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Manifestando intimidade com taxistas e porteiros

Olá, Stepan Nercessian. Posso te cumprimentar? Só um beijo de despedida.

Sabe quando você, sem querer, acaba tratando como íntimo alguém que não é? Tipo quando o porteiro interfona pra dizer que chegou um Sedex e você agradece e emenda um ‘beijo, tchau!’?

(Peço licença para contar o causo que aconteceu com uma amiguinha de quarta série que eu nunca esqueci – a menina, eu nunca mais vi e nem lembro direito da cara, mas a história jamais me saiu da cabeça: ela tinha acabado de falar com a mãe pelo telefone e se despediu como a gente se despede de mãe, ‘beijo, te amo, tchau’. O porteiro interfonou pra dizer que a Capricho tinha chegado. Ela, é claro, repetiu: ‘Ok, obrigada. Te amo, tchau.’ HEH)

Bom. O que acontece comigo é que sempre que eu uso serviços de motorista, isso é, pego um taxi ou sou levada para casa pelos motoristas da empresa, quando eu vou descer do carro eu quase sempre quase (sim, ‘quase sempre quase’, mesmo) dou um beijo no rosto do cara, sabe? De despedida. É terrível, eu preciso sempre ficar me policiando pra não deixar todo esse carinho transbordante se manifestar com um desconhecido. Fica ainda mais forte o ímpeto se eu tiver passado a viagem inteira conversando com o tiozinho.

Alguém tem solução pra esse distúrbio social grave? Nem me venha dizer que é carência. No máximo, excesso de simpatia.

24 Comentários
por: olhometro postado em: Brasil, Crônicas tags: , , , , , ,

24 Comentários

Trackback por Ana Freitas
28 de julho de 2010 às 4h43

Por essa, nem eu esperava. Atualizei o Olhômetro: http://oesquema.com.br/olhometro/2010/07/28/manifestando-intimidade-com-taxistas-e-porteiros/

Trackback por Helen Araújo
28 de julho de 2010 às 4h49

RT @ana_freitas: Manifestando intimidade com taxistas e porteiros http://bit.ly/dkGrfj

Trackback por Diego
28 de julho de 2010 às 4h52

que saudade! uns 2 anos q eu n lia: RT @ana_freitas: Por essa, nem eu esperava. Atualizei o Olhômetro: http://trunc.it/9t7l5

Comentário por Marcio Hasegava
28 de julho de 2010 às 7h46

Bem, se eu fosse vc, continuava com esse ditúrbio social grave. Quer dizer, imagina: conversa para lá, beijinho de despedida para cá, o cara de repente começa te curtir e vc dá um gelo nele… pode ser perigoso, sabe? Ele sabe onde vc mora.

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Trackback por Coletivo Marte
28 de julho de 2010 às 14h09

Já deu abraço de tchau no taxista? Mandou beijo pro porteiro? A @ana_freitas fez uma crônica bem legal sobre isso http://bit.ly/aK5mn4

Comentário por Helô
28 de julho de 2010 às 14h31

Ana, eu sofro do mesmo mal. E uma vez, eu já meio doida, tava no banco de trás do táxi e na hora de ir embora coloquei a cara do meinho entre os bancos da frente e fiquei mandando beijinhos. Hahahahaha. O Dani teve que me arrastar de dentro do táxi, ainda no modo beijinhos para o ar, antes que eu conseguisse atingir o taxista com a minha beijoquerice.

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Comentário por Ana Freitas
28 de julho de 2010 às 14h33

Eu esqueci de falar no post, mas uma vez eu tava doida também e a corrida custou, sei lá, 7 reais e tal. Aí eu dei 15 pro taxista só porque ele veio ouvindo Pearl Jam.

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Trackback por Ana Freitas
28 de julho de 2010 às 14h36

Prestigiem esse EVENTO RARO, atualizei o Olhômetro com um post sobre manifestar intimidade com taxistas e porteiros http://goo.gl/dnA3

Comentário por Rico Correia UP
28 de julho de 2010 às 14h50

O disturbio não é grave não….o problema é só se o cara virar um stalker malucoque fica parado na sua porta toda manhã esperando um outro beijinho de bom dia….

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Comentário por Camila Santana
28 de julho de 2010 às 15h12

Por que você não experimenta sentar no banco de trás?

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Comentário por Ana Freitas
28 de julho de 2010 às 15h14

Xiiii… quem disse que quando eu sinto O ÍMPETO eu tô na frente?

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Comentário por Diogo
28 de julho de 2010 às 16h55

O interessante é vc pensar o inverso: será que quando vc realmente efetiva o seu instinto beijoqueiro, com alguém com que vc é realmente íntima, você está de fato manifestando carinho, ou é apenas uma reação automática já assimilada e desprovida de significado?

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Comentário por Bodex
28 de julho de 2010 às 18h03

Olha Ana, se você tem um problema ou não, e se esse problema tem cura eu não sei. Mas você deve ser uma pessoa extremamente simpática com esse seu transbordamento de carinho.

Abs

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Comentário por Eduardo
28 de julho de 2010 às 21h49

É ótimo você ter esse distúrbio, as pessoas precisam olhar pro lado e demonstrar essa simpatia umas com as outras nessa sociedade em que ninguém olha pra cara do outro. Hoje ser simpático é ter mais de 200 “amigos” no orkut.

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Comentário por André Rocha
29 de julho de 2010 às 0h32

Eu tenho um disturbio social um pouco relacionado. Toda vez que alguém me deseja alguma coisa, tipo “bom fim de semana”, eu respondo com “pra você também”.

Isso faz com que toda vez que a caixa do Cinemark entrega meu ingresso eu tenha o seguinte diálogo:
Caixa: “Bom filme, senhor!”
EU: “Obrigado, pra você também! Quer dizer, pra você não! Quer dizer, se você for assistir um filme, espero que seja bom”

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Comentário por Gisèle
1 de agosto de 2010 às 21h09

Meu Deus, eu sou igualzinha, achei que fosse a unica no mundo!!!
uahihaiuhiahuiHAihaih

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Comentário por Jessica
29 de julho de 2010 às 11h16

Eu tenho esse distúrbio também!!!!! Despeço do meu namorado com “beijo, te amo, tiau” e trouxe isso pra dentro do meu trabalho. Seja lá quem for no telefone, no final eu solto “beijo, te amo, tiau”, na maior naturalidade. Já fiz isso com o chefe, com a moça da recepção, com um cliente…
E na minha casa, eu atendo o telefone com o nome da empresa e bom dia.

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Comentário por Gustavo C.
29 de julho de 2010 às 16h55

Acho que é o mesmo desvio de quando alguém pede uma informação pra gente, a gente responde e termina dizendo “obrigado”.. hehe.. Simplesmente a força do hábito, tão hábito que se torna involuntário.

Lembro de uma situação de uma moça que foi demitida aqui do trabalho, e uma colega foi se despedir e disse toda triste: “ô, fulana, poxa, parabéns” haha..

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Comentário por Marina
30 de julho de 2010 às 3h41

O mundo com um pouco mais de carinho não seria nada mal, se não estrapolar nisso não vejo nada demais. Acho o fim é tietagem, falar que ama um ídolo, e qualquer pessoa que você nunca viu. Amor ao próximo é outra coisa claro.

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Comentário por Bárbara
30 de julho de 2010 às 13h14

Tipo, eu só dou beijo no rosto de amigos… Mas eu super saio conversando com os outros na rua e sorrindo pra todo mundo, do vendendor da banca ao policial da esquina. u.u

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Comentário por Matt
30 de julho de 2010 às 21h36

Nunca sei como me despedir das caronas, se dou um tchau geral, ou se dou tchau pra cada um individualmente… E também se cumprimento com beijinho ou não, as pessoas. :/

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Comentário por andreia
2 de agosto de 2010 às 1h25

ah…relaxa é só síndrome de gasparzinho…

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Comentário por Fa no 1
4 de agosto de 2010 às 21h37

Sinto falta dos seus posts. Continue assim. O mundo é muito carrancudo. O legal é rir de vocë mesma depois. Comigo já passou… rio sozinho… bj

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Comentário por Guilherme Fernandes
31 de agosto de 2010 às 20h57

Senta no banco de trás.

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