OEsquema

Arquivo: março de 2010

Yo, Comic Sans, I’m gonna let you finish, but…


A inteligência de uma piada dessa reside justamente no fardo que uma Comic Sans carrega, no que o uso de Comic Sans caracteriza. Como um restaurante fica menos gostoso quando o menu é em Comic Sans, como a balada certamente é um lixo se o flyer for em Comic Sans, como aquele cara tem mau gosto estético em todos os aspectos da vida dele se ele escolhe Comic Sans pra um título.

É igual a usar Word Art.

O pôster veio daqui, via @arieltonglet.

Ah. Se você ainda não leu o post sobre o novo esquema do Olhômetro, chega aqui.

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Por que eu estou escrevendo menos?

…toda semana tem uns dois ou três que me perguntam. Eu respondo que também tô me perguntando a mesma coisa há um tempão, e sigo tentando entender porque não tenho conseguido escrever tanto quanto antes. Eu tenho algumas teorias, relacionadas a minha rotina. Explico:

  • Chego do trabalho tendo consumido uma quantidade maior de informação do que o brasileiro médio, certamente. E já tendo feito piada sobre todas elas.

Hoje, por exemplo, a graça foi a mulher que tem um chifre, lá do Porra! Deus

  • Por consequência óbvia, chego do trabalho (umas 22h, a propósito) exausta. E qualquer tentativa de expiração quase sempre falha. A essa hora, só consigo consumir o que me resta (o pouco que não se adequa ao trabalho, que seja), fazer coisas que pessoas fazem (tipo comer e tomar banho) e dormir. Heh
  • Terminei a faculdade, o que significa que não faço nada de manhã. Se não faço nada, em tese acordaria mais cedo e faria outras coisas, mas minha mente não funciona assim. Não importa o quanto eu queria acordar cedo – se a minha mente souber que eu não preciso de fato acordar cedo, eu ignoro o despertador.
  • Todas as últimas vezes que tive alguma ideia, achei batida. No geral, acabo comentando o que seria um texto com alguém e desisto de escrever, possivelmente por temer que a pessoa em questão me ache esquisita de ficar transformando o que eu disse em texto como se fosse uma sacada nova.
  • Pra ser sincera, me encheu um pouco falar tanto da minha vida aqui… em algum momento, me assustou que tanta gente que eu não conheço soubesse tanto de mim.

Mas eu tomei uma decisão importante na minha vida. É de voltar com esse blog com uma proposta mais ligeira, dinâmica, com os textos ocasionais e mais frequentemente umas coisas legais que vejo por aí, numa espécie de curadoria de tranqueiras web (soou pretensioso, mas a palavra ‘curadoria’ sempre soa. Que há de se fazer?). Parece que vai rolar direito, já tô até agendando post. Começa nessa quinta, real deal.

E aí vou fazer as paradas direito. Vão ter seções e tudo, que eu tô convivendo demais com os meus editores. Segura aí:

Pois bem: quando eu for escrever algum texto do jeitão tradicional, vai vir nessa categoria aí. Sabe, aquelas observações da vida, da internerd, dos amigos ou sei lá de onde? Pois bem, tudo aqui. Não importa o tema, isso eu defino nas subcategorias.

O nome é zuado, eu sei. Mas pra mim faz algum sentido.

Antena: essa é pra quando eu falar de música, filme ou livro. Série também. E TV. Acho que ela pode se misturar com a de cima, eventualmente, mas aí na hora eu vejo o que faço. Que eu não vou ficar sofrendo por antecipação, pensando no futuro que eu nem sei se vai estar lá. Eu vou é curtir o momento, vou é ser feliz, tô de bem com a vida, tô de vento em popa.

Post-it (revivi o nome, demais): pra postar foto, vídeo e todo tipo de tranqueira que eu vir por aí.

Stream: esse nome descoladaaaaço vai vir em todo o post em que eu indicar links de textos pra ler. Vai ser coletânea semanal. E vou aproveitar pra incluir nele textos meus, pra vocês poderem ler o que publico no jornal, também.

Última coisa – preciso avisar aos críticos que, apesar de a palavra VIBE estar aí, já colada ao meu vocabulário, ela foi fagocitada pelo meu léxico justamente por ser uma palavra essencialmente estúpida. Dá pra dizer muita coisa sobre alguém que usa vibe sem o a consciência do tom humorístico que ela acrescenta ao contexto, bem como de quem adjetiva qualquer coisa com o termo ‘irado’ sem que seja uma piada por si só. Não é meu caso, sou melhor que isso, amigos.

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Crise de meia idade

Hoje eu acordei mais cedo porque tenho um compromisso de manhã. Me troquei e fui até o espelho pentear o cabelo. Foi aí que o vi – ele refletia a luz de um jeito diferente dos outros. ”Será?”, pensei. Demorei um pouco até conseguir agarrá-lo e, com um movimento rápido tirei MEU PRIMEIRO CABELO BRANCO do convívio com outras centenas de milhares de fios que certamente o achavam uma aberração.

E aí ela bateu, a crise de meia idade. Sério. Veio na seguinte pergunta: ”e aí, o que você fez?” E veio acompanhada daquela música da Simone do Natal, porque a frase me lembrou isso.

E a verdade é que eu fiz um monte de coisas, muitas mais do que eu imaginaria fazer em 21 anos. E ainda assim tenho a sensação de que não fiz nada e que há muito mais pra fazer. Porque há, obviamente, quando você tem 21.

Sugere algo?

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Conheça as maravilhosas Bolsa Crocs

Olha aí que ideia infeliz.

Seus olhos não estão te enganando. Não bastasse essa desgraça dessa sandália holandesa de borracha horrenda ter se espalhado pelas ruas (sob o argumento de “é confortável!”. Confortável o cacete, se a gente se preocupasse com conforto não usava salto alto, nem depilava. Ou enchia a cara, sei lá. Ressaca é desconfortável), agora a moda que promete tomar as ruas é a incrível bolsa de Croc. Ou Bolsa Croc. Whatever.

O Croc é aquela coisa que já começa idiota no nome. É feio demais e deixa a pessoa que usa meio caricata – parece um sapato de criança, também parece uma pantufa plástica, ou um pé da turma da mônica. E ainda assim geral usa isso na rua. A maior prova de que a sociedade é doente é que é socialmente aceitável sair na rua de Croc, mas pantufa é esquisito.

Bolsa de Croc entra naquela maravilhosa categoria de acessórios feitos com outros itens de vestuário e/ou coisas que nem têm nada a ver com vestuário. Tipo reaproveitamento, sabe? Aquelas bolsas feitas de calça-jeans (argh!) e coisas assim. Geralmente, não é uma boa ideia.

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