22 de setembro de 2009 às 4h12
Hoje é o dia mundial sem carro. E daí?
Tem duas frases que eu ouço um bocado. A primeira delas é “nossa, já consigo até imaginar você apresentando o jornal nacional”, normalmente proferida por familiares distantes com pouca familiaridade com jornalismo. A outra é “mas logo você já pode comprar um carro”.
Minha reação à primeira é um sorriso amarelo, mas não há muito o que discutir sobre ela. Não vou trabalhar em TV porque não gosto, mas é difícil explicar pras pessoas que jornalismo não está só na TV, então não me esforço. À segunda, sempre respondo que não compraria um carro nem que tivesse grana pra caramba.
As pessoas me olham esquisito. A primeira coisa que todo mundo faz quando cresce e se estabiliza no trabalho é ganhar um carro. Muita gente ganha um de aniversário de 18 anos, e é claro que eu não recusaria o mimo se meus pais fossem abastados o suficiente para tal. Mas não é o caso – e mesmo se fosse, posso garantir: o carro ficaria na garagem, pois poucas coisas são tão impraticáveis quanto o trânsito de São Paulo.
No geral, estamos tão dominados por essa cultura de culto à máquina (ainda que seja óbvio, a máquina aqui é o carro, ok?) que ignoramos que o espaço urbano foi concebido originalmente para ser percorrido e habitado por pedestres. As pessoas a pé deveriam ser a incógnita mais importante na equação do trânsito urbano.
Mas não é o que eu vejo. A prefeitura investe mais em transporte público ou na construção de rodovias? Investe mais em inspeção veicular ou em projetar ciclovias? Nas ruas, quem é mais desfavorecido – o homem a pé ou o homem sobre rodas?
No espaço urbano, o pedestre é vítima da máquina e têm medo dele. Ela está sujeito aos caprichos dela e não deve ocupar o mesmo espaço da máquina, sob perigo de arriscar a própria vida. O pedestre tem status inferior diante dos carros, é mais fraco e fica desfavorecido, mesmo numa cidade que deveria ser dele.
A nossa cultura estimula o uso do carro e desencoraja o ‘andar a pé’. Veja bem, o transporte público é ruim e usar bicicleta na cidade é como sair pra comprar cigarro: há chances altas de que você não volte. Não dá pra optar andar a pé na cidade, mesmo que esse seja o estado natural de se conviver em sociedade.
Percorrer 1 km em 40 minutos quem curte?
E andar de carro em São Paulo já está insuportável. Você pode sair a qualquer hora, para qualquer lugar, e vai encontrar muito trânsito, daqueles que dá vontade de sair do carro gritando porque n]ao dá pra entender como é possível ficar parado por 30 minutos sem andar nem meio metro. Não existe mais aquela regra sobre horários de pico ou regiões mais lotadas: qualquer hora é uma hora ruim para estar de carro em São Paulo. Dirigir é minar qualidade de vida – stress, horas perdidas dentro do carro, poluição na cara. E por causa do trânsito, dirigir acabou se tornando um dos jeitos mais lentos de se chegar em algum lugar.
Hoje é o Dia Mundial Sem Carro, e em São Paulo a prefeitura nem sequer ampliou a frota de transporte público, nem por um dia. Agora imagina se a cidade, em vez de dar prioridade às vias comuns, construísse um monte de ciclovias. Imagine também que as pessoas tivessem o hábito, culturalmente, de andar de bicicletas. Parece uma coisa boba, mas que provocaria mudanças incríveis de qualidade de vida: as pessoas se exercitariam mais, passariam por menos situações de stress, teriam mais contato com os outros e com o espaço urbano, teriam mais tempo para as coisas que realmente importam, a cidade ficaria menos poluída. Entre outros.
Parece uma mudança boba. Mas pra quem vive nas grandes cidades, tenho certeza que seria tipo uma reviravolta se fosse possível começar do zero com bicicletas, skates, patins, patinetes ou o que fosse, além de transporte público. Seria uma nova vida, pra todo mundo, e uma vida positivamente muito melhor. Pena que talvez tenhamos ido longe demais para conseguir voltar atrás.




23 anos, jornalista, curiosa dos mistérios do mundo, odeia inveja e falsidade. 


Trackback por Priscila Vieira
22 de setembro de 2009 às 12h13
Post bacana da @ana_freitas sobre o #diasemcarro http://twurl.nl/6jh5y8
Trackback por Duncan Salazar
22 de setembro de 2009 às 18h34
Concordo total. Cambada de gente besta. Quem tem carro merece. http://bit.ly/2PQZ9v
Trackback por Alessandra Freddi
22 de setembro de 2009 às 18h50
Hoje é o #DiaMundialSemCarro, e daí? http://bit.ly/nWoGU
22 de setembro de 2009 às 18h50
teste
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Trackback por Aline Lima
22 de setembro de 2009 às 19h29
Hoje é o dia mundial sem carro. E daí? http://bit.ly/13erAf
Pingback por Tweets that mention Hoje é o dia mundial sem carro. E daí? | Olhômetro -- Topsy.com
22 de setembro de 2009 às 19h30
[...] This post was mentioned on Twitter by Alessandra Freddi and Duncan Salazar. Duncan Salazar said: Concordo total. Cambada de gente besta. Quem tem carro merece. http://bit.ly/2PQZ9v [...]
Trackback por Stanley Calderelli
22 de setembro de 2009 às 19h32
"Hoje é Dia mundial sem carro. E daí?" http://twurl.nl/bllwii
Trackback por Fernando H B Cardoso
22 de setembro de 2009 às 20h21
"E daí que hoje é o dia mundial sem carro!" http://bit.ly/2PQZ9v
Trackback por Sarah Lee
22 de setembro de 2009 às 20h59
post legal sobre o Dia Mundial Sem Carro, vc participou??! http://bit.ly/2PQZ9v
Trackback por Ana Freitas
23 de setembro de 2009 às 0h23
help – esse texto aparece aberto pra comentários ai pra vcs? http://bit.ly/2PQZ9v
Trackback por Ana Freitas
23 de setembro de 2009 às 0h30
grata, amigos. desabiliteo o plugin de cache, agora deve estar funcionando. http://tinyurl.com/lfaysk
23 de setembro de 2009 às 0h36
Uma rodada de suco pra galera.
AEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE
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23 de setembro de 2009 às 0h39
Cara, mto boa essa crônica (artigo, ou o q quer q seja!). Sério! Sou de Fortaleza e sei q aqui o trânsito não é tão intenso quanto em SP, mas dá pra imaginar o stress de viver assim.
Apoio o movimento de maior uso de transporte alternativo (bicicletas, patins, etc.).
Vamos viver melhor meu povo! =D
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23 de setembro de 2009 às 0h39
Acho que o problema nem é a prefeitura apoiar ou ñ.
A cultura do brasileiro que ñ permite isso. São poucos que se importam com a causa.
Responder
23 de setembro de 2009 às 0h44
Tou nem aí pro planeta. Só não quero ter que andar 20km. ABS
Responder
Trackback por Laís Cavalcante
23 de setembro de 2009 às 1h15
Que dia é hoje mesmi? Ah! é o dia mundial sem carro… http://bit.ly/2PQZ9v
23 de setembro de 2009 às 2h49
Não é só uma questão de cultura, é de meios reais de conseguir se locomover de um local a outro. Quando eu morava em São Paulo, gastava 4 horas pra ir e voltar do Terminal Tietê, só pra poder comprar uma passagem de ônibus pra vir a Uberlândia. Compara a imponência das 4 linhas de metro de São Paulo com o mapa do metro de Londres, por exemplo: http://www.europe-hotels.gr/london/metro.jpg
O trânsito em São Paulo é um caos porque não há meios eficientes de locomoção, nem alternativos nem convencionais. E não me falem de ir de bicicleta lá de Itaquera até a USP, por exemplo. Só sugere isso quem não sabe o tamanho de São Paulo.
Mas realmente, as pessoas não costumam andar. Eu caminhava 3 km até o meu trabalho, e diziam que eu era doido…
OBS: Blog novo!
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23 de setembro de 2009 às 5h48
Ñ vou dizer a maioria, mas, conheço muitos paulistanos que são preguiçosos… vão de carro até na esquina.
Sou de campinas, la o transito esta começando a ficar caotico… fico muito em são paulo, sei como é o transito… principalmente a marginal na sexta-feira.
Realmente, andar de bike em sampa ñ da… mas qnd eu disse a cultura, quero dizer que o brasileiro ñ se imnporta muito com causas em prol do pais.
Aqui muito se fala e pouco se faz. “/
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23 de setembro de 2009 às 20h22
Perfeito. Não é uma questão de cultura, é uma questão de alternativa. Não há alternativa viável ao automóvel em São Paulo. O transporte público é caríssimo (é mais barato ir de carro do que pegar um ônibus e um metrô, por exemplo), lotado (veja a estação da Sé as 18h), lento e pouco confiável (veja os trólebus, por exemplo).
O grande problema foi que nos últimos 20 anos o investimento no metrô foi baixíssimo. E comparar com Londres é muita humilhação, já que até a cidade do México tem mais metrô que São Paulo.
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23 de setembro de 2009 às 3h28
verdade e que se vc vai protrabalho de bike alem de vc fazer uma atividade fisica ainda da pra ver as meninas lindas qu
e povoao nosso brasil!!!!!
Responder
23 de setembro de 2009 às 11h32
Ontem eu vi esse post, tava achando que era só eu, porque apareceu no atalho do meu blog e quando eu entrava na página mesmo não tinha nada, só o atalho e não deu p comentar.rsrs
Muito bom o post, como sempre. Por aqui eu não sofro muito com trânsito, essa é a vantagem de cidade pequena, mas entendo o que diz, é só passar um dia em Sampa que a gente já entende. E com certezenão vai ser um dia sem carro que vai resolver isso. No geral na maioria das grande capitais a gente viu que ninguém fez grande coisa não, umas manifestações bem tímidas. Acho que tinham que pensar mais não só na mobilidade mas na questão ambiental, até pensam,mas acho que pensam mais mesmo é tempo que se perde, mais do que tudo. Abraço
Responder
23 de setembro de 2009 às 12h00
Ótimo post.
Assim como o Ivens, eu também moro em Fortaleza e aqui as distâncias não são tão grandes como SP, mas as pessoas não andam muito a pé. O trânsito aqui está cada vez pior.
Eu passei um ano sem carro, só andando de bicicleta, mas os motoristas aqui não tem muita educação no trânsito, nem para ciclistas e nem para pedestres. E acho o sistema de transporte público um pouco confuso (tem terminais para trocar de ônibus).
Anyway, voltei a ter um carro, mas uso pouco. Se der para andar vou a pé.
Responder
23 de setembro de 2009 às 14h39
Eu moro na Penha e trabalho em Perdizes. Tipo, não rola usar bike… O que é uma pena, porque minha barriginha agradeceria. Metrô é a melhor coisa que existe pra mim.
Eu já tenho 23 anos e, assim como a Ana, eu me recuso a ter carro. Tanto que sequer já aprendi a dirigir (algo que quero corrigir, porque sempre pode haver uma emergência).
Se for pra encarar trânsito, que seja de táxi. Por incrível que pareça, andar de táxi é mais barato (ou equivalente, em alguns casos) que usar carro diariamente. E eu uso com frequencia, indo pra balada, pro trabalho (nao diariamente, obvio) e etc. Com uma “vantaji” a mais: vc pode saltar quando bem quiser e ir andando. Coisa que bonitão nenhum pode fazer com seu C3.
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23 de setembro de 2009 às 16h50
Me sinto melhor de ver mais gente que de alguma forma tbm evita carro.. Só vejo dor de cabeça em usar carro. Em Sorocaba o trânsito tbm tem locais e horários caóticos, além de uma fama regional de ter os piores motoristas do mundo, mas reconheço que facilita a minha vida eu poder escolher entre 5 linhas de ônibus que passam perto de casa (é mais opção de horário e dá pra evitar os lotados), e que minhas locomoções são em 99% casa-centro-casa, então fica simples. Enquanto isso, só fico observando o inferno que os motoristas enfrentam.
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23 de setembro de 2009 às 17h45
Eu gosto de você… e não to falando isso porque tu vai ser a nova apresentadora do Jornal Nacional, nem porque, em breve, terá um carro!
Responder
23 de setembro de 2009 às 19h39
Muito bom o post.
Só não concordo muito com a idéia do “culto à máquina”, pois o carro proporciona muitos benefícios ao lazer e necessidades básicas do dia a dia de uma pessoa (fazer a compra do mês e levar a namorada para sair são duas delas). Acho que pelo fato do trânsito de São Paulo ser um caos (eu não conheço graças a Deus) a quantidade de situações onde um carro se tornou util diminuiu bastante. Mas isso é um problema mais político do que de cultura das pessoas.
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23 de setembro de 2009 às 20h22
Também não gosto de carro e acho que as pessoas se acomodaram e se tornaram escravos dos carros…e mais, pagam absurdos para tem um carro que na prática irá apenas levar um determinado número de pessoas a um determinado lugar… por isso defendo que não sejam mais fabricados carros novos e a partir de agora a população deveria reaproveitar carros antigos, readaptá-los paa poluírem menos etc, etc…… as pessoas deveriam ter autoprização para comprar um carro somente mediante comprovação de que o carro anterior já não pode mais ser usado…. e deveriam se responsabilizar pela destinação correta dos restos mortais do antigo veículo… para as bicicleta, acho que seria mesmo uma boa…. as pessoas seriam mais saudáveis….. e além disso iriam promover o comércio dos locais mais próximos de casa…além disso, os empregos também não seriam longe de casa…. antes de ter um emprego distante 25 ou 30 qui~lômetros de casa, as pessoas iriam pensar primeiro em como chegar até lá e se seria realmente viável fazer isso….. assim teríamos sociedades mais concisas, mas preocupadas e dedicadas para o mundo mais próximo delas… as pessoas não seriam completamente alheias ao que acontece debaixo do prório nariz….. acabariam as cidades dormitório…. as pessoas morariam, dormiriam, trabalhariam perto de casa…emitiríamos menos poluentes e, novamente, proomoveríamos o desenvolvimento local….. conheceríamos nossos vizinhos, e reduziríamos as oportunidade de criminalidade….. etc…. acho que chegamos em um ponto em que não dá mais para voltar… acho que o ser humano perdeu a hora de parar e agora não sabe muito o que fazer….. por isso, muitos ainda irão enfrentar congestionamentos e mais congestionamentos… muitos irão continuar emitindo poluentes e muios ainda perderão muito tempo dirigindo 2 ou quatro horas por dia para percorrer um trajeto em que normalmente se faria em 1 hora a cavalo….. é uma pena….. me empolguei…… se não quer um carro para voc~e… pode comprar um e me dar de presente…. um beijo…
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23 de setembro de 2009 às 21h52
Espero que já esteja bem de saúde e livre das vitaminas de fígado entre outras.
Quero deixar aqui o protesto sobre essa onda de “cultura de salvar o planeta”. Temos o dia do sem carro, legal. E o dia da árvore, alguém se lembra? Tenho visto a campanha contra as sacolas de plástico dos mercados e tantos outros estabelecimentos como farmácias, padarias, shoppings, lojas e tantos outros estabelecimentos. Só que ninguém se preocupou em dar outras soluções a esse tema. Sacolas de panos como opção, mas que são caras e quando vamos ao mercados temos que levar umas 20 ou 30 se for compras de mes. Sem falar que vamos ter que carregar pelo menos duas sempre, pois ao voltar do trabalho passamos pelo mercado. Seria louvável essa campanha se realmente todos, digo, todos estivessem engajados nisso. Mas eu pergunto, e a campanha contra as garrafas pets, usadas em refrigerantes, óleos de soja, catchup, mostarda, temperos diversos, tipo pimenta, molhos e etc. Há uns 3 anos passeava pela baía da Guanabara atrás da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e fiquei chocada com a visão de mais de 3 metros de garrafas pets de 2 litros à beira das margens que o mar leva para lá. Bem isso ninguém vê. E os frascos de medicamentos que são de plástico? Tudo tem plástico hoje em dia.Olhe para o lado e verá um.
E a água potável. Podemos em 10 anos ficar sem ela. E qual a campanha para se evitar o desperdício? Meus vizinhos lavam as calçadas com mangueira, os carros e etc. Teve um morador que deixou por 3 meses ou mais a água vazando pelo muro sem se incomodar com o desperdício, afinal a perda era antes do relógio, logo porque se preocupar.
Sabia que para se destilar 1 litro de água para fazer água esterilizada para injeção, gasta-se mais de 20litros no processo de resfriamento.
Sabia que as faculdades de química, farmácia e biologia, jogam os dejetos in natura dos experimentos dos alunos todos os dias na baía de Guanabara? Isso ninguém vê.
Sinto-me enxugando gelo ao ver uma campanha desse tipo: “olha a sacolinha…”
Responder
25 de setembro de 2009 às 0h22
“Quero deixar aqui o protesto sobre essa onda de “cultura de salvar o planeta”. ”
Não entendi qual é a sua posição… por tudo o que vc falou, parece que vc é a favor da “cultura de salvar o planeta”.
Tudo bem, a tal sacolinha é o vilão ambiental do momento, e sempre existem essas modinhas de dar mais valor, ou considerar uma ameaça maior esse ou aquele problema. Mas acho que todo mundo que tem consciência ecológica está ciente desse monte de problemas que vc citou. Já se fala da água há muito tempo (e, sinceramente, quem ainda não se tocou não vai se tocar mais), e da poluição do plástico, das latinhas, do vidro, etc. Não há quem nunca tenha ouvido falar de reciclagem.
Eu acredito que para as pessoas que não tem instrução ou capacidade pra entender o tamanho da encrenca em que estamos, temos que ir aos poucos. Um vilão ambiental por vez, as pessoas vão mudando os hábitos sem perceber.
Se eu disser pra um cara que só está preocupado com quem vai ganhar o próximo “Dança dos famosos” que pra “salvar o planeta” ele vai ter que parar de usar sacolas de plástico, voltar a guardar garrafas de vidro de coca-cola, trocar de carro, tomar banhos de 3 min e parar de comer carne, tudo de uma vez, ele vai mandar o planeta se lixar, dá muito trabalho!
Vc tem que começar com “que é isso, é só uma sacolinha, olha como vc é ecológico”.
Responder
25 de setembro de 2009 às 12h32
Tocou no ponto, modinha.. É isso que é, tudo vira moda, consciência ambiental também é, agora me pergunto até quando. Poucas pessoas sabem realmente o que é isso, a maioria faz porque acha bonitinho, e hoje em dia usar sacolas de pano ou plástico, isso acaba serve]indo mais é para separar as classes, quem tem mais e quem tem menos. Uma pessoa que não tem nem o que comer direito não vai comprar uma sacolinha de pano só para ser ecologicamente correto, eles mal sabem o que é isso. Por isso concordo com você Diogo. Sim, também acho que a maioria das pessoas já ouviu falar em reciclagem entre outras coisas, mas muitas pessoas quando fazem, fazem sem pensar muito no que isso signica e outras como disse tem coisas mais “urgentes” para se preocupar então, simplesmente ignoram. Não tenho uma opnião completamente formada sobre isso, o que acho é que ainda temos um longo caminho para percorrer para encontrar uma solução, talvez ainda haja alguma.
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25 de setembro de 2009 às 14h25
Ok. Sou a favor da ecologia sim, salvar o que resta do nosso planeta azul. O que estou questionando é que o governo faz uma cortina de fumaça para que não vejamos a realidade. Eu coloco as pilhas usadas numa garrafinha “de plástico” de água mineral. Quando fica cheia, levo para uns bancos que estão fazendo a coleta. O North Shopping do Rio tem coleta seletiva de lixo.Eu separo meu lixo, papéis, garrafas e lixo comum em sacos “plásticos” e coloco no lixo comunitário do prédio.E a prefeitura vem com caminhão de lixo pegar. Sou tola, não, pelo menos me sinto melhor fazendo isso. A própria prefeitura não tem coleta seletiva de lixo. O que quero dizer, é que se fosse feito uma campanha grande do governo e com a ajuda de todos algo realmente seria mudado. Alguém conheceu o Sugismmundo, aquele homenzinho sujo de desenho animado, que o governo lançou como menino propaganda de uma campanha contra a sujeira? Pois é, ele foi uma idéia boa, mas que foi esquecida sei lá por que. Investir em educação é a base para se evitar o alto índice de doentes no “SUS”to. Susto por que o rombo é enorme. Cade as campanhas educativas, para não se jogar lixo nas ruas? Campanhas contra o desperdício. Anos atrás houve uma campanha sobre economizar luz para evitar o “apagão”, pois as usinas não estavam dando cabo. O horário de verão acabou ficando. O povo realmente ajuda, mas como uma criança, as pessoas precisam ser conscientizadas que ao deixar de fazer algo, vai prejudicar a elas mesmas, lá na frente.
Como disse alguém que não lembro nome: “- Comecei a guerra tomando um café em Paris”. Há uma cadeia de acontecimentos que envolve a todos. Infeliz daquele que acha que pode viver sozinho e isso não afeta ninguém.A roupa que se veste, o que se usa,o que se come, tudo, tudo envolve centenas de pessoas, até chegar em nossas mãos. Se cada um começar a fazer e colocar consciencia nos seus filhos;uma campanha num prédio, num condomínio, vão ser sementes, que espero que de tempo de se evitar o desaparecimento do homem na Terra.
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23 de setembro de 2009 às 22h08
nao me diga
Responder
25 de setembro de 2009 às 2h44
Se o trânsito permanece parado, então é seguro andar, ué.
Eu penso assim também sobre ter carro, mas moro no Rio de Janeiro, então meu poder de convencimento é menor.
Tô muito mais ansioso pra ter ‘laptop’ do que carro.
Responder
25 de setembro de 2009 às 17h45
eu concordo em gênero, número e grau.
e fico triste por não ter ciclovias: eu não sou louca o suficiente para andar de bicicletas no meio dos carros.
Responder
25 de setembro de 2009 às 19h29
Gostei do artigo, ai eu que não sou muito de falar resolvi comentar =P
Moro em Belo Horizonte desde que nasci e percebo que cada dia mais o transito daqui fica parecido com o de São Paulo.
O ruim mesmo é que por aqui o transporte público não presta, são horas esperando o ônibus que só passam lotados. =/
Além do que a cidade são muitos morros sobes e desces, lugares longe de mais então não rola de andar de bike nem nada parecido.
A solução por mim encontrada foi comprar uma motoca, continuo poluindo mas consigo me locomover mais adequadamente. O problema agora é só tirar a carteira pq os fdps gostam mesmo é de dar bomba no povo e eu não tenho sorte. =/
Fico por aqui, boa sorte com o blog, ele é muito bom. ^^
Responder
26 de setembro de 2009 às 2h00
Porque não fazem o dia Sem Crimes?
Responder
27 de setembro de 2009 às 23h34
O problema é o preconceito e a falta de espaço para com os ciclistas, pelo menos aqui em Cuiabá, não dá pra trocar carro por bicicleta.
Responder
30 de setembro de 2009 às 10h19
Fico imaginando as moças executivas, com seus terninhos alinhados, de cor clara e usando scarpin bico fino andando de bicicleta em São Paulo… A idéia de substituir o carro pela bike é utópica. Uma ciclovia seria mais um campo de batalha repleto de acidentes entre os mais lentos e os que tem mais pressa. Fora a educação de quem usa bicicleta, que não é a das melhores (veja a situação na USP com os triatletas brigando com os ciclistas eventuais).
De toda forma, uma alternativa é necessária. Alguém aí falou em 20 anos sem investir no metrô? Eu diria 30 anos. E o Sr. PSDB? Esqueceram que está no governo de SP desde 94? Acelerou a construção do metrô somente nos últimos 4 anos. Ridículo é que vai se reeleger justamente por não ter investido no metrô. O povo não tem memória, cultura, não tem nada.
Somos gado. Muitos dentro de Celtas e poucos em Corollas e a grande maioria num coletivo lotado, suado, mal cheiroso e caro.
Responder
30 de setembro de 2009 às 14h13
Infelizmente não posso concordar com você.
Já morei em Curitiba, cidade considerada modelo, com transporte público excelente.
Mesmo lá, ter um carro diminuia drasticamente o tempo que alguem leva para se locomover.
Ja morei em são paulo tambem. Atualmente moro em Campinas para estudar e vou para São Paulo quase todos os finais de semana.
Eu levo em torno de 4 horas para chegar da minha casa em campinas ate a minha casa em sao paulo, se eu vou de onibus. De carro, levo em torno de 1h e 40 min.
Essas 2 hras e 20 minutos a mais são perdidas me locomovendo dentro da cidade, utilizando metro/onibus.
Mesmo se eu fosse de bicicleta nesse trajeto, eu levaria mais ou menos esse mesmo tempo, ou até mais, mesmo com ciclovias.
Mesmo em São Paulo, há ganho de tempo utilizando carros. Há sim regiões que tem engarrafamento o tempo todo, porém, na maioria dos casos, são apenas horários de pico.
Responder
Pingback por Entrelinks 14 | Entremundos
7 de outubro de 2009 às 13h28
[...] Hoje é o Dia Mundial Sem Carro. E daí? [...]
Pingback por Vaga Viva no Dia Mundial Sem Carro #DMSC | @avidaquer | www.avidaquer.com.br
22 de setembro de 2011 às 1h12
[...] da isenção de IPI?), mas será que houve investimento proporcional a este crescimento para facilitar a opção pelo transporte coletivo? No meu cotidiano não vejo melhorias nesta área e, como escreveu [...]