23 de novembro de 2009 às 23h40
Uma carta para uma senhora desconhecida que me abordou na rua
Você talvez já conheça a história: no fundo, acho que fiz jornalismo pra poder ter uma desculpa pra conversar com qualquer pessoa. Ou seja – eu gosto de falar, né. Não é exatamente que eu não goste.
Mas se eu tô de fone de ouvido, minha senhora, provavelmente estou entretida no som que sai do fone. Então, em primeiro lugar, não comece a falar comigo como se eu estivesse escutando desde o início.
Em segundo, mesmo que a senhora tenha uma bengala, não adianta me perguntar se VAI DAR TEMPO DA SENHORA ATRAVESSAR A RUA. É muito mais eficaz e tradicional seguir os seguintes passos:
- Olhar o semáforo de pedestres, que naquele momento estava piscando em vermelho. Vermelho usualmente significa NÃO VÁ
- Olhar para os carros parados antes da faixa, que aceleram ferozmente. Isso provavelmente indica que a senhora não pode atravessar
- Olhar para sua bengala, que indica que sua velocidade está seriamente reduzida, e combinar isso com os dois outros fatores analisados anteriormente
- Não confiar sua VIDA a uma transeunte desconhecida de 21 anos, que nem ouviu o que a senhora dizia porque escutava o Nerdcast. Se eu dissesse que sim, dava tempo, a senhora ia se jogar na rua e ser feliz?
Me faça o favor.
Abraços,
–



23 anos, jornalista, curiosa dos mistérios do mundo, odeia inveja e falsidade. 


24 de novembro de 2009 às 14h58
Mesmo com fone de ouvido e cara enfiada num livro aberto, ainda há chance de aparecer alguém que queira conversar qualquer coisa e achar falta de educação SUA se não der atenção. É possível! Existe! São habitantes de um universo paralelo mental, igual essa senhora.
Tbm ouço o Nerdcast.. ^^
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24 de novembro de 2009 às 15h12
?
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24 de novembro de 2009 às 15h21
uau…que mau humor…ainda bem que o post acabou, estava com medo que no ultimo paragrafo vc contasse como arracou a bengala da mão da senhora e “puxou” a rasteira na pobre anciã, e logo depois partiu pra em uma furia insana destruindo parabrisas, derrubando motoboys, tocando fogo nas pombinhas que inocentemente observavam seu dia de fúria…
tá precisando de um ofurô…rs
abços
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24 de novembro de 2009 às 18h11
É fogo nas pombinhas faz sentido, pra descontar o que uma fez com ela uma vez. kkkk
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25 de novembro de 2009 às 12h25
uia…entregando os micos da amiga…isso dá barraco …cuidado rsrsrsrs
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25 de novembro de 2009 às 12h37
desculpe…estava voando sobre o assunto, li o post com a história da “adubada” que o pombo proporcionou na cabeça da blogueira…parece sádico…mas estou a 15 min rindo da história…rsrsrs
24 de novembro de 2009 às 15h52
Que absurdo, estamos em pleno século 21 e ainda permitem que senhoras e senhores, velhinhos, ainda andem nas ruas…. e mais, mal orientados sobre o que e quem irão encontrar pelo caminho… o governo, em todas as instâncias, precisa fazer alguma coisa….. logo logo ficará impraticável viver assim…
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28 de novembro de 2009 às 22h50
Deixa de ser ranzinza, ajuda a pobre da véia.
Que mau humor danado.
E ainda consegue ser engraçada.
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