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Pelo direito de dirigir embriagado

Primeiro, assiste o vídeo:

Ok, o cara é um babaca. Mas ele não tá dizendo mentira nenhuma. Parece que repetir esse discurso com certo orgulho é uma maneira que ele encontrou de ridicularizar a falta de rigor da legislação pra acidentes de trânsito. Claro que assumir isso é confiar no melhor cenário, mas acho que eu sou otimista.

E aí eu achei esse manifesto pelo direito de dirigir embriagado, que prega o fim da proibição de beber e dirigir, alegando que o crime que deve ser punido não é o de ter no sangue uma substância, mas sim o crime EM SI, no caso de a pessoa com a substância no sangue acabar fazendo alguma merda grande.

Eu não sei sobre isso. Se você raciocionar, existe realmente um aspecto Minority Report nas leis que proibem álcool e volante. Pos outro lado, punir só os motoristas embriagados que efetivamente cometerem algum crime parece impraticável num mundo com tanta gente (veja, talvez funcionasse em outros tempos: populações menores, maior senso de proximidade e cidadania etc).

E aí? Opiniões?

17 Comentários
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17 Comentários

Comentário por Eduardo Azeredo
24 de novembro de 2011 às 17h39

Leis são feitas para serem burladas e não seguidas. E é através da mudança das leis, por costume de transgredí-las que a gente avança.

Só queria saber o que há de tão libertário, genial e revolucionário em dirigir embriagado. A preocupação desse manifesto é com questões que são mais filigranas que outra coisa. Até porque, apesar de precedências e etc, o direito não se baseia só em letra fria, vamos combinar, né?

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Comentário por Eduardo Azeredo
24 de novembro de 2011 às 17h46

Dei uma lida no “sobre” do site deste manifesto e… não passa de um monte de liberal bitolado.

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Comentário por Marcio
24 de novembro de 2011 às 20h03

“não passa de um monte de liberal bitolado.”

Só vi ad hominem e nenhum argumento em seu discurso, estude antes afirmar algo desse tipo. E digo isso porque quando me deparei com o pensamento Austríaco também estranhei, só o compreendi depois de muito ler os escritos.

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Comentário por José Augusto Cleber
24 de novembro de 2011 às 18h11

Sempre me peguei pensando quantas vezes a maioria das pessoas é privada de fazer algo pois uma pequena minoria causa eventuais desgraças.

O álcool faz com que a imprudência latente em algumas pessoas seja disparada. Comparado com a grande massa, são pouquíssimos os que causam problemas por beber, entretanto, causam graves acidentes que normalmente envolvem um terceiro inocente.

Proibir todo mundo, de fato, diminui os acidentes. Mas não é o método mais racional. Poderíamos encontrar outras soluções, só que elas exigem uma logística diferente, incomum.

Teríamos que adaptar a cidade para nossas condições e não exigir que nós nos adaptemos por conta de uns poucos.

Pense no seguinte: se o táxi fosse de graça, muitas pessoas iriam deixar seus carros em casa. Claro, táxi de graça é uma ideia surreal, mas faria com que todos possamos tomar vinho no jantar, os prudentes e os imprudentes. É uma “adaptação por outro lado” e não uma “ninguém mais pode brincar pois um cara em 100 mil é babaca”.

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Comentário por Marcio
24 de novembro de 2011 às 19h59

Como sempre, o estado intervindo no direito de escolha sobre o nosso corpo e justificando o autoritarismo com a falácia de ser em “prol do bem comum”.

Concordo plenamente com o a matéria do Instituto Mises – achei legal você ter linkado. Outra coisa que deve ser observado é que na verdade esses acidentes ocorrem porque não existem alternativas para o uso de carro. Graças ao monopólio estatal que foi instaurado no setor de transportes não há como, por exemplo, o sujeito que acaba de sair de uma festa embriagado ter acesso a um transporte mais barato que o seu próprio carro.

Mas os burocratas, com o apoio da mídia subsidiada, sempre arrumam um modo de culpar o nosso livre arbítrio pelas desgraças causadas pelas suas ações.

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Comentário por Duda
24 de novembro de 2011 às 20h10

Isso se chama crime formal, ou de mera conduta.

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Comentário por felix
24 de novembro de 2011 às 20h45

O problema dessa “lei seca” na realidade foi a mudança da tolerância da quantidade de álcool que pode ser ingerida. A lei anterior já era o suficiente para punir quem realmente estava bêbado, só não havia a fiscalização e a multa ($$$ pro governo), mas o crime já existia.
Afinal, uma coisa é dirigir depois de uma balada open bar de vodka e uísque, outra coisa é dirigir depois de tomar 3 cervejas.
Uma latinha de cerveja já é o suficiente para ser multado, não é? Que diabos? Uma latinha deixa alguém embriagado? É irresponsabilidade tomar uma cerveja?
E aí entra a hipocrisia da bebida, do bombardeio de publicidade, do interesse da venda da bebida, da difusão entre os jovens e etc.
brisei, flw.

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Comentário por YCK
25 de novembro de 2011 às 17h28

O problema aí não é que o condutor não terá condições de dirigir, mas que em uma situação crítica ele não tenha condições de reagir.
Carro é uma arma, e por isso seu uso deve ser regulado. Se uma empilhadeira, que tem 50cc e um terço do peso de um carro faz estrago, ainda que dentro de um espaço fechado, e não se pode conduzir esse tipo de equipamento embriagado, por que fazer isso com o carro?
Outro argumento é permitir cerveja no almoço de qualquer tipo de trabalhador, já que não afeta nem deixa ninguém embriagado.

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Comentário por Rafael Cab
25 de novembro de 2011 às 17h17

Só pra gerar mais discussão. E se o cara que tivesse falando no vídeo não fosse um branco aparentemente de classe média? Como ficaria a história?

sonzão.

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Comentário por arlen
25 de novembro de 2011 às 17h25

Muito bom e concordo contigo. O mundo está ficando horrível com o excesso de “politicamente correto” e está gerando ainda mais ódio entre os indivíduos. É terrível o que estão fazendo com o cigarro também, vão aumentar o valor, encher de impostos e daqui uns dias tu vai ter que ir pra outro planeta pra fumar teu cigarro sossegado.

Como se a obesidade também não fizesse mal, como se o álcool também não fizesse mal, a poluição e mais um monte de coisas. Será que criaremos leis para tudo que faz mal? Quando vão atacar a fome e etc?

Sem falar no preconceito racial e social e suas maravilhosas leis.

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Comentário por Carlos
29 de novembro de 2011 às 13h10

Na verdade eu acho isso tudo muito relativo (como quase tudo na vida). Porque uma pessoa não se torna irresponsável ao volante só pq bebe. O cara que chega a matar alguém no trânsito em geral já foi a vida toda assim, louco, e a bebida só potencializa isso. Já o cara q se precavém no trânsito, se rola de tomar umas duas, três latinhas, SABE q não pode passar muito daquilo pq ele pode cair em sintomas que possam abalar a sua precaução, e aí já redobra o cuidado caso tenha q dirigir. Mesmo assim, esse cara, por ter uma certa quantidade de álcool no organismo, mesmo sem nunca ter feito nada, é considerado um criminoso, na hora, se for pego.

Enfim, não tenho uma opinião totalmente formada sobre isso, mas acho q bate naquela idéia do “Estado Pai”, q obriga vc a fazer umas coisas, proíbe outras, para dar a impressão de q ele se importa conosco, qdo na verdade não tá nem aí. Mas eu tendo a concordar com isso: “ok, pode beber e dirigir, vc não vai ser considerado um bandido por isso. Mas não faça nada, pq no primeiro vacilo, vc se ferra.” Acho q isso ajudaria a colocar a responsabilidade nas mãos da população, nao apenas na dos governos.

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Comentário por andreia
29 de novembro de 2011 às 22h50

…até acontecer uma tragédia

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Comentário por Leo
8 de dezembro de 2011 às 14h32

Fato nº. 1: A ingestão de álcool, ainda que em pequenas quantidades, pode resultar em uma sensível alteração da percepção da realidade;
Fato nº. 2: Todo mundo sabe disso.
Fato nº. 3: Levando em consideração os dois fatos anteriores, se as pessoas, em geral, fossem mais prudentes tanto na ingestão de álcool quanto ao volante, essa lei não seria necessária. Acontece que bom senso parece ser artigo de luxo.

Simples assim: vai beber? Pega carona ou vai de taxi. Vai dirigir? Não coloque a vida de terceiros em risco. Já se você quer se matar, faça isso sozinho. Quem deixa de beber para dirigir porque uma lei proíbe é idiota. Quem bebe e dirige, além de idiota é inconsequente.

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Comentário por Mariangela
14 de dezembro de 2011 às 19h59

A primeira postagem de bom senso que leio aqui!!!! Quanta falta de informação e de conhecimento expostas anteriormente!!!

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Comentário por Nilton
10 de dezembro de 2011 às 16h14

Concordo que o limite é rígido demais, poderia ser tolerada uma latinha sem problemas. Mas na minha opinião, a lei ajuda a previnir acidentes. Se o estado punir apenas quem cometer o crime, a merda já tá feita, já morreu um inocente que estava passando na rua. Ou seja, é uma questão que envolve terceiros. Um caso totalmente diferente é o uso obrigatório de cinto de segurança. E se o cidadão não quiser usar cinto, alguém vai ser prejudicado? Afinal é uma decisão que afeta apenas a vida dele.

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Comentário por Paulo Rená
14 de dezembro de 2011 às 15h53

Total convicção de que esse cara tava trollando e a repórter, mesmo assim, levou ao ar, justamente por ser interessante.

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Comentário por Mariangela
14 de dezembro de 2011 às 20h06

É uma demonstração de falta de responsabilidade e de cidadania. O valor AUTONOMIA não pode ser maior que o VALOR DA VIDA DE TERCEIROS!!!! Se vc dirige após beber ASSUME o risco de causar DANOS. Todos tem o direito de beber o que e qdo quiser, desde que maiores de idade, mas a todo direito segue um dever, neste caso de não expor a vida e o patrimônio de outros. Este indivíduo é um babaca, mas não disse nenhuma mentira. Penso que nem tudo que é legal, que a lei possibilita, é ético!!!!

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