h13

Excelente seu comentário Estevão, despido de preconceitos e fornecendo informações pouco conhecidas. Obrigado por postar!

Responder

Comentário por Natan Nascimento
7 de julho de 2009 às 13h57

Tenho um automovel. Sei que durante todo tempo que ele estiver comigo serei obrigado a por o combustivel certo e oleo no motor. No dia que parar de fazer isso,ele acaba. Ai esta o exemplo simples de seguir uma regra necessaria.
Seres humanos,homens e mulheres se completam. E nasceram para crescer,se encontrar e ter filhos para continuar o ciclo. Foram feitos assim,nao adianta criar ideias “modernas”. No momento que passam a inventar, se aproximam do fim.

Responder

Comentário por Sheryda Lopes
10 de dezembro de 2009 às 13h54

Uga! Uga!

Responder

Trackback por Marcio Hasegava
7 de julho de 2009 às 13h58

(Via @ana_freitas) http://tinyurl.com/msyxwe. Tipo, nada a ver, mas lembrei daquele filme do Hugh Grant e da Drew Barrimore.

Comentário por Tainá
7 de julho de 2009 às 13h58

E quando a gente pensa que o ser humano cheou ao ápice da imbecilidade, acontece uma coisas dessas!

Sinceramente esses pais não tem idéia do que estão provocando ao futuro de “Pop”. Ter uma identidade é direito de todos!

Responder

Comentário por Wanderson
7 de julho de 2009 às 13h58

Coisa de maluco… Vai entender… Ridículo…

Responder

Comentário por Binha
7 de julho de 2009 às 13h59

Deus nos Criou para saber o que somos e quem Somos, não podemos crescer sem identidade, ou não teremos personalidade Meu nome diz quem sou, e como devo me comportar diante das coisas e dos outros, sem saber o meu Sexo( Masculino ou Feminino)como me realcionar?As outoridades devem ser avisadas desta aberração e os pais Guiados a pessoas que os possam orientar, quanto a este fato tão estarecedor.a Yahoo como meio de comunicação internacional deveria comprar esta Guerra. E levar a diante este Preito.

Responder

Comentário por Celina
7 de julho de 2009 às 13h59

Alguém tem acesso ao Hospital onde esse pequeno ser nasceu, ou então ao Cartório onde foi registrado ?!?!?

Responder

Comentário por Sheryda Lopes
10 de dezembro de 2009 às 13h55

Só sei que é longe…

Responder

Comentário por Kadu
7 de julho de 2009 às 14h00

Cara, o mais legal é se Pop for um menino e resolver entrar pra Igreja e daqui alguns anos virar Papa!

Com certeza o Engenheiros do Havaí iria tocar na “cerimônia de posse”.

Responder

Comentário por Olow!
7 de julho de 2009 às 14h40

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk!!!!

Responder

Comentário por Sheryda Lopes
10 de dezembro de 2009 às 13h57

Um amigo me disse que já teve um Papa mulher, sabia? Ela fingiu ser homem e como as vestes escondiam seu corpo ninguém percebia. Ela chegou a se relacionar com um integrante do Clero e escondeu sua gravidez. Mas aí entrou em trabalho de parto no meio de uma tradicional procissão. Quando descobriram que ela era mulher, a mataram e a procissão mudou o percurso para sempre.

Fonte: Os X papas que envergonharam a humanidade

(mas não foram todos?)

Responder

Comentário por JoJo
7 de julho de 2009 às 14h02

Sinceramente. Que liberdade é essa? Convenhamos, como adulta, sequer posso afirmar que usufruo plenamente da minha liberdade de escolhas e não-escolhas… Isso me aflige profundamente na maturidade em plenos 37. Imagine uma criança de 2 anos e meio às voltas com isso tudo! O que é liberdade?Conceito, prática? O que vem primeiro: o ovo, a galinha? A ordem é fundamental? Estou confusa, rs!

Responder

Comentário por Bianca
7 de julho de 2009 às 14h06

Isso é bizarro !!! A natureza é sabia e ainda há pessoas querendo ser mais sábias que ela… para que tudo isso ?Existe outras maneiras de liberdade e isso é não é , com certeza.

Responder

Comentário por Sheryda Lopes
10 de dezembro de 2009 às 13h58

Quer dizer que foi a natureza quem disse que a gente gosta de rosa e adora limpar a casa? Aho que esse povo tá é tentando voltar à natureza.

Responder

Comentário por charles
7 de julho de 2009 às 14h07

ACHO QUE ELE VAI SER O NOVO “REI DO POP” HE-HE-HE

Responder

Comentário por Fernando
7 de julho de 2009 às 14h09

Primeiro temos que criar uma palavra ELI, algo indefinido entre ele e ela, na Suécia se não tem já vai ter tal palavra.
Mas fico pensando eli no colégio, qual banheiro irá? Persistindo a interrogação, todos vão querer saber. Tive uma colega de aula que um dia veio com uma micro-saia tão pequeno que os colegas estavam fazendo apostas para adivinhar a cor da calçinha dela…
A professora não terá curiosidade?
Nessa idade as crianças procuram estar com seu próprio gênero.
Mas o grande engano é achar que as pessoas nascem prontas, basta crescer, e não é assim, o homem está sempre evoluindo, desenvolvendo ao longo da vida. E para isso precisamos ser educados, auxiliados pelos pais ou quem estiver no lugar deles.
Acho que em nome da liberdade estão violentando mais ainda as crianças.

Responder

Comentário por que vergonha
7 de julho de 2009 às 14h10

Cheguei nesta matéria pelo portal do Yahoo(que não é um sitezinho qualquer) mas foi mais pelo fato de que o Yahoo teve a capacidade de fazer um erro crasso no título ( Pais “QUER” que filho(a) esco;ha sexo…”.
Meu Deus, que vergonha.
E olha que eu sou ainda jovem e nunca me importei muito com essas frescuras de regras pra tudo na vida, mas o portugues é uma lingua rica e bonita e nossa geração internet esta destruindo a lingua.

Ai eu li o texto… e a vergonha só aumentou.
Quem escreveu isso aí? Um moleque de doze anos, bêbado? Que mal escrito. Que vergonha…
A pessoa até tentou usar palavras com mais de duas silabas pra dar um ar mais intelectual mas encheu o texto de girias paupérrimas e até um umas abreviação medonha dessas tipo “msn” (pfff)
Ai que vergonha de ser brasileiro…

Responder

Comentário por Sheryda Lopes
10 de dezembro de 2009 às 13h59

KKKKKkkkkKKKKK!!!!

Erudiiito!

Responder

Comentário por Victor
7 de julho de 2009 às 14h11

Pop é ‘he’, ‘she’ ou ‘it’?

Responder

Comentário por Victor
7 de julho de 2009 às 14h12

Então, eu não quero parecer agressivo, mas esse post tá meio zuado.
Por que?
“Quando POP começar a ir pra escola, eu não consigo entender se POP será zuado por se chamar POP ou por não ser, aos olhos dos outros coleguinhas, nem menininho nem menininha.”
Esse é o problema da criação de POP ou da sociedade dogmática em que vivemos?
“Os pais querem que ela seja diferente? Se eles estão forçando essa diferença, então pra mim não há a ‘liberdade’ de que eles falam. Não é natural.”
O que é liberdade? O que é Natural?

Na verdade, o seres sem liberdade somos nós, e vc ainda mais, porque nem a liberdade da criança se chamar POP vc concede (A criança poderá mudar de nome). Nossa criação é feita não só limitando a nós mesmos, como nós limitamos àqueles que não seguem um padrão (zuando os coleguinhas e as coleguinhas que são diferentes de vc). Mas o fato é que não existe ninguém que obedeça o padrão, o que resulta no monte de gente perturbada porque não consegue seguir um padrão, seja ele de criação, físico, mental, ou qualquer outro.
Imagina o que é pra uma menina gordinha entrar numa loja e ver Aline Morais na foto, linda e com curvas perfeitas (sem contar o poder do photoshop, ou vcs realmente acham que ela é perfeita?)
Imagina o que é pra um cara gay não poder falar pros coleguinhas que é gay, pq daí ele não é normal, não é natural, isso e aquilo. O mesmo pra uma menina gay, só que ela ainda sofre mais com o assédio dos homens pq pra eles é desperdício e tal.
Ou um cara negro que sofre um puta preconceito por ser negro.
E assim vai, a repressão acontece por todos os lados, até as mulheres são machistas, os gays homofóbicos e os negros rascistas contra os próprios negros.
Ou seja, liberdade é uma coisa que não existe enquanto tivermos que obedecer padrões quase que inalcançáveis. E como consequência, temos o seu post que aliás tem todo o conteúdo machista e homofóbico, além de zuar @ Pop. Então, a limitação e falta de liberdade está dentro de sua cabeça e não na ação dos pais de Pop. Pare de se prender na vontade de ser livre e seja livre. O sofrimento que Pop irá sentir, não é culpa da criação diferente, e sim do padrão que é imposto, o qual vc tenta obedecer e cria um sofrimento na pessoa ao lado. Somos a razão do sofrimento de um monte de gente assim.
Depois, tome muito cuidado com o que é natural. Não é pq temos uma cultura irraizada há muito tempo que é natural. Nossos modos de vida não são nem um pouco naturais. São socialmente construídos. Mas nem tudo o que é socialmente constrído é benéfico (vide os padrões aos quais estamos submetidos), assim como nem tudo o que é natiral é benéfico. Mas com essa mentalidade de que não é natural, então não pode ser, vc está minando qualquer possibilidade de mudança e quebra de paradigma.
É isso
Abraço

Ps: O Bonsai não cresce pouco porque a semente foi plantada num vaso pequeno, e sim porque quando nasce, ele é tratado, cortam ele em regiões específicas que impedem o crescimento dele. Se o tratamento não fosse feito, a árvore morreria, ou suas raízes estourariam o vaso.

Responder

Comentário por roberto
11 de julho de 2009 às 14h25

Muito bom o seu post Victor! Parabéns pela lucidez e obrigado por postar!

Responder

Comentário por Lucas VF
7 de julho de 2009 às 14h23

pop usa cuecas ou calcinhas???? o.0

ou ainda, um dia de cada??

Responder

Comentário por Pri
7 de julho de 2009 às 14h26

Concordo plenamente quando vc afirma tratar-se de uma experiência. Não entendo essa necessidade de por filhos no mundo! Pra isso? Esse casal não tem a menor consciência de que aquele ser não é uma propriedade sua, é um ser distinto, complexo e que, definitivamente, ninguém tem o direito de causar danos a vida dessa pessoa, mesmo que a tenha posto no mundo. Querem q o filho(a) seja livre no entanto o que parece mesmo é q ñ suportariam uma escolha verdadeira desse filho(a) se todos soubessem seu sexo e ele se decidisse por outro.
Francamente, será q ninguém avisou pra esse estranho casal a possibilidade de não ter filhos!

Responder

Comentário por Viviana
7 de julho de 2009 às 14h30

Isso e pelo menos bastante interesante… maluco mas interesante.
Acho que essa “liberdade” de escolher se e menino ou menina vem porque nossa sociedade oprime muito as criancas nos generos, menina tem que se vestir de rosa, menino de azul. Eu aposto que POP e menino porque isso e mais marcante para eles que para nos.
Minha filha de 5 anos tem carrinho a controle remoto, bonecos do homen-aranha, Barbies, bolsinhas ou seja eu deixo ela escolher os brinquedos e nao me preocupo se e “coisa” de menina ou nao, mas num mundo machista deixar o filho brincar de boneca pode te levar para a cadeia, ja vi gente batento no filho porque pegou uma boneca.

Responder

Comentário por Flávia
7 de julho de 2009 às 14h35

A cada dia que passa a gente escuta bizarrices maiores. O homem resolveu ser anarquista até contra a própria natureza e Deus? Fala sério!
Agora, esse assunto só serviu para despertarmos para o seguinte: como os pais podem estragar a vida de um filho… Alguém aí em cima citou Michael Jackson, e é exatamente a mesma coisa. O pai, que cria o filho conforme acha que é certo, pouco se lixando pro bem estar da criança. Muito interessado em publicidade, na verdade.
E aí, a gente vê o resultado: o camarada foi um gênio da música, extremamente criativo, ídolo de todas as idades. Mas tudo isso, estereotipado. Por dentro era um cara cheio de conflitos, perturbado, isolado. Não viveu, se escondeu. Fala sério, nas suas aparições, parecia ser um cara feliz?!
Sinceramente, no mundo de hoje, onde as pessoas estão ficando malucas, e deixam seus filhos loucos e sofrendo (é pai/mãe abusando sexualmente dos filhos, atirando-os pela janela, explorando-os economicamente, aprisionando-os em calabouços, vendendo-os para bandidos ou pedófilos) tem que se rever essa questão de pátrio-poder. Por que está ferindo os interesses da crianças, que não crescem em ambientes saudáveis e certamente ser tornarão adultos desajustados. Aí vem falar que o único problema da violência é educação? O cara acha que tá educando o filho, mas tá coagindo, destruindo sua alto-estima, seu caráter.
Esses pais são idiotas achando que são pioneiros numa grande descoberta. Espero que a moda não pegue, porque com idéias imbecis, muita gente se identifica.
E Deus tenha misericórida dessa criança e que ela possa “sobreviver” sem maiores danos.

Responder

Comentário por Sheryda Lopes
10 de dezembro de 2009 às 14h03

Acho que os pais de Pop estão preocupados com seu bem-estar sim. Não acho violento o que estão fazendo. Acho violento sim ensinarem a gente desde criança que “vc não pode fazer isso porque é coisa de menino!”.

Não sei como tantas pessoas que cometnaram este post acham que são livres, que escolheram tudo o que são. Doce ilusão.

Responder

Comentário por Flávia
11 de dezembro de 2009 às 17h05

O fato de vc desejar que seu filho tenha liberdade de escolha não significa induzí-lo a essa idéia moderna de que sexo é decisão nossa.
Não é.
Concordo que a coação que se faz de que menino faz isso, menina faz aquilo é uma forma de violência. Assim, como querer que todos pensem igual a respeito do tema também é. Não me considero uma pessoa preconceituosa, mas também não aceito que queiram incutir na minha cabeça e na dos meus filhos que o normal é ser gay, ou “torcer pros dois lados”. Pra mim, é cada um na sua. E cada um na sua é deixar seu filho quieto até que ele tenha idade e maturidade pra escolher o que quer, e não induzir.
Quanto as pessoas terem escolhido ou não o que são, concordo. Nós não escolhemos a maioria das coisas. Somos fruto das experiências vividas.
Agora vc já nascer predestinado a viver na contra-mão porque seus pais tem visão deturpada acerca do que significa “liberdade”…

Responder

Comentário por Sheryda Lopes
12 de dezembro de 2009 às 23h18

Sxo realemnte não é escolha nossa, (pelo menos não o de nascimento, já que é possível inclusive tornar s genitálias diferentes do natural), mas o gênero nada mais é que uma construção social. E existe uma enoorme diferente entre gênero e sexo. O sexo faz referência ao orgão sexual. O gênero fz referência aos padrões compornamentais impostos. Isso quer dizer que uma menina não nasce educada, delicada e apaixonada por afazeres domésticos. É a sociedade quem a molda assim e a condena quando ela se mostra diferente em algum aspecto.

Eu acho que vc é preconceituosa sim, pelo ue comentou. Porque se vc não entende que ser gay é normal é uma coisa. Não aceitar de jeito nenhum que alguém diga “um absurdo desses” aos seus filhos, com certeza não é “deixar eles quietos para que escolham”. Acho que nosso preconceito muitas vezes se esconde até de nós mesmos por trás de muita hipocrisia.

Comentário por Flávia
13 de dezembro de 2009 às 13h52

Olha querida, se vc se ofende tanto com o caso, e torna a questão pessoal, deve sentir na pele o problema. Todos estão sendo educados na resposta expondo apenas seu ponto de vista. Não levantando bandeiras e fazendo disso uma cruzada pessoal.
Respostas revoltadas e ofensivas denotam que a pessoa está na defensiva.
Se eu sou preconceituosa por não achar natural, apesar de não fazer campanha contra, nem destratar alguém nessa condição ou com esse pensamento, já não sei o significado do que é preconceito.

Comentário por Sheryda Lopes
15 de dezembro de 2009 às 17h05

Olha, “querida”, não entendo onde vc viu agressividade na minha resposta e menos ainda porque se sentiu ofendida. E sim, eu sinto na pele o problema porque como mulher, sou obrigada a ouvir gente idiota dizendo que eu tenho a obrigação de ser Amélia, e pior, que mulher que bota chifre merece mais é apanhar mesmo, e ainda levo fama de desleixada e suja se eu não ficar eternamente maquiada e impecável, tenho que investir dinheiro e tempo (que são coisas que não tenho) com unha, depilação, essas coisas. “Ah, mas vc faz porque quer!” Não, não é porque eu simplesmente quero. É porque todos nós estamos envolvidos num contexto e as represálias são constantes caso não nos enquadremos em tais padrões.

Eu sei exatamente o que vc quis dizer com “sente na pele o problema”. É aquilo batido que pessoas homofóbicas falam quando vevem alguém se incomodando com os preconceitos contra LGBTT. “Se tá achando ruim é porque não gosta da fruta”. Tipico de gente preconceituosa que usa a orientação sexual das pessoas como se fosse algo degradante (caso estejamos falando em LGBTT, claro, não da sagrada heterossexualidade) e que só defende os próprios direitos. Ah, não. Mas isso não é preconceito, né? Aliás, qual é o seu conceito de preconceito?

Quanto à questão da cruzada pessoal… Para mim, o pessoal é político. Caso contrário, o discurso não passa de balela.

Comentário por Flávia
15 de dezembro de 2009 às 20h58

Sou mulher, casada, tenho dois filhos pequenos, saio com amigos, tomo cerveja, vou a pagode, gosto de futebol e tô nem aí pra quem me critica dizendo que isso é coisa de homem. Tô pouco me lixando pra rótulos impostos pela sociedade. Quanto ao que vc disse sobre as mulheres, é verdade, mas também acho péssimo que as mulheres para combater esse tipo de coisa se tornem rídiculas (atenção, não estou dizendo que é o seu caso), mulheres velhas vestidas que nem adolescentes, meninas novas se submetendo a todo tipo de putaria pra mostrar que são modernas.
E sinceramente, eu acho degradante determinados tipos de comportamentos mesmo, péssimo é eu ter que aturar a globo fazendo campanha que o Cazuza era um gênio, um cara maneiro. Cara doido, irresponsável, sem respeito por si próprio.
Eu interpretei mal sua resposta, porque achei agressiva e pessoal. Peço desculpas.
Eu não sou adepta a extremismo, não é porque se luta contra a bitolação que devemos ser anarquistas.

Comentário por Diogo
7 de julho de 2009 às 14h39

Ei, Dona Ana, dois links pra ti na página inicial do Yahoo, um pra cá, outro pra tua entrevista do Tas, no Link… tá ficando importante, hein?

Eu concordo contigo, que parece mais uma experiência antropológica… que os pais estão fazendo isso pra ver no que dá. Existem meninos, existem meninas, existem gays e até existem assexuados, e até hoje todo mundo se resolveu dentro disso, SABENDO O PRÓPRIO GÊNERO DE NASCENÇA. Prova é que existe muito hétero mal resolvido (não por ser homossexual que não se assume, mas por ser ser mal resolvido sexualmente mesmo), e muito gay mal resolvido também.
Merda pode dar de qualquer jeito. Será que vão evitar revelar a nacionalidade da criança? Será que vão dar liberdade de escolha à criança deixando de revelar as suas preferências musicais (pra ela não ficar influenciada e poder escolher que música ela prefere sem ter interferências)?
bleeeeeee… parece aquela história dos pais que não querem limitar a liberdade do filho e a criança cresce achando que é lindo fazer cocô no sofá da sala pra aparecer pras vistas.

Responder

Comentário por Lu Motta
7 de julho de 2009 às 14h41

Realmente é algo muito estranho. Mas no momento que a criança saberá a diferença de meninos e meninas, ela se definirá como um dos dois. Mesmo que depois opte pela gama de opções que existem. Os próprios amiguinhos vão despertar nele a curiosidade de se saber o que é. A classificação quanto gênero é inevitável.

Responder

Comentário por Victor
7 de julho de 2009 às 14h52

Mais uma coisa
Pra aqueles que não entenderam ainda, e chamam os pais de Pop de imbecís, o que elesestão fazendo, é dar a chance de Pop escolher a própria identidade, escolher como se relacionar, independente do sexo que tenha.
O que está imposto é exatamente o contrário. Te dão uma identidade, te dizem o que vc quer, o que vc pode e não pode, o que vc de fazer, como desve se portar, etc. Iss não é fazer com que a criança tenha uma identidade, pois identidade é quando a própria pessoa de identifica com algo. No caso da criação imposta, como temos, ninguém se identifica com nada, as pessoas te enfiam a identificação guela abaixo e pronto, é isso que somos. Não sabemos quem somos, e sim impõe pra nós o que somos
O que estão fazendo dar a change à Pop, ou ao Pop, de ela, ou ele, própri@ se identificar com o que quiser e achar que deve se identificar.
A probabilidade de dar certo ou errado eu não sei, só sei que o que temos hoje, é o que não está certo, já que mais da metade do mundo é frustrada e insatisfeito, banaliza um monte de questões e tem outras, ou até as mesmas que são banalizadas, como tabus e mistérios, que ninguém se propõe a resolver.
Além de fomentar individualismo e zuação dos que não seguem os padrões. Isso que é crime
Aliás, se eu for entrar na questão do individualismo, já entro na questão da fome (é, o nosso individualismo também é resoponsável por mais da metade do mundo ser miserável, outra grande parcela ser pobre, e só uma pequena parcela ser classe média e uma menor ainda é a burguesia). O individualismo é uma das razões de existirem classes sociais, preconceitos e uma série de mazelas, que fomentam mais ainda o individualismo. Não é só ele, mas daí eu teria que escrever um livro.
Ah! E individualidade é uma coisa, individualismo é outra totalmente diferente
Abraço

Responder

Comentário por Fernanda
7 de julho de 2009 às 17h15

engraçado, né?
como uma criança de 2 anos vai se identificar com alguma coisa? E como será ter de se identificar com o que for mais “fácil” quando ela já for “grandinha” e perceber o grande ponto de interrogação que foi sua vida até ali? Quando ela perceber que se “identificar” será uma simples questão de sobrevivência em sociedade? Ou melhor… Nem precisamos ir tão longe! Isso tudo vai acontecer quando ela perceber que será uma simples questão de sobrevivência à adolescência, sem papai e mamãe pra esconder o que ela é.

Responder

Comentário por Victor
11 de julho de 2009 às 15h39

Olha, ponto de interrogação imenso, é a vida de todo mundo. Depois, se identificar começa com as coisas mais simples. Por exemplo: O menino nasce e ganha uma bola de futebol ou um boneco do Max Steel. Já a menina uma casinha e uma Barbie (isso no caso das famílias que têm dinheiro pra comprar brinquedo, as que não têm se sacodem de alguma forma ou nem dão por falta absoluta de condições). Agora, eles não se identificaram com nada. Simplesmente disseram que isso é brinquedo de menino e aquilo de menina.
O que Pop poderá fazer é simplesmente chegar num lugar e escolher o brinquedo que mais a atrae, sem preconceitos sem “eu não quero esse pq é de menina ou de menino”. Se identificar começa logo nos primeiros passos e vai até o final da sua vida. São os gostos que vc desenvolve.
Mas garanto que tanto vc, como eu e o resto do mundo não temos nossos gostos porque nos identificamos de fato com algo, e sim porque, em grande parte, somos condicionados a gostar disso ou daquilo.
Nossas opiniões sempre se formam com influência do mundo que nos cerca, mais a nossa percepção dele. No caso de Pop, os pais estão influenciando menos que pais convencionais para que Pop procure suas próprias visões de mundo e não se apóie nas dos pais, o que é sempre mais fácil, mas com muita probabilidade, incorreto.
Óbvio que eles vão influenciar Pop de alguma forma, eles convivem com Pop, assim como nós recebemos influencia de nossos pais, nossos irmãos, família, amigos, colegas de estudo e travbalho, da propaganda que passa, do cartaz de protesto que está exposto. Não dá pra ter opinião do nada sobre o nada. A opinião se forma com a junção de elementos e o processamento deles. A forma como vc vai juntar, processar, o que vai servir pra vc o que não vai, o que vc achar certo, o que vc acha errado, vai depender de vc, isso é só vc quem faz. Alias, se vc simplesmente seguir as opiniões dos outros, daí vc simplesmetne não tem opiniões. E um filho ou uma filha que se aopóia nas opiniões dos pais, não tem opiniões.
Então, os passos de identificação começam sim aos 2 anos e até antes. Porque vc já está recebendo iformações do mundo. Mas a forma como vc lida com elas é diferente e muda um monte de vezes durante a sua vida.
O engraçado é que Pop terá uma chance maior de se identificar com o que bem entender, e nós somos condicionados. Tão bem condicionados a ponto de achar que o que estão fazendo é absurdo.
Abraço

Responder

Comentário por Sheryda Lopes
10 de dezembro de 2009 às 14h05

Arrasou.

Comentário por Flávia
11 de dezembro de 2009 às 17h18

Bebês não ganham carrinhos por serem meninos, ou bonecas por serem meninas. Ele ganham brinquedos de montar, ursinhos de pelúcia. Até que se tornem maiores, eles serão apenas bebês.
Eu não visto meus filhos apenas de azul. Eles vestem amarelo, vermelho, verde, laranja, roxo. Só nem vestem rosa, porque infelizmente algum infeliz teve a ideia de dizer que rosa é coisa apenas de menina.
Agora, eu procuro não deixá-los loucos com idéias de que menino só faz isso ou aquilo, mas também não vou ensinar que ser bissexual é o legal.
Se os gays querem lutar pelo direito de expressão deles, parabéns, mas querer que seja lei que se pregue pra as crianças que ser gay é o que há, me desculpe. Isso é uma forma de indução, também. Liberdade é liberdade: cada um tem o direito de pensar do seu jeito.
Da mesma forma que se batalha pra que pessoas “diferentes” (que são a minoria) sejam respeitadas, eu também quero ser respeitada nas minhas convicções. Outro dia, estávamos eu e meu marido no restaurante, e uma lésbica veio me chamar pra dançar comigo. Como podemos classificar isso? Falta de educação e respeito. Se ela tivesse lá com sua namorada e um homem fizesse o convite também seria lastimável.

Comentário por Sheryda Lopes
12 de dezembro de 2009 às 23h25

Engraçado, não vejo ninguém lutando por uma lei que diga que ser gay é o que há. Mas como a sociedade heteronormativa sempre lutou para obrigar o povo a seguir uma única linha… Enquanto LGBTTTTSSSS lutam para terem direito a escolher, a igreja e outros equipamentos dessa sociedade super-hetero sempre tentaram obrigar o povo a NÃO escolher.

E como é preconceituosa essa sua revolta tola por ter recebido um convite lésbico para dançar. Preconceito pouco é bobagem, né? Sabia que em épocas anteriores uma pessoa branca também poderi se sentir muuuito ofendida por ter recebido o convite semelhante de um negro?

Mas não era preconceito, né? Só a opinião dela…

Comentário por Diogo
7 de julho de 2009 às 15h00

Ah, podiam acrescentar um ‘risquinho’ no POP, que ele fica PQP… se fosse no Brasil…

Responder

Trackback por Cintia Machado
7 de julho de 2009 às 15h09

Meu próximo Bonsai se chamará POP >> RT http://bit.ly/Gw4mM

Comentário por thais
7 de julho de 2009 às 15h15

Dizer que a criança nasceu menina ou menino não é restringidor, é a realidade. É claro que existem casos de pessoas hermafroditas (onde a situação é diferente), mas nunca soube de alguém que nascesse sem os órgão genitais definidos e que depois de decidido eles se desenvolvessem. De que forma esse indivíduo vai saber o que é, se ele olha uma menina, um menino e vê que “não é” nenhum dos dois? Com preconceito ou não, a verdade é as coisas no mundo tendem a ficar piores. O que não podemos deixar acontecer é que essas crianças “pop” se percam por burrice dos pais.

Responder

Comentário por Victor 2:11 pm
7 de julho de 2009 às 15h33

Acredito que se uma criança nasce com um pintinho ela seja menino. Para mim, isto é um fato. Não é uma questão de escolha. Como ela vai agir quando começar a discernir sobre o mundo é outra coisa.
Essa experiência, que parece ter surgido a partir de uma conversa numa mesa de botequim sueca, não exprime a vontade de Pop, mas, sim, a dos pais dele(a). O mais irônico é que Pop não teve a liberdade de escolher ser uma pessoa “comum” ou não.
Há muito tempo eu não via uma coisa tão ridícula.

Responder

Comentário por Gabe
7 de julho de 2009 às 15h38

Ana, o link da reportagem não funciona.

Responder

Comentário por Oscar's
7 de julho de 2009 às 15h57

Oh no, pop is dead, long live pooop. he died a ugly death by… excessive moonwalking?

Responder

Comentário por Fernanda
7 de julho de 2009 às 17h07

perguntinha besta: como será que é o cabelo de POP?

Responder

Comentário por Lucas
7 de julho de 2009 às 18h04

Eles alternam estilos masculinos e femininos. Li na reportagem linkada (ou foi em uma do G1)

Responder

Comentário por Yuri
7 de julho de 2009 às 17h41

Ué, e se são criados de uma outra forma qualquer, não é coerção do mesmo jeito?

Eu acho que isso só está na coluna de bizarrices da notícia por que a coerção ofende a sociedade. Se estivessem educando a criança pra ser advogado, bailarina ou fã de Michael Jackson (possivelmente dando esse nome à ele/a), ninguém ia gritar.

Ou os pais tem autoridade sobre o filho ou não têm. E se acham que os pais não podem criar o filho como bem entenderem, então, WOW, alguém vai ouvir umas palavrinhas quando me der bronca por chegar atrasado na escola.

Sinceramente, acho que não é adequado por conta da estigmatização social. Não acho polido você estigmatizar outro e forçá-lo a combater o estigma que você escolheu. Mas também sei que isso pode enobrecer bastante o caráter de alguém, isso de enfrentar estigmas e preconceitos.

Agora eu concordo de que a “farsa” pode não durar muito…

Responder

Comentário por Fernando Spuri
7 de julho de 2009 às 18h03

Gente, quanta comoção!

É só olhar o Iggy Pop, super sucesso!

Depois ele(a) inventa um primeiro nome e tá tranquilo.

Responder

Comentário por Carlos Marin
7 de julho de 2009 às 18h50

Essa história me fez lembrar de duas coisas, não digo que estão diretamente relacionadas com tudo isso; apenas me lembrei. A primeira é que todo ser humano é “mulher” durante as etapas iniciais do desenvolvimento embrionário. A segunda é sobre um estudo recente — segunda metade do ano passado — em que viram que o “cérebro” (as aspas são pra indicar não somente estrutura, mas como atividade neural) do homossexual é muito semelhante com o do sexo oposto:

http://www.pnas.org/content/105/30/10273.long

Responder

Comentário por Dan
7 de julho de 2009 às 19h35

Isso me lembra o/a Pat, do Saturday Night Live, que ninguém sabia se era homem ou mulher.

http://www.jillstanek.com/pat%20snl.jpg

Responder

Comentário por Leandrus
7 de julho de 2009 às 23h46

tipo ‘Seven’ do George

Responder

Comentário por Lucas
8 de julho de 2009 às 0h35

Sinceramente não sei qual é a noção de “liberdade” que alguns aqui tem. Mas esconder qualquer tipo de informação pra mim não é liberdade.

Acho que a liberdade verdadeira só vai haver com um diálogo franco de pais para filhos, como já disseram ali em cima, sexo é uma coisa natural, ou é homem ou é mulher, daí se a pessoa é mulher em corpo de homem, homem em corpo de mulher, ou qualquer entremeio que existir, isso não vai mudar o fato dela ter nascido no corpo de homem, ou mulher.

Se a pessoa tem uma personalidade feminina independente de ter nascido no corpo de homem a criança vai se sentir assim, e tem muitos pais que aceitam isso, e não vejo nenhum dogma nessas crianças.

É um meio seguro de dar a elas “escolhas”. Muito mais seguro do que expor Pop a um possível trauma.

Responder

Comentário por Marina de Oliveira Brito
8 de julho de 2009 às 11h02

Nossa fiquei chocada com essa notícia, é surreal, não dá pra acreditar que isso aconteça. Muito interessante suas colacações e realmente acho que Michael Jackson é um bom exemplo do que tais crianças podem se tornar. Cada vez mais se percebe o quanto o mundo está de cabeça para baixo mesmo, isso é absolutamente ridículo e é mesmo improvável que tais pais consigam esconder a sexualidade da criança dela mesma, não tem jeito. Nossa sinceramente, não dá pra entender a cabeça dessas criaturas que eles chamam de pais lá, eu daria outro nome.

Responder

Comentário por Lucas
8 de julho de 2009 às 12h30

O ser humano, assim como qualquer outro animal social, se encaixa num padrão de comportamento que é aprendido com a experiência. Diversos fatores determinam o que uma pessoa será mais para frente na vida. É sabido que as primeiras experiências de uma pessoa são as que determinam seu desenvolvimento. Um exemplo é a aquisição da linguagem. Nós podemos aprender qualquer língua quando somos pequenos, porque temos instrumentos fisiológicos para tal. No entanto, sabe-se também que após atingir a vida adulta, a aquisição de conhecimento desse tipo não ocorre da mesma forma, ou seja, ele não se comporta como uma característica inata. A pergunta que fica é a seguinte: se POP não tem contato nenhum com a diferença de gêneros (considerando aqui que os pais não possuem comportamentos diferentes por serem homem ou mulher, pois essa influência é a maior de todas para uma criança pequena), será que ele eventualmente vai se identificar com algum comportamento no momento em que entrar em contato com ele ou será que, assim como os meninos lobo que, após certa idade, não conseguem desenvolver a linguagem, ele não conseguirá se encaixar nesse mundo com uma distinção clara entre gêneros? Ana, não concordo com suas indagações, pois são baseadas no seu conhecimento de mundo, gênero, sexo e preconceito. Então elas nunca serão totalmente imparciais (existe alguma coisa imparcial nessa vida?), mas é sua opinião e merece ser ouvida. Realmente é uma experiência fascinante…

Responder

Comentário por Rodrigo
8 de julho de 2009 às 13h01

Puxa, e o pior é esse monte de gente que tá apoiando! PQP, DESDE QUANDO O SEXO DA PESSOA É UMA IMPOSIÇÃO DA SOCIEDADE??? É um fato, uma coisa natural. Mas já que estamos questionando isso, continuemos então:

- Vamos protestar contra os pais que desde que a criança nasce insistem que ela é um ser humano. Tenho um amigo que gostaria de viver livre pelo céu, voando e comendo alpiste, mas infelizmente não pôde realizar esse sonho por causa dos seus pais repressores que enfiaram na cabeça dele que ele era uma pessoa.
- Já outro amigo tem traumas terríveis porque quando nasceu apareceu um monte de gente preconceituosa dizendo que ele mora no Brasil. Este amigo sofre muito por ter sido forçado a falar português quando era criança (hoje em dia ele conhece outras línguas, mas não é a mesma coisa pois ele teve que conscientemente fazer essa opção depois de adulto), por não poder comer carne de cachorro, e também por não poder andar de saia pelas ruas.


Em minha opinião, esses pais estão correndo o risco de destruir a vida do(a) filho(a) só pra mostrar ao mundo como são “cool” e “descolados”.

Se quisessem dar essa tal “liberdade”, bastaria ensinar a criança a ignorar os preconceitos, mostrar que se ele é menino pode ser maquiador e se é menina pode ser caminhoneira. Mas é claro, isso não atrairia suficiente atenção da mídia.
Ao invés de ter um(a) filho(a) que desafiou os padrões da sociedade e fez algo que não era esperado para pessoas de seu sexo, preferiram criar um ser humano cheio de conflitos, problemas e infelicidade.

Responder

Comentário por Heloisa
8 de julho de 2009 às 18h00

A idéia tem lá seus princípios, mas as diferenças entre homens e mulheres começam nos cromossomos, e não na sociedade. Claro que há uma pá de exceções, pessoas que nasceram com corpo de um sexo mas têm a alma e o pensamento de outro, e por aí vai. Mas a regra é que homens e mulheres SÃO diferentes e nascemos sendo um ou outro (a menos que estejamos falando de indivíduos com síndrome de Turner e Klinefelter). Se vamos mudar no meio do caminho, é outra história, mas mesmo assim, uma criança não tem maturidade para lidar com essa questão.

Enfim… se essa criança estudar na mesma sala daquele garotinho do filme Um Tira no Jardim da Infância (“Meninos têm pênis, meninas têm vagina”, lembram?), o mundo dela vai desabar, hehehe.

Responder

Comentário por Melkía Floppoz
10 de julho de 2009 às 12h34

Muito bem Heloisa! É isso aí, sem delongas e polêmicas.

Responder

Comentário por Marjorie
8 de julho de 2009 às 19h19

Ana, só esclarecendo: Pop não é o nome da criança. Pop é apenas um nome fictício usado pelo jornal sueco que deu primeiro essa notícia. Mas, com a notícia se espalhou pelo mundo, o asteriscozinho com “os nomes são fictícios para preservar os entrevistados” acabou deixando de ser reproduzido.

Tb não curti muito o parágrafo em que vc diz “mal posso esperar para ver as consequências (se Pop vai ser transgênero, homossexual ou apenas mudar de nome)”. Não sei se foi isso o que vc quis dizer, mas acho que essa frase dá a entender que a homossexualidade ou a transsexualidade podem ser “produzidas” por certos fatores. Tipo: se vc é criado assim ou assado, você “vira” gay. Acho que é justamente esse tipo de pensamento equivocado que os pais de “Pop” estão querendo combater.

Se a maneira de criar “Pop” parece restritiva, a maneira convencional também o é. Afinal, pense nas pessoas que são transgêneros. Elas são forçadas, desde pequenas, pelos pais e pela sociedade a se conformar a um gênero que elas não têm. Aí, ao longo da vida, elas têm de fazer essa desconstrução, essa separação entre sexo e gênero. E têm de lidar, a vida toda, com a desaprovação, o preconceito e o estranhamento dos outros.

Já existem vários Pops sendo criados em desacordo com o seu gênero na sociedade: são os transgêneros. Por que ninguém se importa se a criação convencional os prejudica psicologicamente? Mas, quando aparece um Pop, todo mundo acha um horror?

Não sei se o que esses pais suecos estão fazendo com “Pop” é a melhor maneira de se criar um filho. Eu não faria isso com meu filho, se tivesse um. Mas a maneira convencional de criar os filhos também é restritiva e coercitiva para meninos, meninas e, principalmente, para os transgêneros.

Acho que a gente tem de pensar em maneiras alterativas à criação convencional. Certos ou errados, os pais de “Pop” estão dando um passo nessa direção. Logo, eu não acho que este assunto deva ser tratado como um absurdo ou uma bizarrice, mas apenas como uma peça importante de uma discussão muito necessária.

Abraço.

Responder

Comentário por roberto
11 de julho de 2009 às 14h43

Muito boas as suas colocações, Marjorie! Obrigado por postar!

Responder

Comentário por Victor
11 de julho de 2009 às 15h52

Muito bom Marjorie

Responder

Comentário por Roberto Néri
9 de julho de 2009 às 14h05

“I wasn’t gonna fall in love again, but then
POP! Goes my heart.
And I just can’t let you go,
I can’t lose this feeling.”

POP – POP!Goes My Heart
Words & Lyrics

Sem mais.

Responder

Comentário por Lolopop
11 de julho de 2009 às 0h14

Seguinte: se o garoto e ou garota não descobrir, o psicólogo e depois o psiquiatra da criatura vão nos revelar no velório dele ou dela. Tudo que vai contra leis naturais é doidera e endoida as pessoas. Tá provado mais que provado.

Responder

Trackback por fernanda pinho
11 de julho de 2009 às 1h43

pop não sabe se é menino ou menina: http://migre.me/3vg6

Trackback por ferdipinho
11 de julho de 2009 às 1h43

pop não sabe se é menino ou menina: http://migre.me/3vg6

Trackback por fernanda pinho
11 de julho de 2009 às 1h43

estou com pena de pop: http://migre.me/3vg6

Trackback por paula ribeiro
11 de julho de 2009 às 2h07

RT @ferdipinho estou com pena de pop: http://migre.me/3vg6

Trackback por rubia_veiah
11 de julho de 2009 às 3h33

http://tinyurl.com/msyxwe – que bizarro isso… prometo que não faço isso qdo tiver filhos…

Trackback por rubia_veiah
11 de julho de 2009 às 3h35

http://tinyurl.com/msyxwe – que bizarro… prometo que não faço isso qdo tiver filhos…

Trackback por ????
11 de julho de 2009 às 3h35

RT @jfinch27: #GoToBat with @StateFarm & @MLB. Not only do you help your favorite charity, but you have a chance to go to the #WorldSeries!

Comentário por Joaquim Basso
11 de julho de 2009 às 3h38

É como disse Einstein: “Só duas coisas infinitas: o Universo e a estupidez humana”.

Essa está, para mim, na lista das maiores “estupidezes” (esse neologismo provavelmente está na mesma lista) da Humanidade. Fazer o quê…

Acho que isso tb só funciona em país frio, tipo a Suécia… aqui a criança ia ficar perambulando pelada por aí e todo mundo ia saber o sexo rapidinho…

Responder

Comentário por Joaquim Basso
11 de julho de 2009 às 3h41

Ah, Ana! O link da notícia tá errado… não tá abrindo nada… pode apagar esse comentário se quiser.

Responder

Comentário por Joaquim Basso
11 de julho de 2009 às 3h42

Ah, Ana! O link para a matéria está errado. Não abre nada.

Pode apagar esse comentário, se quiser…

Responder

Comentário por ana p
11 de julho de 2009 às 9h19

alguém sabe realmente a intenção dos pais da criança pra dizer que eles são imbecis, idiotas, burros, estúpidos ou algo do tipo?
e se a criança realmente tiver uma genitália ambígua, que pode se desenvolver tanto pro lado feminino qnt pro mausculino ao longo da vida, e os pais optaram por não dizer o sexo do filho por isso? talvez fosse mt pior definir a criança como menino agora, pq assim o queriam, e daqui a uns anos a criança desenvolvesse a genitália pro lado feminino (o que é mt mais fácil embriologicamente). olha o trauma da criança… sempre criado como menino, aí de repente descobre que é menina??? gente, isso realmente pode acontecer! e se for isso, vcs já pensaram na frustração dos pais? qnd engravidam esperam uma criança (menino ou menina) perfeitinho, sem doença alguma, com saúde… aí vem um bebê que não é nada daquilo que esperavam… e tentam a solução menos pior, que menos afete a criança…

e se não for o caso de genitália ambígua (o que acho improvável, pq, sim, a maioria das pessoas segue as regras da sociedade)foi opção dos pais e ninguém tem nada com isso. pode ser que o POP seja criado com mt menos traumas do que os filhos de vcs. a zoação, imbecilidade, preconceito estão nas nossas cabeças e não na de crianças. elas só são ensinadas por nós, adultos. basta que ensinemos corretamente!

Responder

Comentário por roberto
11 de julho de 2009 às 14h47

Perfeito “ana p”! Excelente seu post!

Responder

Comentário por Pais malucos
11 de julho de 2009 às 13h14

Acredito que esses dois só estejam querendo aparecer, nessa idade a criança não tem interesse ainda em saber o que é, mas ela vai querer saber quando tiver amiguinhos e amiguinhas, isso é óbvio, agora convenhamos, ela vai ser uma criança bem perturbada quando souber que quando bebê era tratada como um nada por seus pais, afinal uma das primeiras coisas que a pessoa tem quando nasce é o nome e não uma sílaba.

Responder

Comentário por Daniele Pedace
13 de julho de 2009 às 12h37

Que locura total..0.õ

Responder

Comentário por rosi
13 de julho de 2009 às 20h17

Quando uma criança descobre seu sexo? Os pais precisam dizer isso a elas?

Responder

Comentário por Livia
16 de julho de 2009 às 14h10

pop é uma minhoca?

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Comentário por Daniela
22 de julho de 2009 às 16h03

o dono desse post inventou a materia. Nada disso existe. quero provas. fotos. hospital. testemunhas. cartorio.

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Comentário por Sheryda Lopes
15 de dezembro de 2009 às 17h26

rs!

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Comentário por Brasse
30 de julho de 2009 às 16h50

Cara, entendo seu ponto…

Mas infelizmente é díficil pra alguem que nasceu num país cheio de tabus, regras e bagunça, entender a sociedade suéca e o modo de pensar de algumas pessoas que em tal país vive. Não estou te tirando (poderia tbm ser eu, o alguem ), apenas carteando o meio no qual nascemos e crescemos)

E se vc parar pra pensar, isso só é estranho por não ser normal (que afirmação idiota essa minha, rsrs).

Eu como disse acima, entendo seu ponto. Mas por outro lado não vejo nada de errado. Se a criança crescer deslocada da sociedade, tem uma grande probabilidade de pensar diferente dela. E isso é algo admirável, pois somente pessoas que assim pensam entendem melhor as coisas. Acho que voce concordaria comigo nesse ponto.

Mas que é cada coisa que aparece na suécia que não é brincadeira não rsrs… Essa foi nova pra mim.

Um abraço
e parabens pelo post interessante

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Comentário por Su
22 de setembro de 2009 às 19h33

Eu conheço uma Melanciana.. tenho certeza que iria ser bem menos vergonhoso se chamar Pop. Melanciana ninguém merece.
Quanto ao nome da criança n tenho nada a declarar.. Já vi bem piores. Agora quanto a essa experiência que estão fazendo com o próprio filho acho uma falta de noção sem limites. E no caso a criança não tem certidão de nascimento, não fica doente e vai ao médico, nunca tem necessidade de trocar fralda em locias públicos.. Por favor, né.. Essa experiência já começou falida.

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Comentário por Victor Hugo
22 de setembro de 2009 às 21h17

Não sei como manter alguém na ignorância, a respeito de sí mesmo, a respeito do seu próprio sexo, ou na ignorância de seja lá o que for, possa propiciar maior ‘liberdade’…. Liberdade se conquista é conhecimento, e a ignorância é uma prisão… Imagine se os pais dessa criança dessem um passo além, e não contassem que são pais dela?
Talvez ela fosse mais livre ignorando a paternidade, sem saber quem são os verdadeiros pais dela, ela poderia escolher alguém melhor para criá-la…. Não acham?

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Comentário por Sheryda Lopes
15 de dezembro de 2009 às 17h25

Interessante essa sua questão de colocar que a ignorância é uma prisão. Apesar de simpatizar com o que os pais de Pop estão tentando fazer, e principalmente com as intenções, também me pergunto se é o método certo. Acho importante a consciência do próprio contexto. Sem ela não existe autonomia.

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Trackback por Adriano Hidekii =)
24 de setembro de 2009 às 2h40

Qual será o nome do seu filho? – http://bit.ly/Gw4mM

Comentário por Leandro Ilek
29 de setembro de 2009 às 19h50

Com dois anos e meio a criança nem sabe que ela é humana, que difereça faz ela saber se é biologicamente homem ou mulher? Coisas piores ocorrem com crianças hermafroditas que o pai corta a piroca da criança sem saber se ela é psicologicamente homem ou mulher e depois tem que passar pelo estresse de não ter uma coisa que todos os outros homens (salvo os transexuais) tem ou, como mulher, tem que carregar carne a mais.

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