OEsquema

Uma carta para uma senhora desconhecida que me abordou na rua

Você talvez já conheça a história: no fundo, acho que fiz jornalismo pra poder ter uma desculpa pra conversar com qualquer pessoa. Ou seja – eu gosto de falar, né. Não é exatamente que eu não goste.

Mas se eu tô de fone de ouvido, minha senhora, provavelmente estou entretida no som que sai do fone. Então, em primeiro lugar, não comece a falar comigo como se eu estivesse escutando desde o início.

Em segundo, mesmo que a senhora tenha uma bengala, não adianta me perguntar se VAI DAR TEMPO DA SENHORA ATRAVESSAR A RUA. É muito mais eficaz e tradicional seguir os seguintes passos:

- Olhar o semáforo de pedestres, que naquele momento estava piscando em vermelho. Vermelho usualmente significa NÃO VÁ

- Olhar para os carros parados antes da faixa, que aceleram ferozmente. Isso provavelmente indica que a senhora não pode atravessar

- Olhar para sua bengala, que indica que sua velocidade está seriamente reduzida, e combinar isso com os dois outros fatores analisados anteriormente

- Não confiar sua VIDA a uma transeunte desconhecida de 21 anos, que nem ouviu o que a senhora dizia porque escutava o Nerdcast. Se eu dissesse que sim, dava tempo, a senhora ia se jogar na rua e ser feliz?

Me faça o favor.

Abraços,

O calor afetou meu cérebro, derreteu tudo e ando com preguiça de passar por aqui (e por qualquer lugar, na verdade). Mas ás vezes dá pra me encontrar no http://aprendendoskate.wordpress.com
8 Comentários
por: olhometro postado em: Crônicas tags: , ,

8 Comentários

Comentário por Gustavo C.
24 de novembro de 2009 às 14h58

Mesmo com fone de ouvido e cara enfiada num livro aberto, ainda há chance de aparecer alguém que queira conversar qualquer coisa e achar falta de educação SUA se não der atenção. É possível! Existe! São habitantes de um universo paralelo mental, igual essa senhora.

Tbm ouço o Nerdcast.. ^^

Responder

Comentário por Fã nº 1
24 de novembro de 2009 às 15h12

?

Responder

Comentário por denilson
24 de novembro de 2009 às 15h21

uau…que mau humor…ainda bem que o post acabou, estava com medo que no ultimo paragrafo vc contasse como arracou a bengala da mão da senhora e “puxou” a rasteira na pobre anciã, e logo depois partiu pra em uma furia insana destruindo parabrisas, derrubando motoboys, tocando fogo nas pombinhas que inocentemente observavam seu dia de fúria…

tá precisando de um ofurô…rs
abços

Responder

Comentário por Marina
24 de novembro de 2009 às 18h11

É fogo nas pombinhas faz sentido, pra descontar o que uma fez com ela uma vez. kkkk

Responder

Comentário por denilson
25 de novembro de 2009 às 12h25

uia…entregando os micos da amiga…isso dá barraco …cuidado rsrsrsrs

Responder

Comentário por denilson
25 de novembro de 2009 às 12h37

desculpe…estava voando sobre o assunto, li o post com a história da “adubada” que o pombo proporcionou na cabeça da blogueira…parece sádico…mas estou a 15 min rindo da história…rsrsrs

Comentário por Roque Freitas
24 de novembro de 2009 às 15h52

Que absurdo, estamos em pleno século 21 e ainda permitem que senhoras e senhores, velhinhos, ainda andem nas ruas…. e mais, mal orientados sobre o que e quem irão encontrar pelo caminho… o governo, em todas as instâncias, precisa fazer alguma coisa….. logo logo ficará impraticável viver assim…

Responder

Comentário por Nelson Góes
28 de novembro de 2009 às 22h50

Deixa de ser ranzinza, ajuda a pobre da véia.

Que mau humor danado.

E ainda consegue ser engraçada.

Responder

Deixe um comentário