OEsquema

Um relacionamento de várias pessoas

Conheci um cara que era adepto da ‘prática’. Ele já tinha estado em um relacionamento de 5 pessoas, daí foi contando o desenrolar – saia um, entrava outro, ai entrava mais outra, saia uma…

Eu conheço muita gente da minha faixa etária e especialmente das gerações posteriores que engata namoro atrás de namoro. É um de 3 meses, outro de 5, outro de duas semanas, sem pausa entre eles. Não é pegação, é uma parada de gostar fácil das pessoas, mesmo. É engraçado como eu consigo ver que isso, em vez de ser um facilitador pro Poliamor, é um impedimento. Acho que se você gosta muito de todo mundo, muito fácil, você não gosta é de ninguém. E aí como poderia diferenciar as pessoas pelas quais realmente se apaixona? (é algo fundamental, parece, nesse negócio aí, saber identificar de quem você realmente gosta).

Todo mundo com quem eu comentei sobre meu amigo Poliamor, na época em que eu o conheci, achava esse arranjo um absurdo. As caras de WTF se comparavam às reações que as pessoas têm aos grandes tabus, tipo incesto. Importante lembrar que monogamia, o ‘os dois viveram felizes para sempre’, é parâmetro inteiramente cultural. Não tem nada de instintivo, não é uma organização social natural.

Mas quer saber? Engraçada uma sociedade que aceita traição como algo que ‘acontece’ – e é verdade, acontece – e não aceita a possibilidade de um relacionamento múltiplo.

12 Comentários
por: Ana Freitas postado em: Crônicas, Destaque tags:

12 Comentários

Comentário por Dri
10 de dezembro de 2011 às 19h06

Estou em um relacionamento a três há alguns meses e, com exceção do povo mais modernoso, todo mundo que fica sabendo fica em absoluto choque. E é bem claro que, para a maioria, eu ter um marido e um amante seria um arranjo bem mais aceitável. É bem triste, aí a gente simplesmente evita sair contando — o que é mais triste ainda.

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Comentário por olhometro
11 de dezembro de 2011 às 14h04

:/

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Comentário por Alê
10 de dezembro de 2011 às 21h14

” Ser eclético é não gostar de música ”

O link caiu como uma luva,servindo de metáfora,traduzindo minha opinião…

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Comentário por olhometro
11 de dezembro de 2011 às 14h04

hahahahaha. legal a matáfora ;)

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Comentário por Diego
10 de dezembro de 2011 às 21h53

GEzuissss, imagina uma DR quíntupla!! deixa isso pra lá ein

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Comentário por Sara
11 de dezembro de 2011 às 15h00

Acho que falta debate sobre o tema também. Eu não vivo um, mas não descarto a possibilidade. Claro que na teoria é muito mais simples, a prática deve ter uma porção de desgastes.

Mas só de CONVERSAR sobre, as pessoas já estranham.
Por ser sutil a imposição social sobre a ideia de um ‘casal’ é difícil de perceber, admitir e aceitar mudanças, foda.

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Comentário por Yuri Braga
12 de dezembro de 2011 às 13h56

Ei, Ana. Viu isso aqui?

http://revistatrip.uol.com.br/revista/204/trip-girls/muito-amor-pra-dar.html
(O jeito que tá escrito não me agrada muito e eu gostei mais do relacionamento de várias pessoas, masss tá aí pra conhecimento.)

Eu já escolhi o meu modelo de relacionamento e to tranquilo com ele e com qualquer outro modelo. O novo não me assusta, acho interessante, me questiono o quanto é sincero e acabo por achar que tudo muito caso a caso. Meio que só cabe a quem tá ali dentro e a quem tá de fora a respeitar e procurar entender, né.

Claro que isso sempre é difícil…

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Comentário por aj
13 de dezembro de 2011 às 11h05

Concordo com o Yuri, de ser muito caso a caso. Acho que corre o risco de um dos envolvidos não se sentir completo com um tempo.

Não sei, mas acho que é mais comum sim, quando a pessoa ama muito alguém, não querer saber de outras pessoas. Nesses casos a traição acaba acontecendo mais pela atração física, do que pela necessidade de amar outra pessoa.

Sem falar que mesmo sendo um relacionamento a 3 ou a 5, as traições são suscetíveis de ocorrer, além de que um dos envolvidos possa começar a gostar mais de um do que de outro. Se até pais as vezes tem um filho preferido, imagine casais…

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Comentário por Eduardo Azeredo
16 de dezembro de 2011 às 18h31

O que eu acho mais curiso na história toda é a questão de que, como dito no post, uma traição “acontece” é acaba sendo aceita, mas um relacionamento múltiplo acaba sendo condenado.

Não que eu condene o tesão, muito pelo contrário. Mas é engraçado como o tesão múltiplo é tolerado, mas o afeto múltiplo não.

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Comentário por Carlos Modeiros
24 de dezembro de 2011 às 13h34

Não acho legal essa história. Nem acho normal a traição. A palavra em si já diz tudo.

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Comentário por Scenariun
5 de janeiro de 2012 às 23h01

#adorei como fechou o pensamento ! voltarei mais vezes!!

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Comentário por Natalia
13 de janeiro de 2012 às 16h58

Assunto polêmico esse. E eu acho realmente irracional as pessoas pré-julgarem uma relação de poliamor e aceitarem que “casais se traem”, não faz nenhum sentido.

Já olhou Vicky Cristina Barcelona, filme do Woody Allen? Se não, indico fortemente, é MUITO legal trata exatamente dessa assunto :)
No IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0497465/

Beijo

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