OEsquema

Aaaaaahhhh, a medicina moderna

Tem uma coisa bonita em ser médico. Altruísta. Assim eu prefiro acreditar, já que até onde eu sei essa história de que médico ganha muito dinheiro, em parte, não é verdade. Sei que eles precisam estudar muito tempo, depois trabalhar como residente de graça por mais outro tempão, e aí ter oito empregos diferentes para então, sim, ganhar dinheiro.

Ou seja: tecnicamente, ninguém hoje mais escolhe cursar medicina se não estiver compromissado não só com a grana, mas com uma vida que exigirá trabalhar duro, enfrentar situações extenuantes mental e fisicamente e ganhar algum dinheiro, provavelmente sem ficar muito rico.

Mas não conheço nenhum médico pobre, então deve existir alguma falha aí na teoria. De qualquer forma, eu tenho reparado nos hábitos dos médicos que frequento e esses hábitos me dão coisas.

Dr. Chapatin jamais permitira algo assim

Vou explicar. Quando você precisa de um médico, geralmente liga no consultório e agenda um horário. Em alguns casos, só consegue agendar esse horário pra dali a um, dois meses. Ok, você tem paciência. Quando chega no consultório atrasado, liga pra avisar. E se não ligar, quando chega lá perde a vez, muitas vezes precisa remarcar a consulta.

Então porque diabos um senhor com um jaleco branco, assessorado por uma moça da recepção, acha que tem direito de te fazer esperar 2 horas sentado em uma cadeira, tendo à disposição para seu lazer somente revistas Caras velhas e catálogos de medicina? É porque ele estudou por dez anos? Porque se for, isso não me parece um bom motivo. Não existe motivo que justifique desrespeito com ninguém, ainda mais com alguém que está pagando por um serviço.

Outra parada que me corrói por dentro é ligar pra marcar horário e no fim a mulher soltar um ‘É por ordem de chegada, viu?’. OI? EU MARQUEI HORÁRIO. É pegadinha? Se ele vai atender primeiro quem chegar primeiro, porque eu preciso marcar?

Daí você tá lá, marcou horário às 11h da manhã, são dez pras uma e você ve o senhor doutor que iria lhe atender se preparando para sair para almoçar. E você lá. Só que antes de sair o cara ainda resolve atender uma merda de um promotor de vendas de indústria farmacêutica, que vai dar a ele várias amostras grátis e vai coagí-lo a receitar a você os remédios da marca daquele laboratório. Ele tem tempo pra atender este senhor antes do almoço dele, mas não tem tempo pra você.

Você, é claro, deve se recolher à sua insignificância de pessoa que não fez 20 anos entre faculdade e residência. Sim, porque parece que todas as outras pessoas do mundo que não são colegas de trabalho do senhor médico não têm absolutamente mais nada pra fazer, a não ser esperá-lo após ler dois anos de Caras, que é semanal.

E sabe o que dói? Se você for embora, DANE-SE, porque o prejudicado vai ser você. Sempre você. Você vai ter que faltar outro dia no trabalho, porque precisa passar no médico de qualquer forma. Você vai ter perdido aquele tempo em nada, pra nada. E você vai ter que aguentar a cara da recepcionista de OK SENHOR PODE IR PORQUE TEM OUTRAS 30 PESSOAS AQUI MESMO E TODO DIA TEM ESSAS 30 PESSOAS E UMA A MENOS NÃO VAI DEIXAR O DOUTOR MENOS POBRE OBRIGADA. Porque as outras 30 pessoas já estão com o cérebro anestesiado, se submetem ao dotô e esperam, esperam, esperam. Nunca vão embora. Pode ser que elas não possam ir, também, por terem algo grave, sei lá. Só sei que se você sair, ninguém vai dar a mínima.

Mas supondo que você aguarde as 3 horas e seja atendido. E vamos considerar que ele te atenda bem, que não é o que acontece sempre. Bom, você sai dali e passa na farmácia, pra comprar os remédios que o doutor passou. Pede um, dois, três. O balconista fala os preços deles e confere, um por um, os descontos dos remédios. E te fala. E você fica WTF. Todo remédio tem desconto, todos eles. E se todos eles têm desconto então nenhum tem. Sacaram? É só jogar o preço pra cima e dizer que existe um desconto que não existe. E no caixa a mulher ainda te diz – ‘você economizou 8,76, senhora’. Vá pra merda. Economizei nada. Você inventam essas coisas, farmacêuticos safados.

Não vou nem mencionar as festas de medicina, japonês no fundo de piscina, uso excessivo de estimulantes para se manter acordado durante plantões e coisas assim, porque tudo que ouvi sobre isso é boato. Mas não se esqueçam, nunca, daquele episódio em que uns estudantes de medicina malucos invadiram um hospital, soltaram fogos de artifício e ofenderam pacientes quando a residência deles acabou. Tipo uma ‘despedida de residente’. Não viu isso?

Embora me pareça óbvio e eu odeio falar o óbvio, vou fazer isso para me blindar dos xingamentos óbvios – é claro que existem pessoas escrotas em todos os segmentos da sociedade. Eu sei que existem médicos bons e médicos ruins, porque médicos são pessoas e existem pessoas boas e pessoas ruins.

Mas que ser médico e fazer essas coisas é mais escroto que a média, aaah, isso é. Parece que o autoritarismo da sociedade sobe a cabeça, né? Todo mundo é tão subserviente a um título de médico que algumas pessoas começam a achar que elas realmente são melhores que os outros.

O curioso é que, dado que o cara é um médico, provavelmente um dos profissionais que mais lida com a morte, é ele quem deveria melhor reconhecer que, no fim, é todo mundo igual.

64 Comentários
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64 Comentários

Comentário por Gisèle
17 de agosto de 2009 às 15h05

Sabe Ana, diversas vezes pensei em reunir um grupo de uns 30 colegas para marcarmos diversas consultas com diversos médicos num mesmo dia, e por uma semana fazer o médico não ter nenhum paciente. Assim talvez eles aprendam!!! Imagina, menos um quarto do seu salario por mês deve fazer mal ao bolso!!!
heheheheeh

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Comentário por GABE
17 de agosto de 2009 às 15h08

Super concordo com vc, Ana.. passei por isso tantas vezes, e conheço de perto pessoas que ao se tornarem médicos mais maduros, esqueceram exatamente daquilo que eles deveriam lembrar, e que vc citou no fim.. que todos somos iguais..

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Comentário por Marquinhos
17 de agosto de 2009 às 15h59

Ana, conta pra mim, vc escreveu esse Post enquanto estava esperando em algum consultório puta da vida, acertei?

Mas é de cai o c da bunda mesmo, quando há um horário e vc fica 3h a mais dele, chegando 15min antes, para não atrasar os outros. É esse o problema do mundo, cada um só pensa em seu próprio umbigo, e que se Fod.. os outros.

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Comentário por Rubens
17 de agosto de 2009 às 16h57

Você mesmo já disse que gente escrota existe em qualquer lugar do planeta.
Se eu vou em um lugar, pago pelo serviço e ainda sou mal tratado, simplesmente não volto lá.

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Comentário por Bárbara
17 de agosto de 2009 às 17h17

Você descreveu perfeitamente o que ocorre sempre que vou marcar uma consulta. Só consigo vaga pra um mês na frente e ainda por ordem de chegada! Eu fico meio que sem entender o motivo de marcar, né, enfim…

Outra coisa também é aquela velha história de quem é ‘doutor’ é quem fez Doutorado, então a gente tem que chamar um médico de doutor, mesmo que ele não tenha feito isso, porque se chamar de “senhor” ele não gosta. Sim, isso já aconteceu comigo.

Sério, ele vai salvar a minha vida, é claro, mas ainda assim, não precisa fingir que temos a obrigação de estarmos disponíveis a hora que eles estiverem dispostos a nos atender.

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Comentário por Carlos Marin
17 de agosto de 2009 às 17h38

Eu ia falar justamente isso sobre o título de “doutor”.

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Comentário por Neuron Upheaval
25 de fevereiro de 2011 às 6h44

O médico não precisa gostar de você se você chama ele de lindo, gostoso ou DOUTOR.
Ele/a tem que resolver suas aflições e PRONTO
Se ele não faz isso, dá meia volta e vai embora

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Comentário por Alan
17 de agosto de 2009 às 17h38

Ótimo texto, Ana.

Uma vez fui ao oftalmologista e ele teve a cara de me perguntar: “quer que eu receite óculos?”. Eu esperava um diagnóstico mais preciso vindo de um formado. No fim, preferi não usar.

Os médicos são divindades vindos do Paraíso com estetoscópios, e eles abusam justamente dos mais simples, que enxergam neles esses seres elevados. Lamentável. Experimentem visitar Unidades de Saúde na periferia e o descaso, que vem acompanhado de 4 horas de trabalho menos 2 horas de almoço.

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Comentário por Deborah
17 de agosto de 2009 às 17h39

Não sou médica (sou advogada…hehehe… Sim, muito pior!), mas minha mãe é, e conheço de perto a realidade da profissão.

Você sabe por que é que os médicos precisam marcar trocentos pacientes todo dia? Porque o convênio paga para eles menos de 30 reais por paciente. Isso, é claro, os bons convênios, porque alguns pagam tipo 15 reais. 15 reais é menos do que eu pago pro cara que conserta a minha descarga, ou a torneira.

Não existe médico pobre porque, realmente, eles não são tantos assim no país (compare o número de faculdades de Medicina com as faculdades de Direito, Administração, Ciências Contábeis…), e há trabalho suficiente para que nenhum morra de fome. Mas, com raras exceções – a maior parte, cirurgiões plásticos e dermatologistas da área de estética – médico não fica rico.

Um obstetra ganha, pelo convênio, entre 150 e 250 reais para fazer um parto. Um pediatra ganha uns 50 reais para acompanhar o mesmo parto. Conheço muita gente que deixa 150 reais na balada, fácil, fácil.

Então, entendo que as pessoas fiquem indignadas com o autoritarismo de alguns médicos, e realmente isso existe, mas tente enxergar o outro lado com mais cuidado antes de fazer certos julgamentos.

Responder

Comentário por Neuron Upheaval
25 de fevereiro de 2011 às 6h41

Quinze reais é menos do que vc paga pro peão lavar o chão

É por isso mesmo que ele não fica lavando o chão 24×7 e de toda a vizinhança, mal e porcamente

Responder

Comentário por Fabio
17 de agosto de 2009 às 17h46

O que mais me irrita é estar mal, querer agendar e perguntarem se é convênio ou particular. Sendo que muitas vezes quando é particular te encaixam no mesmo dia e convênio só daqui duas semanas e olha lá.

Também dá desgosto quando te atendem em 5 min, não descobrem nada (na real não parecem fazer a mínima questão mesmo) e se você melhorar sozinho acharem que resolveu. Ai se repete, mais uma consulta pra nada.

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Comentário por Ronaud Pereira
17 de agosto de 2009 às 17h54

Perfeito! É bem assim! É aquela velha falta de respeito para com outros seres humanos.

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Comentário por Dan Solis
17 de agosto de 2009 às 18h33

Oi! Concordo em gênero, número e grau e tudo mais com o que vc falou. Só tem uma coisinha que me irritou e ele não ten nada a ver com o assunto em si. Quer dizer, tem, mas em outro âmbito. É o seguinte: vc falou:

“ninguém hoje mais escolhe cursar medicina se não estiver compromissado não só com a grana, mas…”

Compromissado… hummm… particípio passado de que verbo? Compromissar? Pelo q sei ñ existe esse verbo, nem me imagino conjugando-o:
Eu compromisso, tu compromissas, ele compromissa… e assim vai :/

O único particípio passado mais próximo de “compromissado” que eu consigo ver uma luz no fim do túnel é “comprometido”, do verbo “comprometer”.

É só alerta, sabe linda, já que eu tenho visto esse tal de “compromissado” por aí, mas não sei de onde é que arrancaram ele não :D :<

Não sou gramático nem policial da língua de ninguém, Deus me livre! Mas está aí minha dúvida e a pergunta nada a ver: o particípio passado "compromissado" existe? :P

Responder

Comentário por Neuron Upheaval
25 de fevereiro de 2011 às 6h38

huahuahua ainda bem que médico sabe português, pode fazer uns bicos altruístas por aí

Responder

Comentário por Bernardo Zirpoli
17 de agosto de 2009 às 18h39

Eu resolvo isso de duas maneiras bem simples: não marco médico que atende por ordem de chegada. Só vou pra quem atende em hora marcada (MESMO).

E tem mais: se demorar mais de uma hora pra ele me atender (contando da hora marcada, claro), eu vou lá, rasgo a paradinha do plano e vou embora. Parece que não vai fazer muita diferença pra médico, mas por incrível que pareça, quase toda essa ameaça (real) resolve.

Responder

Comentário por Tito
17 de agosto de 2009 às 19h10

E o que dizer dos advogados, então?

Responder

Comentário por Neuron Upheaval
25 de fevereiro de 2011 às 6h36

São tratados pelos médicos

Responder

Comentário por Priscilla
17 de agosto de 2009 às 20h09

Você falou de vida de medico e do tempo todo que leva pra se formar e eu lembrei de um video do Youtube: Amedicina – Banda Aritimia.
É muito engraçado, e realmente retrata a vida de estudante de medicina, os quais na maior parte das vezes acham q vai viver com rios de dinheiro. Minha mãe é médica, e te garanto q pra ganhar dinheiro suficiente pra pagar as contas a maior parte dos médicos tem q trabalhar o dia todo, é quase como uma escolha entre vida pessoal e vida profissional. E no fim das contas acaba sendo a vida profissional porque as contas tem q ser pagas.
E é como Barbara disse lá em cima. As consultas por convênio são muito baratas, é pra matar qualqr médico, então pra compensar o jeito é atender um monte de gente, e se matar de trabalhar.
Por isso é sempre bom levar um livrinho pro médico… agnt sempre espera XD.

Responder

Comentário por karine
17 de agosto de 2009 às 20h30

ótimo post! é uma coisa de pequenos poderes, todo mundo que vai ao médico está se sentindo vulnerável, ele sabe disso e a atendente também. Eu não entendo qual é a dificuldade de marcar horário e cumprir. Mesmo atendendo 30 pessoas é possível organizar.

Responder

Comentário por Anderson Sanches
17 de agosto de 2009 às 20h49

Se o convênio paga só R$ 15, por quê o médico o aceitou? E porque no particular a consulta passa a R$ 100, R$ 150? Não seria mais fácil eles cobrarem um valor melhor no particular e se livrarem dos convênios? Os médicos são explorados pelos planos de saúde, mas eles mesmos se colocaram nesta situação.

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Comentário por Camila Galvez
17 de agosto de 2009 às 21h10

Ana, faz um tempinho que eu tenho lido seus textos e, ok, puxe minha orelha, não tinha comentado ainda. Mas esse está uma coisa de louco, porque vivi uma situação parecida exatamente nessa semana. E me sinto uma idiota cada vez que penso em quantas vezes eu já vivi essa situação na vida. Resumo com três palavrinhas: falta de respeito. Por isso que digo que a saúde é uma porcaria nesse país. Mas ainda acho melhor esperar 2 horas para ser atendida no convênio que 3 horas e meia na rede pública, com a pressão em 6 por 4. Deus me livre da saúde pública de São Bernardo!

E prometo que vou comentar a partir de agora, ok? rsrsrsrs

Bjos e saudade de você!

Responder

Comentário por Deborah
17 de agosto de 2009 às 21h16

Olha, pelo jeito que vocês estão falando, fica parecendo que o médico QUER atrasar duas horas. Que é do interesse dele deixar os pacientes esperando, que ele faz isso de sacanagem.

Já pararam para pensar que, se ele está atrasado 2h, vai levar 2h a mais para sair do trabalho? Vai chegar em casa 9, 10h da noite, e não vai nem ter tempo de ficar com a família?

Todo mundo que eu conheço atrasa pra ir ao médico. Marca a consulta às 14:30, chega às 14:40, “porque atrasa, mesmo”. Aí, as primeiras consultas do dia fazem isso. E uma vez que o médico, como eu expliquei ali em cima, precisa trabalhar com o horário cheio (para poder comer, pagar conta de luz e o colégio dos filhos), não tem como compensar o atraso nos intervalos. As consultas começam a encavalar. Adeus, hora de almoço. Adeus, pausa para ir ao banheiro.

Já presenciei uma conversa de médicas comentando que viviam tendo infecção urinária, porque nunca dava tempo de parar para fazer xixi.

Não sei se sou uma pessoa privilegiada, mas nunca tive a impressão de que o médico ficava fazendo hora para não me atender. Pelo contrário, é sempre um entra-e-sai danado, um paciente atrás do outro, o representante de laboratório pentelhando pra entrar (sim, eles também têm trabalho para fazer), telefone tocando o tempo todo. Fico cansada só de olhar.

Quem realmente ferrou com a relação entre médico e paciente foram os convênios. Os convênios extorquem os segurados, e extorquem os médicos. Por que será que os lucros deles são enormes, e a cada dia nasce um novo plano de saúde? Atualmente, as pessoas escolhem o médico, não por indicação, mas pelo livrinho do convênio. E ai do médico que decidir atender só consulta particular – tirando os medalhões, ou os grandes especialistas, os demais ficam com os consultórios às moscas.

O aluguel e as despesas de um consultório médico custam em média pelo menos 1.500 reais por mês. Com uma consulta de convênio a 30 reais, o cara tem que atender 50 consultas por mês, só pra ficar no zero a zero. É ÓBVIO que vai ter horário para particular, e não para o convênio, porque o particular paga 4 vezes mais. Com o valor da consulta particular, o médico pode respirar um pouquinho naquela semana.

Estou achando muito engraçado ler comentários aqui sobre falta de respeito, “pequeno poder”, como se realmente houvesse um poder do médico sobre isso.

Não estou dizendo que sejam santos. Há médicos picaretas, sem caráter, que se acham Deus (ou têm certeza de que são…), desrespeitosos, etc. Mas isso não é a média, nem de longe, e se há uma deterioração no atendimento médico, não há dúvida de que as causas não passam nem perto da vontade do médico.

Responder

Comentário por m
17 de agosto de 2009 às 22h15

minha mãe é médica, pediatra, e de fato ela demora pra atender no consultório as vezes (muito as vezes) porque fica dormindo em casa ou por outros motivos – Mas não leve a mal… ela só dorme de noite em casa nos sábado.
ela trabalha que nem burro de carga, de verdade… e pra manter o humor só o depakote.
to falando isso porque quem fala que é falta de respeito, na realidade não sabe o porque de trás de toda a história. E não to chingando ninguém: não tem mesmo como saber.

Responder

Comentário por Eduardo
18 de agosto de 2009 às 0h19

“…japonês* no fundo de piscina, …”

*Chinês

Eu também não gosto muito de médicos. Mas acho que tudo isso é por causa do que você citou, essa subserviência ao título. Jovenzinhos filhinhos de papai vão tentar fazer faculdade de medicina, acham que é só ganhar dinheiro e pronto. Não fosse por isso, os médicos seriam pessoas melhores.

Responder

Comentário por Ana Freitas
19 de agosto de 2009 às 2h54

Jurava que era japonês. Mas usei como referência o grito de guerra que o pessoal usa contra a ECA na USP, por isso o erro. É “USP assassina/o japonês tá no fundo da piscina!”

Responder

Comentário por André
18 de agosto de 2009 às 2h53

ahah
aqui na faculdade tem uma frase zuando a medicina que é meio verdade:

“Na med, eles entram achando que são deuses… quando terminam a faculdade eles têm certeza!!!”

olá, by the way… sempre leio o blog, mas nunca tenho algo interessante para comentar… mas parabens!!!!!

Responder

Comentário por Gisèle
18 de agosto de 2009 às 7h40

Conheço muitos medicos que pararam com o convênio e continuaram com a mesma quantidade de pacientes.
Todo mundo trabalha igual burro de carga, meu pai é biologo e dorme 5 horas por dia e NUNCA tirou férias, todas as vezes que a gente viajava ele trabalhava todos os dias de qualquer jeito, ou seja, trabalhar muito não é exclusividade de médico, mas se meu pai chegar atrasado numa reuniao com o cliente byebye e tem outro que quer fazer. A diferença do médico é que ele tá pouco se fudendo porque ele sabe que você levou 3 meses pra marcar a consulta e não vai desmarcar!
Eu sinceramente não tenho nenhuma pena, eles só decoraram algumas coisinhas e as vezes ainda olham em algum livro por não terem certeza, ahh vai pra merda, eles não tem nem que pensar e ainda te tratam como um lixo??? Qualquer outra profissão se você não trata direito você perde o cliente eles tinham que aprender o mesmo, e se eles atrasam que ao menos tenham a consideração com você!!!
Uma vez fui num (eu acho que ele era neurologista, mas não tenho certeza) o cara, simplesmente foda! Não atrasou nadinha e ainda me tratou hiper bem, você acha que um cara desse ficaria sem paciente mesmo se não tivesse convênio, eu tenho certeza que não!
Minha oftamologista sempre atrasa, mas não é muito e ela é super foda, o pior é quem te faz esperar muito e te atende em 5 minutos!
Sinceramente todo mundo se mata pra pagar as contas, agora querer justificar o mal trato com os pacientes por causa disso só prova a merda de profissional que vocês vão ser!!!

Responder

Comentário por Elvis
19 de março de 2011 às 9h32

Pois é. Mas não esqueça que se papai errar ninguém morre. Se o médico errar a pessoa pode morrer.
Só um bando de brasileiro recalcado para falar besteira. Se vc confia num médico te atendendo após ele atender 80 pessoas problema teu. Eu não deixaria nem meu carro nas mãos de um mecânico trabalhando nessas condições, que dizer um parente meu. Se vcs acham que uma consulta médica deve valer 10 reais, como o neuron acha,abaixo, só lamento por pessoas que se consideram inferiores a um corte de cabelo, uma maquiagem,uma revisão de carro e etc. Sim, pois nada disso é feito por 10 reais.E as pessoas abrem a carteira sem pestanejar para pagar 200 num penteado. Por isso ele pode passar 2 horas fazendo o penteado. Duvido que o cabeleireiro fariz um penteado por 10 reais.

Responder

Comentário por Neuron Upheaval
20 de março de 2011 às 22h26

Eu não ACHO que o médico ganhe dez reais. Eu tenho CERTEZA.
Os planos de saúde acabaram com a dignidade profissional do médico. A medicina virou esmola.

Responder

Comentário por rael
20 de agosto de 2009 às 2h29

Gisele, ana, vcs sao enfermeiras por acaso? estou escrevendo um texto sobre interação dos medicos com outras areas, sou estudante de medicina da usp-sp, nao gostei nada dos comentarios, a parte de atenderem mal tudo bem, mas achar q isso é culpa dos medicos, vai tnc, porque voces nos seus trabalhos fazem merda porque n tem grandes condições de nada, nao é uma classe maligna q quer explorar todo mundo (esses sao os homeopatas e ortomoleculares e fitoterapeutas e pastores) pense nas sacanagens q o padeiro faz q o taxista faz q o sarney faz

Responder

Comentário por Rael
20 de agosto de 2009 às 2h45

http://granderael.blogspot.com/2009/05/ton-ton.html

http://granderael.blogspot.com/2009/06/elixir.html

leiam, por favor, tenho outros

Responder

Comentário por c/
20 de agosto de 2009 às 3h40

“eles só decoraram algumas coisinhas e as vezes ainda olham em algum livro por não terem certeza, ahh vai pra merda, eles não tem nem que pensar” – ok. Pegue um livro de medicina, apure seus dedinhos e seus ouvidos e faça diagnósticos. Em 5 minutos, claro. Simples assim.
Se a intenção do texto do blog era criar algum tipo de discussão construtiva, ou só fazer um desabafo, ou algo assim, essa intenção se perdeu totalmente nessa msg. Ninguém aqui que tenha defendido o lado médico quis, de forma alguma, desmoralizar seu pai. Tem muita, mas muita gente mesmo, seja no trabalho formal ou informal, que trabalha que nem um cão. Igual aos médicos, não tem diferença alguma nisso. A intenção é criticar com a intenção de melhorar, de construir? Identificar falhas prá poder agir nelas? Beleza, ótimo. Tem realmente muitos problemas na medicina, assim como em todas as outras especialidade. Mas pelo mero prazer de desmerecer não dá. Se você não acha justo desmoralizar as outras profissões, tb não faça isso com a classe médica. E ainda mais sem o devido conhecimento do campo de trabalho médico e do funcionamento dos sistemas de saúde. E sem ofender ninguém por desrespeitar a escolha e todos os anos de estudos, plantões e doenças que os médicos pegam tentando exercer a medicina, por favor.

Responder

Comentário por Neuron Upheaval
25 de fevereiro de 2011 às 6h33

Isso é um BLOG SEU BURRO, o autor escreve o que quiser
Se não gostou, é porque vc é um médico enrustido e que a carapuça serviu

Responder

Comentário por demian
20 de agosto de 2009 às 12h30

veja, vc está expondo o flagelo de se mercantilizar a saúde

pq médicos aceitam ganhar 15 reais por consulta de convenios e pq cobram 100 reais no particular?

a primeira pq existem mercados que estão saturados de médicos, a segunda, pq há quem pague
atrasos, desrespeito com o ser humano e todo o resto.. são agravados pelas condições em que se estabelece a saúde no brasil

não há política clara, não há um sistema público estruturado e tampouco um privado regulamentado
e veja, as mazelas da mercantilização são percebidas em incontáveis momentos e circunstancias, se já ficamos incomodados com preços absurdos em coisas tão banais quanto um salgado ou um café.. imagine quando trata-se de um direito ao meu ver inalienável do ser humano, que é a saúde

infelizmente, para ser médico, não precisa-se de nenhum dom, preceito ético ou moral, ou qualquer outra coisa
precisa-se passar numa prova, pontual em algum momento de sua vida

e não é na faculdade que se aprende a valorizar a vida humana, na faculdade aprendemos o saber técnico da nossa profissão (ou ao menos é isso que nos é cobrado)

Responder

Comentário por Neuron Upheaval
5 de março de 2011 às 11h11

Errado: na faculdade você é cobrado a se dar bem nas provas
Para aprender a profissão, existe um lugar muito mais exigente: A VIDA.

Responder

Comentário por Daniella
21 de agosto de 2009 às 3h31

Você não falou nada que as pessoas já não saibam. A gente vê esse desrespeito quando precisa dos serviços deles.

Algo que tem me entrigado nos último meses é o número de amigos e conhecidos meus que tem recebido a receita de um único medicamento para problemas que vão de prisão do ventre a sinusite. Eu inclusive, que tenho crises de sinusite com hora marcada todos os anos, esse ano sai com uma receita desse medicamento para alergia que parece que serve para todos os problemas de saúde que existem. Ou talvez esse laboratório esteja pagando bem alguns mercenários que se intitulam médicos para receitar esse remédio não importando se serve ou não para o problema de saúde que a pessoa apresenta….

Responder

Comentário por Lucas
23 de agosto de 2009 às 0h24

1 min 32 s, quinta linha: palavrão. :)

Responder

Comentário por Felipe
24 de agosto de 2009 às 3h33

Ana e demais,

Acho bastante justificada sua indignação e, de certa forma, a compartilho. Apesar disso, acredito que sua crítica esteja mal direcionada. Culpabilizar individualmente o médico, ou mesmo coletivamente a categoria médica, não só deixa de tocar no real problema,(desenvolvo a seguir), como também contribui para a perpetuação da situação calamitosa que você descreve.

Ora, a não ser que haja um viés na prova do vestibular de medicina que escolha pessoas com padrões éticos distorcidos, (hipótese que vocês devem concordar comigo, é altamente improvável), as pessoas que acabam por se tornar médicos são, em geral tão “boas” ou “ruins”, em parâmetros éticos, quanto o resto da população. Poderíamos falar em um viés de classe, (no sentido marxista de classe), mas a relação aí não se faz de forma tão direta quanto eu gostaria – se achar interessante discutimos esse vies em outra oportunidade.

Mas bem, porque esses absurdos acontecem? (Como você descreveu o ambiente de um consultorio privado, vou me ater a esse caso em particular, mas já adiantando porém que a situação piora bastante pros mais de 70% de brasileiros que não podem pagar por saúde.) Enfim, esses absurdos acontecem porque, como o Demian já adiantou, serviços de saúde não combinam com mercantilização.

Como os comentarios anteriores aí ja deixaram claro, a venda de serviços de saúde não funciona da mesma forma que a venda de outros serviços ou mesmo que a venda de bens de consumo, há uma série de particularidades importantes. Uma que todo mundo já citou, é que há uma imensa demanda reprimida por serviços de saúde, de forma que, deixar de consumir o serviço de um médico ruim, dificilmente vai puni-lo através do mercado, uma vez que a demanda não vai ser menor que a oferta. Outra peculiaridade mais sutil, mas dificilmente menos importante, é que é muito complicado para o paciente negociar o preço da propria saúde ou mesmo conseguir colocar preço nos serviços de um médico, tanto pela falta de conhecimento técnico no assunto quanto pela necessidade capital de preservar a própria existência.

Ora, tamanha desigualdade de interesses e de condições técnicas transportadas para um ambiente mercantil, só podem resultar na situação que você descreve: uma relação extremamente desvantajosa para o consumidor ou, se você preferir, um mar de médicos “preguiçosos, arrogantes e vis” e somente alguns poucos “bons médicos” que assim o são, por representarem exceções do padrão ético ou por adequação a um diferente nicho comercial.

As peculiaridades e conflitos não param por aí, aquele filme do Michael Moore, Sicko, que fala sobre o sistema de saúde americano, traz uma série de exemplos bem mais dramáticos que o seu, sobre como a mercantilização da saúde pode prejudicar as pessoas, com muito mais do que algumas horas perdidas.

Mas para você que, acertadamente, faz a consideração de que no serviço público as coisas são geralmente piores, eu relembro que, em geral, o mesmo médico que trabalha no serviço público, atende em consultorios privados, com a diferença de que o aporte de recursos no setor publico é menor que no setor privado e que ainda assim o público precisa atender 4 vezes mais pessoas. Uma competição que traz consequencias óbvias para a qualidade do serviço público.

Com essas considerações, te desafio a ir além do desabafo e te chamo pra uma reflexão sincera sobre os problemas dos nossos serviços de saúde, e ai quem sabe, para a luta por uma saúde pública e universal, com aporte de recursos adequado e tudo mais.

De resto, concordo que é de uma baita falta de consideração o que fazem os medicos que você descreveu, mas ficar cobrando ética deles é igual ficar cobrando ética do padeiro, do taxista ou do Sarney; não vai resolver! Essa é uma questão infra estrutural, não moral.

Abraço,
Felipe
Estudante do 5o ano de medicina

Responder

Comentário por Felipe
24 de agosto de 2009 às 3h58

Ana e demais,

Acho bastante justificada sua indignação e, de certa forma, a compartilho. Apesar disso, acredito que sua crítica esteja mal direcionada. Culpabilizar individualmente o médico, ou mesmo coletivamente a categoria médica, não só deixa de tocar no real problema,(desenvolvo a seguir), como também contribui para a perpetuação da situação calamitosa que você descreve.

Ora, a não ser que haja um viés na prova do vestibular de medicina que escolha pessoas com padrões éticos distorcidos, (hipótese que vocês devem concordar comigo, é altamente improvável), as pessoas que acabam por se tornar médicos são, em geral tão “boas” ou “ruins”, em parâmetros éticos, quanto o resto da população. Poderíamos falar em um viés de classe, (no sentido marxista de classe), mas a relação aí não se faz de forma tão direta quanto eu gostaria – se achar interessante discutimos esse vies em outra oportunidade.

Mas bem, porque esses absurdos acontecem? (Como você descreveu o ambiente de um consultorio privado, vou me ater a esse caso em particular, mas já adiantando porém que a situação piora bastante pros mais de 70% de brasileiros que não podem pagar por saúde.) Enfim, esses absurdos acontecem porque, como o Demian já adiantou, serviços de saúde não combinam com mercantilização.

Como os comentarios anteriores aí ja deixaram claro, a venda de serviços de saúde não funciona da mesma forma que a venda de outros serviços ou mesmo que a venda de bens de consumo, há uma série de particularidades importantes. Uma que todo mundo já citou, é que há uma imensa demanda reprimida por serviços de saúde, de forma que, deixar de consumir o serviço de um médico ruim, dificilmente vai puni-lo através do mercado, uma vez que a demanda não vai ser menor que a oferta. Outra peculiaridade mais sutil, mas dificilmente menos importante, é que é muito complicado para o paciente negociar o preço da propria saúde ou mesmo conseguir colocar preço nos serviços de um médico, tanto pela falta de conhecimento técnico no assunto quanto pela necessidade capital de preservar a própria existência.

Ora, tamanha desigualdade de interesses e de condições técnicas transportadas para uma relação mercantil, só podem resultar na situação que você descreve: uma relação extremamente desvantajosa para o consumidor ou, se você preferir, um mar de médicos “preguiçosos, arrogantes e vis” e somente alguns poucos “bons médicos” que assim o são, por representarem exceções do padrão ético ou por adequação a um diferente nicho comercial.

As peculiaridades e conflitos não param por aí, aquele filme do Michael Moore, Sicko, que fala sobre o sistema de saúde americano, traz uma série de exemplos bem mais dramáticos que o seu, sobre como a mercantilização da saúde pode prejudicar as pessoas, com muito mais do que algumas horas perdidas.

Mas para você que, acertadamente, faz a consideração de que no serviço público as coisas são geralmente piores, eu relembro que, em geral, o mesmo médico que trabalha no serviço público, atende em consultorios privados, com a diferença de que o aporte de recursos no setor publico é menor que no setor privado e que ainda assim o público precisa atender 4 vezes mais pessoas. Uma competição que traz consequencias óbvias para a qualidade do serviço público.

Com essas considerações, te desafio a ir além do desabafo e te chamo pra uma reflexão sincera sobre os problemas dos nossos serviços de saúde, e ai quem sabe, para a luta por uma saúde pública e universal, com aporte de recursos adequado e tudo mais.

De resto, concordo que é de uma baita falta de consideração o que fazem os medicos que você descreveu, mas ficar cobrando ética deles é igual ficar cobrando ética do padeiro, do taxista ou do Sarney; não vai resolver! Essa é uma questão infra estrutural, não moral.

Abraço,
Felipe
Estudante do 5o ano de medicina

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Comentário por Neuron Upheaval
25 de fevereiro de 2011 às 6h23

“ficar cobrando ética deles é igual ficar cobrando ética do padeiro, do taxista e do Sarney”

desde quando o Sarney é questão infra-estrutural?

não vejo o padeiro vendendo pão a um centavo e para tal evitar todo tipo de assepsia no preparo do pão. ele não cobra barato para por em risco a saúde da clientela.

meu endocrinologista nem fala com o meu psiquiatra. o lazarento do psiquiatra receitou Zyprexa para mim, que faz subir o apetite e a glicemia. depois de dois anos tomando essa bosta, que custa $$$$$$$, por sinal, começaram a aparecer neovasos na minha retina. falei para o endocrino. sabe o que ele fez? mandou eu levar uma cartinha pro psiquiatra.

pq ele nao mandou essa bendita cartinha FDP dois anos antes?

eu nao sou um exemplo de diabetico, mas nao era para eu estar com essas alteracoes no olho nao

numa epoca em que ja existe computador, celular e até telefone, o medico resolve brincar de correio elegante

bicho BURRO

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Comentário por Demian
24 de agosto de 2009 às 22h55

contemplado pelo Felipe acima!
que fez um texto mui mais embasado e claro contendo as principais idéias que giraram na minha cabeça qdo escrevi meu comment

Demian, colega de sala do tal Felipe

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Comentário por Neuron Upheaval
5 de março de 2011 às 10h35

Bag stretching detected

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Comentário por Dude
24 de setembro de 2009 às 21h30

Certo, todos já passaram por isso, de uma forma ou de outra, mas e aí? O que podemos fazer?

Existe alguma forma de reclamar? Algum conselho de ética? Alguma coisa?

-Dude

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Comentário por Neuron Upheaval
5 de março de 2011 às 10h41

Chama a rádio peão e põe a foto do médico na TV

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Comentário por Mauricia
25 de junho de 2010 às 10h57

Falando-se em consultório particular, onde as más condições e (falta de) verba do Governo não servem de pretexto para o serviço funcionar, não deveria haver lugar para esse tipo de desrespeito. Mas há. Eu não tenho plano de saúde, e pago minhas consultas e exames à vista, o famoso “particular”. E mesmo assim, várias vezes, já recebi tratamento digno de um paciente da fila do famigerado SUS, seja por atraso do médico, seja por falta de satisfação (que muitos acham que na precisam dar). Já faltei ao trabalho para ir a uma consulta que o médico desmarcou e não me avisaram porque na clínica “não ligamos para celular”. A solução? Trocar de médico, reclamar no CRM ou no seu plano de saúde, botar a boca no mundo pra dizer que aquele profissional não vale o seu tempo e muito menos o seu dinheiro.

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Comentário por Neuron Upheaval
25 de fevereiro de 2011 às 6h56

isso mesmo

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Comentário por Elvis
7 de julho de 2010 às 20h51

Cara Ana, sou médico em Pernambuco e vou escrever por aqui, mesmo com 1 ano de atraso. Veja, trabalho em uma unidade de saúde da família, na região metropolitana. Quando chego, às 8 horas, são 20 pacientes marcados esperando, fora os que eu sei que vão aparecer sem estarem marcados (normalmente uma média de 5 ou 6) e isso só para serem atendidos pela manhã (são mais 20 à tarde). Te pergunto : São cerca de 25 pacientes para atendê-los em 4h. É preciso escutar as queixas, examinar, prescrever e explicar algumas coisas para cada paciente. Então veja, eu terei 240 minutos para 25 pacientes. São menos de 10 minutos para casa um. Como fazer uma consulta decente desse jeito ? Fora os que ficam lá na recepção te xingando se você tentar fazer um atendimento mais lento e melhor. Por outro lado, se vc tenta atender mais rápido também te xingam e dizem o famoso “não olhou nem na minha cara”. Vale lembrar também que sou o uníco médico da Unidade e responsável por 10.000 pessoas. Evito dividir o salário que me pagam por consulta ou por hora para não entrar em depressão. É menos que um lanche. E isso para ouvir, examinar, diagnosticar (quando a prefeitura disponibiliza meios), prescrever e ensinar algumas coisas. Entendo que o paciente não deveria esperar nem ser atendido de qualquer jeito mas não entendo o porque da classe médica ser a crucificada quando temos é um problema de gestão. Cobrem dos gestores, gente que ganha uma fortuna para não fazerem nada. Um abraço e que as pessoas falem somente quando entenderem o outro lado. Falar por falar é fácil.

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Comentário por Neuron Upheaval
25 de fevereiro de 2011 às 6h14

Você se sujeitou a isso.

Se está fazendo isso por amor à comunidade ou por altruísmo, ou porque não sabe achar outro lugar ou não sabe pedir satisfação às autoridades, azar o seu.

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Comentário por Neuron Upheaval
25 de fevereiro de 2011 às 6h59

Estudou seis anos de facu e dois de residencia pra sair um bebe chorao? cade a inteligencia? a vida comeu?

é muita decepção na vida né?

isto ainda é só o começo

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Comentário por Marcelo
11 de agosto de 2010 às 19h26

Se cada um que marcou consulta chegasse no horário marcado, aliás uns 10 minutos antes para fazer ficha e proceder autorização dos convênios, não haveria tantos atrasos, pois se os pacientes atrasam os demais vão ser atendidos atrasados, como uma “bola de neve”.

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Comentário por Neuron Upheaval
25 de fevereiro de 2011 às 7h01

se o medico marcasse menos consultas e reservasse um periodo de tolerancia de 10 min entre cada consulta, todos sairiam felizes. Mas a ganancia, a sede pelo dinheiro é muito maior né?

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Comentário por Neuron Upheaval
25 de fevereiro de 2011 às 6h04

O médico ganha SÓ R$10,00 pra atender aquele coitado doente, raquítico, caquético?

A consulta dura 10, 15 min. Digamos que sejam 15 min.

Uma hora tem 60 min, isto é são 4 consultas por hora.

R$10,00 x 4 = 40,00 a hora

40,00 x 8 horas por dia = 320,00 por dia

320,00 x 20 dias por mês = 6400,00

Se for para ganhar seis paus por mês para deixar um bando de trouxas doentes, por que não? Afinal, eles precisam me alimentar.

Minha irmã é médica e tão FDP que me cobrou R$150 para me receitar uma pomada para furúnculo. FDP.

Eu ainda estou com furúnculo e 150 reais mais pobre.

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Comentário por Elvis
19 de março de 2011 às 1h42

Neuron, uma revisão de carro custa pelo menos 300 reais. Um corte de cabelo 30. Instalação de tela em um apartamento 500 reiais. Pintura do meu apartamento, 400 reais. Pois é. Ainda bem que vc não é médico, pois por teu raciocínio tortuoso, o moribundo vale menos que tudo isso aí. Eu mesmo não deixaria que meu carro fosse consertado por um mecânico que já consertou 80 carros no dia. Se fosse o paciente, não aceitaria ser consultado por um médico que já atendeu 60 no dia. Agora, se vc acha que 10 reais é um valor justo, lembre que 2,75 vai para o imposto de renda. fora outros encargos. Lamentável que voce ache uma tela, um carro ou um corte de cabelo mais importante que um ser humano. Sim, deves ser daqueles que prontamente pagam esses valores sem pestanejar, mas na hora da consulta médica quer que o sacerdote não cobre nada.

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Comentário por Neuron Upheaval
20 de março de 2011 às 22h36

Sacerdote? Do que você tá falando? Os médicos não são sacerdotes e, aliás, ganham MUITO BEM para atender mal e porcamente. Ganham dez reais vezes 640 atendimentos mal feitos, por mês. Isso é o que está escrito ali, cara. Eles ganham muito BEM pelo serviço ruim que prestam. Precisa-se dinheiro? Para sua informação, eu não corto cabelo, não lavou roupa, nem escovo os dentes e nem faço a barba, não tenho carro e sim condução, tipo Mercedes-Benz, Scania e Volvo, com motorista particular e cobrador; não como caviar, nem McDonalds, nem porcaria. Isso tudo para poder pagar um endócrino e um psiquiatra decentes, e ter internet em casa. E meu chefe ainda me atura porque eu faço o serviço bem feito, senão eu estava à margem do que você acredita ser a sociedade.

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Comentário por Elvis
23 de março de 2011 às 23h18

Neuron, se eles recebessem 50 por consulta, teriam que fazer 130 atendimentos/mês para ter os mesmos 6500. Média de 6 pacientes dia. Poderia passar mais tempo com cada.um. Até mais de uma hora com cada, se necessário. Agora, se por 10 contos fossem atender 1 paciente por hora, no ano seguinte estariam impedidos de exercer a medicina. O valo médio que os conselhos cobram é 450 reais. Sindicato : 150.
Mas se estás fazendo teu julgamento pelos médicos de urgência, lembre que eles estão ali para atenderem as emergências, não doenças crônicas de uma população sem ambulatório.Passe o dia em alguma urgência pública e verás que a maioria dos casos vão as urgências pois não há uma rede ambulatorial adequada no serviço público. O que você chama de atendimento porco na verdade é uma triagem. Em 5 munitos é possível distinguir o paciente grave do não grave. Os segundos logicamente sairão frustrados porém há muitas pessoas que têm suas vidas salvas pelos “porcos”. Não use suas frustrações para generalizar em cima de uma classe inteira. Vc mesmo diz aí que fas seu trabalho bem feito. Ok. Mas nem todos que exercem função semelhante a sua o fazem. Assim é a medicina, também.Há bons e maus profissionais como em qualquer categoria . Que eu saiba, médico ainda é gente. Adoece, tem família, problemas, urina, defeca e etc.

Comentário por Neuron Upheaval
22 de março de 2011 às 13h55

Ah, e para sua informação, eu dispensei o endócrino porque automedicar-se é a palavra da vez. Agora vai sobrar dinheiro para escovar os dentes.

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Comentário por Elvis
23 de março de 2011 às 23h37

Ok. Quando seus neovasos aumentarem ou houver um AVC ou IAM culpe a si mesmo. Afinal, não vá achando que vc é um brinquedo na assistência técnica! Acha que vai lá trocar de retina e tudo blz ? Ou vão simplesmente trocar o coração e pronto ?
E outro equivoco que “revolucionários SUS” (chamo assim aqueles que adoram dar escandalo no SUS para passar na frente e prejudicar outros pacientes que muitas vezes precisam mais que eles) cometem é achar que sua dor que surgiu há 2 anos será diagnosticada em plena urgência em avaliação de 3 minutos (na verdade estão só avaliando se o caso é grave).Urgência é urgência. Vai receber só o analgésico. Não vai acontecer, inclusive há doenças que precisam de anos para serem diagnosticadas.
Outro tipo é o paciente “assistência técnica”. É aquele que acha que resolve seus problemas de saúde como resolve problemas com eletrodomésticos quebrados. Esses chegam na urgência com um resfriado (que dura entre 3-7 dias), onde é prescrito um analgésico/anti-térmico, recomenda-se repouso e manda-se o paciente para casa. Como ele é paciente assistência técnica, ele acha que vai tomar uma dose de paracetamol e ficará bom instantaneamente (como uma peça trocada no eletrodoméstico). Óbvio que ele não melhorará. No outro dia vai a outra urgência..No terceiro dia, idem. E ainda chega esculhambando dizendo que “ninguém fez nada, só atendimento porco”. Até que alguém se “emputece” e pede um RX desnecessário e prescreve amoxicilina. E para satisfazer o hipocondríaco ainda diz que é um “início de pneumonia”. Nessa hora esse tipo de paciente entra em êxtase. Vai tomar a amoxi (que de nada serviu, afinal resfriado é doença viral) e vai pensar que ficou por por conta dela.Ainda vai dizer : “Esse médico que é bom”. Por isso o governo teve de proibir a venda de antibióticos sem receita. A coitada virou medicamento de tosse e resfriado.

Comentário por Neuron Upheaval
3 de abril de 2011 às 13h54

Claro que vou me culpar, porque se fui eu que fiquei com neuropatia diabética ou alteração visual permanente, a culpa é só MINHA. Enquanto que médicos, por sua vez, parecem tatear no escuro, procurando por um diagnóstico tal um cego no meio de um tiroteio. Quando o dia é bom e o médico acordou com o pé certo, fica mais claro jogar a culpa no outro médico, que estava fazendo a coisa errada, já que o próprio não admite o seu erro, aliás, para preservar sua carreira intacta. “Foi o outro que receitou o remédio errado, foi o outro que não tomou o remédio na hora certa, foi o outro que é burro e não entende o que eu, voz da sabedoria, digo”. Saiba que a sua sabedoria está com os dias contados. Você vai ter que trabalhar com outra coisa, para sobreviver.

Comentário por Neuron Upheaval
3 de abril de 2011 às 14h07

Aliás, o Estado não tem que controlar antibióticos. Tem que controlar a automedicação no Brasil. Se não o fazem, das duas, uma: ou a população tem capacidade técnica de escolher a medicação correta, ou a classe médica é dispensável.

Comentário por Neuron Upheaval
5 de março de 2011 às 10h55

Estou com uma tosse há mais de 3 semanas e, depois de minha irmã médica me pentelhar bastante o saco, cedi e marquei uma consulta com o otorrino.

O hospital aceita plano de saúde e é 24 h, então fui à noite, depois do serviço.

O médico me recebeu educadamente e perguntou o que estava acontecendo. Relatei tudo o que achava importante.

Depois de 10 min de conversa, ele vira pra mim e diz: bem, volte AMANHÃ CEDO para fazermos um exame de endoscopia.

Eu disse para ele: bem, eu vim à noite porque não queria vir em horário de serviço e, se tiver que vir amanhã, teria que matar um tempo de serviço né?

Ele insistiu que era necessário e, caso eu não pudesse, poderia voltar outra hora.

Voltei para casa pensando comigo mesmo: nossa, esse exame endoscópico deve ser bem do outro mundo né? Para eu precisar vir num outro dia fazer? Só pode.

No dia seguinte, encontro-me com o médico no horário combinado. Sabe o que era o bendito “exame”?! Enfiar a ponta de um caninho no meu nariz e olhar pela outra ponta.

PORRA se fosse essa merda, por que não fez tudo no mesmo dia?

Conversei com minha ex e ela disse que os médicos fazem isso para que o plano de saúde pague mais.

Médico altruísta FDP. Pensa nos outros. Um exemplo de outro que ele pensa: plano de saúde. VSF

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Comentário por Elvis
19 de março de 2011 às 1h29

Pois é, Sr, Neuron. Não é questão de ser chorão. Chororô veríamos se todo médico que atendesse no SUS pedisse demissão por conta disso. É melhor uma consulta rápida que consulta nenhuma para uma população abandonada pelo poder público. Por sinal, pedi demissão desse posto de saúde ,a que me referi, há 4 meses. Resultado: Até hoje estão sem médico. E aí, quem é o chorão? Eu ou a família do cara que vai infartar por não ter acompanhamento da sua hipertensão? Hoje trabalho menos e ganho mais. Sabe onde? Serviço privado! Já que, apesar de minha paciencia, o SUS não valorizou meu trabalho, virei mercenário.KKKKKK E com orgulho. Pois se você é daqueles que acham que médico é sacerdote, que atualização cai do céu, e que por ser médico tudo sai de graça para mim, lembre que até sacerdote cobra o dízimo. Além disso, suas continhas ali ignoram que médico (perdoe o termo, ana) come, bebe ,caga e mija. Agora, vá ficar na sombra da maninha curtindo o recalque!

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Comentário por Neuron Upheaval
20 de março de 2011 às 22h38

huahuahua ok doutor, é bom entender os meandros dessa linda profissão, muito digna e que pensa no bem-estar do outro

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Comentário por Elvis
24 de março de 2011 às 0h09

Pois é. Enquanto eu pensava, me lascava. Depois que aprendi a dizer não e a valorizar meu trabalho, vivo mais tranquilo. Descobri que de que nada adiantava eu me sacrificar pelo posto se não forneciam medicamentos adequados, exames ficavam prontos em 2/3 meses, pacientes sem água encanada em casa, sem saneamento, coleta de lixo inexistente e etc. Ou seja, era enxugar gelo. E ainda tinha que ouvir gracinha de alguns que achavam que eu era um robô pronto a fazer consultas 24h por dia.. Sem direito nem a urinar ou beber água. Pois é, agora tão lá sem médico! Até tratamento de sarna precisam buscar nas urgências.
Quem achar que um juramento de 2000 anos atrás enche barriga, que vá pra lá. Agora, enquanto médico é taxado de mercenário por certos pacientes, dono de plano de saúde enriquece e ainda joga os pacientes gravs para o SUS. E ninguém chora contra eles. Idem pata os gestores do SUS. Esses ninguém lembra, claro. Afinal, a campanha dos governos é jogar nas costas dos médicos todas as mazelas do SUS quando na realidade o problema é de gestão. E o povo engolindo. A populçaão é a principal prejudicada. Políticos normalmente usam esse juramento de hipócrates para fazerem drama, mas enquecem de dizer que eles tambpem juraram pelo povo e recebem 100.000 por mês ( salários, auxílios e etc) para fazerem o quê ? Apertar um botão ? Hoje tá aí. Quantos médicos vale um senador ?
Não que o segundo deva receber pouco mas o primeiro deve consultar a 10 reais ?
E olhe que nem estou falando em professor. Essa foi outra classe que o governo barateou pela quantidade. E a qualidade ? O mesmo fizeram com a enfermagem e a odontologia. Estão querendo fazer o mesmo com a medicina, portanto se prepare, meu chapa! Tás reclamando agora, que dirás daqui a 15 anos ? Não vá tomar “Amoquisisilina” por aí !KKKKKKKK

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Comentário por Neuron Upheaval
27 de março de 2011 às 15h07

huahuahua engraçado, doutor, ver o senhor zombando dos homens que pagavam seu salário: o Estado, ou o plano de saúde ou o próprio paciente. Veja que generosidade a gente não ganha com seis anos de faculdade, nem com um juramento em frente a uma platéia sedenta por filar uma bóia grátis vinda de um trouxa que demora seis anos para dar uma pegadinha num canudo, e não seis anos para refletir, o que se é de esperar de um universitário. Para variar, como o sr. mesmo insistentemente diz, nesse país tudo é problema dos outros, eu sou sempre santo. Bom, dr., eu acho que o sr. não é santo, não. E me deixe com a virose em paz, ela sara sem o sr. mesmo.

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