OEsquema

Arquivo: Celebridades

O que você faria com 2,5 milhões de reais?

O empresário Mauro Mendes, que foi candidato ao governo do Mato Grosso pelo PSB, fez o seguinte:

2,5 milhões de reais em uma festa de 15 anos pra filha. Não nego o direito da menina de ter uma festa inesquecível, blá blá blá (e a parte engraçada é que mesmo se eu negasse, e daí, né), mas são dois. milhões. e meio. de. reais. Não há nada que justifique gastar isso em uma festa de 15 anos. Porque chegou num nível ridículo – uma coisa é pagar um ator da Globo pra ir dançar com você, outra coisa é escalar um representante pra cada fase de Malhação desde 98 pra desfilar com uma camisa com suas iniciais e a idade que você está fazendo em números romanos.

O engraçado é que eu sou muito a favor de cada um fazer o que lhe der na telha desde que não atrapalhe a vida de ninguém, e mesmo uma festa de 15 anos milionária parece ser o caso, mas eu ainda acho que uma pessoa deveria ter vergonha de gastar tanto dinheiro com algo assim. Dá pra igualar os pais dessa garota aos babacas que rasgaram as notas de cinquenta reais no programa da MTV.

Eu percebi que esse trecho soa como a pessoa mais rabugenta do mundo reclamando… eu reclamo bastante e tal, mas gostaria de dizer que o motivo primordial pelo qual esse vídeo me chamou a atenção é que, de tão trash, ele é bem engraçado. De tão triste, ele é engraçado.

Desde antes dos 15 anos eu nunca entendi a lógica de contratar um bonitão da Globo pra dançar contigo na sua festa, porque é notório o hábito de pagar esses caras pra ir dançar com moças em festas de 15 anos. Não é como se suas amigas e amigos fossem olhar pro cara e pensar MEU, NÃO ACREDITO, O KAIKY BRITTO É TÃO AMIGO DELA QUE VEIO NA FESTA! MUITO TOP, MEU. Eu diria também ser um pouco remota a possibilidade de o convidado reconhecer, naquela bela e virgem debutante, o amor da sua vida, assim que seus olhares se cruzarem.

Portanto, sempre acreditei que festas de 15 anos eram uma maneira complicada de dizer OLHA, GENTE, EU TENHO MUITO DINHEIRO. O lance é que quanto dinheiro alguém tinha ficava bem claro no dia-a-dia na escola, então não que fosse necessário.

O problema é que, depois dessa aí, é impossível vencer.

A propósito: lembro você que pai da menina é do PSB, que como você bem sabe, é o Partido Socialista Brasileiro.


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FUJAM

Eu não escrevi FUJÃO porque não quero nenhum babaca me dizendo “que vergonha, hoje em dia qualquer um escreve o que quer por aí, isso que dá jornalista não precisar de diploma, blá blá blá”. Os babacas dizem sempre a mesma coisa, eu já decorei, e já cansei de explicar que FUJÃO e CORÃO é piada.

Masnão importa. O que é importa é que hoje trago pra você, em um oferecimento de @tatikmd, algo que vai fazer você, digamos assim, defecar tijolos.

O SWING DO AXÉ ENCONTROU A MODERNIDADE DO PSY. E nós só podemos lamentar.

Lembrando que o último grande sucesso do Tchakabum foi aquela música do Caldeirão e da Explosão, que você pode ter dançado durante aquelas matinês no Cabral em 2002.

Não sei o que me assusta mais – se é a letra, se é o conceito ou a execução do videoclipe em si, recheado de ícones importantíssimos da mobralidade moderna. Deixo você se decidir aí nos comentários: o que assusta mais nesse caldeirão de influências horríveis em que se transformou o antes ruim, mas digno, trabalho do Tchakabum?

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Uma puta falta de sacanagem eu não atualizar mais isso aqui

Melhor vídeo do mês é o seguinte:

Pra quem não entendeu, a banda Restart, que faz parte desse novo rock aí que tem como característica os nomes de banda precedido pela palavra ‘banda’. Tipo ‘banda Cine’. É porque você olha, vê um monte de moleque muito esquisito, de calça verde limão, tênis vermelho, wayfarer de lente de grau e camisa com gola V, e não intui que é uma banda. Acha no máximo que são os novos caras da Malhação, ou então um daqueles programas em que você renova o guarda-roupa da pessoa porque ela se veste muito mal. Daí precisa que o nome venha explicadinho antes, tipo BANDA RESTART.


Praticamente um programa do Discovery Channel sobre
novas e exóticas espécies da costa neo-zelandesa

Mas divago. A BANDA RESTART marcou uma tarde de autógrafos na Fnac da Av. Paulista. Eles esperavam 250 pessoas, apareceram 3 mil. A livraria decidiu cancelar o evento e o que se sucedeu foram essas cenas épicas. A BANDA RESTART bem que podia se engajar em uma causa política qualquer aí e levar toda essa molecada junto, né? Sei lá, aproveitar essa doença dos fãs pra algo produtivo socialmente.

Por um segundo, eu me senti mal de criticar esses jovens. Me lembrei que eu também fui adolescente, também fui fã de uma banda. Daí eu os vi chorando, vindo do interior, as mães junto e a culpa passou, porque há diferenças entre o tipo de fã que eu era e eles. Por exemplo, a minha banda não era super colorida. Os fãs em média eram mais velhos, o que demonstrava toda a minha precoce maturidade. Eu não berrava por eles, não fazia parte de família nenhuma, não ficava sem comer nem nada. E por fim, minha mãe JAMAIS viajaria comigo pro interior pra ver a banda, sabe?

No caso, foram meus avós mesmo que me acompanharam até Curitiba pra ver o show do Pearl Jam! Mas eles nem foram lá no show mesmo viu, só pro seu governo!

E eu tinha pulseirinha. HEH (tinha mesmo, era uma do fã-clube do Pearl Jam que me dava direito a entrar no gig antes)

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Sobre retuítar elogios

Imagine uma pessoa que, quando está perto de você, fique te contando sobre os elogios que outras pessoas fizeram pra ela. Alguém que passasse a maior parte do tempo dizendo que fulano a acha legal, que cicrano gosta muito dela, que beltrano elogiou o trabalho dela.

Imagina ainda que você nem conhece essas pessoas que ficaram elogiando essa pessoa que você conhece.

Imaginou? Constrangedor, né?

É exatamente assim que as pessoas se sentem quando você retuíta um elogio que fizeram pra você, amigo. Elas se sentem constrangidas. Primeiro, porque ela não conhece quem você está retuitando; logo, tanto faz o que essas pessoas acham de você. Em segundo porque quando você faz algo assim ninguém realmente lê os elogios e acredita neles. Tudo que a gente vê é ‘oh meu deus. que carência’.

Só tem uma coisa mais bizarra que gente que retuíta elogio: gente que retuíta qualquer coisa que digam sobre ela. Vide @geisyarruda.

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A maior competição de gostosice do Brasil

Imagina se você chegasse em uma festa e a primeira frase que você ouvisse, de dois caras atrás de você, fosse essa aqui embaixo.

“Nóis vai tranzá* lá dentro, heim!”

Você imaginaria que eu estou falando de um baile funk (por estereótipo, né. Todo mundo diz que em baile funk acontece essas coisas promíscuas) ou da Pirigóticas, mas não: eu tô falando do Skol Sensation, o infeliz substituto do Skol Beats que acontece desde o ano passado em São Paulo.

Foram 40 mil pessoas vestidas de branco escutando música eletrônica do tipo que eu não gosto (não sei os nomes) no Anhembi. O que é bom, porque se você se veste de branco com 40 mil pessoas, parece ridículo de forma coletiva, e não individual. Parecer ridículo se branco não se aplica se você for médico ou enfermeira, ou pai-de-santo.

Peguei a mesma roupa branca que usei ano passado (a mesmíssima, um vestido da minha mãe) e rumei com três amigos para a zona oeste de São Paulo (acho que é Oeste; alguém esclareça, por favor, porque eu trabalho lá e gostaria também de saber em que Zona eu trabalho. A piada não foi proposital). Ao chegar, tivemos aí o prazer de escutar a conversa entre esses dois brothers, o que já nos deixou animados pra noite que estaria por vir.

NOT.

O Skol Sensation é um dos eventos mais bem organizados e estruturados que eu já vi. É decorado de maneira hipnotizante. E tem muita gente bonita (leia-se RICA) e que provavelmente está colecionando as figurinhas da Copa (isso já é indicador social, heim). Por isso, se você se interessa por esse universo, recomendo muito que vá ao evento no próximo ano. E há quem se interesse, e eu não tenho nada contra essas pessoas, porque né, tenho amigos que curtem essa vibe (ALÔ FELÍCIA), e eu gosto deles e tal. Na boa, só que meu dever civil é observar as paradas e relatá-las aqui.

Só que precisamos ser honestos. Não é um evento de música, ao menos não pra maioria das pessoas lá. Ninguém sai de lá comentando uma virada que o DJ fez, ou uma hora em que o público foi ao delírio, como a gente faz quando sai de show. Muita gente sequer dança, só desfila com o drink na mão, roupa branca igual todo mundo. É que tem um status em estar nessa festa, um status social. Não tem a ver com música. Tem a ver com A GRANDE COMPETIÇÃO DE QUEM É MAIS GOSTOSO(A)!

Sim, amigo! Informalmente, quase como uma tragédia não anunciada, os frequentadores do Skol Sensation estão lá para serem vistos e competirem com outros frequentadores pelo posto de pessoa mais atraente com menos roupa. (Com exceção das muçulmanas que vi por lá, de branco e de véu na cabeça.) Nessa biosfera, Geisy Arruda seria considerada iniciante. Os vestidos não eram curtos, porque eles não eram como vestidos – eram tipo camisas. E os homens sempre tiravam a camisa, e não estava tão calor. E eu vi um cara que caminhava com desenvoltura pela festa de shortinho, daqueles dois palmos acima do joelho, e-

-e só. O shortinho era branco, antes que perguntem.

Se eu me diverti? Pra caramba. Tenho senso de humor.

*Nós votamos (eu e o pessoal que estava comigo) e constatamos que aquele “transar” que ouvimos dele foi com Z, com certeza.

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Infinito enquanto durou

Há um mês mais ou menos eu tava em casa de bobeira no sábado a tarde. Geralmente de sábado a tarde eu tô andando de skate, que eu sou muito radical, mas nesse dia se não me engano tava chovendo. E eu assisti àquele fabuloso programa Estrelas, em que a Angélica bate papo com artistas como se eles estivessem tomando café, assim, com a câmera ligada, sabe?

A convidada desse dia foi a Daniele Winits e seu marido, Cássio Reis. Os dois tavam contando pra Angélica como se conheceram e se apaixonaram. Foi tudo muito bonito, declarações de amor pra lá, olho cheio de lágrima pra cá. Até a Angélica ficou sem graça com o quão melosos eles tavam e fez piada disso. ‘Que bonito’, eu pensei. ‘Vai ver tem casamento de celebridade que dá certo, né?’

FAIL. DOUBLE FAIL, na verdade: esse Jonatas Faro era um Chiquitito. Nada contra os Chiquititos, mas o Cássio deve estar meio deprimido de ter sido trocado por um.

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Só um motivo para odiar Carnaval. Um só

Nada contra, heim. Não curto essa vibe ESCOLAS DE SAMBA DO GRUPO ESPECIAL, SPTV fazendo matéria sobre samba-enredo… mas não chega, digamos, a me fazer odiar o Carnaval. É um feriado, acima de tudo. Não há como odiar feriados.

Talvez Finados. É triste gostar de Finados. Enfim.

Mas o Neguinho da Beija-Flor conseguiu a proeza de compôr a pior “”"”música”"”" de Carnaval de toda a história de todos os Carnavais. E você só precisa dessa música pra ficar puto com o Carnaval. Sério.

Cante comigo enquanto assiste o clipe dessa ABERRAÇÃO SONORA.


MULHER

Mulher, mulher, mulher
Mulher, mulher, mulher
Mulher, mulher, mulher
Mulher, mulher, mulher
Mulher, mulher, mulher

A mulher é a mulher
A mulher é a mulher
A mulher é a mulher
A mulher, a mulher
A mulher, a mulher!

Melhor que uma mulher
Só dez mulher
Só dez mulher
Melhor que dez mulher
Só mil mulher
Só mil mulher

Uma mulher, duas mulher,
Três mulher, quatro mulher
Cinco mulher, seis mulher
Sete mulher, oito mulher
Nove mulher, dez mulher

[refrão]
Mulher, mulher, mulher
Mulher, mulher, mulher
Mulher, mulher, mulher
Mulher, mulher, mulher
Mulher, mulher, mulher

A mulher é a mulher
A mulher é a mulher
A mulher é a mulher
A mulher, a mulher
A mulher, a mulher!

Melhor que uma mulher
Só dez mulher
Só dez mulher
Melhor que dez mulher
Só mil mulher
Só mil mulher

Uma mulher, duas mulher,
Três mulher, quatro mulher
Cinco mulher, seis mulher
Sete mulher, oito mulher
Nove mulher, dez mulher

[refrão]
Mulher, mulher, mulher
Mulher, mulher, mulher
Mulher, mulher, mulher
Mulher, mulher, mulher
Mulher, mulher, mulher

Eu eu consigo ver o Faustão perguntando pra ele no que ele se inspirou pra compôr esse samba.
Que bela homenagem. Ao menos o Martinho da Vila, quando fez a sua, não ficou repetindo a mesma palavra.

(Via MTV)

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O cara que tem mais hits no YouTube de Curitiba

A essa altura, pode ser que você já tenha ouvido falar de Rodrigo Ferraz. Além de ter virado piada em um monte de site por aí, e ser a sensação da internet há umas três semanas, as frases dele já viraram bordão entre a minha galera e o YouTube tem dezenas de paródias do vídeo do cara. A cereja no topo é que o Rodrigo foi no programa Domingo Legal nesse fim de semana (apresentado pelo Celso Portioli, agora). O homem virou um fenômeno. Quem é ele?

Ninguém sabe se o mais engraçado é o fato de ele ter peitos maiores que os meus e achar isso interessante, se são as rimas absolutamente retardadas sem nenhuma métrica ou rima, o cameraman (MITO) ou a ironia de um cara se achar muito homem enquanto tem outro cara atrás da câmera elogiando seu CORPO.

Ah. O sotaque também agrega aos elementos cômicos.

Nosso herói Rodrigo Ferraz é compulsivo por esses vídeos. Tem um em que ele rima bêbado, outro em que rima sem camisa sobre sua filha, que está para nascer. Tem um novo praticamente toda semana, com as mesmas rimas que ele julga serem provocantes, sob o mesmo mote de que todos tem inveja dele.

E quer saber? Todos têm mesmo. Eu explico.

Uma coisa é a gente achar esse cara risível. Ele é, realmente, muito engraçado. Rir dele, imitar, fazer piada. Até a paródia é algo muito divertido. Mas aparentemente tem gente em um monte de lugar que odeia o cara. Odeia muito – xinga ele no YouTube, faz questão que ele saiba o quanto ele é desprezível, cria vídeos-resposta editando os originais e colocando coisas sem graça na boca dele.

Isso é despeito, de certa forma. E a palavra “despeito” deixa tudo mais engraçado no contexto, mas é sim. É uma indignação do fulano pela fama daquele cara ter sido provocada por algo que ele considera tão indigno. Ele chegou ao Domingo Legal por que implantou silicone nos peitos e no trapézio! Que absurdo.

Quer dizer, essa frase é a fala de alguém. Eu não acho isso. Sabe por quê? Neguinho tem que ser MUITO HOMEM pra colocar silicone no peito e no trapézio, sendo homem. Se transformar numa aberração. Ser zoado pela internets inteirinha assim, receber vídeo resposta zuando. Tem que ter a auto-estima lá em cima pra aguentar tanta porrada.

E ser muito forte, também. Mas ele é. Horrivelmente forte.

E as mesmas pessoas que reclamam da fama dele são as que continuam falando dele por aí, reclamando do quão horrível é um país que dá IBOPE pra um cara que claramente usa anabolizantes, botando a culpa na sociedade, enquanto ele é o cara que mais vê os vídeos do Rodrigo, assinou o canal do cara e assiste rapidinho toda vez que ele coloca algo novo.

Rodrigo Ferraz é mito. O Chico Barney aposta que ele sabe o quanto é engraçado fazendo todas essas coisas; eu não tenho certeza. Sei que os méritos dessa fama virtual, que passa rapidinho e atinge tão pouca gente, são todos dele. E dos babacas que ofendem o cara em vez de se divertir com o cara que é, atualmente, o gaúcho mais engraçado de Curitiba.

Observem a singeleza de Rodrigo no Domingo Legal. A insegurança em sua voz. Sua doçura. Ele é um ursinho preso no corpo de um monstro esquisito. A mulherada na plateia vibra. Celso Portioli fica desconcertado.


“Disseram que você morreu! Não é verdade?”

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A doença do verão não é a dengue, não

Então vamos aproveitar que eu me inspirei. Como eu me inspirei? Eu não sei. Talvez seja o botão GET INSPIRED aqui do lado (do lado da caixa de texto, tem um botão GET INSPIRED laranjão, chamativo, por causa de um plugin pra Firefox que eu uso).

Botão laranja me inspirou a ir lá e ser feliz

Ou então é porque tô lendo umas paradas engraçadas: hoje li bastante o blog do Larica Total, o blog de BAIXA, MUITO BAIXA gastronomia mais genial que já encontrei.

Falando em baixa gastronomia, agora eu tô gastando minha cota diária da letrinhas (a minha chefe acredita na existência de uma cota diária de letras, e eu também) lá no Interbarney, mas em outro blog, não o Bombril na Antena: o Humor Tandela, que é sobre comida. Porque eu cozinho, vocês sabem, e também como. Provavelmente como melhor do que cozinho, mas só os que comem o que eu cozinho (opa) podem dizer. De qualquer forma, colem lá pra conferir minhas elocubrações culinárias, que devem salvar você daquele perrengue da madrugada. Esperem 500 receitas diferentes de miojo.

Outra parte das letrinhas tão no meu novo blog no Link, o LOL. No LOL eu posto toda sorte de atrocidades internéticas. Recomendo, e não é porque sou eu escrevendo (claro que é, mas ainda assim, eu recomendaria ainda que não fosse. Estou fazendo um bom trabalho)

Mas divago. Cá estou para falar desta, que é a canção do verão 2009/2010, e que lhe prometo, entrará na sua cabeça e não sairá por três dias. Não adianta não dar play no vídeo. Se você já escutou esta praga alguma vez, estou certa que apenas o nome da canção reavivará sua memória.

Sacanagem? Pode ser. Prepare-se para cantar uma música baixinho o dia inteiro.

I’VE GOTTA FEELING.

=D

Primeiro, tenha compaixão. Lembre-se que para escrever esse post eu fiquei lendo a letras e escutando essa merda por tempo suficiente para que ela permaneça em minha mente por 6 meses. E FIZ ISSO POR VOCÊ, leitor. Para esmiuçar as características tão marcantes desta canção, características essas que despertam em mim e em todas as pessoas de bem um extinto instinto assassino, e nas pessoas DE MAL o chamado ESPÍRITO BIG BROTHER, ou VIBE BIG BROTHER.

VIBE BIG BROTHER

A VIBE BIG BROTHER é um estado de espírito que acomete 90% das pessoas que escutam I’VE GOTTA FEELING. Apenas 10% da população é imune ao efeito da canção, que atinge a maioria das pessoas por volta do vigésimo segundo e já no segundo refrão alcança seu auge.

Como saber se você foi atingido pela VIBE BIG BROTHER de I’ve Gotta Feeling?

SINTOMAS

- Quando você escuta as primeiras notas da música, grita “Uhuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!!!!!!!” ou “ESSA É MINHA MÚSICA!!!!!!”?

- No mesmo momento, seu cérebro manda sinais para que você se prepare para pular naquela hora em que o WILL.I.AM fica dizendo TONIGHTS THE NIGHT/LETS LIVE IT UP, enquanto seus olhos se fecham em êxtase?

- Quando o WILL.I.AM começa a cantar TONIGHTS THE NIGHT/LETS LIVE IT UP, você começa a cantar isso alto, pulando com os braços para o alto, batendo os pés no ritmo da música, apontando de maneira significativa para os seus amigos?

- Quando a FERGIE começa a cantar a parte dela, você novamente fecha os olhos em êxtase?

Se você respondeu SIM a mais de uma dessas opções, sinto muito. Você está infectado. Não há antídoto conhecido.

E SE EU FOR IMUNE?

Sorte sua, caubói. Mas nesse caso, as consequencias podem ser até piores, dependendo do ponto de vista. Você evitou o mais constrangedor, mas no caso de ser imune, geralmente a superexposição à música causa irritação e esquizofrenia (no caso, essa esquizofrenia em particular se caracteriza por você repetindo esta merda por três dias. Eu sei que isso não é esquizofrenia, mas no meu blog é). Se você entrar em contato com a canção e for imune, tente escutar algo esquisito em seguida para LIMPAR A CABEÇA. Pode ser ruído rosa, que não passa de um monte de chiados, tipo aqueles da TV. Taí ó, ruído rosa:

Ou sei lá, pode ser alguma coisa tocada ao contrário. Qualquer coisa que melodicamente não faça sentido.

A LETRA

É uma merda. Vamos analisá-la a luz do humorismo pelo qual esse espaço virtual se caracteriza:

I gotta feeling that tonights gonna be a good night
that tonights gonna be a good night
that tonights gonna be a good good night

(Não quero ofender os retardados, mas eu só consigo imaginar um retardado repetindo tanto algo assim. Se você tirar a letra e colocar na boca de alguém, vai parecer uma pessoa muito enfática, porque né)

Tonights the night night
Lets live it up
I got my money
Lets spend it up

(Primeiro que rimou UP com UP. Uma boa saída pra quando você não sabe o que fazer em uma música é a. não rimar b. rimar uma palavra com a mesma palavra. De qualquer forma, esse verso diz que essa noite vai ser demais, que é pra gastar o dinheiro todo que a pessoa tem. A essa altura nego já tá bêbado, e bêbado é rico, então vai lá e gasta tudo mesmo)

Go out and smash it
like Oh My God
Jump off that sofa
Lets kick it up

(UP de novo, bela saída. “Vai lá, quebra tudo, tipo OH MEU DEUS”, gosto quando a religião vem dar aquele amparo. “Pule fora DAQUELE sofa, e vamos chutar o pau da barraca”. Ainda papo de bêbado: disse, disse e não fez nada. E ainda se referiu a um sofá imaginário, que é aquele, e não esse. Não faz sentido)

I know that well have a ball
if we get down
and go out
and just loose it all

(É ball de baile ou de bola? Porque não tem nada a ver jogar futebol no meio da parada. Mas ela quer saber de perder o controle mesmo. The same old shit.)

I feel stressed out
I wanna let it go
Lets go way out spaced out
and loosing all control

(Desculpa de piriguete pra poder sair por aí dando pra todo mundo. “Tô estressada, quero me soltar”, daí toda um porre e fica toda se querendo pra cima de todo mundo. Daí é óbvio que vai ter um sentimento que a noite vai ser boa. Quer dar SEJA MACHO E DÊ, não fica numas de AI TO ESTRESSADA PRECISO ENCHER A CARA. BTW, essas duas foram as estrofes da Fergie)

Fill up my cup
Mazal tov
Look at her dancing
just take it off

(Mazel Tov* é qualquer coisa de festa de judeu, e eu acredito – quero acreditar – que em uma festa judaica voce não pode pedir pra uma mina que esteja dançando sensualmente tirar a roupa. Por isso essa estrofe é incoerente)

*Mazel Tov é ‘boa sorte’ em hebraico, como me explica a Wikipedia. A piada não fez mais sentido (médio), mas mantive porque na vida a gente tem que arcar com o que faz. Até porque ninguém deseja boa sorte depois de encher um copo, a não ser que você esteja tomando o famigerado drinque VENENO DE RATO

Lets paint the town
Well shut it down
Lets burn the roof
and then well do it again

(Vandalismo, tópico polêmico. Eu curto, você curte, mas é cafona. Vai incentivar a molecada a pixar parede e queimar telhado, E DEPOIS FAZER ISSO DE NOVO? Porque aí é looping, né. Não tem fim. Não tem fim, não é bom: você cresce, arruma um emprego, tem família. Não pode continuar queimando telhado e pixando muro)

Here we come
here we go
we gotta rock

(“A gente vai, a gente volta, temos que arrasar” denota indecisão e necessidade de auto-afirmação no grupo)

Tem mais alguns trechos em que eles ficam repetindo coisas de retardados, tipo:

- os dias da semana em inglês (acho que é só pra mostrar que sabem);
- o quanto eles querem arrasar e destruir e dançar e curtir;
- que eles são demais, muito demais, e querem arrasar e curtir 24 horas por dia;

SOBRE OS BLACK EYED PEAS

The Black Eyed Peas.
Image by brina_head via Flickr

Pra começar que um Black Eyed Pea é uma ervilha de olho preto. No literal. DEVE significar alguma coisa, tipo ERVILHA ESTRAGADA, ou é a expressão em inglês equivalente a OVELHA NEGRA. Isso já seria suficiente, mas vou continuar. É uma banda de quatro pessoas que não tocam nada e gritam todas juntas, berrando. Não se ouve a voz de ninguém separadamente, nunca. A função de uma das pessoas é ser uma gostosa com carreira solo. De outra é fazer participações especiais em álbuns de outros artistas e produzir álbuns de outros artistas.

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Segura essa singela homenagem, porque vamos bater

Leila Lopes não é da minha época. Não lembro dela fazendo os papéis que a CONSAGRARAM como atriz, em Pantanal ou sei lá que novela. Pra minha geração, Leila Lopes foi uma maluca decadente que fez filme pornô. Mas muito embora ela tivesse um brilho louco no olhar, provavelmente fruto de medicação, dava pra sacar que ela não era malvada. Só louca. De um jeito muito engraçado.

Como homenagem póstuma (sim, visitantes com o IP SS.93.DFG0.1, de Marte. Ela morreu) a uma doida que há um ano disse ter feito pornô para “poder se aposentar”, deixo para quem já viu (e quem ainda não viu, também) os melhores registros sobre Leila que consegui encontrar. Primeiro, o vídeo em que ela relata o acidente que quase a matou, há 10 anos (19 de dezembro de 1999), e o “rodar, rodar, rodar”. Repare como ela fala como se tivesse decorado o texto. É uma atriz da vida real:

Depois, a entrevista no Boteco Sujo em que ela fala que fez filme pornô mas que não é atriz pornô. Olha um trecho:

O seu filme pornô é diferente?

Leila – É um filme inovador, com começo, meio e fim, ambientado nos anos 50. As cenas de sexo são bonitas e têm contexto.

Leia o resto aqui.

Sobre o Lombardi, não digo nada. Perdemos um patrimônio da cidade. Meu vô dizia ser brother dele. A @gabrielahesz sempre o via comprando carne no açougue aqui perto. O pessoal da Metodista que estagiava na rádio ABC sempre reclamava do quanto ele era esnobe. Mas ainda assim, é tipo Lucélia Santos. Tô nem aí, mas quando morrer, vou ficar triste que mais um patrimônio de Santandré se foi.

Pelo menos eles trazem as celebridades aqui pro Paço pra acompanhar o velório.

No mais: alguém já reparou que chega no fim do ano e um monte de coisa acontece de uma vez? Parece que as resoluções do universo ficaram, sei lá, sendo adiadas. Aí chega em dezembro precisa atropelar tudo, porque precisa acontecer antes do ano. Geralmente se trata de mortes e tragédias coletivas.

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